Em death from above 1979:

Top 10 Gringo – Dry Cleaning limpa a área e chega ao topo. A loucurinha da Beabadoobee vem em segundo. E o Tomahawk chega para jogar tudo para o ar

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* Semana agitada no mundo dos gringos. Tem artistas novos com sons incríveis, tem a turma da velha guarda (de diferentes velhas guardas, aliás) suando para se manter no mesmo pique e tem banda já se preparando para voltar aos palcos. Sim, amigue: palcos. A gente dá mais detalhes nos textinhos que acompanham nossas dez dicas mais quentes da semana naquela playlist de qualidade para entender como andam o 2021 da música internacional.

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1 – Dry Cleaning – “Strong Feelings”
Andamos meio obcecados pela nova banda pós-punk inglesa Dry Cleaning, que lança seu disco de estreia em breve com produção de John Parish, parceiro da PJ Harvey. Obcecados ainda por esta “Strong Feelings”, que já apareceu aqui no Top 10 Gringo mas achamos que nesta semana merece uma posição um pouco mais justa: o primeiro lugar. É a melhor guitarra de uma música britânica desde algumas canções do primeiro disco do Fontaines DC, que nem britânico são, mas beleza. Essa confusão geopolítica não é nossa.

2 – Beabadoobee, “The Last Day on Earth”
A filipina/meio britânica Beabadoobee, 20 anos e toda a energia da música jovem britânica, lançou um delicioso single cujo vídeo de “farra louca” talvez seja a versão 2021 kid de “Smack My Bitch Up”, do Prodigy. Entenda-nos bem, por favor. O tema do vídeo é o tal último dia dela na Terra e ela só queria ficar “high”. Uma parceria esperta dela com Matty Healy, do 1975. Tem um que nostálgico delicioso nos timbres ou nos shoop-doop shoop-doo que rolam durante a música.

3 – Tomahawk – “Predators and Scavengers”
Imobilidade, predadores e carniceiros. Se identifica com o tema? O poderoso grupo Tomahawk reaparece em bela hora com seu, digamos, “metal alternativo”, para lançar “Tonic Immobility”, seu quinto disco, o primeiro desde que veio com o famoso “Oddfellows”, em 2013. A superbanda formada por Mike Patton (Faith No More/Mr. Bungle), o guitarrista Duane Denison (The Jesus Lizard), o baterista John Stainer (Battles/Helmet) e o baixista Trevor Dunn (Mr. Bungle) segue descendo o braço. Como às vezes a gente precisa bem.

4 – Middle Kids – “Today We’re the Greatest”
Que delícia de som esse hino meio melancólico e meio motivacional dos australianos do Middle Kids. Mas talvez a história mais interessante deles no momento nem seja o som, a presença na televisão dos EUA, mas sim o fato que em breve eles estarão em turnê pela Austrália. Turnê, datas, shows, pessoas vendo na plateia. Sabe?

5 – Tune-Yards – “hold yourself.”
As Tune-Yards seguem criativas em seu excelente “sketchy”, álbum novinho em folha. A gente já tinha destacado por aqui “hold yourself.” e vale reafirmar a música de novo, mania de reavaliação que pegamos conforme as músicas já colocadas neste nosso ranking “cresce” na gente conforme os dias passam. Além de demonstrar as experimentações das Tune-Yards, temos aqui uma de suas letras mais inspiradas sobre delicadas questões nas relações de pais e filhos. Existem adultos mesmo neste nosso mundo?

6 – serpentwithfeet – “Fellowship”
Gostamos do texto que o serpentwithfeet montou para a divulgação de seu novo álbum. “”Deadcon’ é ‘mais um estudo do que uma história’, mergulhando no amor negro, gay e na ternura presente nas melhores companhias, românticas ou não.” E a beleza e ambição deste disco estão por todos os cantos. Tente não se apaixonar pela voz de Josiah Wise neste som que escolhemos, em particular. Ou então no baixo que aparece ali no refrão. De tremer a casa toda.

7 – Brockhampton – “Buzzcut (feat. Danny Brown)”
Os feras do Brockhampton vão chegar de disco novo em 9 de abril, “ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE”, em maiúsculas para alarmar, mesmo, porque estávamos com sdd. Neste som aqui, com Danny Brown, a prova de que o supergrupo do Texas não saiu dos trilhos neste tempo de intervalo, desde 2019.

8 – Death from Above 1979 – “Modern Guy”
Guitarra no talo, batida de pista e voz lotada de distorção. É o DFA 1979 com vigor de banda novinha em folha, como se estivéssemos em algum porão underground em 2004 em plena reviravolta que os Strokes deu pelo mundo, colocando o rock de novo na ordem do dia. E, ali neste porão, dançando junto dance-punk com LCD Soundsystem, Radio 4, Rapture…

9 – Paul McCartney e Beck – “Find the Way”
A versão original de “Find My Way”, lançada no ano passado dentro do disco “III” do Paul, era um rock bem quadradinho. Na versão reimaginada agora pelo Beck, e esta é a brincadeira, a música ganha um suingue que melhora demais tudo. Uma viagem que lembra um pouco os encontros de Paul mais acertados com o pop dançante.

