Em Dua Lipa:

Top 10 Gringo: A “nova” do Daft Punk pega o primeiro lugar. Mas um outro tipo de “a nova”. A Megan Thee Stallion, o Children Collide e o Alfie Templeman devolvem o ranking à normalidade

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* Semana de sabor esquisito por aqui. O Daft Punk acabou, a notícia doeu e a gente precisou abrir um espaço no nosso ranking de música nova para homenagear os caras da música do futuro, como se estivéssemos em 1995. Entende o rolê temporal? É nossa forma de agradecer por tantos anos de bons sons oferecidos pelo duo francês. Por isso que o primeiro lugar é deles. Mas isso não significa que estes dias de lançamentos não foram agitados. Quase todo o top 10 está reformulado. Mantivemos só a Claud e o slowthai, por razões de muito amor por esses discos deles.

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1 – Daft Punk – “Da Funk”
Resolvemos abrir uma exceção e celebrar no top 10 não um lançamento, mas um clássico. A notícia do fim do Daft Punk pegou a gente de surpresa, embora seja uma despedida até que alegre, já que é uma decisão da dupla com plena consciência. De tantas opções para esse nosso tributo à dupla, vamos de “Da Funk”, uma das peças fundamentais da estreia deles, “Homework”, de 1997. A música é um dos símbolos de quando a eletrônica saiu do underground para as massas. Quase no mesmo momento em que Prodigy e Chemical Brothers avançavam pelo gigantesco mercado norte-americano, o Daft Punk colocou a cena francesa no mapa – Air, Justice, Phoenix, o selo Kitsuné, por exemplo, devem tudo a eles.

2 – Children Collide – “Trampoline”
“Trampoline” é o single do primeiro álbum dos australianos do Children Collide em nove anos, “Time Itself”. Uma música nota 10 e que foi perfeitamente descrita pelo líder do trio, Johnny Mackay: “Soa como os Beatles no final de carreira misturado com o Smashing Pumpkins do começo”. Baita precisão. Além do musicão, vale lembrar que foi o Luiz Thunderbird que nos deu o toque deste som. O que fazer sem bons amigos, não é?

3 – Megan Thee Stallion – “Southside Forever Freestyle”
Megan Thee Stallion lançou um disco no ano passado e já soltou um single que não está nesse disco novo. “Southside Forever Freestyle”, uma homenagem à quebrada dela em Houston, no Texas, foi postada só no Youtube no dia do seu aniversário, como um autopresente, trazendo a seguinte mensagem: “Parabéns para mim mesma, #MeganMonday”. Autoestima é isso.

4 – Alfie Templeman – “Everybody’s Gonna Love Somebody”
Pensa em uma música “upbeat” fofa. Vídeo fofo. Tudo fofo. Esse é o rolê do Alfie Templeman aqui. Alfie, para quem ainda não conhece, tem 18 anos e é uma das revelações de um certo indie-R&B da música jovem inglesa. Sabe aquelas listas que rolam de promessas para 2021? O cara está em todas. E ainda nem soltou um álbum.

5 – Mogwai – “Ritchie Sacramento”
“As the Love Continues”, décimo álbum dos escoceses do Mogwai lançado na sexta-feira, a data que o primeiro single do grupo completou 25 anos, mantém o espírito experimental deles intacto. Mas a gente não deixa de ficar de cara com o espírito radiofônico de “Ritchie Sacramento”. Radiofônico para os nossos padrões, sim, ainda mais perto de canções de sete minutos e mais barulhentas. Legal um álbum que contemple esses dois aspectos.

6 – Cassandra Jenkins – “”Michaelangelo”
“An Overview on Phenomenal Nature”, segundo álbum da nova-iorquina Cassandra Jenkins, merece sua total atenção do começo ao fim. O disco todo dura uns 30 minutos em canções que se sucedem com extrema fluidez. Parece tudo uma coisa só. Tanto que parece sem sentido recomendar um som só, que não dá conta do todo. Por isso, escolhemos a faixa que abre o trabalho, “Michaelangelo”, que demostra um pouco da pegada da voz de Cassandra, da leveza que percorre as músicas do álbum sem deixar de dar espaço para uma eventual guitarra turbinada com fuzz.

7 – Katy Kirby – “Cool Dry Place”
Que tal mais um pouco de folk? A voz da vez é da texana Katy Kirby, que fez um tweet maravilhoso sobre seu álbum de estreia: “Grave um dsco ao longo de vários anos (…), beba meio copo de vinho 30 minutos antes de ser lançado e, então, veja o que acontece e o que você sente e quão perto você fica de começar a chorar”. Entendemos a ansiedade, mas desnecessário, Katy. Disco lindão. Aliás, outro exemplar de folk tranquilinho que sustenta espaço para barulheiras. A parte final desta “Cool Dry Place” é um absurdo.

