Em dev haynes:

Porches joga água no próprio disco. E ficou bom demais

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* Conheci o Porches, o delicado projeto do nova-iorquino Aaron Maine (ou, como queiram, o projeto nova-iorquino do Aaron Maine), apenas neste ano (já fui melhor), de tanto que falaram bem do disco que ele lançou em fevereiro, “Pool”, o seu segundo álbum. Indie classudo meio synthpop, meio orgânico, o Porches foi destaque deste ano do Pitchfork Festival, de Chicago, no mês passado. Para completar meu desencontro com o Porches, tinha programado de comprar o disco dele na ótima loja indie norueguesa Big Deeper, na viagem recente para Oslo, mas me distraí com o disco do FIDLAR e outras coisas e me esqueci…

O grupo de Maine, uma das vozes masculinas mais legais do indie eletrônico desde o australiano Chet Faker e do mesmo clube do Father John Misty, acho, está no meio de uma turnê americana só por lugares legais, tipo Echoplex em Los Angeles, o Subterranean de Chicago e o Crocodile em Seattle. Daí você tira qual o “street cred” do cara/banda na cena independente americana.

Desnecessário dizer, em outubro ele encara uma turnê europeia também por casas legais, incluindo obviamente o cool as fuck Pitchfork Paris, um festival mais elegantemente bem curado que o americano, sem nenhum desmerecimento aqui para o segundo. Só uma questão de posição.

Ontem, o Porches lançou um EP novo, chamado “Water”, que consiste numa lista de músicas que é uma espécie de versões demos de canções que entraram no álbum “Pool”. Tipo no EP tem as versões das músicas que Maine fez em casa, compondo e tocando e programando sozinho. No disco cheio, já são elas com versões de estúdio, executadas pela banda.

“Water”, o EP, traz ainda duas canções inéditas, novinhas. Uma delas, “Black Dress”, absurdamente boa, foi lançada ontem com vídeo, que traz participação do nosso amigo (e do Aaron Maine) Dev Haynes, do Blood Orange. Dançando na academia.

“Water”, o EP do Porches que é o “Pool” em outras águas (ai!) pode ser ouvido aqui. O vídeo de “Black Dress” está aí embaixo.

De bônus, duas performances do Porches ao vivo no Pitchfork Festival de Chicago, semanas atrás. A deliciosa “Car” e a não menos

Tracklist
01 Mood (Water Version)
02 Pool (Water Version)
03 Glow (Water Version)
04 Car (Water Version)
05 Shaver (Water Version)
06 Security (Water Version)
07 Black Dress
08 Black Budweiser T-Shirt

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Come into my bedroom. Liberados vídeos do Blood Orange no Pitchfork Music Festival

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* O Pitchfork Media, em sua porção TV, está soltando aos poucos vídeos bacanas e bem editados de seu festival, ocorrido há pouco mais de 15 dias em Chicago, nos EUA, o qual a Popload visitou. Botaram para rolar dois vídeos do lindo Blood Orange, uma dos muitos projetos do músico e cada vez mais requisitado produtor Dev Hynes, inglês que mora entre Nova York e Los Angeles já há algum tempo. Dev é amigão de metade da cena indie cool de hoje, de Solange a Florence.

O Blood Orange de Hynes era uma dupla, até lançar seu álbum de estreia, o delicioso “Coastal Grooves”, em 2011, que estourou bem (do tamanho indie de estourar) no ano passado: ele na guitarra e ele num laptop.

Agora o Blood Orange, prestes a lançar disco novo, cresceu e já é uma banda cheia, como a gente viu no Pitchfork Festival. E vê agora nos dois vídeos disponibilizados (existe essa palavra, mesmo?).

O primeiro é da impressionante “Champagne Coast”, pequena pérola do disco début. A segunda é da viajante “Bad Girls”, lindura pós-primeiro álbum.

Dev, seu lindo.

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