Em Drake:

Trilha da polêmica série “We Are Who We Are” já saiu em dois discos e tem de Radiohead a Drake, de Blood Orange a… “Emilia Paranoica”.

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* Talvez a atual série de TV mais falada, “We Are Who We Are”, dirigida pelo italiano Luca Guadagnino, é facilmente a que tem a melhor trilha sonora de série desde a britânica “Peaky Blinders”. E graças ao músico americano Dev Hynes, o Blood Orange, responsável por conduzir a sonoridade que embala uma das mais insólitas histórias de seriado dos últimos tempos.

“We Are Who We Are”, do mesmo diretor de “Me Chame pelo Seu Nome, e produzida pela HBO, se passa numa base militar americana na Itália, numa praia perto de Veneza. Tem Chloe Sevigny e Alice Braga como as mães do complicado adolescente Jack Dylan Grazer, que chegam à base para Chloe assumir o posto de nova comandante do lugar. O rapper Kid Cudi também está no elenco.

A série, exibida há um mês, é sobre o amadurecimento teen, o famoso “coming of age”, descobertas de sexualidade ou das sexualidades e desenvolvimento de amizade e tals, num ciclo bem próximo de brancos e negros, americanos e europeus, de famílias civis e militares, reunidas num pedacinho dos EUA na Itália. As confusões de sempre, amplificada pelas modernidades de comportamento. E confusões não só dos adolescentes.

A música tem dois aspectos em “We Are Who We Are”. Primeiro a composta pelo Dev Hynes especialmente para o seriado. E também a variação de banda que a gente gosta, formando a trilha sonora geral, escolhida pelo próprio Guadagnino, que vai de Smiths a Radiohead, de Drake a Post Malone, tem Prince, Bowie e Stones. Mas também tem o próprio Blood Orange, Neil Young e 21 Savages.

Isso porque estamos no episódio 4 (de oito). O mais novo saiu ontem à noite, não assistido ainda.

Exatamente esses dois aspectos musicais de “We Are Who We Are” acabam de sair em discos oficiais: o das músicas originais feitas para a série (Dev Hynes) e outro com as canções conhecidas, antigas e novas, espalhadas pelo diretor na trama.

Um dos destaques do segundo álbum é um resgate pessoal de Guadagnino para sua série. Trata-se de “Emilia Paranoica”, famoso hino punk italiano dos anos 80, da banda CCCP – Fedeli Alla Linea, grupo formado em Berlim por uma galera italiana que morava na tensa cidade alemã da época.

A música, de quase 8 min de duração, embala uma marcante festinha dos teens da série num casarão abandonado de uma vila russa “sem os russos” no episódio 4.

É esta aqui:

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E, como se não bastasse, babe, o Drake lança de surpresa uma música-propaganda bem boa, batendo umas bolinhas

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* Já cansei desta sexta-feira e nem estamos no meio do dia ainda.

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O rapper superstar Drake lançou uma trilha de comercial da Nik… quer dizer, seu mais novo single, chamado “Laugh Now Cry Later”. Música e vídeo do canadense têm participação do rapper parça Lil Durk.

As filmagens foram feitas numa madrugada na Nike World Headquarters, o absurdo complexo de escritórios e quadras e loja em Portland, nos EUA. Uns atletas bancados pela marca aparecem no vídeo, tipo o gênio Kevin Durant.

Enquanto fica dizendo “Babe” com o amigo, Drake joga um basquetinho, nada, corre, joga beisebol e futebol americano.

A música segue a fórmula Drake do drama cool seguido de um refrão de batidas sincopadas. Portanto, bem boa.

“Laugh Now Cry Later”, dizem, é o primeiro single do próximo disco do rapper canadense fã encrenqueiro do Toronto Raptors. Entendedores de NBA entenderão. O sexto álbum de estúdio de Drake se chamará “Certified Lover Boy”, disse ele em seu Instagram nesta noite que passou. Quase 71 milhões de seguidores ficaram informados disso nesta madrugada brasileira.

Com isso, parece claro agora que “Toosie Slide”, o “hit do Tik Tok” lançado no começo do ano, não estará no disco novo.

Bom, vamos ao novo show de bola de Drake, abaixo

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Glass Animals e a quarentena criativa. Covers legais, recomeços e um vídeo novo que vai explicar o mundo

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* Mais um para a turma que resolveu inventar algo novo durante a quarentena, o simpático quarteto de indie-eletrônico inglês Glass Animals, na verdade seu líder, Dave Baylay, tem aproveitado seu confinamento em estúdio, em Londres, para arriscar algumas covers bem… bem… caseiras, por falta de uma palavra mais precisa. E não deixam de ser ótimas.

Em mensagem no canal de Youtube da banda, e nos próprios vídeos das covers, Bayley diz que está aceitando ideias e sugestões de covers.

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O primeiro “episódio” dessas versões começou lá em março com a icônica “Heart-Shaped Box”, do Nirvana. Na sequência já rolaram “Young & Beautiful”, da young and beautiful cantora americana Lana del Rey, entre outras. Até mais recentemente teve a dançante-sexy “Hotline Bling”, do rapper canadense Drake, postado uns dias atrás e com uma convidada na linha “live de Stories”, dividindo a tela: a cantora-revelação britânica Arlo Parks.

