Em dee gees:

Ainda no corpo dos Bee Gees, Foo Fighters solta vídeo para a absurda “Shadow Dancing”

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* Sabemos bem. A gente tem uma tendência a ficar cansados um pouco do Foo Fighters tocando suas próprias músicas em overdose, imagina quando é o Foo Fighthers alongando essa piada legal, mas ainda assim uma graça, que é se transformar em Dee Gees e tocar músicas da lendária banda australiana da disco (não é só isso, mas também é isso) Bee Gees…

Mas, olha, ainda assim estamos achando divertido. E abrindo espaço para o Dave Grohl e sua galera por aqui, principalmente quando eles imolam, no bom sentido, um “hit lado B” (entende?) desses tipo a incrível “Shadow Dancing”. Que nem é do Bee Gees exatamente, mas é hit do disco solo do Andy Gibb e foi feita conjuntamente com seus irmãos de banda. Enfim.

A gente sabe, também, que agora no Record Store Day o Foo Fighters lançou o disco especial “Hail Satin”, cujas cinco músicas que formam o lado A é a banda travestida de Dee Gees. Tem todo um conceito por trás, na cabeça do Grohl. E, no meio das músicas do disco, está essa “Shadow Dancing”, que agora virou vídeo.

A música é cantada pelo baterista-cantor do FF, Taylor Hawkins, parça de Dave Grohl, que aparece nuns falsetes. Boa, vai!

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Top 10 Gringo – War on Drugs volta nas cabeças, óbvio. O experimental Yves Tumor experimenta nosso pódio. E forçamos o Fontaines DC em terceiro, porque merecem

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* Na semana em que nossa banda favorita resolver reaparecer ficou complicado para qualquer outro artista ganhar algum destaque. Mas a gente lutou para achar outros merecedores de destaque – é que até que foi uma semaninha bem devagar, com vários discos recebendo resenhas mornas e algumas bizarrices como o Foo Fighters relendo Bee Gees e o Radiohead inventando uma “Creep” loucona de nove minutos.

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1 – War on Drugs – “Living Proof”
Uau. Uma das prediletas da casa quebrou o silêncio de quase quatros anos e reapareceu anunciando disco novo. Adam Granduciel e sua turma chegam em outubro com seu quinto disco, “I Don’t Live Here Anymore”. Já no primeiro single um petardo em forma de balada lenta que vai crescendo aos poucos, como é característico da banda. E a gente começa a rascunhar um disco no topo dos álbuns do ano com um trabalho que nem escutamos ainda…

2 – Yves Tumor – “Jackie”
Afeito a toques mais experimentais e eletrônicos, é um barato ver Sean Bowie, real nome do músico e produtor americano Yves Tumor, em algo tão direito e quase roqueiro – com uma letra rasgada de sofrimento por uma pessoa, será? Essa mudança de clima repentino em um EP surpresa nos faz lembrar de um outro Bowie, que gostava de mudar os rumos assim do nada. Exagero?

3 – Fontaines D.C- “I Was Not Born”
Qualquer desculpa é uma desculpa para colocar os nossos queridos irlandeses do Fontaines D.C em algum lugar do nosso top 50. Um supervídeo para o maravilhoso programa online francês “La Blogothèque” é mais do que uma boa razão. Sem falar na maravilha que é esta música, do disco do ano passado deles, o “A Hero’s Death”.

4 – Willow – “t r a n s p a r e n t s o u l”
Filha do hip hop com a heavy metal, 20 anos de idade lançando seu quarto álbum da carreira, lá vem a Willow atirando para tudo quanto é lado. E acertando em vários lugares. A pretensão deste conhecido single resgatado aqui, parceria dela com o baterista estrela Travis Baker, do Blink 182, é “ressuscitar o rock” na terra do hip hop e trap. A intenção dela (e da Olivia Rodrigo) é boa, gente. Deixa a menina.

5 – Wavves – “Hideaway”
A gente classificou aqui uma vez o som do Wavves como indie-spank-surf-pop-punk. E essa é a melhor definição para “Hideaway”, um dos excelentes sons que estão no novo álbum dos californianos, que leva justamente o nome da faixa. Vale a atenção de fãs do TV on the Radio: David Sitek está na produção por aqui e dá para notar sua mão em sons como “Caviar”, onde o Wavves abre um pouco mão do seu som mais rotineiro.

