Em Duran Duran:

Tempo de relembrar Bowie. Com videos de Noel Gallagher e Duran Duran

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* Post obrigatório no começo de todo ano novo, daqui até o fim desta Popload, é o de lembrança do graaaande cantor e compositor inglês David Bowie, que nasceu num dia 8/1 e morreu num 10/1 (este aqui aniversariando hoje). Se vivo, Bowie completaria no final de semana 75 anos.

Bowie nos deixou aos recém-completos 69 anos há exatos seis anos e no sábado à noite foi realizada a live “A Bowie Celebration”, de transmissão mundial, que aconteceu desde Londres e foi organizada outra vez pelo pianista do cantor e amigo pessoal Mike Garson.

Dentro as várias performances em homenagem, temos essa de Noel Gallagher fazendo uma cover de “Valentine’s Day”, música que foi um dos singles a sair de seu penúltimo álbum, “The Next Day”, lançado em 2013. Temos o vídeo, abaixo.

Outra galera que participou com tributos sonoros a um dos mais importantes músicos da história estão bandas como Duran Duran, que também colocamos abaixo, Def Leppard, os atores-cantores Gary Oldman e Evan Rachel Wood e mais.

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Top 10 Gringo – Parquet Courts dance pega o primeiro lugar. É um problema? Tem banda australiana e cantora belga no pódio. É estranho?

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* Caramba, e a vontade de sair dançando sem máscara pela rua que dá esse disco novo “dance” dos punks do Parque Courts? Talvez seja empolgação exagerada da nossa parte, mas esse é o espírito da coisa. E essa empolgação segue pelas músicas seguintes da playlist, que está especialmente com um toque francês nesta semana, pode reparar.

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1 – Parquet Courts – “Walking at a Downtown Pace”
Estamos diante de um dos discos do ano, será? A gente fala isso para vários, sabemos, mas é que o Parquet Courts voltou com tudo em “Sympathy for Life”. Potente, diferente e (por isso) criativo, o álbum todo anima qualquer ouvinte, faça o teste. É a banda dançante como nunca. De olho no movimento da rua, esta canção aqui, em especial, escrita antes da quarentena, já parece sonhar com o fim dela: “Estou fazendo planos para o dia em que tudo isso acabará”, abre a canção, que segue: “Vendo meu caminho ali, ouvindo a musica que vou cantar”.

2 – The Goon Sax – “In the Stone”
Banda australiana cruza o oceano e se destaca na América do Norte. Essa história já conhecida parece estar rolando desta vez com o trio Goon Sax, da “outsider” Brisbaine (ufa, não é ooooutra de Melbourne), formada por dois rapazes no baixo e guitarra e a loirinha Riley Jones na bateria. Aliás, eles nem precisaram cruzar mar algum para mandar um sessão para KEXP, de Seattle, que está bombando e fez a gente ficar de cara com o álbum “Mirror II”, terceiro deles. A dinâmica das vozes masculina e feminina e a produção quase lo-fi podem te agradar. Abra um bom espaço aí para a Goon Sax entrar.

3 – Angèle – “Bruxelles Je T’aime”
Manja aquele gif “Vem aí”? Pois vem aí a próxima Dua Lipa. A belga Angèle participou de um feat. com a diva britânica e agora ensaia suas próprias conquistas. Seu novo single, uma declaração de amor à capital de seu país. A França já aprendeu a amá-la. Questão de tempo para o resto do mundo.

4 – Lana Del Rey – “Dealer”
Nunca entendemos essa história da Lana Del Rey com o Last Shadow Puppets, o duo de Miles Kane e Alex Turner. Real ou não, algumas músicas dessa parceria aparecem neste novo trabalho dela, “Blue Banister”. Elas são “Thunder” e “Dealer”, essa última que conta com a participação de Miles e tem bem a cara do trabalho do Last Shadow Puppets. E, claro, tem a Lana se entregando nos vocais como poucas vezes se viu, se esgoelando real. Gente…

5 – JPEGMAFIA – “DIRTY!”
É muito diferente a produção que o rapper do Brooklyn JPEGMAFIA apresenta em “DIRTY!”. Para usar uma palavra que já até esteve mais na moda, é tudo descontruído por aqui: o beat, o grave, as quebras. E tem um verso maravilhoso: “Mama used to bump Luther, no Beatles”, ao avisar que na casa dele rolava mais Luther Vandross, cantor de R&B, que o quarteto de Liverpool.

6 – Jarvis Cocker – “Aline”
O novo filme de Wes Anderson tem um acompanhamento de luxo: um álbum de músicas em francês cantadas por Jarvis Cocker, eterno Pulp. Pelo que entendemos não é exatamente a trilha sonora do filme, mas caem bem juntos, sacou? No disco, versões de clássicos do cancioneiro francês, coisas de Françoise Hardy, Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot. E, sim, esta clássica Aline está linda em “The French Dispatch”. Luxo.