8 – Claud – “Cuff Your Jeans”
Um dos discos indies mais aguardados do circuito independente americano, “Super Monster”, da cantora não-binária Claud, 21 anos, não decepcionou. A gente sempre acreditou nos singles. E o álbum é lindo, bem construído, cheio de belas melodias e letras tão simples quanto criativas em abordagens sobre se apaixonar (“Overnight”), não entender se a pessoa está a fim de você (“In or In-Between”) ou aquela distância quase inexplicável que surge entre bons amigos (“Cuff Your Jeans”). Escolhemos esta última, música perfeitinha.

9 – slowthai – “MAZZA” (feat. A$AP Rocky)
“TYRON”, o novo álbum marrento do rapper britânico slowthai, tem duas vibes escancaradas. Um lado A em maiúsculas e um lado B construído por minúsculas. Um lado que extravasa e um lado mais introspectivo. Uma face mais pessoal (o título “Tyron” é seu nome real), outra mais personagem, talvez? Ainda que o lado mais agitado do disco não toque necessariamente em assuntos leves. “MAZZA”, por exemplo, versa sobre drogas e questões de saúde mental. E tem o A$AP Rocky. Vamos com ela.

10 – Will Joseph Cook – “Be Around Me”
Will Joseph Cook é daqueles artistas que despontam muito cedo e vai se transformando disco a disco. Hoje com 23 anos, parece um veterano no pop britânico “mais inteligente”. Um “veterano” sem medo de encarar novos caminhos. “Be Around Me”, do ensolarado álbum “Something to Feel Good About”, por exemplo, ganhou uma versão extra em um dueto com a cantora e youtuber americana Chloe Moriondo – sim, o disco já tinha saído e tudo mais, mas quem disse que não se pode relançar um som recente remodelado logo em seguida?

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* A imagem que ilustra este post é do duo francês Daft Punk.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo: Claud chega suprema. Slowthai entra rasgando. Dua Lipa vem tropical

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* Semana com dois discos do porte dos de Claud e slowthai facilitaram os trabalhos. É primeiro e segundo lugares, sem dúvida. A gente quase nem teve tempo de escutar outras coisas com a mesma atenção, mas a semana, em especial essa última sexta-feira de lançamentos, até que esteve movimentada no geral. Teve até um single inédito da Dua Lipa, pensa. E o disco de um inglês que é quase brasileiro, pensa 2. E outras paradas mais para a nossa parada. Chega ali na nossa playlist para ver o que foi capturado pela nossa anteninha.

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1 – Claud – “Cuff Your Jeans”
Um dos discos indies mais aguardados do circuito independente americano, “Super Monster”, da cantora não-binária Claud, 21 anos, não decepcionou. A gente sempre acreditou nos singles. E o álbum é lindo, bem construído, cheio de belas melodias e letras tão simples quanto criativas em abordagens sobre se apaixonar (“Overnight”), não entender se a pessoa está a fim de você (“In or In-Between”) ou aquela distância quase inexplicável que surge entre bons amigos (“Cuff Your Jeans”). Escolhemos esta última, música perfeitinha.

2 – slowthai – “MAZZA” (feat. A$AP Rocky)
“TYRON”, o novo álbum marrento do rapper britânico slowthai, tem duas vibes escancaradas. Um lado A em maiúsculas e um lado B construído por minúsculas. Um lado que extravasa e um lado mais introspectivo. Uma face mais pessoal (o título “Tyron” é seu nome real), outra mais personagem, talvez? Ainda que o lado mais agitado do disco não toque necessariamente em assuntos leves. “MAZZA”, por exemplo, versa sobre drogas e questões de saúde mental. E tem o A$AP Rocky. Vamos com ela.

3 – Dua Lipa – “We’re Good”
A capacidade da inglesa para produzir hits é alguma coisa que está fora da curva. Do excelente “Future Nostalgia” já são cinco singles – um pique que só os grandes nomes têm. E, em vez de explorar ainda mais seu álbum, ela resolveu lançar uma versão ampliada dele com algumas novidades e parcerias reaproveitadas, como seu dueto com a Miley Cyrus. “We’re Good” conta com um som que não dialoga tanto com a vibração disco do álbum, soando mais contemporâneo – ou como escreveu alguém no site de letras Genius, “tropical”. Será uma nova direção?

4 – Jevon – “Girl from Bahia (feat. Tássia Reis)”
Esta quase que vai para a CENA, mas o Jevon é inglês, apesar das raízes brasileiras na família – seu avô, por exemplo, que deixou alguns discos brasileiros para ele. E é essa inspiração brasileira que guia “Fell in Love in Brasil”, álbum com participações de Marcos Valle, Rincon Sapiência, Tássia Reis e Jé Santiago. Coube aqui, caberia lá.

