Em doritos:

Popload Festival anuncia seu lineup gastronômico! Maní, Casa do Porco, Braz Ellettrica e Dona Onça são algumas das “atrações”

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Hummmm… Pizza do Bráz Ellettrica, mais uma atração do Popload Festival

O Popload Festival, você sabe, acontece bem no feriado do dia 15 de novembro, no Memorial da América Latina. Aquela coisa: shows incríveis do Phoenix e da PJ Harvey, bagunça do Neon Indian, apresentação linda do Daughter e os brasileiros bombadíssimos Ventre e Carne Doce em palcão. Fora outras coisinhas que vão rolar…

Já que você vai estar em casa mesmo, ou, então, vindo de longe para curtir festa em São Paulo, temos duas notícias que irão te convencer a chegar cedo ao Memorial, para o festival.

** A primeira delas é que a produção irá distribuir bilhetes de metrô aos primeiros dois mil fãs que entrarem no evento. A estação Barra Funda é ao lado (colada, praticamente) e os shows começam cedo e acabam a tempo de você voltar de transporte público para casa, então se programe para não perder essa!

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Sanduíche vegetariano da Casa Manioca criado para o festival. Foto de Roberto Seba.

** A segunda notícia-dica imperdível é também para pegar você pelo estômago, literalmente. O festival terá uma Feirinha Gastronômica formada por uns dos melhores restaurantes de São Paulo e com curadoria da chef Helena Rizzo, do restaurante Maní, de reconhecimento internacional. Apenas. Neste lineup à parte, além do já citado MANÍ (que vem com receitas especiais criadas para a ocasião), participam Z-DELI, A CASA DO PORCO com DONA ONÇA, JIQUITAIA e BRÁZ ELLETTRICA, dos chefs renomados Julio Raw, Janaina Rueda e Jeferson Rueda, Marcelo Côrrea Bastos e Benny Novak, respectivamente. Só fera.

A Casa do Porco Bar Chef Jefferson Rueda Torresmo de panceta com Goiabada

Torresmo de panceta com goiabada d’A Casa do Porco Bar

Helena Rizzo explica a sua “escalação particular” para a quinta edição do festival: “Pensei em comidas que acho que têm tudo a ver com um festival de música, como pizza e hambúrguer, e as de que mais gosto na cidade. Além disso, são feitas por profissionais que conheço e que já têm experiência em feiras, fora de seus restaurantes. Sabemos que agilidade e prática contam muito na hora de atender a uma multidão!” No cardápio, entradas, sobremesas e pratos clássicos de cada um deles, como o torresmo de pancetta com goiabada (foto) e a coxinha de galinha caipira da Casa do Porco e da Dona Onça, o Classic Burger do Z-Deli, as pizzas “neonapolitanas” do Bráz Ellettrica (foto que abre o post) e o nhoque de banana com ragu de carne seca do Jiquitaia (foto na home), só para citar alguns.

O ideal é chegar cedo ao festival, garantir o seu bilhete de metrô na faixa e almoçar com os amigos! Estejam avisados!

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Coxinha de Galinha Caipira do Bar da Dona Onça

**Apresentado por Heineken, Popload Festival acontece no dia 15 de novembro no Memorial da América Latina, com shows de Phoenix, PJ Harvey, Daughter, Neon Indian, Carne Doce e Ventre. O Nubank é o cartão oficial do evento, que ainda tem apoio de Doritos e Tanqueray e Spotify como player oficial**

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CENA – Popload Festival turbina sua quinta edição com o trio carioca VENTRE!

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Larissa Conforto, Gabriel Ventura e Hugo Noguchi

A menos de dois meses de sua quinta edição, esta que traz a diva PJ Harvey ao lado de Phoenix, Daughter, Neon Indian e Carne Doce, o Popload Festival anuncia a escalação da banda VENTRE! O trio carioca de rock experimental é destaque na #CENA indie nacional e já deu as caras por aqui outras vezes, principalmente pela sua intensa performance ao vivo em festivais que a Popload visitou no último ano e pelo incrível disco de estreia, “Ventre (抱きしめ と キス)”, de 2015.

