Em Dua Lipa:

Dua Lipa faz show no Brasil no ano que vem, confirmada pelo Rock in Rio

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* O festival carioca anunciou hoje no “Jornal Nacional” que a cantora inglesa Dua Lipa está em sua escalação de 2022, que acontece exatamente daqui um ano. A musa pop de Londres, 26 anos, participa daquelas noites-salada se apresentando no palco principal com a brasileira Ivete Sangalo, no dia 11 de setembro.

É a segunda vez que Dua Lipa vem ao país. A primeira, foi em 2017, época de seu álbum de estreia, homônimo, para abrir o show do Coldplay no Allianz Park, em São Paulo. Neste período, Dua Lipa fez um show solo no Audio Club, na Barra Funda. Chris Martin apareceu para dar uma canja em uma música.

A cantora tinha uma turnê solo planejada mas não anunciada em 2020, mas a pandemia bloqueou os planos. Agora ela vem para festival, com provável show solo em SP.

Dua Lipa vem beeeeem maior para o Brasil desta vez, obviamente. Ela lançou com muito barulho seu segundo álbum, o bem bom “Future Nostalgia”, cheio de influências disco e dance-pop, em março do ano passado, já com a covid-19 apavorando o planeta, em seu estágio inicial.

“Future Nostalgia”, que rendeu um estrelado álbum de remixes, foi o disco feminino com maior número de streamings no Spotify em 2020, no mundo. E o quinto no quesito geral.

O Rock in Rio acontece em dois finais de semana seguidos: dias 2, 3, 4 e depois 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022.

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SEMILOAD – Quem tem medo da música pop?

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* Dora Guerra é impressionante em seu timing. Uma semana depois que a superpop Billie Eilish lança um disco bomástico com trip-hops e viagens roqueirinhas e eletrônicas travestidas em “música fácil” e NO MESMO DIA em que a rapper cantora ou a cantora rapper Lizzo anuncia uma nova era no… pop?, a moça da newsletter “Semibreve” pousa aqui na POPload com o assunto necessário. E que amarra todas as pontas soltas do “status quo” da música que a gente gosta.

A discussão, sim, é antiga. Provavelmente ela tenha ajudado Kurt Cobain ter feito o que fez, lá atrás. Mas talvez esse papo nunca tenha feito tanto sentido como agora, por tudo quem tem implicado: Olivia Disney Rodrigo tem uns indies legais ou não tem? Billie Eilish não é gênia demais para a idade dela? Músicas do disco novo do Jungle não cabem numa festa de néon no Cine Joia e num clube de jazz na mesma medida? Taylor Swift virou “alta-cultura indie” ou é impressão? A citada Lizzo é uma rapper ou cantora pop? Ou as duas coisas?

A†e dá uma arrepiada, aqui.

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Eu. Eu tenho medo da música pop.

Amar o pop não é fácil mesmo para mim, que me rendi a ele. Para bom fã de música, significa frequentemente deixar o orgulho de lado. E vai contra o que muitos de nós fomos ensinados – nós, que fugíamos do mainstream, não queríamos ser posers. Éramos viciados em dizer “Conheci isso antes de ficar famoso”.

Para o indie, amar o pop é uma dificuldade por inúmeros motivos – quando você se acostuma a idolatrar o independente e se sentir um alecrim dourado pelo seu gosto musical, o negócio degringola. Mas é tolice pensar que, em 2021, exista alguma escapatória: o indie é pop, o pop é indie, Billie Eilish é pop com cara de indie, Phoebe Bridgers se mistura com Taylor Swift, Bon Iver também.

Isso assusta? Assusta. Para mim, persiste a ideia de que estou cedendo a uma lógica mercadológica que faz de tudo para ter meu consumo – e o tem. Simples: eu me sinto uma vendida.

E, claro, com a nossa eterna insistência em nos definir pelo que ouvimos – com os Wrappeds do Spotify, pôsteres nas paredes, camisetas de banda –, encaramos música como encaramos roupas; ao mesmo tempo que queremos fugir à moda principal, para nos convencer de que temos personalidades/gostos próprios e conseguimos resistir às últimas tendências, é impossível não se interessar por algo comum à maioria.

