Em destaque:

Tame Impala, o rei da TV americana, “foi” ao Jimmy Fallon tocar “Borderline”

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* Novo rei da parte musical dos famosos e onipresentes programas dos entrevistadores da TV americana, o grupo australiano Tame Impala fez um número para enfeitar o Tonight Show do nosso amigo Jimmy Fallon, que foi ao ar ontem à noite.

Acho que o Tame Impala deve ter empatado em aparições neste ano, com mais esta do Fallon, com a californiana Phoebe Bridgers só.

A banda do nosso amigo (este sim!) Kevin Parker mandou uma performance avermelhada de “Boderline”, uma das pequenas pérolas do álbum “Slow Rush”, quarto disco dele lançado em fevereiro deste ano, ainda num mundo livre.

“Gone a little faaaaaaar…”

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Fleet Foxes faz do novo álbum uma trilha para as paisagens lindas do Pacífico Norte. Bem isso!

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* Quando alguém gosta do grupo americano Fleet Foxes (nóóóós!), esse alguém gosta muuuuuito da banda de Seattle. Então tem gente por aí bem feliz de saber que o grupo que revelou o Father John Misty lançou de surpresa nesta semana seu quarto álbum. Surpresa média, mas ainda assim.

“Shore”, o disco, é o primeiro lançamento da banda desde 2017, quando a banda, que estava em hiato, se reagrupou para lançar o disco “Crack-Up”. O novo álbum, belíssimo pelo que deu para escutar até agora, chegou aos stremings, mas nas lojas só estará disponível em fevereiro de 2021. Valeu, pandemia.

O álbum está cheio de convidados lindos: o brasileiro Tim Bernardes (“Going-to-the-Sun Road”), o ex-vocalista dos Walkmen, Hamilton Leithauser, Kevin Morby e Daniel Rossen, dos Grizzly Bear, entre muitos outros.

E não é só. “Shore” também vem na forma de um filme, um “pé-na-estrada” lindo produzido em 16 mm gravado lá pelos lados de cima no Pacífico, em paisagens típicas daquela ponta esquerda dos EUA. O filme já pode ser visto no site do Fleet Foxes..

“Eu o ouvi o disco enquanto dirigia, e resolvi filmar umas paisagens que eu senti que combinavam com as músicas”, disse o diretor do “Shore” visual. “O filme tem a intenção de coexistir com o álbum, ser plugado a ele. Mais do que ser apenas um outro produto da música.”

Vamos ver e ouvir? Coisa linda para qualquer dos sentidos.

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TOP 50 DA CENA – Sobre haters e lovers, Carne Doce chega ao topo. Ranking traz guitarras altas, um oferecimento de Autoramas, The Baggios e Cat Vids

1 - cenatopo19

* Não tinha para ninguém. Não fosse pela força de cada uma das suas canções, praticamente todas talhadas para pelo menos engatar um top 3 aqui, a completude deste novo álbum lançado sexta passada bota o grupo goiano Carne Doce no topão do nosso ranking. Mostrando seu “interior”, seu lado bom por dentro, ainda que com espinhos.
E, como ninguém pode parar os Autoramas, como eles sempre disseram, toma um rock no segundo lugar. Seguido de perto por um “rockão” em quarto, do da banda sergipana The Baggios. E sem mencionar já mencionando o aspecto aspiracional roqueiro desta semana com o Cat Vids, a banda-gato que surfa a surf music do Autoramas quase na mesma onda.
Em terceiro está o Matuê, segurando firme o trap brazuca no top 3.
O ranking ainda traz profecias, artes visuais, axé-indie e baladinhas gaúcho-californianas.
Que ranking é este!!!

