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Os Melhores Discos de 2021 da Popload – nacional

1 - cenatopo19

* A mesma dor “gostosa” que passamos ao tentar definir os melhores discos internacionais de 2021 sofremos para primeiro elaborar um Top 10 nacional dos mais significantes álbums lançados neste ano no Brasil, cada um ao gosto de seus votantes. Segundo, escolher uma ordem de “importância pessoal” para esses dez álbuns. E terceiro para, ainda dentro do gosto de cada um, pinçar o primeiro lugar dentro dessa turma de discos importantes que fizeram deste ano um dos melhores nesta produção incrível, variada e de muitas dimensões, camadas e cores desta CENA linda.

Cabe a nós, num computo geral dos votantes da Popload para os melhores discos nacionais de 2021 e estabelecendo uma nota para cada, esclarecer que estes quatro álbuns abaixo ocuparam o nosso pódio final:

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1. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal

2. “Olho de Vidro”, Jadsa

3. Baile”, FBC & VHOOR / “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L

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Abaixo, seguem os votos dos poploaders que durante o ano todo se embrenharam empolgadamente nesta vasta floresta que é a CENA brasileira de nova música ou de veteranos músicos lançando novidades. Tem para tudo e para todos na enorme trilha sonora que embala esta terra brasilis muito loka. Mas também muito rica e criativa.

juçara

** Lúcio Ribeiro

1. “Olho de Vidro”, Jadsa
2. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo
3. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
4. “Baile”, FBC & VHOOR
5. “Sankofa”, Amaro Freitas
6. “Ultrassom”, Edgar
7. “III”, Giovanna Moraes
8. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
9. “Torus”, Carlos do Complexo
10. “Diretoria”, Tasha & Tracie

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** Isadora Almeida

1. “Pacífica Pedra Branca”, Jennifer Souza
2. “Olho de Vidro”, Jadsa
3. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo
4. “De Primeira”, Marina Sena
5. “Baile”, FBC & VHOOR
6. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
7. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
8. “Jovem OG”, Febem
9. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo
10. “Bebé”, Bebé

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** Vinicius Felix

1. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
2. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
3. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
4. “Olho de Vidro”, Jadsa
5. “Esculpido a Machado”, Leall
6. “Diretoria”, Tasha & Tracie
7. “Borogodó”, Mc Carol
8. “Batuque de Magia”, Art Popular
9. “Rocinha”, Mbé
10. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo

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** Dora Guerra

1. “De Primeira”, Marina Sena
2. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
3. “Baile”, FBC & VHOOR
4. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
5. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
6. “Batidão Tropical”, Pabllo Vittar
7. “Diretoria”, Tasha & Tracie
8. “Síntese do Lance” – João Donato e Jards Macalé
9. “Meu Coco”, Caetano Veloso
10. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo

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** Tallita Alves

1. “Batidão Tropical”, Pabllo Vittar
2. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo
3. “Trava Línguas”, Linn da Quebrada
4. “Portas”, Marisa Monte
5. “Te Amo Lá Fora”, Duda Beat
6. “Indigo Borboleta Azul”, Liniker
7. “Doce 22”, Luísa Sonza
8. “Meu Coco”, Caetano Veloso
9. “De Primeira”, Marina Sena
10. “Baile”, FBC & VHOOR

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Strokes, Miley Cyrus e Foo Fighters comandam o bombado Lolla Brasil 2022, na retomada dos grandes festivais no país. Lista tem Idles, King Gizzard e Caribou!!!!

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* Parece que se passaram 100 anos desde o último grande evento no país, mas nos dias 25, 26 e 27 de março do ano que vem acontece em São Paulo, finalmente, o megafestival Lollapalooza Brasil, que anunciou nesta quinta-feira todas as atrações de sua nona edição. E já apresentando suas atrações dia a dia.

Numa trinca de headliners americana e toda ela rock, The Strokes (sexta), Miley Cyrus (sábado) e Foo Fighters (domingo) são as atrações principais do próximo Lolla BR.

Destes nomes de maior destaque, apenas Miley Cyrus, que transitou por várias vertentes musicais e parece ter se achado mesmo no rock’n’roll, é uma atração quase inédita no festival brasileiro. Ela veio uma única vez, há sete anos e numa outra pegada, mais dance.