Mais precisamente: Dua Lipa toca. Você vai dizer que não gosta e não dança?

Talvez o meu – e talvez o seu – medo de música pop venha acompanhado do temor de priorizar o comercial sobre o artístico; de seguir valorizando o gigantesco, o rico, o consolidado, em detrimento do pequeno que luta para sobreviver. Mas isso não existe: dá para amar ambos, valorizar ambos, curtir música. Como tudo na vida, a música não é um assunto tão preto-no-branco assim.

Mas talvez o medo venha de raciocínios ainda mais enraizados e preconceituosos, que a gente acatou depois de ler e ouvir muita crítica musical maniqueísta. Você lembra bem: aquela que classifica por gênero musical a música “boa” da “ruim”. Que vê na indústria cultural apenas… indústria.

Vale lembrar que essa é uma linha de pensamento muito conveniente e seletiva – que tira das divas pop o valor que atribui aos “gênios” de outrora. Os Beatles eram gênios, Britney jamais seria. Afinal, qual seria o mérito de uma música que raramente é complexa em estrutura, que não é “para pensar”, feita a inúmeras mãos para um público majoritariamente feminino e LGBTQIA+?

Aí que tá. Ver o pop como um gênero musical pouco complexo, ter medo dele, se afastar dele é menosprezá-lo, novamente. Claro, o fio condutor da música pop é o espetáculo: é uma música feita para encantar, te prender com o excesso de brilho. O bom pop é o entretenimento em seu auge, mas jamais isolado da sociedade – sobretudo hoje. Frequentemente, o pop é uma bússola clara de por onde os aspectos sociais caminham (Madonna que o diga).

Ou seja: não é só que o pop merece estudo e análise, mas ignorá-lo é perder uma parte fundamental de uma das culturas que mais circulam na nossa fração de mundo.

O pop é uma potência, que transcende a música para alcançar a moda, a fotografia, o cinema, as referências culturais de todo tipo; com recurso suficiente para construir narrativas atraentes, formas mais digestíveis de pequenas revoluções. Simples: de Rihanna a Pabllo Vittar, Michael Jackson a Anitta, o pop muda o mundo – ou potencializa algumas mudanças há muito necessárias.

E, muito mais que os Beatles que insisti em amar durante a adolescência, eu fui profunda e irrevogavelmente formada por música pop – e eu sei que muitos de vocês também. Eu sou cada um dos vídeos musicais que cresci assistindo, sou o CD de “Dangerously in Love” da Beyoncé, sou até o Show das Poderosas. Pessoalmente, o pop me formou como gente, como mulher, como fã de música, me deu noção de um mundo para além do meu próprio – um mundo que faz de tudo para te fornecer um grande espetáculo. E, no fim, se tem algo que eu realmente sei falar sobre… é o pop.

Tudo bem. O pop é gostoso demais. E depois que a gente aceita isso, as coisas ficam muito mais fáceis.

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* Dora Guerra “atua” também no Twitter, como @goraduerra. Já foi lá?

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Top 10 Gringo – Mulher 100%. King Princess, Willow e Japanese Breakfast puxam a fila feminina total do nosso Ranking

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* A gente foi listando as músicas que mais gostamos nesta última semana e logo percebeu: uma mina, duas minas, três minas, quatro minas. Ah, quer saber? Só mulheres nesta semana no ranking gringo. E lógico que não deu trabalho fazer uma pesquisa a mais em sons novos que até passaram sem nossas anotações para dar conta de completar a lista. A semana é total delas.

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1 – King Princess – “House Burn Down”
Que sonho este sonho. A King Princess, além de arrebentar como sempre faz, consegui reunir dois quintos do Strokes por aqui. Na bateria, nosso amigo Fabrizio Moretti. No baixo, o senhor Nikolai Fraiture. E lógico que a presença da dupla dá na música um caldinho de Strokes, que ajuda a gente a entender a participação do dois na banda – assim como a presença do Nick Valensi em um som da Sia já ajudou a gente a sacar o que ele fazia na banda.

