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Sofrência cool: versão de “Cosmic Dancer”, do T. Rex, cantada por Morrissey e Bowie, ganha lançamento oficial

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Um dos maiores momentos da história da música pop, sabido há quase 30 anos, mostrado há mais ou menos quatro meses, agora está eternizado em forma de arquivo oficial.

A famosa invasão de palco do David Bowie no show do Morrissey, em Los Angeles, no ano de 1991, quando os dois cantaram “Cosmic Dancer”, faixa linda do incrível T. Rex de Marc Bolan, ganhou lançamento oficial.

O show foi realizado no gigante The Forum e Bowie apareceu logo no final da apresentação de Morrissey, que contou um pouco do episódio em sua autobiografia, publicada em 2013. “Ele entrou no palco todo majestoso e eu já estava exausto, quase sem voz. Mas o garotinho fã de 12 anos dentro de mim, que não ia para a escola sem antes acalmar meus nervos ouvindo “Starman” todos os dias, não estava acreditando no que estava acontecendo ali. Mas lá estávamos eu e ele”.

Esse momento tão comentado entre os fãs durante anos só teve imagens reveladas em julho deste ano, quando surgiu um vídeo de gravação bruta não apenas do dueto, mas também com cenas de bastidores, com o Bowie fumando um cigarrinho de boa, esperando o Moz sair do camarim.

“Cosmic Dancer” foi lançada hoje nas plataformas digitais em contas oficiais de Morrissey. O som limpinho pode ser conferido abaixo, junto com o vídeo que saiu há alguns meses.

* Vale lembrar que… Moz e Bowie viviam relação conturbada, e ficaram com contas por acertar neste plano terrestre. Em 2016, em um show em Manchester, Morrissey separou um momento de seu show para discursar sobre as “melhores pessoas” que morreram naquele ano. Ele citou o boxeador Muhammad Ali, Prince, a atriz Caroline Aherne e a comediante Victoria Wood. Omitiu Bowie, o bastante para a reação negativa de parte do público.

Os dois começaram a tretar em 1995, quando fizeram uma turnê juntos. As razões nunca foram reveladas. Já em 2013, Bowie vetou a publicação de uma foto dos dois para a capa da reedição do maravilhoso single “The Last of the Famous International Playboys” (1988), que em sua versão final teve Moz e o cantor Rick Astley.

Na época, a NME destacou que Morrissey havia dito, em 2014, que sabia que havia criticado David no passado, mas que ele (Bowie) também tinha consciência de era uma “infantilidade boba” por parte do ex-Smiths.

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Trilha da polêmica série “We Are Who We Are” já saiu em dois discos e tem de Radiohead a Drake, de Blood Orange a… “Emilia Paranoica”.

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* Talvez a atual série de TV mais falada, “We Are Who We Are”, dirigida pelo italiano Luca Guadagnino, é facilmente a que tem a melhor trilha sonora de série desde a britânica “Peaky Blinders”. E graças ao músico americano Dev Hynes, o Blood Orange, responsável por conduzir a sonoridade que embala uma das mais insólitas histórias de seriado dos últimos tempos.

“We Are Who We Are”, do mesmo diretor de “Me Chame pelo Seu Nome, e produzida pela HBO, se passa numa base militar americana na Itália, numa praia perto de Veneza. Tem Chloe Sevigny e Alice Braga como as mães do complicado adolescente Jack Dylan Grazer, que chegam à base para Chloe assumir o posto de nova comandante do lugar. O rapper Kid Cudi também está no elenco.

A série, exibida há um mês, é sobre o amadurecimento teen, o famoso “coming of age”, descobertas de sexualidade ou das sexualidades e desenvolvimento de amizade e tals, num ciclo bem próximo de brancos e negros, americanos e europeus, de famílias civis e militares, reunidas num pedacinho dos EUA na Itália. As confusões de sempre, amplificada pelas modernidades de comportamento. E confusões não só dos adolescentes.

A música tem dois aspectos em “We Are Who We Are”. Primeiro a composta pelo Dev Hynes especialmente para o seriado. E também a variação de banda que a gente gosta, formando a trilha sonora geral, escolhida pelo próprio Guadagnino, que vai de Smiths a Radiohead, de Drake a Post Malone, tem Prince, Bowie e Stones. Mas também tem o próprio Blood Orange, Neil Young e 21 Savages.

Isso porque estamos no episódio 4 (de oito). O mais novo saiu ontem à noite, não assistido ainda.

Exatamente esses dois aspectos musicais de “We Are Who We Are” acabam de sair em discos oficiais: o das músicas originais feitas para a série (Dev Hynes) e outro com as canções conhecidas, antigas e novas, espalhadas pelo diretor na trama.

Um dos destaques do segundo álbum é um resgate pessoal de Guadagnino para sua série. Trata-se de “Emilia Paranoica”, famoso hino punk italiano dos anos 80, da banda CCCP – Fedeli Alla Linea, grupo formado em Berlim por uma galera italiana que morava na tensa cidade alemã da época.

A música, de quase 8 min de duração, embala uma marcante festinha dos teens da série num casarão abandonado de uma vila russa “sem os russos” no episódio 4.