Logo abaixo dos declarados principais, nomes fortes ligados ao rap pop, rap rock ou rap rap, mesmo: Doja Cat, ASAP Rocky e Kehlani engrossam a lista do Lolla. Dá até para botar o bombado Machine Gun Kelly nesse bolo.

Um time de “atrações com cara de Popload” são dignos de fazer a gente chegar cedo a Interlagos para ver. Bandas como Idles, King Gizzard & The Lizard Wizard, Black Pumas e Turnstile estão no Lolla Brasil 2022, junto com o maravilhoso Caribou, a musa Phoebe Bridgers e até o hoje veterano inglês The Wombats tocam no festival brasileiro. O DJ e produtor Kaytranada, ali no meio dos eletrônicos, também “é nosso”. A galesa Marina ex-and the Diamonds e a americana Remi Wolf se juntam a essa lista.

A armada brasileira que engrossa o Lollapalooza paulistano vem forte, neste ano de retomada: Pabllo Vittar, Emicida, Silva, Edgar, Terno Rei, Djonga, Jup do Bairro, Gloria Groove, Matuê, Jão, Clarice Falcão, MC Tha, Rashid, Fresno e os meninos do Menores Atos são alguns dos nomes brazucas do line-up do Lolla BR.

A galera emo está bem representada no Lolla: A Day to Remember e Alexonfire está no festival.

Veja o pôster oficial do Lollapalooza Brasil, abaixo:

[LOLLA] LINEUP DAY 2022_V18

* Acompanhe as redes do @lollapaloozabr para informações importantes de ingressos já comprados em 2020, novas vendas e protocolos de segurança.

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TOP 50 da CENA – Bonifrate gesta um novo mundo e o topo do nosso ranking. Mallu Magalhães quer entrar nessa. Edgar se mantém no pódio

1 - cenatopo19

* Não que a gente ache que a culpa é nossa, mas tem semanas que parece que as músicas que são lançadas concordam absolutamente com tudo o que pensamos. Tanto de coisas mais gerais quanto de música, mesmo. Temas que gostamos são abordados, estruturas que apreciamos e desejos que estão na nossa mente. Será parte do nosso diálogo? Será que refinamos nosso radar? Não temos uma resposta ainda, mas algo acontece na música brasileira.

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1 – Bonifrate – “Casiopeia” (Estreia)
Quem lê nossos textos por aqui já deve ter sentido que temos uma obsessão por imaginação. Encontrar músicos que estão pensando e produzindo um novo mundo. E não é que o carioca Bonifrate resolveu escrever uma música inteira que se baseia nesse assunto? Isso se aproveitando de uma ideia certeira que ex-Supercordas encontrou em uma entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano, “em que ele fala de um mundo em gestação dentro do mundo presente, e de como é um parto difícil, mas que há de acontecer”. Não bastasse a boa ideia, temos aqui um mergulho saudável em guitarras em profusão e um velho teclado Cassio que dá nome à música.

2 – Mallu Magalhães – “Pé de Elefante” (Estreia)
Ainda estamos absorvendo o novo álbum da Mallu, que saiu bem no dia em que preparamos este top 50. Mas parece bom o clima de bossa nova em estudo que percorre o disco, ainda que nunca soe datado. Como na divertida e leve “Pé de Elefante”, que ainda brinca com sons invertidos. E a gente tem certeza que já escutou a introdução desta música em algum lugar…

3 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (1)
A excelente “A Procissão dos Clones” é interessante pelo ritmo que Edgar opta em jogar os versos, sem grandes variações melódicas, como um mantra só que sem a repetição de palavras – seria um antimantra? Por aqui Edgar despeja seu pedido para que resolvemos tomar alguma atitude frente à destruição de tudo que nos cerca. Vamos escolher uma cela maior ou destruir essa prisão?
“Um desastre ecológico
É a última opção
Pro ser humano perceber quão metódico
Virou a obsessão de expandir a sua jaula
Ao invés de fugir do zoológico
Não troque a sua cela
Por outra cela mais bonita”

4 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (2)
Seguimos apaixonados pelo disco da Tuyo e resolvemos destacar outra música. Semana passada foi “O Jeito É Ir Embora”. Nesta semana é a experimental “Toda Vez Que Eu Chego em Casa”, uma colaboração com o ótimo Jonathan Ferr que constrói uma longa e deliciosa track que passeia por simples dois versos. Sentimentos de aconchego e de um certo desnorteamento se encontram por aqui. Sabe aquele papo de “me perdi tentando me encontrar”?

