Em deerhunter:

Mais um do Balaclava Fest. O gigante Deerhunter também vai tocar na Barra Funda

>>

020818_Bradford-Cox-640x426

Falamos mais cedo aqui que as meninas do Warpaint puxam a fila de shows do Balaclava Fest, 4 de novembro na Audio Club, em São Paulo. E agora a Popload desenrola mais uma linha desse bolo de atrações.

Quem também tocará na casa de shows da Barra Funda é o indie do indie Deerhunter, banda/projeto que tem a cara do gigantão excêntrico Bradford Cox, que tem quase 2 metros de altura graças à síndrome de Marfan, doença que faz dele um cara muito alto e muito magro, com um buraco no peito. E que o fez ser operado várias vezes durante a infância.

Talentoso e ousado, Cox traz sua trupe ao país em uma temporada em que promete o lançamento de um novo disco, que não tem data oficial para lançamento ainda, mas que já tem título: “Why Hasn’t Everything Already Disappeared?”.

Em junho passado, a banda tocou em um festival holandês cinco faixas inéditas, que provavelmente estarão no álbum. Comentamos sobre isso aqui.

Os ingressos para o Balaclava Fest já estão à venda no site da Ticket360.

>>

Com novo álbum esperado para este ano, Deerhunter mostra logo cinco músicas novas em show na Holanda

>>

Fotos: Karel Uyttendaele

Fotos: Karel Uyttendaele

Banda indie do indie e que é liderada pelo excêntrico e competente Bradford Cox, o Deerhunter vai lançar em algum momento deste ano seu novo disco, que já tem título com uma pergunta existencial: “Why Hasn’t Everything Already Disappeared?”.

Embora não tenha divulgado a data certa do lançamento, Cox promoveu em recente apresentação no festival Best Kept Secret, na Holanda, a estreia de várias canções que estarão no projeto. A notícia ótima é que o show foi gravado profissionalmente e divulgado por um canal local.

As canções novas são: “Detournement”, “Futurism”, “What Happens to People”, “Death in Midsummer”, e “No One’s Sleeping”. E podem ser vistas abaixo.

“Detournement”:

“Futurism”, “What Happens to People”, e “Death in Midsummer”:

“No One’s Sleeping”:

>>

Vem aí o disco de estreia do Cavern of Anti-Matter. E misturando o Tim Stereolab com o Bradford Cox ainda por cima

>>

030216_cavern_slider

Tim Gane, um dos fundadores do veterano Stereolab, vai enfim lançar o primeiro disco cheio pelo seu projeto paralelo Cavern of Anti-Matter, uma mistura de rock, eletrônica e krautrock. No fim das contas, um indie experimental. Ele, que forma a banda com o baterista Joe Dillworth e o tecladista Holger Zapf, bota na praça dia 19 de fevereiro o álbum “Dubbed Void Beats / Invocation Trex”.

O registro aparece três anos após o único lançamento de estúdio do grupo, um EP homônimo. Entre os convidados está o louquinho Bradford Cox, mente brilhante e perturbada do Deerhunter. A parceria foi consumada na faixa “Liquid Gate”, que ganhou lançamento hoje, acompanhado de um vídeo com imagens psicodélicas bem tratadas pelo diretor Peter Strickland.

O Cavern of Anti-Matter vai sair em turnê com o Deerhunter, o que indica novas parcerias também nos palcos.

>>

“Today”: a Carta do Temer que o Deerhunter fez para o Billy Corgan

>>

* A história toda é bem loka e é mais ou menos assim. A distinta banda de indie noise Deerhunter, de Atlanta, Georgia, tocou sexta passada em Asheville, na Carolina do Norte, num famoso clube local chamado Orange Peel. Em um momento do show, o vocalista e guitarrista da banda, o figuraça Bradford Cox, da foto abaixo, parou a apresentação para contar ao público uma história de 2007, quando o Deerhunter tocou no mesmo palco em começo de carreira. Abrindo para o Smashing Pumpkins…

cover2-1_52_bradford

Para resumir beeeeeeeem, em 2007, depois de tocar, Cox estava com muita sede e no backstage viu tipo uma pirâmide formada por garrafas de água Voss, tipo de água “artesanal” norueguesa algo famosa nos EUA e não muito barata, que vem numa garrafa de plástico dura em formato cilíndrico digamos perfeito, parecendo um bastão. Enfim, água ali na frente de Cox, que estava com sede. Ao pegar uma garrafa, ele foi duramente abordado por um segurança brutamontes que não só o repreendeu veementemente como o empurrou contra a parede, por aquele ato impensado de pegar uma água da coleção de águas de Billy Corgan.