É esta aqui:

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Surge o vídeo do encontro de Morrissey e David Bowie cantando cover de T. Rex

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* Uma saborosíssima história da música pop, muito contada, bastante ouvida, mas nunca mostrada, ressurgiu nos últimos dias para corrigir esse grande problema: apareceu um espetacular vídeo dela.

O dia em que David Bowie “invadiu” o palco de um show do Morrissey em Los Angeles para ambos cantarem uma coisa do grande clássico “Cosmic Dancer”, de Marc Bolan, poeta, cantor e guitarrista do lendário grupo T. Rex.

A apresentação aconteceu durante uma turnê solo do Morrissey pelos EUA em 1991, do álbum “Kill Uncle”, seu segundo disco pós-Smiths. Foi um show na gigantesca The Forum, antiga arena onde os Lakers mandavam seus jogos na NBA e o poderoso Kings, na NHL, a liga de hockey.

Esse encontro de palco absurdo traz até imagens fora dele, nos bastidores, com Bowie esperando Morrissey sair do camarim, fumando um cigarrinho e conversando com amigos no corredor. A cover de Marc Bolan ocorreu no bis, na última música do show.

Sobre esse nunca-antes-visto encontro, Morrissey chegou a falar em sua autobiografia, publicada em 2013: “Ele entrou no palco todo majestoso e eu já estava exausto, quase sem voz. Mas o garotinho fã de 12 anos dentro de mim, que não ia para a escola sem antes acalmar meus nervos ouvindo “Starman” todos os dias, não estava acreditando no que estava acontecendo ali. Mas lá estávamos eu e ele”.

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Sem poder acontecer real, Glastonbury virtual remonta o passado de quinta a segunda para comemorar seus 50 anos

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* Glastonbury x Coronavírus. Previsto para acontecer nesta semana entre os dias 24 a 28 de junho, mas cancelado pela pandemia, o gigantesco festival inglês anunciou um “line up virtual” para comemorar seu 50º aniversário. Se 205 mil pessoas compareceriam in loco para ver essa especialíssima edição cinquentenária do festival, a ideia agora é milhões de longe relembrando os grandes momentos do evento nesses anos todos.

Bom, talvez recriar a “experiência glasto” em casa não seja tão fácil. Sem aquele monte de barro, litros de cerveja quente, o (des)conforto dos banheiros químicos, a aglomeração de gente “alterada” (inclusive saudade do galerão)… Massss, sem outro jeito, dá para você recordar alguns dos shows icônicos do maior festival do mundo ao longo destes 50 anos.

A edição que agora em 2020 traria como headliners sir Paul McCartney, Kendrick Lamar e Taylor Swift, além de mais de outros MIL (!!!) shows na programação, resolveu proporcionar a seus fãs parte da experiência através de playlists (divididas por palcos), galeria de fotos, eventos, palestras e até uma exposição online com curadoria do ótimo museu britânico Victoria & Albert (V&A, de Londres). Tudo isso é o chamado Glastonbury Experience.

Na TV, a BBC, que transmite o Glasto desde 1997, também terá parte da sua programação dedicada ao festival a partir de quinta feira, só com pesos pesados e seus shows clássicos: Nick Cave & The Bad Seeds, Oasis, Radiohead, The Cure, Beyoncé, Jay-Z, LCD Soundsystem, Amy Winehouse, Lady Gaga, David Bowie (!), Arctic Monkeys, Blur, entre muitos outros. E, claro, as “novidades” quentinhas da música: Billie Eilish, Fontaines DC, Idles, Haim, Stormzy…

O gigantesco lineup de shows antigos do Glasto vai ser mostrado em streaming na plataforma BBC iPlayer, que não funciona fora do Reino Unido. Fiquemos de olho no canal da BBC Music no Youtube. Ou pensamos em outro jeito. Mas teremos que ver.

Captura de Tela 2020-06-23 às 7.35.29 AM

Por aqui a gente não consegue nem separar os favoritos da lista acima, mas enquanto isso vamos de playlists para ir entrando no clima, cada uma representando um dos principais palcos do festival:

(PYRAMIDE STAGE PLAYLIST)

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(THE PARK STAGE)

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(JOHN PEEL STAGE)

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(WEST HOLTS)

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(OTHER STAGE)

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* A foto que chama este post na home da Popload é da primeira aparição do Oasis para show no Glastonbury, em 1994.

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Pura nostalgia: Jools Holland relembra grandes performances de Radiohead, PJ Harvey e David Bowie em seu programa

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Em ritmo de quarentena, o apresentador inglês Jools Holland tem colocado no canal da BBC, semanalmente, vídeos rebuscados do rico arquivo de seu “Later…”.

Neste final de semana, foram relembradas virtualmente apresentações marcantes de grandes nomes no programa.

Temos, por exemplo, o raro vídeo de “No Surprises”, em performance de 1997. Da diva PJ Harvey, surgiu o registro de “Let England Shake”, datado de 2011. Já do gigante David Bowie, apresentação matadora de “Rebel Rebel”, feita em 2002! Tem ainda Doves e Tune Yards.

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