5 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (3)
“Baile de Máscaras” é uma das ótimas músicas do disco “III”, algo entre um EP e um álbum (miniálbum?) que a cantora e multiinstrumentista e atriz de vídeo e editora de vídeo lançou em março. Agora a canção surge em versão single com direito a uma música inédita e a versão instrumental, um jeito de oferecer um novo olhar complementar para a gravação. Retomada de proposta interessante para single, perdida nos tempos de streaming. Fora o vídeo, lindaço.

6 – Marcelo Perdido – “Que Bom” (Estreia)
Prévia do próximo álbum do Marcelo Perdido, este som é mais um da lista que celebra o Dia dos Namorados, mas acrescenta uma perspectiva LGBTQI+. A ideia que moveu Marcelo na composição foi reparar que em diversos filmes românticos que existem na nossa memória parece que vemos sempre o mesmo casal. Ele quis mudar um pouco esse repertório de amores no nosso imaginário. Uma ideia excelente.

7 – Gustavo Bertoni – “Old Ghost, New Skin” (Estreia)
E o senhor Gustavo segue em uma incansável sequência de excelentes singles de sua faceta solo, mais introspectiva e sempre em inglês. Por aqui, investiga um pós-pandemia onde as pessoas tentam buscar um pouco mais de liberdade, um bem que perdemos na pandemia e que agora sabemos o quanto importante é – mas não uma liberdade abstrata, sim a liberdade de ter um contanto melhor com nossos amigos, por exemplo. Sacou?

8 – Marina Sena – “Voltei pra Mim” (Estreia)
Marina Sena já tem um hit, que é “Me Toca”, e tenta mais um sucesso. Será? “Voltei pra Mim” tem como trunfo ser uma música que trata com leveza a questão dos términos. Uma raridade no mundo musical, convenhamos.

9 – Rincon Sapiência – “Meu Mundo” (Estreia)
Muito bom um som do Rincon pensando no Dia dos Namorados. Aqui ao lado do grande produtor de rap Devastoprod, ele pensa no amor de uma maneira muito particular. Nem melosa, nem irreal.

10/11 – CSS e Céu – “Hits Me Like a Rock” // “Rotação”
Duas celebrações aqui, nesta posição diferente do nosso ranking. A primeira é a notícia da retomada do CSS com disco novo e tudo, que desperta uns gatilhos. Resolvemos resgatar um som da banda. A segunda é a releitura que a Céu fez de suas músicas em pegada acústica. Também resolvemos resgatar uma desse resgate. Podemos assim?

12 – Supervão – “Amiga Online” (4)
13 – Djonga – “Easy Money” (5)
14 – Master San – “A #05 – Intergalatica” (6)
15 – CESRV – “Soundbwoy Champion” (7
16 – Taco de Golfe – “Pessoa Que Fala” (8)
17 – Jonathan Ferr – “Amor” (9)
18 – Jadsa – “Mergulho” (10)
19 – Mulungu – “A Boiar” (11)
20 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (12)
21 – Bonifrate – “Rei Lagarto” (13)
22 – GIO – “Nebulosa” (14)
23 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (15)
24 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (18)
25 – Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis – “Ladeira” (19)
26 – Zé Manoel – “Como?” (20)
27 – Os Amantes – “Linda” (21)
28 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (22)
29 – Isabel Lenza – “Imenso Verão” (23)
30 – Rodrigo Amarante – “Maré” (24)
31 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (26)
32 – Salma e Mac – “Amiga” (30)
33 – Yung Buda – “Digimon” (31)
34 – Hierofante Púrpura – “Na Terra das Cartas” (32)
35 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (33)
36 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (34)
37 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (35)
38 – FEBEM – “Crime” (36)
39 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (37)
40 – Boogarins – “Supernova” (38)
41 – Moons – “Love Hurts” (39)
42 – BaianaSystem – “Brasiliana” (40)
43 – Jair Naves – “Vai” (42)
44 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (43)
45 – Yannick Hara – “Raça Humana” (44)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (45)
47 – FBC – “Gameleira” (46)
48 – Mbé – “Aos Meus” (47)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (49)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é do músico Bonifrate.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – Edgar troca o topo com a Tuyo. Giovanna Moraes segue no baile. Supervão deixa tudo ácido

1 - cenatopo19

* A gente avisou que isso ia rolar. Semana passada a dobradinha do topo foi Tuyo e Edgar, que lançaram dois álbuns grandiosos da nossa CENA. Desta vez é Edgar e Tuyo. Simplesmente porque não paramos de escutar essa dupla – de discos tão diferentes e com uma mesma energia e recado, é só buscar que acha. Mas lógico que a semana teve outros lançamentos e a gente mais uma vez conseguiu reunir as novidades que mais nos interessaram – em uma semana bem experimental da nossa parte, digamos.

