Em dry cleaning:

Banda inglesa Dry Cleaning faz sua estreia na TV americana (agora pra valer)

>>

* Queridinha da Popload, adoramos quando tem novidade da espertíssima banda inglesa Dry Cleaning, que levou seu post-punk falado ao vivo para a TV americana na sexta passada, desta vez valendo.

Explicando: o grupo já tinha feito uma performance “virtualmente” no programa do Stephen Colbert em agosto deste ano, via vídeo gravado no Reino Unido e enviado ao apresentador.

Desta vez, a banda da genial Florence Shaw apareceu ao vivo em solo americano no programa de Jimmy Fallon, apresentando a também genial “Scratchcard Lanyard”, de um dos melhores álbuns deste ano. Aliás, não somos só nós que achamos isso: a descolada loja/selo britânica Rough Trade também. As listas de “melhores” do ano já começaram a pipocar e o primeiro lugar do selo/loja-super-cool para álbum do ano foi “New Long Leg”, da banda de Londres.

Em comemoração, o Dry Cleaning fez um showzinho especial no chic Rainbow Room, no Rockefeller Center, para um público pequeno e exclusivo. Mas, como também somos superexclusivos, segue abaixo um videozinho do que rolou:

O grupo inglês também acabou de ser anunciado como uma das atrações do ótimo festival inglês All Points East, no lado East de Londres, em dia que tem como headliner nossos amigos do Tame Impala.

Confira “Scratchcard Lanyard” no “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon”, pelo link abaixo:

>>

Banda inglesa Dry Cleaning é apresentada à família americana, via programa do Stephen Colbert

>>

Captura de Tela 2021-08-16 às 7.58.29 AM

* Banda das mais prediletíssimas da Popload neste ano, graças ao disco lindão disco de estreia “New Long Leg”, lançado em abril, o quarteto inglês Dry Cleaning foi bater na casa dos americanos, sendo atração musical sexta-feira do programa noturno de entrevistas do grande Stephen Colbert.

O bonito grupo liderado pela “falante” Florence Shaw, tipaço, voz quase spoken-word conduzida talvez a melhor guitarra deste 2021 que precisa de barulho, apresentou a sensacional “Strong Feelings”, enviada para a TV dos EUA em vídeo gravado em Londres.

O Dry Cleaning está começando a engatar uns shows nesta temporada pós-covid. No dia 26, semana que vem, eles têm marcado um show num festival italiano chamado Today’s, de música nova e realizado em Turim. Em setembro umas datas acertadas no Reino Unido. E a partir de dezembro tem Europa e EUA, só parando no Primavera Sound de Barcelona, em junho.

>>

Quatro meses depois do ótimo disco de estreia, banda inglesa Dry Cleaning solta duas inéditas de uma vez

>>

* A incrível banda inglesa pós-punk de vocal falado (ufa!) Dry Cleaning, melhores guitarras da música inglesa hoje e que conta com a marcante voz de Florence Shaw, lançou hoje não um mas dois singles de uma vez.

Na verdade, se você pensar em vinil, o single é um só, mas duplo. As músicas novas são “Bug Eggs” e “Tony Speaks!”, que saem menos de quatro meses depois que o disco de estreia do quarteto, “New Long Leg”, um dos discos do ano, fácil.

drydisco

As músicas foram gravadas exatamente na sessão de gravação do debut do grupo de Londres, no ano passado, mas acabaram de fora da peneira que resolveu o tracklist do disco. disco e chegaram a aparecer como bônus em alguns exemplares do vinil do disco. A banda curtia tanto as duas que resolveu botar logo para geral, nas plataformas de streaming.

“‘Bug Eggs’ é sobre a confiança que vem com a idade, fragilidade e desejo sexual. A letra de ‘Tony Speaks!’ foi escrita dias depois que o Partido Conservador venceu a eleição de dezembro de 2019 no Reino Unido. Eu estava pensando sobre mudança climática, catástrofes ambientais e campanha política”, explicou Shaw as duas “novas” canções.

>>

Top 10 Gringo – O “mundo” é do Dry Cleaning. Nem o ótimo Lil Nas X conseguiu impedir. Mas vamos seguir em frente, como diz o Jungle

>>

* Segue agitado o mundo gringo de novidades musicais. Uma semana que olhamos até para o que tem de mais pop no universo, mas sem esquecer do indie. Inclusive, premiando pela segunda vez seguida nossa banda da vez. É nossa culpa ou deles? E olha que a disputa foi bem apertada. Mas o coração (e a guitarra) falou mais alto.

lilquadrado

1 – Dry Cleaning – “Unsmart Lady”
Segue nossa obsessão pela nova banda pós-punk inglesa Dry Cleaning. Uma obsessão que agora cada vez mais é do mundo todo, como analisamos em um post sobre as críticas que “New Long Leg”, seu álbum de estreia, vem recebendo agora que veio à luz, na última sexta-feira. Nossa predileta da vez é a absurda “Unsmart Lady”, o novo single, um som tipicamente quase falado que pega as ofensas que as mulheres recebem quando são desacreditadas e diminuídas e as arremessa nos agressores. Que banda!

2 – Lil Nas X – “Montero (Call Me by Your Name)”
Lil Nas X chegou pesado aqui, ainda que demonstrando uma leveza sonora incrível. Uma música onde resolve contar sobre uma paixão das mais fortes, de peito aberto. Pensando em sua história, ele mesmo relata que não planejava abrir questões da sua sexualidade assim, mas que, se isso ajuda outras pessoas a ficarem mais livres, é necessário. Este cara é bom.