Os vídeos são bem despretensiosos e bacanas de ver, como se você fosse amigo de Bayley e estivesse ali na casa dele. A primeira das covers, a do Nirvana, começou com o celular gravando em vertical, depois passou a horizontal, ocupando a tela cheia, porque alguém deve ter dado um toque nele que assim ficaria mais legal. Mas por algum motivo ele voltou a gravar na horizontal, haha.

Há todo um preparatório nas sessões até o músico do Glass Animals chegar às músicas em si. Um papinho, uma passagem de som, um teste aqui e ali, outro papinho. Fofo.

O grupo de Oxford se prepara para o lançamento do seu terceiro álbum, “Dreamland”, previsto para julho deste ano. Também recentemente, e no meio das covers todas, Bayley usou esse mesmo estúdio, mas com assessoria distante de uma produtora, para gravar o novo vídeo do Glass Animals, para a faixa-título “Dreamland”. Música e vídeo bem bons.

Tal qual os vídeos simplões das covers, mas no fim excelentemente bem produzido com os recursos que se tinha na hora, o lado visual e oficial de “Dreamland” mostra a preparação para a gravação, um verdadeiro making of bem divertido. No final, aparecem os créditos das filmagens, da ideia, concepção, direção, decorador, operador de câmera, elenco e tudo o mais. Todas as funções técnicas trazem um nome só: Dave Bayley. Daqui uns anos, esse vídeo do Glass Animals vai poder explicar o mundo, sob um certo ângulo.

O Glass Animals já estava em turnê antes da pandemia e fazia parte do line-up do cool “All Points East”, festival de Londres, que obviamente foi cancelado. A tour + lançamento do disco novo, que haviam começado em fevereiro antes de o mundo parar, marcaram a volta do baterista Joe Seaward à banda, ele que se feriu gravemente em 2018 em um acidente de bicicleta na Irlanda. Seaward passou por duas cirurgias complicadas na cabeça, como resultado do desastre, além da perna com fraturas expostas. Ele teve que aprender a falar, ler e andar novamente. E tocar, claro.

O Glass Animals, as covers e o incrível vídeo de “Dreamland”:

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Drake vai quebrar a internet com a nova dancinha. Como é boa essa nova “Toosie Slide”

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* I can dance like Michael Ja… ckson!

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Não frequento muuuuuito o Tik Tok, mas imagino de agora, invadindo o final de semana, o vírus Drake vai estar se dissiminando lá com mais velocidade que o coronavírus no mundo.

Ontem à noitão o rapper e cantor canadense soltou seu novo single, “Toosie Slide”, música que vem com um vídeo com coreografia. No vídeo, Drake passeia por uma casa maravilhosa, que tem até quadro do Snoopy Dogg, cantando que dança como Michael Jackson com uma pausa esperta no meio do “Jackson” e fazendo uma dancinha que fala para levantar o pé direito e escorregar o esquerdo, depois levantar o esquerdo e escorregar o direito. Ferrou.

A citação ao Tik Tok não é à toa. A música já tinha sido mostrada na plataforma domingo passado pelo influencer (e) dançarino americano Toosie exatamente no Tik Tok, ensinando como dançar seu refrão. Ontem à noite, apareceu a música inteira, com o próprio Drake fazendo o passinho. Com Toosie indo parar no nome da música.

“It go right foot up, left foot, slide/Left foot up, right foot, slide”, canta Drake. “Basically, I’m saying, either way, we ‘bout to slide/Can’t let this one slide.”

Tanto a música quanto a dancinha são, perdão dizer, contagiantes.

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Abaixo, o post do Toosie do Tik Tok (aqui reverberado no Twitter)

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Rock in Rio busca Cardi B para a noite do Drake, a de abertura do festival

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* Já se ensaiando como o dia mais bombator do próximo Rock in Rio, o de abertura, dia 27 de setembro, o maior festival do mundo (com todas as implicações disso) corre atrás para fechar a “nova” musa do hip hop, a já premiadaça Cardi B, foguete atual da música americana. A chance de vingar é gigante.

Cardi B deve chegar em setembro mais explosiva do que já está hoje. Resumindo bem, ela lançou seu álbum de estreia, “Invasion of Privacy” no ano passado, depois, veja bem, depois de ter passado como um furacão no Coachella e receber uma honrosa vaga na importante lista das 100 mais influentes pessoas do mundo, na revista “Time”.

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Neste ano, ela já assombrou em duas vertentes. Primeiro, teve a pachorra de recusar a participar do bilionário intervalo do Super Bowl por causa nobre (sabe da história?). Outra: ganhou um Grammy como melhor álbum de rap, se tornando a primeira rapper mulher a levar este prêmio. Pensa no tempo de carreira de Cardi B e no recorte masculino do hip hop americano para imaginar esses seus feitos.

Drake vai se apresentar, além do Rock in Rio, em São Paulo, provavelmente no Allianz Parque. Em confirmaaaaaaaaando a Cardi B neste rolê paulistano, olha que alegria isso vai ser.

Vem, B.

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