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1 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (Estreia)
Semana passada ele ficou em segundo e agora é hora de celebrar o topo do pódio. Resolvemos destacar um outro som desta vez, a excelente “A Procissão dos Clones”, que é interessante pelo ritmo que Edgar opta em jogar os versos, sem grandes variações melódicas, como um mantra só que sem a repetição de palavras – seria um antimantra? Por aqui Edgar despeja seu pedido para que resolvemos tomar alguma atitude frente a destruição de tudo que nos cerca. Vamos escolher uma cela maior ou destruir essa prisão?

“Um desastre ecológico
É a última opção
Pro ser humano perceber quão metódico
Virou a obsessão de expandir a sua jaula
Ao invés de fugir do zoológico
Não troque a sua cela
Por outra cela mais bonita”

2 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (Estreia)
Ainda estamos apaixonados pelo disco da Tuyo e resolvemos destacar outra música. Semana passada foi “O Jeito É Ir Embora”. Nesta semana é a experimental “Toda Vez Que Eu Chego em Casa”, uma colaboração com o ótimo Jonathan Ferr que constrói uma longa e deliciosa track que passeia por simples dois versos. Sentimentos de aconchego e de um certo desnorteamento se encontram por aqui. Sabe aquele papo de “me perdi tentando me encontrar”?

3 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (3)
“Baile de Máscaras” é uma das ótimas músicas do disco “III”, algo entre um EP e um álbum (miniálbum?) que a cantora e multiinstrumentista e atriz de vídeo e editora de vídeo lançou em março. Agora a canção surge em versão single com direito a uma música inédita e a versão instrumental, um jeito de oferecer um novo olhar complementar para a gravação. Retomada de proposta interessante para single, perdida nos tempos de streaming. Fora o vídeo, lindaço.

4 – Supervão – “Amiga Online” (Estreia)
A excelentíssima banda gaúcha Supervão, que derivou da psicodelia para a eletrônica nervosa atual, outras viagens, segue nessa toada neste delicioso acid house pendendo muito ao techno às vezes. Eles juram que a música tem uma estrutura indie ali, nos vocais e nas guitarras. A gente está procurando há uma semana esses traços. Vamos escutar mais uma vez para ver se rola.

5 – Djonga – “Easy Money” (Estreia)
Ainda que tenha recém-lançado um disco, Djonga acerta neste single de uma inédita que parece uma boa tiração de onda com o sucesso que não cabia no conceito do álbum – lançar singles logo após um álbum todo parece ser uma tendência no rap nacional, não sabemos o motivo. Uma música divertida para tempos complicados, aqui Djonga celebra consciente de que essa vitória é só um capítulo de um plano maior em sua cabeça, até porque o sucesso não é um bom medidor dessas conquistas, dado que é passageiro.

6 – Master San – “A #05 – Intergalatica” (Estreia)
Grande caçador das batidas perfeitas, o beatmaker, DJ, instrumentista e engenheiro de som Master San reúne em “Soul Quantize” 34 faixas inéditas trabalhadas em cima de bases de hip hop. As construções em cima de pedaços reconhecíveis de outros sons pede uma imersão. É um prazer tentar adivinhar de onde vem cada elemento. Que de vez em quando tem algumas pistas bem curiosas. Ou precisamos contar de onde ele pega alguns sons de “Intergalatica”?

7 – CESRV – “Soundbwoy Champion” (Estreia)
E, por falar em caçadores das batida perfeita, temos nosso querido Cesinha em sua contínua busca. Neste EP, um dos nossos beatmakers mais presentes no Top 50 da CENA investiga um pouco do UK Garage, uma de suas linhas de pesquisa. Em quase meia hora, CESRV arquiteta quase um doutorado no assunto.

8 – Taco de Golfe – “Pessoa Que Fala” (Estreia)
Por aqui o trio instrumental formado por Alexandre Damasceno e Gabriel Galvão segue sua loucuragem instrumental. No Bandcamp a música veio acompanhada de um código misterioso. A gente colocou a mensagem cifrada em um site que lê código morse e veio a palavra “Memorando”. Será que é alguma dica?