Ventre é formada pela guitarra e voz de Gabriel Ventura, a bateria de Larissa Conforto e o
baixo de Hugo Noguchi. No ano passado, lançaram o DVD e álbum ao vivo “Ao vivo no Méier”, uma comemoração em grande estilo ao primeiro ano de vida do álbum homônimo e também a parceria com o selo Balaclava Records:

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O Popload Festival é apresentado por Heineken e acontece no feriado do dia 15 de novembro no Memorial da América Latina. O Nubank é o cartão oficial do evento, que ainda tem apoio de Doritos e Taqueray e o Spotify como player oficial.

INGRESSOS AQUI

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Popload Festival no SPOTIFY

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Sónar SP reinventa o xarope Anhembi. Mais: os "win", os "fail", os vídeos

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* Você pode nem ser “da eletrônica”, amar hip hop ou necessariamente gostar das bandas que o Sónar SP botou no festival. Mas o bem que o evento trouxe para a cidade de São Paulo foi digno de palmas.
Primeiro que o malfadado Anhembi, graças ao mostrado pelo Sónar SP, tem solução sim como espaço (um dos únicos) para grandes eventos musicais na capital, com algumas correções de logística em sua organização. Isso é um avanço para a música na cidade.
Concentrado em um lugar só (a primeira edição, de 2004, aconteceu dividido entre Instituto Tomie Ohtake e Credicard Hall) e com cerca de 15 mil pessoas circulando por noite, o Sónar reinventou com êxito o Anhembi para shows. Esqueceu o problemático (e feio) (e insolúvel acusticamente) (e chato de chegar e sair) Sambódromo, vendido como “Arena Anhembi”, fez do galpão de eventos seu palco principal (palco SonarClub), redescobriu o auditório Elis Regina (que nos anos 80 foi o local de épicos shows de Echo & The Bunnymen e Siouxsie and the Banshees, entre outros) para atrações mais intimista (palco SonarHall).
Virou interno, “indoor”. Virou bom.