10 – New Order – “Bizarre Love Triangle” (ao vivo)
Nunca vai mal um novo disco ao vivo do New Order. Este single de uma das músicas indies mais explosivas já lançadas, ainda que numa oooooutra era, adianta esse álbum que vai trazer um show completo da banda em 2018 em Londres. Uma apresentação que o Brasil teve a chance de ver por aqui dias depois. Então o disco até serve como documento enviesado da passagem da banda por aqui. Vamos combinar isso?

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Florence Shaw, da banda inglesa Dry Cleaning.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Vida: “Quer abrir para a última e bombástica turnê da história do Daft Punk?” Duo canadense Death From Above 1979: “Valeu, mas não!”

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* Talvez a notícia que mais tenha nos chocado na semana saiu na “NME” inglesa e diz respeito ao Death from Above 1979, duo canadense absurdo lá nos anos 2000 cuja rebeldia punk-eletrônica nos derrubava da cadeira e arrastava para uma pista de dança pelos cabelos e nos largava lá, dançando uma música que nem dava para dançar direito. Ou bater a cabeça direito. Ou chutar uns aos outros direitos.

O DFA 1979, que até já foi imortalizado em hit do nosso Cansei de Ser Sexy (inclusive no título), amanhã lança seu quarto disco, “Is 4 Lovers”, cujo primeiro single a gente mostrou aqui dias atrás, com vídeo. A “lentinha” “One + One”, para os padrões costumeiramente empregados pela dupla Jesse F. Keeler e Sebastien Grainger.

A coisa é assim: o DFA 1979 surgiu na época dos Strokes, para o lado do dance-punk, lançou um disco em 2004 e acabou em 2006. Em entrevista à revista online britânica, por conta mesmo do lançamento desse novo disco, o baixista que toca todo o resto e ainda canta Keeler revelou o que ninguém nunca soube. Assim que eles acabaram, notícia ainda nem estava revelada, o empresário do Daft Punk chegou a eles com um convite para abrir o show dos robôs franceses, a famosa “Alive World Tour”, de 2006/2007, a da pirâmide, que passou até no Brasil e SERIA A ÚLTIMA TOUR AO VIVO DO DAFT PUNK na história.

Mas eles negaram a oferta. “Você chegou tarde. A gente acabou”, disse a dupla para o manager do Daft Punk. “Only the greatest tour that ever happened!”, reconhece hoje Sebastien Grainger, o outro Death from Above.

Não sei você, mas daqui do nosso mundinho, de onde a gente enxerga, achamos que essa do Death from Above com o Daft Punk é tipo a do Pete Best, ex-baterista dos Beatles do princípio, que deixou a banda um segundo antes dos amigos virarem o maior nome da história do rock de todos os tempos. Exagero?

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POPNOTAS: As amigas de Julien Baker, as inspirações do Death from Above 1979 e a ferveção nordestina do FERVE

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– A gente não cansa de escrever sobre o novo álbum da Julien Baker, que chega no dia 26 de fevereiro. Até aqui todos os singles de “Little Oblivions”, seu terceiro disco, são nota 10 e apontam o novo direcionamento de sua carreira – mais banda do que só voz e guitarra. E não é diferente com “Favor”, este single mais recente. A faixa tem como acréscimo os vocais de apoio de Lucy Dacus e Phoebe Bridgers, as parceiras de Julien na ótima trinca de “amigas sensíveis” boygenius. Aos que “precisam do trio para viver” (brincadeira “séria” e interna no indie americano), vale avisar que vem mais por aí. Lucy conta que os vocais de “Favor” foram registrados no mesmo dia que “Graceland Too”, faixa da Phoebe em “Punisher”, que também vocais do trio, e que dessa sessão resta a sua música em trio. Quando será que Lucy lança essa?

– Let’s make love and listen to Death from Above, como nos ensinou o CSS. E, no caso de levarmos a cabo a frase, com músicas inéditas da banda. Sim, a dupla canadense Death from Above 1979, que fazia um barulho danado no novo rock de 2001 enquanto os Strokes nos contavam sobre last nite e o Rapture ficava na casa dos amantes ciumentos, voltou para soltar seu quarto disco no dia 26 de março. “Is 4 Lovers” já ganhou seu primeiro single, com vídeo, a “lentinha” “One + One”. Lentinha para os padrões DFA, 1979, claro.Jesse F. Keeler e Sebastien Grainger ainda têm o que falar. E tocar.