9 – Jonathan Ferr – “Amor” (4)
Chamou nossa atenção a participação do Jonathan no disco da Tuyo e fomos ver o que ele andava fazendo. E não é que ele lançou um disco ao mesmo tempo que a banda parceira? Um senhor álbum, diga-se, quase todo instrumental e ao piano, chamado “Cura”. Uma obra belíssima para escutar de ponta a ponta, dada a profunda conexão entre cada faixa. Pode ser um pouco desafiante se dedicar a um disco mais experimental assim, mas acredite na gente. Vale cada segundo.

10 – Jadsa – “Mergulho” (5)
A gente já celebrou tanto o álbum “Olho de Vidro” da Jadsa por aqui, mas sempre é bom reforçar nosso gosto por esse trabalho da guitarrista baiana. Agora que ela lançou um vídeo para este som que abre o disco, a gente achou a desculpa perfeita para trazer ela de volta às primeiras colocações do nosso Top 50.

11 – Mulungu – “A Boiar” (6)
12 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (7)
13 – Bonifrate – “Rei Lagarto” (8)
14 – GIO – “Nebulosa” (9)
15 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (10)
16 – BK – “Dinheiro, Poder, Respeito” (11)
17 – Jomoro e Karina Buhr – “Saudades de Lá” (12)
18 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (13)
19 – Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis – “Ladeira” (14)
20 – Zé Manoel – “Como?” (15)
21 – Os Amantes – “Linda” (16)
22 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (17)
23 – Isabel Lenza – “Imenso Verão” (18)
24 – Rodrigo Amarante – “Maré” (19)
25 – Rincon Sapiência – “Cotidiano” (20)
26 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (21)
27 – Anitta – “Girl from Rio” (22)
28 – Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes – “Como Queria Te Deixar Entrar” (23)
29 – Jupiter Apple – “Cerebral Sex (The Apple Sound)” (24)
30 – Salma e Mac – “Amiga” (25)
31 – Yung Buda – “Digimon” (26)
32 – Hierofante Púrpura – “Na Terra das Cartas” (27)
33 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (28)
34 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (29)
35 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (30)
36 – FEBEM – “Crime” (31)
37 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (32)
38 – Boogarins – “Supernova” (33)
39 – Moons – “Love Hurts” (34)
40 – BaianaSystem – “Brasiliana” (35)
41 – Bárbara Eugênia – “Hold Me Now” (36)
42 – Jair Naves – “Vai” (37)
43 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (38)
44 – Yannick Hara – “Raça Humana” (40)
45 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (41)
46 – FBC – “Gameleira” (42)
47 – Mbé – “Aos Meus” (43)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (44)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (46)
50 – Ale Sater – “Peu” (47)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é do rapper paulista Edgar.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Popload TV e CENA: A imaginação guardiã de futuros de Edgar. Veja entrevista com o rapper paulista

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Tem quem veja na obra do paulistano Edgar anúncios de um futuro distópico. Exemplo: em uma de suas obras, ele chegou a falar sobre um Carnaval que deixava de acontecer. Em 2021, não tivemos Carnaval, de fato.

Mas essa é uma ideia imprecisa. Nos cenários hipotéticos de Edgar, em seu rap torto, jazzístico, textual, diferente, a distopia é a arma de um chamado a alterações mais profundas capazes de nos tirar de um certo sonambulismo.

“Cuidado com seu software”, avisa ele em uma das faixas do ótimo “Ultraleve”, seu segundo álbum pela Deckdisc – ainda que seja o sexto em sua conta pessoal, que leva em consideração suas obras anteriores de álbuns visuais e projetos mais experimentais.

A metáfora pede atenção aos atalhos que temos em nosso “desktop mental”, um alerta para pedir um olhar mais cuidadoso com a realidade. Um toque desses não é de um profeta do fim, mas de um guardião do futuro, talvez.

Mas essa é só uma das camadas de sua obra que Edgar explica no papo que teve com a gente lá na Popload TV, nosso canal no Youtube. Ele ainda dá mais detalhes de seu novo disco, de como construiu suas obras e de como o rap nacional chegou a olhar enviesado para sua experimentação. Ele revela qual foi o rapper lhe deu um toque que o motiva até hoje e lhe deu confiança para seguir livre.

Com vocês, Edgar, em conversa com o poploader Vinicius Felix.

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