Em eduardo praça:

CENA – Apeles chama a galera para o novo vídeo. Veja “Tudo Que Te Move”

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* Every move he makes. Cara que faz uma movimentação boa com seu delicado trabalho, o Apeles, projeto e persona de Eduardo Praça (ex-Ludovic e Quarto Negro), lançou há alguns dias o vídeo para a música “Tudo Que Te Move”.

A canção já foi destaque aqui em post e no Top 50, e saiu em vídeo gostoso do esquema quarentena. Mas com amigos para aliviar. E fãs. E fãs amigos. E em edição esperta, para dar valor à hashtag “juntos à distância”. A lista inteira de quem participou está no fim do vídeo.

A música é exemplar do discão “Crux”, do ano passado, e canção necessária da indie-delicadeza que ainda bem se abateu sob a nossa CENA. Tem letra inspirada em livro do poeta inglês William Blake, porque esse é o jeitinho do Apeles. E trechos em português e inglês.

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* “Crux”, o segundo disco de Praça sob o nome Apeles, acabou de completar um ano de lançamento. Saiu pela Balaclava Records no dia 9 de agosto de 2019.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories, conversa e música com Eduardo Praça, do Apeles

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* Hoje, às 17h, tem outra live da Popload no Instagram da @poploadmusic, no Stories. O convidado do dia é o músico Eduardo Praça, do Apeles, que no ano passado lançou o lindo álbum de estreia “Crux”, fez alguns shows no Brasil com banda, depois pegou o violão e o levou para uns shows one-man na Europa, agora recentemente. Até ser atropelado pela onda contagiosa do coronavírus e fazer um plano de retirada urgente de volta ao Brasil.

Terminando uma quarentena dentro da quarentena por ter encarado aeroportos e tudo mais, Praça, que já integrou as bandas Ludovic e Quarto Negro, vai conversar no Stories hoje com a Popload e tocar duas músicas. Uma eu sei que é Apeles. A outra ele guarda como surpresa. Até para mim.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive tocando música.

Já tivemos o Flavio Juliano, cara-metade do punkfunk FingerFingerrr, na quarta, e o André Faria, do Aldo e dono do projeto solo Jeremaia, ontem.

Hoje a live é às 5h da tarde. A ideia é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tem um horário padrão para rolar. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia. No dia.

A gente, tanto eu quanto o Eduardo, vamos estar atentos a perguntas que aparecerem ali na comunicação com a galera. Tentaremos responder, na medida do possível.

Então, hoje, às 17h, no Stories do @poploadmusic, live com Edu Praça, do Apeles. Esperamos você.

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CENA – Isolar para ressignificar. Apeles lança vídeo profético feito antes do corona

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* É tristemente lindo o vídeo novo do Apeles para a música “Deságua”, faixa do álbum “Crux”, lançado no ano passado pelo dono do projeto, o internacionalmente paulistano e multitalentoso Eduardo Praça.

O vídeo, que estreia agora com exclusividade na Popload e no canal da @balaclavarecords, é um lastro de angústia que nos separa, parafraseando parte da letra da canção, que por si só é um arraso de bonita.

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Embaixo dessa beleza sonora toda, nos é contado em imagens a história rápida de dois adolescentes que se isolam para se ressignificar e criar nova identidade (tipo queimar o RG mesmo) para se afastar dos peso das aglomerações humanas, de certo modo um retrato aterrador do mundo maluco que vivemos hoje em meio à crise do vírus.

Acontece que “Deságua”, o vídeo, foi feito em outubro do ano passado, pré-corona.

“Em outubro de 2019 me reuni pela primeira vez com o diretor e roteirista Daniel Barosa para conversarmos sobre o roteiro do clipe. Na época a idéia era retratar dois adolescentes vivendo uma distopia em território selvagem, muito em função do clima pesado que estamos colhendo nos últimos anos, em todas as esferas, mas também em uma maneira figurativa de ações de desprendimento, individualidade e fuga”, explica Praça, ex-Ludovic e Quarto Negro, já no segundo álbum do Apeles.

“Hoje, março de 2020, lançar o vídeo durante este período surreal da humanidade me faz pensar em como os avisos estão sempre a sua porta, desesperadamente pedindo socorro mas nem sempre absorvidos na urgência da vida moderna”, conclui o músico.

“E hoje sou um homem que conhece a própria morte/ Que desfaz da própria origem em busca de coragem/ Vivo baseado no passado, remoendo meu futuro às custas de tanta vaidade/ Hoje eu sou um rei num trono frágil de penugem”, entrega parte da letra de “Deságua”.

O belo e profético vídeo está aqui, agora, urgente.

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* As fotos deste post e a da home da Popload trazem o casal de atores do vídeo. Na foto lá acima, Joana Penafieri (à esq.) e Felipe Távora.

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CENA – Os reféns do celular e a geração Ibuprofeno. Apeles analisa a galera de hoje em lindo novo single (e vídeo)

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* Num ano de discos tão bons, era difícil não sair o dele. Vem aí o segundo álbum do Apeles, projeto solo cinemático do talentoso e caprichoso Eduardo Praça, ex-vocalista do Quarto Negro e guitarrista da brilhante Ludovic. Se chama “Crux” e é contaminadíssimo pelo caráter nômade de Eduardo, que pode ser visto tanto em Itaquera, em São Paulo, quanto numa base soviética desativada de Berlim, na Alemanha. Ou em Portugal, Buenos Aires. Em todos os lugares e nenhum. Assim é a música do Apeles. Porque, onde quer que ele esteja, ele só encontra a alegria do dia no calor de uns braços.

