Em destaque:

O Melhor do Twitter: “Nasa, Are You Sure?” EDITION

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Nasa do Céu.

Desculpem a edição monotemática, mas não tem outro assunto para esta semana. É vergonha atrás de vergonha, desespero, corre-corre e gritaria, um salve-se quem puder e quem sair por último que apague a luz etc, mas a gente não desiste nunca. O brasileiro, este nem a NASA consegue explicar.
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The New Pornographers de 2019 encontra sua versão de 2005 na nova “The Surprise Knock”

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O supergrupo indie The New Pornographers se prepara para lançar no final do mês que vem seu novo disco, “In the Morse Code of Brake Lights”, o oitavo dos veteranos canadenses.

Para aumentar ainda mais o burburinho em cima do trabalho, a banda soltou a nova e boa “The Surprise Knock”, que muito rebusca e lembra o som glorioso do grupo em seu início de carreira, de acordo com o vocalista A. C. Newman.

“The Surprise Knock teve um sentimento diferente quando a gravamos pela primeira vez. Logo pensei em algum momento: ‘por que não tocamos essa música como o New Pornographers de 2005?’. Nós simplesmente quisemos fazer isso”, destacou.

“In the Morse Code of Brake Lights”, sucessor de “Whiteout Conditions”, chega ao mercado em 27 de setembro.

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Em filme e EP, The National espalha amor por Nova York e pelo mundo

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Fotos: Anthony Mulcahy

Fotos: Anthony Mulcahy

Projeto anunciado no começo desta semana, foi lançado nesta sexta-feira o EP ao vivo que o belíssimo The National gravou em Nova York.

O show foi registrado em abril no Beacon Theatre e também capturado para um filme, mostrando especialmente canções gravadas no disco “I Am Easy to Find”, lançado recentemente, mas que na época ainda era inédito.

Já o EP conta com quatro músicas deste novo álbum, entre elas os singles “Rylan” e “You Had Your Soul With You”, e ainda “The System Only Dreams In Total Darkness”, do anterior “Sleep Well Beast”. No show, o National contou com colaborações de Julien Baker, the Brooklyn Youth Chorus, Mina Tindle, e o This is the Kit.

“The National – Live From The Beacon Theatre” foi lançado com exclusividade nas plataformas Amazon.

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CENA – Música da Semana: “Roda”, Papisa

1 - cenatopo19

* Faz quase duas semanas que saiu o álbum de estreia da Papisa, “Fenda”, um disco de descobertas. De descobertas para quem ouve e de totais descobertas para quem o fez, a cantora, compositora e multiinstrumentista e autoprodutora e autotécnica de som Rita Oliva, que abraçou todo o processo de desenvolvimento do disco, foi buscar timbres e texturas do zero, adaptou sua casa para gravar seu trabalho, estufou a parede da sala com colchões e embalou as estantes de livros com edredons para atingir a acústica que queria, criou audições especiais do disco para observar as reações das pessoas ao ouvi-lo. Essas coisas da mulher empoderada de hoje, graçasadeus.

Só não carimbou o disco com um selo próprio porque ele não existe (ainda). Mas foi lançado independente, tipo ela-mesmo.

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Arriscou tudo e se deu bem, talvez mais como projeto pessoal do que propriamente “sucesso popular”, porque “Fenda” e seus objetivos holísticos a serviço de uma mística que guia sua autora não são exatamente fáceis. Embora irregular, é um disco muito feliz, dentro do seu conceito e de sua feitura. Quando é bom, é muito bom.

Tipo esta canção que a gente quer destacar, “Roda”, música que quase encerra “Fenda” e nas experiências descobertas por Rita bota ela num caminho de sonoridade percorrido por artistas tão díspares quanto Warpaint e Chris Isaak, que no fim pode levar ao mesmo lugar. Coisas que oferecem respiro num dia rápido. Como “Roda” oferece um respiro em “Fenda”.

