Em eddie vedder:

POPNOTAS: O maravilhoso mundo de bandas da Creation Records, em filme; os Descendents jantando o Trump; e Lady Gaga e o hino

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– Em março, chega aos cinemas ingleses (e provavelmente ao streaming) o filme sobre a Creation Records, a gravadora britânica que nos deu Oasis, My Bloody Valentine, Primal Scream e Ride, para citar só algumas das bandas espetaculares que fizeram parte do elenco do selo. Entre os autores da cinebiografia a partir do livro “Creation Stories: Riots, Raves and Running a Label” (2014), de Alan McGee, que na versão filmada vai se chamar só “Creation Stories”, está Irvine Welsh, autor do livro “Trainspotting”, que virou um dos longa-metragens mais importantes do Reino Unido nos anos 90. O importantíssimo empresário, produtor, DJ, radialista, músico e agitador escocês Alan McGee foi o fundador da Creation Records. É famosa a história de que McGee viu num bar escocês a bandinha Oasis tocar, aqueles dois irmãos marrentos e pensou: “Acho que vou assinar com esses caras para ver o que dá”. Quem vai vivê-lo na cinebiografia é Ewen Bremner, ator que fez o personagem Spud em “Trainspotting”, o filme. Dá para ter um gostinho de “Creation Stories” aqui.

creation

– A banda punk californiana Descendents fez uma pequena “homenagem” a Donald Trump. Uma música de pouco mais de 40 segundos que manda o ex-presidente – ou melhor dizendo o “asshole twitter troll” – para sua casa. Talvez melhor que a letra de “That’s The Breaks” só o recado que o vocalista Milo Aukerman deu para divulgar o som. “Loser. Big time loser. Delusional loser. SORE loser. The time has come. The time is now. Just go, go, GO”.

– Enquanto um caí fora, outro chega. E Lady Gaga, que fez campanha para Joe Biden, vai ser a responsável por cantar o hino nacional do Estados Unidos durante a cerimônia de posse do novo presidente norte-americano no dia 20 de novembro. Que momento!

– A tradicional apresentação musical de ajuda a Tibet House em Nova York vai acontecer online neste ano. Marcada para o dia 17 de fevereiro, Eddie Vedder, Phoebe Bridgers e Brittany Howard estão entre os artistas escalados na curadoria de ninguém mais ninguém menos que o consagrado compositor e pianista Philip Glass.

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No Natal, Eddie Vedder lança EP com seis músicas sobre o tempo. O que passou e o que está por vir

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* Eddie Vedder guardou para esta ceia de Natal um presente para seus fãs, para os fãs do Pearl Jam, os fãs do grunge, de Seattle, rock americano, de games e filmes famosos, enfim. Foi o Papai Noel da hora.

Vedder lançou nesta meia-noite o EP de seis músicas “Matter of Time”, delicadezas sonoras que indicam que faltam algum tempo para algo acontecer na mesma medida que acontecem porque o tempo passou. O desenho da capa é de uma ampulheta numa nuvem carregada. As músicas “Matter of Time” e “Say Hi”, mostradas em evento online beneficente em novembro, mas aqui em gravações de estúdio, puxam o EP.

Vedder mostrou as duas músicas novas em uma causa própria bancada por ele e sua mulher Jill, chamada “Venture into Cures”, que buscou chamar a atenção para ajudar crianças com a doença Epidermólise Bolhosa, uma doença de pele genética e hereditária, ainda sem cura. Nisso a “questão de tempo” do EP é mais um grito de esperança.

Junto a essas duas canções vem uma série de quatro outras acústicas gravadas em casa, incluindo uma cover de “Growin’ Up”, de Bruce Springsteen, e “Future Days”, na versão voz e violão, música esta que fechou o álbum “Lightning Bolt”, do Pearl Jam, de 2012, e também aparece no gigantesco game “The Last of Us Part II”, em cena de despedida tocante entre os personagens Ellie e Joel. Entendedores entenderão.

“Porch” é “Porch”, você sabe, do “Ten”, dos anos 90, e “Just Breathe” é de 2009, outra de disco de sua banda famosa (“Backspacer”), mais conhecida por ser um desenvolvimento de uma canção que Vedder fez para a trilha do filme “Into the Wild”, de 2007, que ganhou até covers de Willie Nelson e Miley Cyrus.

“Matter of Time”, o EP, ficou assim:

1. Matter of Time
2. Say Hi
3. Just Breathe (acoustic at home)
4. Future Days (acoustic at home)
5. Growin’ Up (acoustic at home)
6. Porch (acoustic at home)

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Eddie Vedder, músico e ativista, tocou duas canções novas em evento online beneficente, ontem. Ouça “Matter of Time” e “Say Hi”

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Captura de Tela 2020-11-19 às 11.00.23 AM

* Em evento online beneficente ontem à noite, Eddie Vedder mostrou duas música novas, as inéditas “Matter of Time” e “Say Hi”. O programa, cheio de ilustres participações e uma causa própria bancada pelo líder do Pearl Jam, se chamou “Venture into Cures”, em que Vedder foi também o apresentador, junto com sua mulher, Jill.