6 – Clairo – “Blouse”
A gente já tinha ficado de cara quando a jovem cantora indie-folk americana Clairo apareceu no Tonight Show com esta ultra delicada “Blouse”, agora ela é das mais fortes de seu novo álbum, “Sling”, um álbum nem tão forte assim. Culpa do produtor coxa Jack Antonoff e sua mania de desacelerar meninas? De todo modo, nesta “Blouse”, impressiona a o quão pouco a Clairo precisa para criar uma cena completa sobre um cara que só olha para o seu corpo sem escutar nada do que ela fala. Clairo, ainda que novinha para encarar fardos tão pesados como abusos do tipo, consegue botar sua música a serviço de lutas que não são só dela.

7 – Haim – “Cherry Flavored Stomach Ache”
Tem Haim em um novo filme da Netflix, “A Ultima Carta de Amor”. Não vimos o filme para emitir uma opinião, estreia nesta semana, mas ainda que bem diferente na instrumentação a música original das irmãs é bem boa. Tem um toquezinho de country ali e tudo funciona ainda que de uma maneira pop, do jeitão delas.

8 – The Cribs – “Finger-Nailed for You”
A gente às vezes deixa de lado bandas bem queridinhas de outras épocas, que seguem a vida ainda que de um jeito anacrônico, fechadas em seus mundos. No caso dos Cribs, eles lançaram um disco ano passado que precisamos dar uma nova atenção, confessamos. Mas enquanto isso ficamos com esse cover que eles soltaram da banda inglesa Comet Gain, em celebração ao selo norte-americano Kill Rock Stars. Algumas voltas sem chegar a nenhum lugar. Mas, ainda assim, é um Cribs, né?

9 – Dee Gees – “Night Fever”
Amiga e amigo, “Night Fever” é uma música tão fora de série e emblemática que é difícil fazer bobagem com ela. A versão do Foo Fighters é até que honesta, vai.

10 – Radiohead – “Creep (Very 2021 Remix)”
Quando a gente pediu novidades do Radiohead não era bem isso que estava nos planos, mas enfim são novidades do Radiohead. E, mesmo que isso seja um remix bizarro da faixa mais pop (há controvérsias) da banda, já é algo.

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* A imagem que ilustra este post é do vocalista e guitarrista Adam Granduciel, do War on Drugs.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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O fervo da segunda de manhã. A banda fake Dee Gees tem seu álbum lançado e nos traz a disco music para 2021

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Captura de Tela 2021-07-19 às 9.37.03 AM

* Saiu neste sábado fisicamente e hoje nos streamings, como prometido para o segundo Record Store Day do ano, o álbum especial que o Foo Fighters, travestido de Dee Gees para um dos lados do disco, fez em homenagem ao extrafamoso grupo australiano da disco Bee Gees, celebrado e amaldiçoado nos anos 70, mas cujo ranço de estilos que acabou importunando a banda naquela época acabou indo embora e hoje só restam homenagens como esta.

O “lado B” do álbum especial do FF, “Hail Satin”, vem com o que Dave Grohl e sua banda tem feito ultimamente. Versões e versões das músicas novas, de seu disco de fevereiro, “Medicine at Midnight”, desta vez, para este disco, versões ao vivo.

Sobre o Dee Gees, vale mais a curiosidade do que o resultado. São cinco covers de Bee Gees, emulação de disco music, Grohl em falsete como era a marca do grupo australiano, essas coisas. Mas há uma nobreza em celebrar Bee Gees hoje em dia, então está tudo válido, porque o velho grupo popular no mundo todo fez o maior sucesso do mundo, mas também sofreu, viu…

Dave Grohl entrou na música primeiro como adorador no final dos anos 70, e somos muito grato a isso, porque depois deu no que deu. E ele já contou, como bom contador de histórias que é, diversas vezes o caso de ter tido um cachorro, por 16 anos, chamado BeeGee, quando era um molequinho em Miami.

Então “Hail Satin” está mais que justificado.

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* Não custa citar aqui, apesar de talvez desnecessário, uma explicaçãozinha mais clara sobre a parte do título que evoca a “ferveção da segunda de manhã”, que é uma homenagem do mundo paralelo nossa, no caso, ao “Saturday Night Fever” da disco dos anos 70, o filme, a música, os Bee Gees etc.

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Top 10 Gringo – Chegamos ao dia em que isso ia acontecer. Cinco primeiros lugares no ranking. Culpa da Amy, da Billie, da Simz, do Damon e da Peggy. Não nossa!