5 – Sharon van Etten – “On Your Way Now”
Sharon gravou em som para o documentário “Made in Boise”, um filme sobre a complexa experiência de quatro mulheres que são barrigas-de-aluguel. Nunca lançada oficialmente, agora temos mais que a música do filme na trilha. Sharon retocou a versão para dar um cara definitiva.

6 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando (ainda) no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.

7 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha do Steven. A bela “Strange Town”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçada por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, que por acaaaaaso vem a ser o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento. Encara?

8 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.

9 – Waxahatchee – “Fire”
10 – Kevin Morby – “Valley”
A gente assistiu em um programa da CBS americana uma parceria ao vivo entre Katie Crutchfield, a Waxahatchee, e Kevin Morby e lembramos que ambos lançaram belos álbuns no ano passado. Como ano passado ainda não existia o nosso Top 10, que tal dar a chance de eles aparecerem por aqui com duas belas músicas? E juntinhos no nosso pódio.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Claud.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Dua Lipa mostra a vingança das lagostas em vídeo novo. Veja (e ouça) a inédita “We’re Good”

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Captura de Tela 2021-02-12 às 10.26.54 AM

* Ainda fazendo render seu ótimo disco, “Future Nostalgia”, lançado no ano passado, a garota britânica Dua Lipa botou na roda a edição “Moonlight” de seu segundo álbum, que já teve a versão clube comandado pela Blessed Madonna, todo remixado.

“Future Nostalgia – Moonlight Edition”, com seis músicas a mais que o álbum original, quatro inéditas, traz hoje uma delas em vídeo. Com historinha.

“We’re Good”, bem boa Dua Lipa style, diga-se de passagem (ref. craque @10neto), seu primeiro single de 2021, conta no vídeo uma fábula sobre vingança. No caso, de lagostas. Afundando um transatlântico. Tipo Titanic, com a Dua Lipa sendo a cantora da orquestra à bordo. She is good.

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* “Not My Problem” (parceria dela com o rapper americano JID), “It Ain’t Me”, “That King of Woman” são as outras inéditas de “Future Nostalgia – Moonlight Edition”, que carrega ainda “Un Dia”, com J Balvin e Bad Bunny, cantoria mista de espanhol e inglês.

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Cataplá!!!! Dua Lipa gravou uma Tiny Desk. Vamos repetir! Dua Lipa gravou uma Tiny Desk

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* A série de vídeos Tiny Desk Concert, de showzinhos dentro de um escritório apertado, que pertence à NPR, o conglomerado de rádios independentes dos EUA, e nasceu dentro de uma cobertura de um festival South by Southwest em Austin, mas mantém um sala oficial para gravações em Washington, transmite desde agora à tarde um show(zinho) da Dua Lipa.

Em uma temporada “home”, em que as bandas e artistas gravam de suas casas e enviam os vídeos para a NPR, a Tiny Desk mantém sua grandeza em botar mais íntimo e ambientes “diferentes” alguns dos principais nomes do som alternativo mundial. E pop também, como vemos aqui.

Captura de Tela 2020-12-04 às 4.11.04 PM

Ok que a sala escolhida pela cantora inglesa não é exatamente “tiny”, mas tá valendo. Um das principais artistas do mundo pop hoje, com um ano de 2020 brilhando muito por causa dela, Dua Lipa mandou quatro músicas para a Tiny Desk, todas de seu mais recente disco, o segundo e badaladíssimo “Future Nostalgia”. São elas:
– “Levitating”
– “Pretty Please”
– “Love Again”
– “Don’t Start Now”

Dua Lipa fala fofurezas nos intervalos das canções performadas. Diz que é a primeira vez que encontra com sua banda num mesmo lugar, desde o lockdown, quando sua turnê precisou ser cancelada.

Todas as músicas desempenhadas para a Tiny Desk são diferentes das normais, do disco ou mesmo as que já tinha sido apresentadas ao vivo. É tipo dance acústica. Ficou boa demais essa session.

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Chegou! O vídeo da Dua Lipa levitando na premiação americana

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Captura de Tela 2020-11-24 às 11.14.14 AM

* Já que o American Music Awards ou a ABC (a TV que transmitiu a premiação) andaram regulando o vídeo completo da performance da britânica Dua Lipa no domingo, ela própria quebra esse galho para nós e posta “Levitating”.

A música é de seu mais recente álbum, o segundo, “Future Nostalgia”, em que em torno dele Dua Lipa se tornou uma das mais ágeis artistas em um difícil ano pandêmico.

“Levitating”, uma canção disco muito boa como muitas em “Future Nostalgia”, foi a que gerou o remix da Blessed Madonna com a participação apenas da Madonna com a Missy Elliott. É também uma das músicas mais “performadas” no TikTok no ano. Vendo a dancinha de Dua Lipa no vídeo dá para entender por quê.

E, por fim, nada “wow” mas ainda assim um acontecimento, Dua Lipa levitou em “Levitating”.

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