2 – Willow – “t r a n s p a r e n t s o u l”
Esse single já está rolando há um tempo, mas agora com um clipe oficial que a gente descobriu que a Willow – sim, a filha do Will Smith e da Jada Pinkett – abriu seu lado de roqueira. Em entrevista a V Magazine, ela conta que por conta do racismo chegou a sofrer com bullying na infância por gostar de rock e uma pressão para se encaixar em ritmos como o R&B. Considerando que sua mãe já teve banda de rock, ela resolveu assumir seu gosto sem medo do que vão pensar. E deu muito certo. A presença do Travis Baker na bateria ainda dá um capricho de nostalgia.

3 – Japanese Breakfast – “Be Sweet”
A gente já tinha gostado do singles e não foi trabalho ficar apaixonado no novo álbum da excelente Japanese Breakfast, Michelle Zauner. Aqui em “Be Sweet” ela constrói um som tão delicioso quanto oitentista, mas sem toques exagerados de retrospectiva. Ao mesmo tempo que não é difícil imaginar o refrão “Be sweet to me, baby/I wanna believe in you/I wanna believe in something” em um rádio retrô, ela não soa como uma cópia de algo que você já ouviu antes.

4 – Billie Eilish – “Lost Cause”
Mais um som com toque direito ao ex que fazia pouco da Billie? E segue a revolução visual da Billie no clipe deste som, um passo dado em direção a liberdade (e curtição com as amigas). Sonoramente, a revolução não é tanta, ainda que soe um pouco mais iluminado que os trabalhos do primeiro álbum.

5 – Zoe Wees – “Girl Like Us”
Na linha da Billie, repare no estilo vocal, a Zoe Wees também faz um barulho. Com seus 17, 18 anos, a alemã começa a colecionar hits que tocam corações pelo mundo ao falar de ansiedade e pressões, como a da aparência. Em “Girls Likes Us” ela relata, por exemplo, seu sofrimento de não ver beleza no espelho. “Eles não sabem”, ela canta no refrão sobre a invisibilidade de algumas questões feminas. Olho nessa mina. É hit atrás de hit.

6 – Wolf Alice – “How Can I Make It Ok”
Mais uma da lista que caberia na programação da Alpha FM. Falsete delicioso combinado com um refrão apaixonado em um dos momentos mais pop do novo álbum dos ingleses da Wolf Alice.

7 – Rochelle Jordan – “Already”
R&B para lá de dançante, com uma leve pegada de house, talvez? Essa é “Already”, um dos bons sons de “Play With Changes”, álbum que a inglesa que cresceu no Canadá Rochelle lança após quase sete anos de silêncio por conta de tretas de saúde e gravadora. Esse tempo não foi capaz de tirar um energia para lá de boa que seu som carrega. É tocar e sair dançando.

8 – Dua Lipa – “Love Again”
Tem esse lugar comum de que ninguém mais pensa em álbum. Meia verdade. Só olhar para o trabalho da Dua Lipa, que chega ao sexto single de um álbum, para ver que é possível trabalhar um repertório aos poucos, quase nos moldes tradicionais – com o single saindo após o álbum e não antes, como é a moda atual, onde o disco é quase que a última coisa que importa. Movimento interessante. Detalhe que todas as músicas são hits impecáveis, né?

9 – Dawn Richard – “Bussifame”
Artista experiente com 20 anos de estrada, Dawn Richard entrega em “Second Line” um álbum maduro e conceitual que levou uma bela nota oito da Pitchfork. Precisamos escutar um pouco mais para entender a questão conceitual toda, mas só “Bussifame” já dá conta de muito balanço – além de ter uma pegada metalinguística sobre fazer um som dançante, sério.

10 – Dondria – “Let It Be”
Mais uma artista da nossa lista que tem uma carreira um pouco complicada em questões de lançamentos. Bombada no começo da década passada, Dondria não manteve o ritmo aparentemente e não lançou muito material, mass nos pegou em cheio com essa emocionante faixa onde vai de uma voz doce e radiofônica até um timbre rasgado quase rouco, sem medo. Um som que honra pegar emprestado um título clássico desses.

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* A imagem que ilustra este post é da rapper Willow Smith.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Dua Lipa em dose dupla: com música nova em trilha de filme e como cowgirl em vídeo novo

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* Outra que não sai do nosso campo de visão, e consequentemente dos nossos ouvidos, é a bela cantora inglesa pop Dua Lipa, que não para quieta.