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* Acho que não foi uma semana de primeiro lugar óbvio. Parece que todos os sons destes últimos dias exigiram uma carga a mais de cuidado, de escutar mais uma vez para sacar qual é, nessa tarefa às vezes cruel (para nós) de ter que botar as melhores canções em ranking. Não estamos reclamando, veja bem. Queremos ter essa “dificuldade” toda semana. Mas sabe essa sensação? Avaliando poderia muito bem ser qualquer uma das talvez cinco primeiras faixas um justo primeiro lugar. Mas… Veja bem…
Vamos fazer o seguinte, então. Vamos ter CINCO músicas em primeiro lugar. Desculpe-nos por isso. Do sexto lugar em diante o Top 10 volta ao normal. Olha, tem vez não queríamos estar na nossa pele. Queríamos sim, haha

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1 – Amyl and the Sniffers – “Guided by Angels”
Em uma das estrofes deste som, a loirinha elétrica Amy, a líder da banda australiana, conta que energia boa ou ruim ela tem em excesso e vai usar e proteger essa energia toda como uma moeda valiosa. E é essa energia que vemos sendo bem gasta por toda essa música que ainda que seja a coisa mais tradicional em uma linha de punk, mesmo com várias ideias já gastas de tanto uso, aqui funciona superbem e coloca Amy e sua trupe como das coisas mais legais do rock agora.

1 – Billie Eilish – “NDA”
Ainda que assuma uma estética mais colorida, “NDA” reforça a dica de que talvez o título “Mais Feliz do Que Nunca”, uma tradução para o nome do seu segundo álbum, nas plataformas logo mais, seja uma ironia de Billie. Até aqui as intricadas letras falam de um ex-namorado problemático e situações abusivas. Mas em “NDA” a conversa segue por temas nada leves, entre segredos, fama, stalkers e um desejo de mudar de carreira. E, como a própria Billie observou, esta talvez seja uma de suas canções mais experimentais até aqui, pelo simples fato das estruturas verso e refrão estarem meio desajustadas (como ela era no primeiro disco). E, mesmo que possam ser identificadas, não estão padronizadas como parece ser o tom de sua nova fase.

1 – Damon Albarn – “Polaris”
Damon Albarn, que parece detestar qualquer reclusão, dado o número de projetos que abre, teve que encarar na pandemia um isolamento forçado que dá pinta de ter rendido um novo disco solo, após um longo hiato (pelo menos solo) desde 2014. Seria um álbum instrumental, uma brisa sobre paisagens islandesas (alô, Fábio Massari!!), mas ele resolveu colocar letras nessas ideias e a coisa se expandiu um momento em outras reflexões. Esta segunda mostra do disco tem duas versões: uma edit e outra um pouquinho maior. Pode ir direto na maior que tem uma introdução deliciosa.

1 – Little Simz – “I Love You, I Hate You”
Uau!! Daquelas canções confessionais de arrepiar. Little Simz aborda suas tretas com um pai ausente com aquela sinceridade e abertura que geralmente são evitadas nesse tópico. Em um disco que um dos singles é sobre sua introversão, dá para imaginar o sofrimento e a carga que custaram essa demonstração de um sentimento que não é lá muito premiado. Ainda mais com uma música incrível como esta. Little Simz arrebenta sempre.

1 – Peggy Gou – “I Go”
Neste som, a badalada DJ sul-coreana radicada em Berlim revista os tempos de adolescente em que a cultura rave britânica só existia em seu aparelho de som, já que essa onda cultural não alcançou ela na sua Coréia. E, assim, faz seu revival dos anos 90. Os Chemical Brothers certamente dariam um aval (lembra o hit “Go” deles? entendeu a Peggy aqui?), mas não podemos falar por eles. A gente, que não tem o mesmo cacife, garante este honroso primeiro lugar para ela. Ainda que dividido. Mas olha o quanto admiramos esse rolê da Peggy Gou.

6 – Courtney Barnett – “Rae Street”
Parece que o novo álbum da Courtney Barnett é seu exercício de paciência durante a pandemia. O que explica seu título: “Things Take Time, Take Time”. As coisas levam tempo. Entre elas, as 24h de um dia. Dia que Courtney observa passar lentamente na primeira canção divulgada. Sua observação atenta sempre se volta ao refrão, que alerta: tempo é dinheiro, mas dinheiro não é amigo de ninguém. Sacou?