Bom, essa é uma análise sensorial, na verdade. Tanto de “Roda” quanto de “Fenda” em si. Cada um sente a sua. E, como mostra Rita Oliva em suas descobertas que viraram um disco, para ela e para nós ninguém disse que seria fácil.

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“Escrevi essa música baseada numa história familiar. Ela foi inspirada na minha vó, que toca piano desde cedo. Sempre foi muito talentosa. Ela sempre me contou de como ela tinha potencial, um maestro chegou a se encantar com o talento dela, mas ela acabou escolhendo o destino de casar, ter filho. Na época a mulher não era estimulada a seguir carreira. Mas dentro da minha cabeça eu sempre senti essa coisinha dentro dela que ela poderia ter ido mais longe com o piano”, conta Rita.

“Claro, isso pode ser mais meu do que dela, mas eu tinha essa perspectiva. Então ‘Roda” tem a ver com isso. Olha para traz e pensar no que ela poderia ter sido, ao mesmo tempo o que isso significa para mim, hoje, que posso seguir minha carreira.”

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* As fotos da Papisa, usadas neste post e na home da Popload, são de Déborah Moreno

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CENA – Nova banda inglesa Aldo, de Pinheiros, lança a absurda “Papermaze”, que vai estar em seu primeiro EP, depois de três álbuns. Você não está entendendo!

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1 - cenatopo19

* Chamo isso de CENA ou não? Enfim…

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* Não sei se você percebeu, mas a gente vem falando há tempos aqui. A nova música do Reino Unido está demais. Dá para citar um punhado de bandas novas incríveis, tipo os geniais Fontaines DC (ok, irlandeses) e Black Midi, Life, Nancy, a volta do Dinosaur Pile-Up, todos os punks pós-Brexit liderados pelo Idles, Squid, Mannequin Pussy, Aldo e tals.

Aldo?

ALDO??

A banda paulistana pilotada pelos irmãos Faria tipo começaram vida nova, quase (praticamente) do zero, para virar uma nova banda inglesa. Ou uma banda brasileira para girar na órbita da cena inglesa. Com um propósito.

Assinaram com o selo britânico Full Time Hobby e foram o destaque, ontem, de um programa indie da BBC Radio 1, o Indie Show do figura Jack Saunders, que destacou o grupo dos brasileiros como “next wave band”, entrevistou André Faria, teceu aproximações felizes (“para quem gosta de Metronomy ou um Tame Impala do comecinho” e botou para rolar “Papermaze”, banda que vai estar no primeiro EP do Aldo, considerando a nova vida.

O disco, esse citado EP, sai ainda neste ano. Segundo as novas regras inglesas, o “álbum de estreia” do Aldo sai no começo de 2020. E daí para a fama.

“Papermaze” é a segunda música da carreira inglesa do Aldo. Há alguns meses, lançaram “Trembeling Eyelids”, que já foi tocada nos (vários) programas que interessan na Radio 1 e BBC 6Music.

“Papermaze” é estupidamente deliciosa. Mistura berimbau, LCD Soundsystem e todas as referências de bandas boas que a gente gosta, inclusive aquele Aldo brasileiro que não existe mais. André explica isso, mais ou menos, na Radio 1.

A música, sobre o caos paulistano sob a perspectiva de enxergar a cidade quando se sai dela, vem com um vídeo também muito bom, dirigido por Caio e Boca, o duo artístico Nylons. A palavra exata para guiar o vídeo é “surreal”. Vendo você entende.

Para ouvir o Aldo no programa do Jack Saunders, da Radio 1, é só chegar aqui. É só aguentar meia horinha de bandas boas que o Aldo chega, com música e entrevista. “Papermaze”, o som novo, já fez a banda de André e Mura sair na Clash Magazine, nesta quarta-feira.

O Aldo The Band BR não existe mais. Viva o Aldo britânico de Pinheiros.

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* A imagem da home da Popload, que ilustra este post, é de Gabriela Schmidt.

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