– CENA: Um coletivo de artistas, produtores e ativistas do Nordeste foi formado para dar vida ao FERVE, um encontro sonoro que viaja pela fronteira entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte produzindo um ideia conjunta de beats tropical, mais perto do Caribe do que das “capitais”, graças a Deus no caso. O FERVE foi uma ideia que, veja você, envolveu em São Paulo, em 2018, nomes da cena indie nordestina brazuca como Anderson Foca, Chico Correa, Gabriel Souto, Jéssica Caitano, Wilson Batata e Teago Oliveira, Luê, Luisa e os Alquimistas, Felipe Cordeiro, entre outros. A princípio o coletivo acabou gerando mais de 20 ideias de faixas e beats que virariam músicas bandas como Luisa e os Alquimistas, Jéssica Caitano e Orquestra Greiosa. Agora a FERVE tem outras ambições, que incluem uma formação mais sólida e mais com cara de banda (Anderson Foca, Dj Guirraiz e Daniel Jesi), ter uma versão de DJ set e lança hoje na virada desta noite nas plataformas o EP “Liberdade pra Falar” com cinco músicas, que a gente já libera aqui embaixo, pelo Youtube.

1. “No Hay Dinero” – Feat. Sebastianismos (00:00​)
2. “Dotô” – Feat. Playboi Zuka (03:06​)
3. “Hey” – Feat. Filosofino (06:02​)
4. “Roda Brincadeira” – Feat. Ângela Castro (09:19​)
5. “Gasolina” – Feat. Michu Mendez (12:32​)

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É disco e é punk. Sem o 1979, Death From Above solta novo disco com dez músicas inéditas

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Explosiva dupla disco punk canadense, o Death From Above liberou neste (nosso) feriado prolongado o seu aguardado disco novo, “Outrage! Is Now”, o primeiro deles sem o 1979 no nome, apenas o terceiro álbum de estúdio na carreira.

O lance todo da polêmica em torno do nome do duo formado por Jesse F. Keeler e Sebatien Grainger a gente já falou mais de uma vez, envolve (dizem) até o James Murphy e seu selo cool DFA Records, quando, há mais de uma década, advogados do homem do LCD Soundsystem entraram com uma petição para a mudança do nome do grupo, o que gerou um grande desentendimento entre as partes, inclusive com troca de farpas públicas, que só foram amenizadas anos depois. No meio da treta toda, Murphy disse que o problema da confusão dos nomes partiu do momento em que o DFA1979 se tornou conhecido e assinou com o selo da Vice, que é ligada à major Atlantic Records.

Deixando essa tretinha para trás, o Death From Above volta agora com dez músicas inéditas nesse álbum novo, que é puxado pelos singles “Freeze Me” e “Never Swim Alone”. Os discos anteriores deles são de 2004 e 2014, pensa.

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Glastonbury sábado parte 2. O roqueiro Kanye West e o gênio Todd Terje

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* Parte 2 do Glastonbury de sábado, o dia em que Yeezus voltou a Terra.

4 - years & years

Um tempo depois da apresentação do Slaves no John Peel Stage, o Years & Years fez uma das apresentações mais disputadas da tenda, que ficou incrivelmente lotada. Eles, que são uma das bandas mais comentadas do ano, lançam o primeiro álbum agora em julho. O vocalista da banda, Olly Alexander, no meio do show mostrou apoio à parada gay, que aconteceu ontem em Londres. “Shine” é o novo single.


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3 - todd terje_guardian

Uma das atrações mais esperadas para quem curte música eletrônica, com certeza, era o bombado show do norueguês Todd Terje, que é atração de um certo festival que rola aqui no Brasil logo mais (cóf cóf). Acompanhado da banda The Olsens, Terje fez uma performance delícia no meio da tarde. Se liga no que rolou no meio da incrível “Inspector Norse”. Vem, Todd.


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5 - death from above

Aí, direto e reto, teve também a dupla canadense pedrada Death From Above 1979, abalando o Glasto. Veja um exemplo:

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E, claro, no sábado do Glastonbury 2015 teve “milhões” de outras coisas. Mas acho que chegou a hora. Precisamos falar sobre Mr. West.

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Foram duas horas de apresentação de Ye, a atração mais polêmica do festival neste ano. E o que era dúvida deixou de ser quando ele subiu ao palco com “Stronger”, entende? As mais de 133 mil assinaturas pedindo para que Kanye fosse substituído como headliner não foram capaz de matá-lo. Só o fizeram mais forte!

Foi um show cheio de hits, lindo de ouvir. Teve participação do Justin Vernon, do Bon Iver, a quem Kanye atribuiu o título de “One of the baddest white boys on the planet”. Rolou invasão no palco, o comediante Lee Nelson da BBC subiu para uma “intervenção” um tanto quando boba. Ye simplesmente ignorou e o segurança (mais lento da história) retirou o comediante do palco.

“Bohemian Rhapsody” foi um dos covers que Ye escolheu para a noite histórica na fazenda, bonito de ver o público cantando junto.

Depois de TRINTA músicas ele pediu um momento para falar algumas palavras e finalizar dizendo o que naquele momento fazia total sentido:
“YOU ARE WATCHING THE GREATEST LIVING ROCKSTAR ON THE PLANET!”

Ousa dizer que Yeezus está proferindo alguma falácia?

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