7 – Angel Olsen – “Gloria”
A ideia de regravar uns clássicos dos anos 80 parece das piores e das mais cansadas. Não na mão da Angel Olsen, que pelo visto deve caprichar em seu EP que vai reler Billy Idol, Men without Hats e Alphaville, entre outros. A primeira mostra, “Gloria”, de Laura Branigan, desacelera o hit pensando na lembrança que Olsen tem da primeira vez que o escutou, com suas tias, em um Natal. Como a lembrança é um slow-motion, ela segurou o ritmo da canção na sua interpretação. Não falamos que a ideia nas mãos dela não ia ser cansada?

8 – Vince Staples – “Law of Averages”
Em um disco que leva seu nome, o rapper de Comptom faz uma obra extremamente pessoal e mais para dentro, tanto nas letras quanto nas escolhas sonoras. Existe uma certa textura que se mantém em todas as faixas. Um trabalho para ser absorvido aos poucos.

9 – Inhaler – “It Won’t Always Be like These”
A gente está de olho neste som desde o ano passado, mas agora veio o álbum dos garotos e tudo volta. A banda liderada pelo filho do Bono U2 parece que se garantiria ainda sem essa anedota que todo mundo sabe que sempre ajuda um pouquinho no rolê. Dublin, pós-punk, umas pitadas mais moderninas. Talvez te convença também. E, sim, carrega um timbre do pai, na voz, que dá até uma assustada às vezes. Normal.

10 – Dee Gees – “You Should Be Dancing”
E não é que ficou decente a versão de Bee Gees que o Foo Fighters, sob o nome-zoeira Dee Gees, inventou de fazer? Realmente, dá para esperar algo desse disco de covers dos australianos da disco que a banda de Dave Grohl vai soltar nesta semana com outras quatro versões (mais um punhado de canções ao vivo do FF mesmo). Para esta, tem que ir lá no Youtube.

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* A imagem que ilustra este post é da vocalista Amy Taylor, da banda Amyl and the sniffers, que aparece completa na foto da chamada da home da Popload.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Dave Grohl achou que deveria estar dançando e transformou o Foo Fighters no Dee Gees. Saiu o primeiro vídeo oficial e inteiro disso

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* Dave Grohl é isso aí, goste ou não. Faz coisa toda semana, vira notícia toda semana. Às vezes duas na mesma semana. A gente gosta de fazer essa planilha aqui, para não nos perdermos em números, então lá vai mais uma.

É musica nova do Foo fighters, é disco do Foo Fighters, é emissora de rádio do FF, é sobre o Nirvana, é a filha cantora, é documentario novo sobre vans do rock, é zoeira no programa do Jimmy Fallon, é encabeçando o Lollapalooza para 100 mil pessoas, é session de covers para o feriado judeu sem nem ser judeu, é competição de bateria no Youtube com a menininha Nandi Bushell, é o show para a campanha à presidência dos EUA para o Joe Biden, é o show com o AC/DC, é brigando com os antivé ax, session para tudo quanto é programa de TV e de rádio, é promovendo a volta dos shows gigantes no Madison Square Garden, é anunciando shows no México, é marcando show com Liam Gallagher e com a Amy em Madri.

Ufa. fiz essa lista de cabeça, sem tirar o dedo do mouse. O cara é uma máquina.

E, então, para começar esta segundona, tem o lance dos Dee Gees, que se materializou real hoje. A história toda é assim: agora no dia 17, sábado, mais na gringa que aqui, rola o Record Store Day, parte dois. Para este dia celebratório do disco, o Foo Fighters vai lançar um especial, sob o codinome Dee Gees, que é a homenagem que Dave Grohl e galera farão soltando covers da histórica banda da disco music, os Bee Gees. O álbum terá o título de “Hail Satin”, vinilzão, com um lado A com as versões de Bee Gees e outro, o B, com versões ao vivo do mais recente disco do Foo Fighters, o “Medicine at Midnight”, lançado em fevereiro. Essas faixas live foram gravadas no estúdio 606, de propriedade da banda, onde eles gravaram as 200 sessions relatadas acima.

Mas então. Ontem, domingo, eles, enquanto Dee Gees, apresentaram um vídeo ao vivo tocando “You Should Be Dancing”, dos Bee, o primeiro registro inteiro oficial do projeto. Com DAve Grohl caprichando no falsete e tudo. Vai lá.

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Lado A, Dee Gees
1 – “You Should Be Dancing”
2 – “Night Fever”
3 – “Tragedy”
4 – “Shadow Dancing”
5 – “More than a Woman”

Lado B, “Live at 606”
1 – “Making a Fire”
2 – “Shame Shame”
3 – “Waiting on a War”
4 – “No Son of Mine”
5 – “Cloudspotter”

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