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“A Alegria dos Dias Dorme no Calor dos Teus Braços”, primeiro single a ser arrancado de “Crux”, veio ontem à noite à tona. O disco, em si, sai em agosto pela Balaclava Records, tudo a ver. A música traz junto um vídeo bonitão gravado em São Paulo e Berlim. A parte alemã foi filmada no complexo “Vogelsang”, antiga base soviética na principal cidade do mundo lá pela década de 1940, para o bem e para o mal. Tem direção e roteiro de André Dip e produção de Izabel Menezes, também autora da capa do single.

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A canção é um devaneio crítico sobre os esquisitos dias de hoje, as relações reais e virtuais em tempos modernos e a tecnologia sendo usada para autoexposição de uma forma descontrol. E o resultado (ruim) disso. Um resultado “dance” disso, por mais fora do lugar que possa parecer.

Vem do artista a definição direta de “A Alegria dos Dias Dorme no Calor dos Teus Braços”: “Um reflexo sobre a geração que vivemos, tentando sobreviver à telas de celular e comprimidos diante de relacionamentos platônicos da vida moderna”.

“A música surgiu para mim no Carnaval de 2017, por mais irônica que seja. Estava em casa e compus a melodia no piano. Inicialmente era um tema mais calmo e melancólico, cheguei a tocar ao vivo algumas vezes no piano mas sentia que precisava de mais movimento. Já em Berlim comecei a demo dela e logo com um beat a música se transformou. Um ano depois quando comecei a gravar em estúdio ela já era uma mistura de disco music com algum tipo de crooner. Há quem diga que é uma mistura de Gigi Dagostino com Leonard Cohen, ou seja, dark disco”, conta à Popload o Eduardo Praças, a carne e o osso do Apeles.

“A vida é um espelho/ Tua Auto estima é um veneno. A geração ibuprofeno,/ refém de um aparelho.
E é uma amarra irreversível, meu bem./ Culpa de um amor carnal./ Gosto desse vai e vem./ Teu toque me levanta ao céu.”

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* As fotos classe usadas neste post, aqui e na home, são de Rodrigo Bueno.

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CENA – Apeles lança primeiro vídeo de “Rio do Tempo”, uma música ótima de um disco ótimo. Mas o vídeo simples não é assim tão simples

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* Um dos grandes álbuns do indie brasileiro deste ano, “Rio do Tempo”, do Apeles, solta um maravilhoso de tão simples mas nada simples vídeo para a música que dá nome ao disco. É a primeira canção do álbum a ganhar imagens.

“Rio do Tempo”, o álbum, é obra de Eduardo Praça, ex-vocalista da banda Quarto Negro e guitarrista da Ludovic. Apeles é o nome de seu novo projeto, cheio de referências na literatura portuguesa e no indie rock globalizado. O disco tem 10 faixas de experimentações intimistas, carregadas de “camadas”, como se costuma dizer. Pegue toda a delicadeza das músicas do Ludovic, mas sem os arroubos romântico-intempestivos de Jair Naves, aproxime o som da fase folk do Arcade Fire ou da fase intimista do Bon Iver e pronto: você tem uma ideia do incrível Apeles.

“Rio do Tempo”, o vídeo, deve ser o melhor feito no indie nacional neste ano de bons vídeos. Foi filmado na Argentina no ano passado e tem a conhecida atriz sergipana (radicada na Argentina) Ailin Salas, 24 anos mas já com muitos filmes e séries de TV no país hermano. E, incrível, Naiara Aiwada, sobrinha do presidente argentino Mauricio Macri, é a outra que dança ao som lindo do Apeles. Olha isso:

O disco do Apeles tem participação de diversos nomes da cena indie nacional, desde o já conhecido vocalista da Vanguart Hélio Flanders, até o multi-instrumentista e pau-pra-toda-obra Jojô (Wannabe Jalva, Pássaro Vadio e mais algumas). O disco marca uma fase ainda mais intimista de Praça nas composições e brinca de uma forma profunda com as camadas de instrumentos e modulações, algo que já era característica da Quarto Negro, mas que agora ganha ainda mais força.

As referências sonoras se misturam em cada canção, mas mantêm sua base no folk, no dream pop e no experimentalismo das ambiências criados ao redor da voz de Praça. Essa mistura da sua voz muito característica e do instrumental bem carregado, consegue soar de uma forma muito sutil quando é complementada pelas composições altamente biográficas.

Tão biográfica quanto as letras e ainda mais globalizada que a sua formação ao vivo é o nome escolhido pelo artista para o projeto. Segundo os livros de história, Apeles foi irmão da poetisa portuguesa Florbela Espanca, uma das mais importantes do gênero e conhecida por trazer textos extremamente íntimos sobre saudade, tristeza, desejo e sedução, temas marcantes nas próprias letras de “Rio do Tempo”.

O disco completo está disponível em todas as plataformas digitais. Abaixo, você pode ver um vídeo-spoiler de uma das músicas do álbum, que não é considerado um vídeo exatamente (não é?), da arrasadora faixa “Imensamente Sutil”. O não-vídeo tem uma participação da atriz Bia Arantes.

No canal do Apeles no Youtube você encontra, grátis, todas as músicas de “Rio do Tempo”.

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