O “Venture into Cures”, em parceria com o centro de pesquisa EB Research Partnership, busca chamar a atenção para ajudar crianças com a doença Epidermólise Bolhosa, uma doença de pele genética e hereditária, ainda sem cura. A pele dos afetados fica supersensível e propícia à formação de bolhas e lesões várias, que causam dores severas em suas feridas internas e externas. O EBRP e eventos como esse “Venture into Cures” buscam recursos para estudar mais a doença e aliviar a vida de portadores e de seus familiares.

O EBRS foi fundado por Eddie Vedder e Jill.

Sobre as músicas inéditas, ambas entraram nesta madrugada nos streamings, em qualidade de estúdio. “Say Hi” já havia aparecido em alguns shows solo de Vedder e apareceu no evento cantando ela de modo acústico, banquinho e violão.

E “Matter of Time” teve sua estreia mundial ontem mesmo, no evento virtual, com o conhecidíssimo jornalista David Letterman introduzindo a canção nova de Vedder feita exclusivamente para a causa. A “questão do tempo” do título é sobre a luta pela descoberta da cura da EB. E na música Vedder aparece em animação (foto que abre o post).

No link abaixo está o evento inteiro (leia mais sobre depois do vídeo). Eddie Vedder mostrando suas duas novas canções aparecem a partir do instante 2:02:10.

* Ainda sobre o evento, caso queira assisti-lo na íntegra de 2 horas, ele tem convidados do quilate de, além de seus fundadores e do citado David Letterman, de Adam Sandler, Billie Eilish, Judd Apatow e grande elenco. Além de algumas aparições musicais de Alessia Cara, Adam Levine e Willie Nelson, entre outros. O evento se inicia, curiosamente, no Rio de Janeiro, com uma performance da banda carioca Black Circle, de covers do Pearl Jam, que caiu nas graças do grupo americano em uma de suas visitas para show no Brasil.

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Pearl Jam remexe de novo no seu acústico da MTV. Por que isso ainda importa?

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Captura de Tela 2020-10-30 às 8.54.49 AM

* Talvez o segundo mais famoso programa da era de acústicos importantes da MTV nos anos 90, o icônico “Pearl Jam MTV Unplugged” segue sendo escarafunchado recentemente pela famosa banda de Seattle.

O acústico, que saiu em vinil e CD (pela primeira vez) no ano passado, em edição limitada para o Record Store Day, ganhou streaming ontem à noite no canal do Youtube do grupo de Eddie Vedder.

Ok, ele já estava totalmente à disposição na plataforma de vídeos, em canais de fãs, porque em 2009 ele havia sido lançado em DVD pelo Pearl Jam, como parte do pacote de aniversário do primeiro disco deles, o “Ten”. Até aqui, o acústico do grupo era oficialmente inédito.

De toda forma, hoje em dia e principalmente em tempos pandêmicos, ações assim ganham bastante importância, além do que sempre é bom ter acesso ou rever um documento importante de época como este. Olhar a banda na época, aquelas pessoas que estavam lá vendo, pensar nas que estavam assistindo. O que acontecia em torno deste “Unplugged” na música e nos costumes musicais, naquele março de 1992, lá e aqui no Brasil, daria para contar apenas em mil posts como este. Posso começar já?

Bom, sirva-se:

1:23 Oceans
4:38 State of Love and Trust
8:30 Alive
14:00 Black
19:31 Jeremy
24:49 Even Flow
30:08 Porch

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Na onda dos protestos, Pearl Jam libera o vídeo proibido de “Jeremy” (1993), remasterizado e sem cortar o final

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Captura de Tela 2020-06-07 às 11.59.32 PM

* Como uma forma de protestar contra a violência generalizada que assola este planeta descontrol, a veterana banda grunge (?) Pearl Jam resolveu meter o dedo numa ferida antiga e liberou sem cortes o famoso vídeo oficial de “Jeremy”, um de seus hinos, de 1992.

A sexta-feira passada, em meio ao turbilhão de contestações em todo o país ainda pelo incidente racista que vitimou George Floyd, ainda por cima foi lembrada nos EUA como o Dia Nacional da Conscientização da Violência das Armas de Fogo.

O grupo de Eddie Vedder achou oportuna a ideia de remasterizar em HD e soltar “Jeremy” sem censura bem na data, a versão sem cortes que conta a história de um menino que sofre bullying na escola e resolve acabar com a história botando uma arma na boca em plena classe, na frente da professora e dos coleguinhas. A história é real. Vedder fez a música depois de ler a história em um artigo de jornal de Seattle.

Terceiro single do álbum de estreia da banda (“Ten”), “Jeremy” teve dois vídeos na época. Um em 1991, ano em que o disco debut do Pearl Jam saiu, que mostrava em p&b a banda girando ao tocar e cantar a música. Uma arma de fogo aparece no final desse primeiro vídeo, sem maiores dramas.

No ano seguinte foi produzido o vídeo polêmico, que teve seu final censurado pelo impacto da cena do suicídio na sala de aula. Na versão editada, o ato é apenas sugerido.

O vídeo entrou imediatamente em alta-rotação na MTV americana (e brasileira) e é considerado o fator definitivo para o Pearl Jam estourar de vez. Ganhou quatro Video Music Awards na emissora, em 1993.

“A crescente onda de violência com armas de fogo, desde que ‘Jeremy’ estreou, é impressionante. A gente pode evitar essas mortes por armas, sejam elas tiroteio em massa, suicídio, em pena de morte ou acidental”, disse a banda, em comunicado.

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