7 – Helado Negro – “Wake Up Tomorrow (feat. Kacy Hill)”
Helado Negro, músico da Flórida, filho de equatorianos, lançou seu sétimo trabalho, “Far In”. Se você ainda não descobriu o som do cara, vale dar uma sacada nesta canção quase meditativa ou na sacudida “Gemini and Leo”. A voz confortável de Helado, que na real se chama Roberto Carlos, é um convite ao relaxamento. E suas músicas trazem essa boa vibe.

8 – Hand Habits – “More than Love”
Meg Duffy, a pessoa por trás do Hand Habits, emplaca aqui mais um belo trabalho. Guitarrista de estúdio de mão-cheia, sabe para onde levar suas próprias canções. “More than Love”, ou “Mais Que Amor”, em tradução livre, abre de maneira magistral e deliciosa seu álbum “Fun Home”, que deve levar seu som das playlists folk (???) para playlists mais indie com toques eletrônicos.

9 – Duran Duran – “Give It All Up (feat. Tove Lo)”
Que saudades da Tove Lo e do seu hit “Stay High”. Simbólico que o clima de sua participação nesta nova faixa da clássica banda Duran Duran em disco novo dos ingleses seja baseado em seu hit, ainda que sutilmente. Funciona que é uma beleza, mesmo que esse clima seja mais de reflexão até um refrão épico.

10 – Elton John – “One of Me (Lil Nas X)”
Feito de pedaços da produção de Elton John durante a quarentena, “The Lockdown Sessions” tem de tudo. Músicas originais, covers, remixes e a excelente participação de Elton em “MONTERO”, de Lil Nas X. Sim, ele simplesmente pegou a faixa já lançada e tascou no seu novo álbum. A gente reaproveita o reaproveitamento de Elton e volta a dar destaque para o Lil por aqui, um dos melhores do ano.

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* A imagem que ilustra este post é da banda nova-iorquina Parquet Courts.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – Um chá saudoso com o Smashing Pumpkins. Duran Duran tocando clássicos. Tamashiran aparecendo em reverso na CENA. E R.I.P. para Kevin “Escola do Rock” Clarke

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– Comentamos por aqui nestes dias sobre um disco trintão do Metallica e vem por aí o primeiro trintão do Smashing Pumpkinks. “Gish”, de 1991, produzido por Butch Vig (que ainda produziu “Nevermind” no mesmo ano) e Billy Corgan, traz os primeiros grandes acertos da banda, como “Siva”, “Rhinoceros” e “I Am One”. Para celebrar o aniversário, no sábado agora Billy Corgan e Jimmy Chamberlin participam de uma live de duas horas de bate-papo e audição do álbum. Tudo a custo, lógico. No caso, US$ 19.91 (beneficentes para a causa animal). Direto da loja de chá de Corgan, Madame ZuZu’s, em Highland Park, Chicago. A festa segue com bolos e cervejas, quem estiver por perto por acaaaaso vale fazer a visita. No site da loja dá para admirar os produtos, será que entregam no Brasil? Ingressos para a live, edição especial do “Gish”, merchan só sobre o histórico álbum. Tudo pode ser encontrado aqui.

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– Após vídeos à distância e até um feito por inteligência artificial, é bom ver os Duran Duran todos reunidos em uma apresentação ao vivo muito estilosa. E mostraram coerência ao juntar dois clássicos (“Notorious” e “Hungry like the Wolf”) com a novidade “Invisible”. Lógico que a concorrência entre passado e presente é um tanto desleal, mas não dá para falar que eles fizeram feio.

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* CENA – Lucas Tamashiro, ex-bandas boas como Raça, Ombu e Gumes, vai para o mundo com “Mundo”, seu projeto solo que estreia hoje com single-vídeo. O rolê solitário bem paulistano tem um nome: Tamashiran. Está saindo pelo projeto Radar Balaclava e tem produção final da talentosíssima e agora onipresente garota-prodígio Vivian Kuczynski. O vídeo, bonitaço de tão sincero, evoca origens de Tamashiro (foto na home) e foca na passagem do tempo, sempre com a solidão de pano de fundo: a pandêmica ou da alma. Manja ir a vários lugares sem sair de onde está? O uso do reverso e imagens lentas, no vídeo, dão bem o tom dessa temática que o Tamashiran quer botar para fora. Já que está solo, mesmo.

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* Filme marcante que passa absolutamente toda hora por todos os lugares, o “Escola do Rock” (“School of Rock”), comédia incrível para fãs de música que marcou a carreira do malucaço Jack Black, teve uma perda dolorida nesta semana. Ontem morreu, de acidente de bicicleta em Chicago, aos 32 anos, o músico Kevin Clarke. No filme, ele era o loirinho baterista Freddy Jones da banda de escola “revolucionária”, formada pelo “professor” Jack Black. Kevin nunca mais atuou em filmes, mas foi baterista de várias bandas pequenas de Chicago. “Devastating news. Kevin is gone. Way too soon”, postou Jack Black em seu Instagram. R.i.p.