Macloys Aquino - Jaime Silveira

1 – Carne Doce – “Hater” (3)
Carne Doce e seu disco novo estreiam no topo. Não tinha outro jeito. Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”.
2 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (Estreia)
Repare. A gente ainda precisa de banda como os Autoramas. “Dinâmica de Bruto”, nome ótimo, está no mesmo EP a ser lançado pela banda neste mês, em vinil, pela gravadora espanhola Family Spree Recordings. A música tem um viés político e um vídeo beatlemaníaco, por assim dizer. É ver para entender.
3 – Matuê – “Máquina do Tempo” (1)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
4 – The Baggios – “Hendrixiano” (Estreia)
“Hendrixiano” é um “rockão” em homenagem ao grande guitarrista americano Jimi Hendrix, cujo aniversário de 50 anos de sua morte se deu neste final de semana. O fuzz é carregadão mesmo, parte do tributo ao maior guitarrista da história. Surra de riffs, com sotaque sergipano. Coisa fina.
5 – JP – “Eu Quero Perder Você” (2)
Um inspirado suinguezinho indie-MPB indicado para ouvir num fim de tarde em Itapuã. Mas, se não for possível a indicação, serve para ouvir bem em qualquer outro lugar. Estamos gostando demais desta nova fase do mineiro JP, ex-indie atual axé.
6 – Nobat – “Cárcere” (Estreia)
Musicada em cima de letra poética-profética que Nobat fez em parceria com o amigo poeta Marcelo Diniz, este som é a trilha sonoras destes tempos. Tem participação vocal de Giovani Cidreira, para completar a dramacidade da coisa. Detalhe que a canção estava escrita havia doze anos. Eu, hein?
7 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (5)
Uma música sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais. Gabrre tem 22 anos e sabe do que está falando. Título em português, letra em inglês, a forma do título e um belo som que dá vontade de dar um rolê noturno, ainda que um rolê errado. Saudade disso, hein?
8 – Cat Vids – “Ash Ketchum” (Estreia)
Loucurinha boa este som. Veloz e pegajoso. Daquelas músicas que pede por repetições. A participação especial da Brvnks abrilhanta ainda mais o jogo.
9 – PLUMA – “Leve” (6)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
10 – Luiza Lian – “Geladeira” (Estreia)
Daqueles casos em que o belo vídeo recupera uma música na nossa cabeça. Luiza sempre acertando em suas produções visuais e ampliando suas ideias musicais.
11 – Bruno Del Rey – “O Amigo Que Esperava” (Estreia)
12 – BK – “Movimento” (4)
13 – Nana – “Independência ou Morte” (7)
14 – Kill Moves – ““Timeless Visions” (8)
15 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (9)
16 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (10)
17 – Vivian Kuczynski – “Pele” (11)
18 – Alfamor – “Semente” (12)
19 – Boogarins – “Cães do Ódio” (13)
20 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (14)
21 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (15)
22 – Luiza Brina – “Oração 12” (17)
23 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (18)
24 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (19)
25 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (20)
26 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (21)
27 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (22)
28 – Wry – “Travel” (24)
29 – Thunderbird – “Insuportável” (25)
30 – Letrux – “Vai Brotar” (26)
31 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (27)
32 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (28)
33 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
34 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
35 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é da banda Carne Doce, em foto de Jaime Silveira.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Blur x Oasis. Os 25 anos da batalha mais sensacional da música pop

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* São tantas nuances e reviravoltas que vamos dividir aqui em tópicos:

* No dia 14 de agosto de 1995, um quarto de século de distância de hoje, as bandas inglesas Oasis e Blur lançavam um single. No mesmo dia. O da música “Roll with It”, no caso do Oasis, “Country House”, pelo Blur.

* O entorno desta notícia é uma das coisas mais maravilhosas da música, mas pertence a um outro mundo que não existe mais. Tanto o mundo real quanto o mundo musical. Por isso cabem algumas lembranças.

Web

* Vivia-se à época o britpop. Em seu maior furor. Movimento cultural britânico que resgatava o orgulho inglês e da ilha toda depois de tempos nas trevas de pessoas e ideias. E, no caso da música, depois do movimento americano grunge liderado pelo Nirvana, que terminou por aniquilar a cena de Madchester do final dos 80, começo dos 90 e de umas outras cenas menores, mas frutíferas e cheias de bandas boas.

* O Reino Unido estava “swinging again”, para usar um termo que lembra um período em que a efervescência cultural e o modernismo de costumes focava particularmente em Londres na segunda metade dos anos 60, o famoso “Swinging London”. Tanto o cinema, a literatura, as artes plásticas, os museus, a dança, o teatro, o jornalismo pop. Tudo estava em evidência e cheio de sangue novo, ideias novas. Claro, a música tinha um papel essencial nessa retomada.

* E na música o britpop bombava, até ao lado do pop (Spice Girls fazendo show com a bandeira de UK). No lado mais… indie… o Oasis era até uma “banda nova”. Tinha um disco e ia lançar seu segundo dali pouco mais de um mês. O Blur já tinha três discos e uma semana antes dos Gallagher ia lançar seu quarto álbum. Mas assim…

* 1994, o ano anterior, já havia sido glorioso para as duas bandas e para o britpop em si. O Oasis tinha lançado seu maravilhoso disco de estreia, o “Definitely Maybe”, e estava há um mês de soltar o arrasa-quarteirão “What’s the Story (Morning Glory)”. O Blur já estava no rolê da música inglesa desde uns quatro anos antes e em 94 foi “adotado” forte pelo novo espírito britânico com o disco “Parklife”, coisa mais inglesa impossível. E, também, poucas semanas daquele 14 de agosto de 1995, iria lançar o quarto álbum, “The Great Escape”, outro. E aí o britpop iria para os ares. “Morning Glory” iria fazer do Oasis uma banda fenômeno, quebrou recordes, entrou muito alto nas paradas americanas (“Billboard”), um feito para um grupo inglês, e ficou três meses seguidos no número 1 do chart inglês. E o “The Great Escape”, do Blur, não só morderia de cara o primeiro lugar das paradas britânicas quanto emplacaria seu nome no Top 10 de paradas de pelo menos outros 12 países.

* Mas enfim, estamos em 14 de agosto de 1995, isso tudo ainda não aconteceu, mas o desenho estava feito. E aí as bandas marcaram a data de lançamento dos singles, nosso principal assunto, para o mesmo dia.

