Em death from above 1979:

POPNOTAS: As amigas de Julien Baker, as inspirações do Death from Above 1979 e a ferveção nordestina do FERVE

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– A gente não cansa de escrever sobre o novo álbum da Julien Baker, que chega no dia 26 de fevereiro. Até aqui todos os singles de “Little Oblivions”, seu terceiro disco, são nota 10 e apontam o novo direcionamento de sua carreira – mais banda do que só voz e guitarra. E não é diferente com “Favor”, este single mais recente. A faixa tem como acréscimo os vocais de apoio de Lucy Dacus e Phoebe Bridgers, as parceiras de Julien na ótima trinca de “amigas sensíveis” boygenius. Aos que “precisam do trio para viver” (brincadeira “séria” e interna no indie americano), vale avisar que vem mais por aí. Lucy conta que os vocais de “Favor” foram registrados no mesmo dia que “Graceland Too”, faixa da Phoebe em “Punisher”, que também vocais do trio, e que dessa sessão resta a sua música em trio. Quando será que Lucy lança essa?

– Let’s make love and listen to Death from Above, como nos ensinou o CSS. E, no caso de levarmos a cabo a frase, com músicas inéditas da banda. Sim, a dupla canadense Death from Above 1979, que fazia um barulho danado no novo rock de 2001 enquanto os Strokes nos contavam sobre last nite e o Rapture ficava na casa dos amantes ciumentos, voltou para soltar seu quarto disco no dia 26 de março. “Is 4 Lovers” já ganhou seu primeiro single, com vídeo, a “lentinha” “One + One”. Lentinha para os padrões DFA, 1979, claro.Jesse F. Keeler e Sebastien Grainger ainda têm o que falar. E tocar.

– CENA: Um coletivo de artistas, produtores e ativistas do Nordeste foi formado para dar vida ao FERVE, um encontro sonoro que viaja pela fronteira entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte produzindo um ideia conjunta de beats tropical, mais perto do Caribe do que das “capitais”, graças a Deus no caso. O FERVE foi uma ideia que, veja você, envolveu em São Paulo, em 2018, nomes da cena indie nordestina brazuca como Anderson Foca, Chico Correa, Gabriel Souto, Jéssica Caitano, Wilson Batata e Teago Oliveira, Luê, Luisa e os Alquimistas, Felipe Cordeiro, entre outros. A princípio o coletivo acabou gerando mais de 20 ideias de faixas e beats que virariam músicas bandas como Luisa e os Alquimistas, Jéssica Caitano e Orquestra Greiosa. Agora a FERVE tem outras ambições, que incluem uma formação mais sólida e mais com cara de banda (Anderson Foca, Dj Guirraiz e Daniel Jesi), ter uma versão de DJ set e lança hoje na virada desta noite nas plataformas o EP “Liberdade pra Falar” com cinco músicas, que a gente já libera aqui embaixo, pelo Youtube.

1. “No Hay Dinero” – Feat. Sebastianismos (00:00​)
2. “Dotô” – Feat. Playboi Zuka (03:06​)
3. “Hey” – Feat. Filosofino (06:02​)
4. “Roda Brincadeira” – Feat. Ângela Castro (09:19​)
5. “Gasolina” – Feat. Michu Mendez (12:32​)

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É disco e é punk. Sem o 1979, Death From Above solta novo disco com dez músicas inéditas

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Explosiva dupla disco punk canadense, o Death From Above liberou neste (nosso) feriado prolongado o seu aguardado disco novo, “Outrage! Is Now”, o primeiro deles sem o 1979 no nome, apenas o terceiro álbum de estúdio na carreira.

O lance todo da polêmica em torno do nome do duo formado por Jesse F. Keeler e Sebatien Grainger a gente já falou mais de uma vez, envolve (dizem) até o James Murphy e seu selo cool DFA Records, quando, há mais de uma década, advogados do homem do LCD Soundsystem entraram com uma petição para a mudança do nome do grupo, o que gerou um grande desentendimento entre as partes, inclusive com troca de farpas públicas, que só foram amenizadas anos depois. No meio da treta toda, Murphy disse que o problema da confusão dos nomes partiu do momento em que o DFA1979 se tornou conhecido e assinou com o selo da Vice, que é ligada à major Atlantic Records.

Deixando essa tretinha para trás, o Death From Above volta agora com dez músicas inéditas nesse álbum novo, que é puxado pelos singles “Freeze Me” e “Never Swim Alone”. Os discos anteriores deles são de 2004 e 2014, pensa.