Nestes últimos dias, ao mesmo tempo que lançou vídeo cowgirl novo para a bem boa “Love Again”, mais um dos inúmeros singles de seu discão do ano passado, “Future Nostalgia”, seu segundo álbum da carreira, ela soltou ainda um novo single chamado “Can They Hear Us”, música nova dela que é trilha sonora do filme “Gully”, longa de estreia de seu amigo Nabil Elderkin, que dirigiu o vídeo de “Don’t Start Now”.

A trilha de “Gully” com Dua Lipa e um baita time bom do hip hop americano participando (21 Savage, Ty Dolla $ign, Miguel, Schoolboy Q entre outros) acaba de ser lançada. O famoso Travis Scott, por exemplo, não canta mas está no filme, que conta a história de três adolescentes de Los Angeles cuja infância foi bem complicada e trazem as consequências disso até os dias de hoje.

Então, aí estå a Dua Lipa em dose dupla. Em vídeo e single.

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POPLOAD NOW – Oito razões que provam que o Primavera Sound 2022 vai ser o maior festival dos últimos tempos

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* Manhã agitadíssima no mundo da música, mais precisamente dos festivais e da volta deles pós pandemia. O gigante catalão Primavera Sound, reconhecido internacionalmente pela sua absurda curadoria, anunciou seu incrível line-up para a edição de 2022, junho do ano que vem, de 2 a 5/6 e depois de 9 a 12/6. Portanto não terá apenas UM final de semana de realização, como de costume, mas sim DOIS findes de programação, além de shows espalhados por Barcelona no meio deles. Para compensar os dois anos sem festival, vão fazer um Primavera Sound 2020 e um 2021 em 2022. Está entendendo?

Bom, a escalação do Primavera Sound está melhor do que o esperado. PORQUE ESTÁ TODO MUNDO LÁ.
É talvez o festival “mais próximo” da Popload, até mais que o Glastonbury. Essas bandas todas que diariamente vêm sendo faladas aqui, ganhando posts e posts neste site de guerreiros indies, TODAS ESTÃO ESCALADAS na edição do ano que vem do festival espanhol. É muita emoção.

Agora aumenta a foto aí e ajusta a visão, porque o pôster não colabora muito para ver as maravilhosas linhas pequenas de bandas.

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Bom, mas vamos ao que interessa. O Primavera deve ser hoje o maior e mais legal festival do mundo e PODEMOS PROVAR POR QUÊ.

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1 – HEADLINERS DE PESO

Depois de ter duas edições seguidas adiadas por conta da COVID 19, a edição de 2022 juntou alguns dos artistas previamente anunciados e trouxe nomes fortíssimos para a volta do festival. Pavement, Strokes, Massive Attack, Tame Impala, Nick Cave and the Bad Seeds, Gorillaz, Beck, Tyler the Creator, Lorde, Dua Lipa, Megan Thee Stallion, Interpol, Yeah Yeah Yeahs, Jorja Smith, The National e Jamie XX. Está bom para você?

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2 – LINHAS PEQUENAS QUE IMPORTAM

Estes dias comentamos sobre o “polêmico” Lollapalooza Chicago 2021, que foi questionado por muitos por ter nomes menos conhecidos e estar recheado de DJs.
No espanhol Primavera Sound isso não é problema. Aliás, problema mesmo é acompanhar tanta banda legal anunciada.
Ainda em letras “médias” do seu teste de oftalmo, algumas bandas que amamos: Bikini Kill, Fontaines D.C., Slowthai, King Gizzard & the Lizard Wizard, Kim Gordon, Idles, Charli XCX, Caroline Polachek, Kacey Musgraves, Rina Sawayama, Girl in Red, A.G. Cook, Jehnny Beth, Shame, Honey Dijon, Black Midi, Black Lips, DJ Shadow, Disclosure, Big Thief, Playboi Carti, Pa Salieu, Slowdive, Run The Jewels, M.I.A., Burna Boy, Brittany Howard, Jessica Pratt, Shellac, Celeste, King Princess, Sky Ferreira, Romy… ENTRE OUTROS.