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Popnotas – A questão básica da música nova do Garbage. Lucy Dacus tentando salvar o namo. A invisibilidade do Duran Duran. E a Japanese Breakfast caçando vilões

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– Amiguinha da Phoebe Bridgers e da Lucien Baker, a cantora e guitarrista Lucy Dacus acabou de lançar mais um single do seu aguardado novo álbum solo, “Home Video”, que sai no dia 25 de junho pela Matador. Na nova música, “VBS”, que já acompanha de um belíssimo vídeo em animação, Lucy reflete um pouco sobre suas experiências adolescentes em acampamentos para jovens cristãos, viagens que renderam para ela seu primeiro namorado, um metaleiro maconheiro que Lucy quis, em sua inocência da época em suas palavras, tirar das drogas. A música tem um trecho lindo sobre um certo amargo de nossas descobertas nesse período: “Você disse que eu te mostrei a luz/ Mas tudo o que fiz no final/ Foi fazer o escuro parecer mais escuro do que antes”.

– Quem chega de vídeo novo também é o veteraníssimo grupo americano Garbage. No caso, é o trabalho visual de seu novo single, “Wolves”, que fará parte do álbum “No Gods No Masters”, o primeiro em cinco anos, que saí no dia 11 de junho. Sobre a música, a vocalista Shirley Manson deu alguns detalhes que traduzimos de maneira bem livre, vale dizer. “Esta música é uma ode à ideia de quem você vai ser? Você vai ser um arrombado ou uma boa força no mundo?”. Basicamente isso.

– Outro retorno após um longo hiato de inéditas é o da lenda new romantic inglesa Duran Duran. A banda lança “Future Past”, seu décimo quinto álbum, em outubro. Entre as participações especiais prometidas para o disco estão nomes como Graham Coxon (Blur), Lykke Li, Mark Ronson e Giorgio Moroder. O primeiro single, “Invisible”, ganhou um vídeo todo feito por uma inteligência artificial, que absorveu a ideia da banda e produziu o material sem qualquer outra intervenção humana. Dá uma sacada como ficou:

– Mais vídeos? Tem o novo da cantora indie americana Japanese Breakfast para o terceiro single de “Jubilee”, seu novo álbum, que será lançado em junho. “Savage Good Boy”, o single do novo projeto, tem participação de Michael Imperioli (o Christopher Moltisanti de “The Sopranos”). A brisa de Michelle Zauner, nome real por trás do nome artístico, é a partir dessas histórias de bilionários comprando bunkers. “Eu estava interessada em examinar esse tipo específico de vilania”, explica.

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POPNOTAS – Apeles e Bertoni levam o lindo drama indie ao parquinho, Duran Duran firmeza, Khruangbin e o vídeo remixado, Clap Your Hands Say Yeah novo

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– Desde que o The Kills resolveu abrir o baú de memórias da banda na pandemia, ganhamos uma chuvarada de vídeos e músicas inéditas. Nesta semana fomos atualizados com uma nova leva de entrevistas, apresentações e filmagens dos próprios fãs. O acervo está disponível no site oficial da banda. Nesse material, um vídeo novo, para a faixa “The Search for Cherry Red”, do último lançamento da banda, que, como te contamos, está brilhantemente carregado de músicas que estavam engavetadas, B-sides e outras raridades legais. Porque o nome da banda é The Kills.

– Vem por aí um novo álbum da outrora grande banda indie americana Clap Your Hands Say Yeah. “New Fragility”, o sexto disco, chega ao mundo no dia 12 de fevereiro. O primeiro single, “CYHSY, 2005”, acabou de ser lançado. Embora o título da faixa remeta ao ano em que o grupo da Filadélfia conquistou espaço junto à cena de Nova York que tomou o mundo, o clima do som lembra o tom mais sóbrio/adulto que Alec Ounsworth, líder da banda e único integrante da formação original, anda dando aos lançamentos mais recentes do grupo.

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– O Duran Duran entra para a lista de artistas que se esforçam para respeitar a quarentena. Porque, a gente sabe, tem um monte de nomes grandes na música que não se esforçam nada, muito pelo contrário. O vídeo para a versão de “Five Years”, que a banda gravou em homenagem aos 5 anos sem David Bowie, é todo montado a partir de gravações isoladas de cada integrante. Alguns deles nem no mesmo país estavam.

– Saudades de aglomerar no show do Khruangbin no Popload Festival, né? A psicodélica banda texana lançou um senhor disco ano passado, “Mordechai”. “Dearest Alfred (MyJoy)”, uma das faixas mais suaves do álbum, ganhou um belo vídeo, dirigido por The Kennedys, um programa de estágio liderado por Preety Mudhar na agência criativa Wieden+Kennedy London, e um remix caprichado do produtor californiano Knxwledge. Aqueles remix que subvertem a versão original, sabe? A versão também ganhou vídeo visualmente remixado dos tais Kennedys, pegando o original e fazendo sobreposições de animação e filmagem, para criar a estética de remix. OK com tudo isso?

– Um feat. de mão dupla da nossa CENA, daqueles que não tem um artista puxando o bonde, sabe? É assim “Ricochet”, uma parceria que é um “clash de indies de respeito” do Apeles e do Gustavo Bertoni (off-Scalene) na composição e na construção da gravação – com ambos na voz, Gustavo no violão e Apeles entre o synth, piano e guitarra. Um vídeo lindão com a participação da atriz Michelle Boesche também já está no ar.

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