Tudo isso Cox contando sexta passada ao vivo no palco do Orange Peel, no meio do show do Deerhunter.
Ele continuou…

Passado o entrevero da água, Cox e seu Deerhunter foram embora e tals, voltando no dia seguinte para mais uma abertura para o Smashing Pumpkins. Ao chegar ao clube, avisaram a Cox: “Mr. Corgan quer falar com você”. Ele disse: “Beleza, logo mais vou lá conversar com ele”. A mulher, que veio com o recado, explicou melhor: “Acho que você não entendeu. Ele que ver você agora”.

Quando Cox foi ter com Corgan, o líder careca do Smashing Pumpkins mandou, diretamente: “Ouvi dizer que você anda causando problemas por aqui. Você sabe quem você é? Vocês são uma ‘shitty little insignificant fucking indie rock band’. E vocês foram convidados para abrir para o Smashing Pumpkins. Não por mim, claro. Não sei quem foi o agente idiota que teve essa ideia. Mas vocês estão abrindo para o Smashing Pumpkins”.

Antes de Corgan prosseguir, Cox disse que argumentou que tudo o que tinha acontecido é que ele foi praticamente agredido pelo segurança por causa de uma garrafa d’água e… Corgan interrompeu: “Foda-se. Suma daqui”.

billy-corgan-almost-acoustic-christmas-2

Cox então falou, no show de sexta do Deerhunter, que nessa ele arrancou o passe adesivo que lhe dava acesso ao backstage, como banda, e grudou na perna do Billy Corgan, devolvendo o “Fuck you”. Daí, um Corgan indignado disse que ele o havia agredido e ia processá-lo até arrancar toda a merda que ele possuía.

Depois de umas risadas contando o causo, o Deerhunter seguiu o show.

Acontece que a história da história não acaba aqui. O que Cox não esperava é que sua “historinha de palco” em Asheville, na Carolina do Norte, o babado da água, viraria uma pequena grande notícia no mundo da música nos EUA, Europa e, cóf, Brasil. Alguém filmou tudo e botou no “fucking Youtube”.

No dia seguinte, Billy Corgan, através de seus advogados, pediu no fim de semana uma retratação pública dessa “história inventada” por Cox, com a ameaça de processá-lo mesmo, aí sim.

Cox até soltou uma nota dizendo que exagerou no modo de contar, que ele botou uma dose de humor no relato, que nem teria a intenção de denegrir a imagem de Corgan tantos anos depois e muito menos poderia imaginar que um causo contado em cima de um palco para uma plateia específica poderia sair dali do clube, se alastrar pela internet tão rapidamente e ganhar a dimensão que ganhou. Mas deixou claro que aconteceu mesmo. Mas que pedia desculpas a Corgan.

Daí, no show do Deerhunter seguinte, domingo passado na Filadéfia, não aguentou não mexer de novo no caso e tocou uma versão noise maluca experimental de dez minutos do hit “Today”, famosa música de Billy Corgan com o Smashing Pumpkins, e mandou a “Carta do Temer”, no meio da sonzeira:

“Dear Billy Corgan/ I don’t even know you man/ Please don’t sue me/ I love my dog/ And I don’t have that much money/ And I don’t think you’re the kind of person/ Who’d starve somebody’s dog/ Just to prove a point”

Fim.

Fim?

>>

Uma session incrível com o Deerhunter

>>

091115_deerhunter

Mês passado, o sempre interessante Deerhunter, do pequeno gênio Bradford Cox, soltou seu álbum novo. “Fading Frontier”, sétimo trabalho de estúdio da banda, desponta como um dos melhores discos de 2015, graças às suas 9 faixas inéditas e produção de Ben H. Allen.

Vale lembrar que o registro marca uma espécie de renascimento de Bradford Cox, que há um ano sofreu um grave acidente automobilístico e passou por maus bocados.

Em função promocional para divulgar o disco, a banda fez uma recente parada na rádio cool KCRW, na Califórnia, e fez uma session incrível especialmente com canções do álbum novo. Destaque para o single “Snakeskin”, que ao vivo ganhou uma versão turbinada.

A session completa e uma entrevista com a banda podem ser conferidas abaixo.

Setlist
Breaker
Desire Lines
Living My Life
Duplex Planet
Snakeskin / Escape From the Nursery

>>