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3 – VÁRIOS AMIGUINHOS DE SHOWS NA POPLOAD

Além de headliners familiares da casa, tipo Tame Impala, Lorde, Nick Cave, Jamie XX, tem também vários outros nomes que trouxemos ao Brasil para Gigs e Festival: Metronomy, Khruangbin, Jesus and Mary Chain, Yo La Tengo, Sharon Van Etten, Caribou, Beach House, Little Simz, Courtney Barnett…

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4 – NOMES PARA FICAR DE OLHO

O festival talvez seja um dos maiores termômetros do que você pode esperar para ver em outros eventos musicais pelo mundo, até em anos posteriores. Bandas que ainda vão estourar em muito lugar, achadinhos que valem a pena.
Nossas antenas aqui na Popload estão sempre bem ligadas e neste line-up do Primavera Sound vimos vários nomes que cantamos a bola ao longo do ano: Dry Cleaning, Sinead O’Brien, Black Country, New Road, Porridge Radio, Squid, Working Men’s Club, Rolling Blackouts Coastal Fever, Viagra Boys, The Murder Capital, The Weather Station, Shame, Beabadoobee, Faye Webster, Tim Burgess, Iceage…

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5 – FESTIVAL DIVERSO E EQUILIBRADO

Talvez uma das coisas mais legais de ver acontecendo em eventos como este é a preocupação em ter uma programação balanceada em questões de gênero. Isso já era uma preocupação quando o Primavera Sound anunciou a edição de 2020 e que felizmente se repete para o próximo ano.
Mais felizes ainda ficamos em ver a que talvez seja a melhor representante brasileira nesse quesito: Pabllo Vittar está confirmadíssima!

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6 – MAIS?

Sim, o Primavera Sound 2022 recém-anunciado tem tudo acima e mais um pouco. Cada olhada mais atenta ao line-up do festival espanhol soltam aos olhos bandas incríveis que na tontura das primeiras olhadas tiveram o foco desviado. Mas aí a gente volta ao pôster e vai vendo que ainda vai ter Sampa the Great, Connan Mockasin, Tops, Pond, El Mató a un Policia Motorizado…

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7 – COVID

Diferentemente de como foi semana passada com o anúncio de outro festival gigantesco, o Lollapalooza americano, o espanhol Primavera Sound não gastou muito tempo se referindo a medidas contra a Covid.

A despeito de novas ondas e cepas do vírus, acredita-se que até o ano que vem toda a Europa esteja vacinada.

Em março deste ano, um teste do setor de música ao vivo foi feito em Barcelona, em um show para 5 mil pessoas com testes negativos para a Covid-19. Boa parte usava máscara. Mas outra parte não. E não tinha distânciamento, todo mundo estava junto. Cerca de quatro casos dos presentes foram confirmados a posterior, mas nada garantindo que a contaminação veio do show-teste.

Em 2019, em sua última edição, cerca de 220 mil pessoas foram ao Primavera. Em 2020, com o final de semana dobrado para o evento, espera-se o dobro disso. É tradicional que pelo menos metade desse público que atenderá o festival venha de outras partes da Espanha e dos países europeus vizinhos. Muitos ingleses costumam viajar a Barcelona no verão para ver o Primavera Sound.

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8 – BARCELONA

Cidade deliciosa, bonita, no Mar Mediterrâneo, rota para outros lugares legais na Espanha e até tiro curto para fora dela, verão europeu, comidas e bebidas incríveis, rica em arte em museu e na rua, o Barcelona, o bairro gótico, clubes incríveis, programação esperta nos dias de semana, pertinho de Ibiza. E um festival como o Primavera para encarar. Se o problema não for $$$, exatamente, e as ondas zoadas da Covid deixar, não vai ter melhor lugar no mundo para se estar em junho de 2022.

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* Abaixo, o genial filminho de apresentação do line-up do Primavera Sound 2022.

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PS: O Primavera Sound avisou no Intagram dele que, além de acionar o zoom para ver o line-up, a gente pode esperar MAIS ATRAÇÕES A SEREM ANUNCIADAS. OK?

Ah, e ainda o festival vai acabar com uma grande festa na praia, em 12 de junho, com uma penca de DJs tocando na praia de Sant Adrià de Besòs, incluindo Nina Kraviz, Amelie Lens e Peggy Gou.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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