***** WINS E FAILS DO SÓNAR SP

– Valeu, Sónar
1. Escalação caprichada, moderna, que olha para a frente. Line-up mistureba só com coisa fina, com o melhor de todos os estilos.
2. Para outros festivais, fica a lição: uma escalação com pequenos grandes nomes às vezes vale mais que um festival com grandes headliners, mas sem nada de muito interessante tocando antes deles.
3. Organizado: filas ágeis, vários pontos de venda, homens-bar pela pista, praça de alimentação tranquila, Doritos sendo distribuídos… Banheiros com pouca fila também.
4. Kraftwerk: ir ao show do Kraftwerk é passar pelo menos uma hora ouvindo piadinhas do tipo “os caras estão no ________*” (*inserir: MSN, Facebook, Twitter, Angry Birds, Skype, etc). Piadinhas desse tipo com o Kraftwerk são tipo as do tio do pavê-pra-comê no Natal: não falham. Ralf Hütter está velho? Só tem um integrante original? Ultrapassados? São Windows 95? 3D anos 80? Não se mexem, está tudo programado? Mas,… quem liga? A parte mais incrível de um show do Kraftwerk é que nada disso é escondido. Você pagou pra ver robôs dos anos 70 tocarem com projeções de 3D. É exatamente isso que você recebe. Com a grande vantagem de que esses robôs ainda fazem música que soa atual nos 2000. E, além de ser nostálgico, é sempre emocionante. OBRIGADO, BJORK.
5. A ressurreição do Justice. Depois de uma certa estagnada, um show fraco no Brasil e um disco novo mais fraco ainda, ninguém (eu) esperava muito da dupla de jaqueta de couro. Heavy metal da eletrônica. Cafonices à parte, foi um espetáculo de hits e de dança. Acho que foi o show mais animado do festival (principalmente pra quem saiu dele e foi pro James Blake. Choque de estilos, o que é bom, também)
6. Ver o povo tentando dançar dubstep. Parecia o casting do Walking Dead, sem o Dead. Dubstep inaugurou a dança do zumbi. Requebra ali, entorta o joelho, quebra o pescoço pro outro lado, ensaia uma convulsão de leve e se arrasta.
7. Mogwai: comparada ao resto da programação, o Mogwai era praticamente um Motorhead no meio de um festival de MPB. Dez anos depois do primeiro show no Brasil, a banda não precisou nem arrancar o público gigante da tenda do Flying Lotus. Quem foi para ver Mogwai, pouco se preocupou com o que rolava fora do auditório. Nem conseguiria mesmo: a parede de três guitarras ensurdecedoras com projeções em uma tela widescreen era hipnotizante. Se não me engano, foram dez músicas ao todo. Lembrando que, para o rock instrumental do Mogwai isso é muito. As músicas foram “encurtadas” para caberem no horário previsto. Mesmo assim, a banda passou, propositadamente, alguns minutos do horário de encerramento e causou um certo mal estar nos bastidores. Pelo twitter, o baterista chegou a dizer que foi “ameaçado” pelo organizador de palco. o_O
8. Flying Lotus/Totally Enormous Extinct Dinosaurs/Hudson Mohawke – Tirando tudo o que teve de bom, tirando tudo o que foi digno de nota, sem falar no Doom, o Hudson Mohawke, o James Blake, tiveram essas duas apresentações em particular. O Lotus trouxe o underground de Los Angeles para cá. De novo. Uma hora de batidas quebradas, experimentalismos e baixos gordos bons de dançar. Tudo costurado por samples de Radiohead, bateria de escola de samba e Beastie Boys, que bela homenagem. Coraçãozinho com as mãos pra finalizar o set. Fofo. O Totally Enormous Extinct Dinosaurs, o nome mais legal da música hoje (até porque você olha o menino com a voz do Tiga, a sonoridade única dentro de tudo conhecido que ele carrega), foi incrível, mesmo tocando/cantando em cima de base pré-gravada. É dono do melhor disco da dance music em 2012. Isso porque o disco nem saiu. As roupas. A galera que foi com penacho de índio na cabeça para vê-lo no Sónar. Coube ao Totally Enormous Extinct Dinosaurs fechar a conta do festival, lá pelas quatro da manhã. Pista ainda cheia de gente, meninas com a cara pintada de tinta neon, malucos com cocar na cabeça. O “Enormes Dinossauros Extintos” é na verdade um menino inglês franzino que faz house e electro com indie e pop e até dubstep (inglês) na medida certa. O live foi um mix das faixas que estarão em seu primeiro álbum, que chega em junho. Delícia de dançar.

– Não rolou, Sónar
1. a fila gigantesca no primeiro dia, para a retirada de ingressos. Faltando alguns minutos para o Kraftwerk, povo desesperado, informações desencontradas, resolveram liberar tudo. E bastava mostrar o papel impresso da internet para entrar…
2. Os atrasos. Em festival, um pequeno atraso gera um efeito cascata no festival todo. E aquela programação com horários na mão da galera fica sem serventia.
3. Não havia indicação clara de palco, nem do artista tocando em cada um deles. Com os atrasos, vi gente se requebrando no Zumbi-Dance do Rustie, achando que estava na apresentação do Flying Lotus (!!!)
4. O som do auditório estava perfeito no show do Mogwai, mesmo com todas as guitarras na potência máxima, mas no do James Blake, justamente no mais delicado deles, reverberava demais!
5. O cheiro de Doritos em todo o festival. A gente sabe, a gente sabe…

* COBERTURA POPLOAD – Lúcio Ribeiro, Ana Carolina Bean Monteiro, Fiervo. Fotos: Fabrício Vianna

***** ALGUNS VÍDEOS DO SÓNAR SP

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