* Bandas grandes NUNCA marcavam lançamentos para o mesmo dia. Sempre um fugia do outro, para não dividir a “novidade” da semana: nas matérias de jornais e revistas, nas paradas, na vendagem em si e principalmente no programa de TV histórico chamado “Top of the Pops”, que trazia as bandas fazendo um playback farofa na TV aberta de todo o Reino Unido. Mas não foi o caso entre Blur e Oasis, uma tendo bronca do outra, um representando a classe operária e a molecada de rua (Oasis) e os classe média alta de boas universidades e roupas mais “arrumadinhas” (Blur). Outra tese de mestrado que vamos deixar por aqui.

* Lançamento de single, principalmente nos anos 90, também precisaria de um post gigante à parte. E não estamos falando de músicas como as de hoje lançadas como single, que é apenas uma canção colocada de graça para streaming (que não é de graça). Naquela era distante, single era capaz de vender na primeira semana de lançamento umas 250 mil cópias, se bem trabalhado.

* Mas ok, Blur x Oasis na batalha de singles, na Batalha do Britpop, como ficou mundialmente conhecida. Numa bela segunda-feira de agosto, 25 anos atrás, “Roll with It” e “Country House”, enfeitavam as gigantescas e várias lojas de discos, tocavam sem parar nas lojas, eram temas dos noticiários de TV, um inferno.

* Eu estava na Inglaterra na data, porque o Reading Festival ia acontecer naquele período e não perderia esta por nada no mundo. Fui a uma dessas lojas gigantes, desviei de algumas câmeras de TVs e flashes de máquinas que estavam lá para cobrir o evento e comprei os dois singles.

* O engraçado da coisa que, como eu, tinha muita gente comprando os dois. Porque Oasis x Blur eram rivais entre si. A galera mesma gostava das duas bandas.

* O Blur acabou ganhando “a guerra”. Vendeu cerca de 270 mil cópias de seu single, enquanto o do Oasis foi comprado por quase 220 mil pessoas. Talvez porque o Blur ali naquele ponto já era uma banda mais “consagrada” que o Oasis. Talvez porque “Country House” era mesmo melhor que “Roll with It”. Ou, talvez, porque o Blur teve a sacada de botar o seu single pela metade do preço do Oasis, a 0,99.

* Dois fatos que eu nunca me esqueço. Noel Gallagher anos depois dando seu depoimento a uma TV dizendo que aquela guerra foi muito imbecil porque as duas músicas eram ruins. Que o barulho seria mais justificado se quem estivesse em disputa nas vendas fossem “Cigarettes & Alcohol” e “Girls & Boys”. O outro é que, na semana do lançamento dos singles, enquanto esperava-se o resultado da semana das vendagens, o famooooooso tablóide “The Sun” foi a Manchester e conseguiu entrevistar a mãe dos Gallagher. Levaram um walkmen e tocaram o single do Blur para ela, que acompanhou alegrona, batendo o pezinho no chão. A manchete do jornal no dia seguinte, óbvio, era algo do tipo: “Mãe dos Gallagher adora a música nova do Blur”.

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* Esta história de Blur x Oasis está oralmente contada também no Popload:Popcast, nosso podcast que foi ao ar hoje, no Spotify.

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Troye Sivan quer sair para a rua e f*da-se. É o que ele disse na banheira, em “Rager Teenager”

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* De dentro da sua banheira na Austrália, o cantor pop Troye Sivan tem uma ou duas coisas para falar aos adolescentes furiosos em seu novo single, “Rager Teenager!”, assim com uma enfática exclamação. A música do menino que realmente fala direto aos adolescentes vai fazer parte do seu novo EP, “In a Dream”, a ser lançado no próximo dia 21.

Talvez Sivan, superpolitizado, esteja sendo irônico. Mas ele, ou o teen furioso da música, quer sair para a rua. Quer dar rolê de carro. Essas coisas. Deve ser um recado. Vamos interpretar.

“I just wanna go out/ I just wanna fuck shit up and just ride/ In your car tonight, in your bed tonight/ I just wanna sing loud, I just want to lose myself in a crowd.”

Ele parece estar de saco cheio. Cantar na banheira uma música assim, com o corpo se distorcendo, talvez Troye esteja expurgando seus incontroláveis tempos de teenager (ele tem 25). Até porque um de seus singles recentes, que também vai estar no EP, se chama “Take Yourself Home”.

Troye Sivan, também ator, na real nasceu na África do Sul. E foi colocado numa escola judia ortodoxa na Austrália, mas depois foi crescendo e entendeu que queria sair de lá para um ensino à distância, mesmo. Ativista LGBTQIA+ e youtuber famoso (muito por isso), faz esse som gostoso de synth, na linha Glass Animals.

Até este EP (galera está cada vez mais desistindo de álbuns? Seria a pandemia?), não lançava nada desde o sexual “Bloom”, seu segundo disco, de 2018. Provocou altas gritarias juvenis no Lollapalooza Brasil no ano passado e ainda fez um barulhento show rapidamente esgotado no Cine Joia, para aproveitar a visita.

Aqui, seu single/vídeo novo.

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