3 – Jungle – “Keep Moving”
Que som esperto este novo da ótima dupla funk-soul-brother Jungle, dos produtores Josh Lloyd-Watson and Tom McFarland, que deu a largada para um novo e necessário álbum deles. “Keep Moving” é um mantra de superação que balança bem os graves do seu foninho. Segura esta.

4 – Demi Lovato – “Anyone”
Demo Lovato passou por poucas e boas por conta das drogas, para dizer o “mínimo”. Neste ainda complicado pós-reabilitação, seu novo disco tem canções dolorosas, como “Anyone”, um grito desesperado por ajuda desesperado, daqueles dados quando parece que ninguém mais pode te ajudar. Não é sempre que divas pop abrem a real desta maneira.

5 – Olivia Rodrigo – “Deja Vu”
A gente não ia deixar o fenômeno Olivia Rodrigo passar batido. Tudo bem que não demos o moral devido para o primeiro single dela, o hit “Drivers License”, mas até que funcionou essa espera. Curtimos bem mais este som novo.

6 – St. Vincent – “The Melting of the Sun”
É meio chover no molhado que a St. Vincent tem uma das guitarras mais espertas do mundo hoje, mas é preciso reforçar isso. Nesta balada, segundo single de seu álbum “Daddy’s Home”, que sai no próximo 14 de maio, ganhamos de presente um senhor solo de guitarra, que nem parece com solo de guitarra, mas é, sim. É uma coisa tão fora da curva que até fica difícil reparar no que veio antes ou depois desse evento nesta música.

7 – Angel Olsen – “It’s Every Season (Whole New Mess)”
Angel Olsen parece ter gostado da experiência de revistar suas próprias músicas. No álbum “Whole New Mess”, de 2020, ela buscou parte do repertório do seu disco de 2019, “All Mirrors”. Agora, em um álbum que vai reunir as duas experiências, solta essa inédita que é justamente a releitura de uma das inéditas do disco de releituras. Deu para entender?

8 – Royal Blood – “Limbo”
A gente vem cobrindo aqui a virada que o Royal Blood anda dando em seu som – aproximando suas raízes roqueiras de um som mais dance. Dessa safra, “Limbo” talvez seja a obra mais bem acabada, ao conseguir colocar esses dois universos, que às vezes são tão distintos, em uma conversa agradável.

9 – The Joy Formidable – “Into the Blue”
Talvez a nossa banda favorita do País de Gales, hoje. O grupo mantém sua habilidade de melodias certeiras e dinâmicas espertas de andamento e volume nesse retorno às atividades com um belo single que anuncia um novo álbum ainda sem nome. Que venha formidável.

10 – Garbage, “The Men Who Rule the World”
Uma porrada do Garbage nos responsáveis por colocar nosso mundo em risco – sim, os terríveis capitalistas. Shirley Manson mira em quem patrocina violência, pobreza, machismo e outras catástrofes do mundo.

****

****

* A imagem que ilustra este post é rapper e cantor Lil Nas X.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

A nova session do Dry Cleaning, para deixar nosso cotidiano mais excitante

>>

* Sexta-feira foi lançado um dos nossos álbuns prediletos do ano, o da banda inglesa Dry Cleaning, bem presente na Popload nos últimos tempos. “New Long Leg” é o nome do disco de estreia do quarteto de sul de Londres comandado pela voz da “faladora” Florence Shaw, esta moça abaixo.

Captura de Tela 2021-04-05 às 10.55.10 AM

O disco teve resenhas generosas por todos os lugares. Na resenha do disco em vinil exclusivo vendido na lojaça Rough Trade a newsletter deles disse que o álbum de estreia da banda contorna a agressividade dos grupos pós-punk atual e oferece uma sonoridade mais cool, classuda, sem perder a energia que o gênero impôs ao som britânico nos últimos anos.

O tradicional jornal inglês “The Guardian” deu quatro das suas cinco estrelas disponíveis e disse que o lacônico vocal falado de Florence Shaw é o ponto alto de uma talentosa banda que torna nosso cotidiano mais excitante.

O site americano crica Pitchfork deu uma super-honrosa nota 8.6, absurda para os padrões matemáticos deles, principalmente para uma banda inglesa em primeiro álbum. “O excelente disco de estréia da banda inglesa de art-rock é cheio de imagens surreais, obsessões bizarras e memorias afetivas. O efeito acumulativo do que Florence narra nas músicas é uma maravilha inexplicável”, diz o Pitchfork.

A banda, no calor do lançamento de seu disco, gravou entrevista e uma session absurda para a KEXP, uma das nossas rádios indies prediletas, lá de Seatlle, que um dia foi a terra do grunge (salve, Cobain!). O Dry Cleaning já foi “diagnosticado” uma banda de “groove grunge” atualizado, andei lendo por aí.

A gente vai deixar, abaixo, dois vídeos, que a KEXP subiu no sábado. Um de 43 minutos, com a entrevista e a possibilidade de ver os dentinhos tortos da linda Florence Shaw. E outro de 15, só com a performance do grupo gravada especialmente para a emissora americana. Escolha o que ver, ou veja as duas. Mas veja.

O Dry Cleaning tocou quatro do “New Long Leg”: o novo single, “Unsmart Lady”, duas espertíssimas nem tão badaladas (ainda), que são “Leafy” (minha nova predileta) e “Her Hippo”, e a poderosa “Strong Feelings”, uma das músicas do ano.

>>