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Glastonbury sábado parte 2. O roqueiro Kanye West e o gênio Todd Terje

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* Parte 2 do Glastonbury de sábado, o dia em que Yeezus voltou a Terra.

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Um tempo depois da apresentação do Slaves no John Peel Stage, o Years & Years fez uma das apresentações mais disputadas da tenda, que ficou incrivelmente lotada. Eles, que são uma das bandas mais comentadas do ano, lançam o primeiro álbum agora em julho. O vocalista da banda, Olly Alexander, no meio do show mostrou apoio à parada gay, que aconteceu ontem em Londres. “Shine” é o novo single.


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Uma das atrações mais esperadas para quem curte música eletrônica, com certeza, era o bombado show do norueguês Todd Terje, que é atração de um certo festival que rola aqui no Brasil logo mais (cóf cóf). Acompanhado da banda The Olsens, Terje fez uma performance delícia no meio da tarde. Se liga no que rolou no meio da incrível “Inspector Norse”. Vem, Todd.


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5 - death from above

Aí, direto e reto, teve também a dupla canadense pedrada Death From Above 1979, abalando o Glasto. Veja um exemplo:

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E, claro, no sábado do Glastonbury 2015 teve “milhões” de outras coisas. Mas acho que chegou a hora. Precisamos falar sobre Mr. West.

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Foram duas horas de apresentação de Ye, a atração mais polêmica do festival neste ano. E o que era dúvida deixou de ser quando ele subiu ao palco com “Stronger”, entende? As mais de 133 mil assinaturas pedindo para que Kanye fosse substituído como headliner não foram capaz de matá-lo. Só o fizeram mais forte!

Foi um show cheio de hits, lindo de ouvir. Teve participação do Justin Vernon, do Bon Iver, a quem Kanye atribuiu o título de “One of the baddest white boys on the planet”. Rolou invasão no palco, o comediante Lee Nelson da BBC subiu para uma “intervenção” um tanto quando boba. Ye simplesmente ignorou e o segurança (mais lento da história) retirou o comediante do palco.

“Bohemian Rhapsody” foi um dos covers que Ye escolheu para a noite histórica na fazenda, bonito de ver o público cantando junto.

Depois de TRINTA músicas ele pediu um momento para falar algumas palavras e finalizar dizendo o que naquele momento fazia total sentido:
“YOU ARE WATCHING THE GREATEST LIVING ROCKSTAR ON THE PLANET!”

Ousa dizer que Yeezus está proferindo alguma falácia?

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Uma session incrível do Death From Above 1979. Acústica ainda por cima

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Responsável por um dos melhores álbuns de 2014, a dupla canadense Death From Above 1979 – Jesse F. Keeler e Sebastien Grainger, no caso – fez uma session para uma rádio de Nashville um tanto diferente.

Eles, que botaram na praça recentemente o brutal “The Physical World”, disco algo dance-punk poderoso, com pegada de heavy metal em vários momentos, se apresentaram “desplugados” na rádio local Buzz 102.9 FM.

Na session, eles tocaram as faixas “Crystal Ball”, “White Is Red” e “Trainwreck 1979”, todas em formato acústico. Até parece outra banda. Haha.

* “The Physical World” é apenas o segundo disco do DFA 1979, em mais de uma década de carreira. O de estreia foi o ótimo “You’re a Woman, I’m a Machine”, de 2004. Tudo bem que nesse meio a banda “acabou” em 2006 e voltou em 2011, para um show no Coachella. Os caras são bons.

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Death From Above 1979 mostra novo single brutal na TV

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O incrível duo canadense Death From Above 1979 soltou oficialmente ontem seu segundo disco, “The Physical World”, registro inusitado se pensarmos que a banda surgiu em 2001 e lançou seu álbum de estreia em 2004, ou seja, há distantes 10 anos.

Mesmo assim, a insana dupla Jesse F. Keeler e Sebastien Grainger resistiu ao tempo e soltou fácil um dos discos do ano. Com 11 faixas que passeiam por referências que vão do punk ao metal, “The Physical World” mostra que eles não perderam o mojo.

Tanto que o single “Trainwreck 1979”, mesmo rebuscando algum som do passado, soa bem moderno. E ao vivo fica ainda melhor, como dá para perceber na versão feita por eles na noite de ontem, no talk show do David Letterman. Paul Shaffer, maestro da banda do programa, acompanhou o duo nos teclados.

E ficou genial.

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