Em ella from the sea:

Nevermind 30 Anos – ELLA from the Sea recria “Something in the Way”

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* Uma das novas vozes da música independente brasileira, ainda que cantando em inglês, ELLA from the Sea nasceu em 22 de janeiro de 1993, exatamente em um belo dia em que Kurt Cobain estava no Brasil. Na data, o líder do Nirvana ensaiava para se apresentar no Hollywood Rock na etapa carioca do festival (o trio de Seattle faria o famoso show no Rio transmitido pela Globo no dia seguinte, 23).

Pode ser que no momento em que Gabriella, a ELLA, veio à luz, saindo da barriga da mãe, Cobain estivesse trancado em segredo no estúdio em Botafogo gravando o terceiro álbum da banda, “In Utero”, o sucessor do revolucionário “Nevermind”, que hoje completa 30 anos e está recebendo esse especial-tributo aqui na Popload.

O festivo segundo disco do Nirvana, portanto, é pouco mais de 1 ano mais velho que ELLA, o que mesmo assim não impediu ELLA de ter um “K” tatuado na pele, em homenagem a Kurt Cobain. Então imagina a felicidade dela quando foi convidada a fazer uma versão de música do “Nevermind”, da banda do K da Ella. Veio a sensível “Something in the Way”.

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Antes, ELLA nos fala como ela enxerga o Nirvana, mesmo não tendo vivido o Nirvana.

“O Nirvana sempre me despertou liberdade. Foi uma das últimas bandas que começaram no alternativo, atraindo uma galera mais masculina que curtia som pesado, e logo conseguiram unir no mainstream grupos de todas as etnias, sexos e classe sociais. E é isso que me inspira neles. É sobre isso que a música deveria ser: união.
Sempre ouvi Nirvana, desde criança, e sempre me lembro de estar sentada na sala de TV vendo o vídeo de “Smells Like Teen Spirit”. Para mim era tudo tão surreal, poder dar aquela causada na escola.
É por causa do grito de liberdade de Kurt Cobain há 30 anos depois, eu com 28 anos, carrego um minúsculo ‘k’ tatuado no meu braço.
‘Nevermind’ fez parte de todo um processo que me ajudou a me transformar em cantora e compositora.Thanks, Kurt e Nirvana.”

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* ELLA from the Sea lançou seu disco de estreia, “The Moon”, no ano passado. No meio de outubro agora ela vai revelar um novo single, “I Reach You”, que estará em seu próximo disco, um EP chamado “Forever Unknown”, a sair em novembro.

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Top 50 da CENA – Romulo Fróes chama Jards Macalé para o alto. Nelson D mostra algo em processo. Ella from the Sea canta a felicidade solitária. Este é o topo do nosso Top

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* Se a semana dos gringos foi devagar, aqui no nosso Brasil a coisa pegou. Daqueles dias em que a gente cogita o empate técnico para não magoar ninguém. Nem a nós mesmos. Semana de discos duplos, de artistas que gostamos assinando com selo que gostamos, de descobertas, de gente revelando novas vozes em suas obras. É quase um lugar comum, mas a CENA brasileira é a melhor CENA, temos que reforçar isso – e reforçamos – sempre. Chega ali na nossa playlist para ver. E ouvir. Em sua plenitude sonora.

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1 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (Estreia)
Olha o time. Composição de Romulo, Gui Held e Jards Macalé com letra de Nuno Ramos em homenagem a Jards – repare que alguns versos são apropriados de canções do Macau -, “Baby Infeliz” acabou rejeita pelo próprio homenageado. Para que a canção não entrasse em um limbo, Romulo resolveu resgatá-la em seus dois novos álbuns de repertórios iguais e sonoridades bem diferentes – “Aquele Nenhum” (voz e violão) e “Ó Nois” (colagens). E não é que o Jards, quando escutou a música de novo, já na leitura do Romulo, perguntou por que ele não tinha oferecido a ele, Jards, gravar a canção? Perdeu um musicão, Jards. Mas achamos que o Romulo te empresta ela de novo.

2 – Nelson D – “Algo Em Processo” (Estreia)
Brasileiro de tribo indígena da Amazônia criado na Itália, Nelson D é a mais nova contratação de um dos nossos selos prediletos neste país, o Balaclava. E é de casa nova que ele dá sequência ao seu futurismo indígena já testado no disco do ano passado, “Em Sua Própria Terra”. A primeira canção dessa leva é um tratado sobre amizade. “Dedico essa musica a todas as pessoas que tiveram sorte de ter uma amizade importante nos momentos mais difíceis”, escreveu Nelson em suas redes. E nós tivemos sorte de ter uma música assim de tantos referenciais e sotaques na nossa CENA.

3 – Ella from the Sea – “Lonely” (Estreia)
Gabriela Taketani, a tal Ella, escreve por aqui sobre solidão, mas não de um jeito triste. É sobre a liberdade de ser/estar sozinha. “É poder ter auto-satisfação em poder mudar esse sentimento de solidão triste”, escreve Gabi. Já ouviu esta música, David Lynch?

4 – Linn da Quebrada – “I Míssil” (Estreia)
É um barato ler que a Linn quis fazer uma música que pudesse cair no gosto da própria mãe. E aqui temos ela sonoramente mais leve, mas com ideias ainda bem profundas. “Divagar mais, divulgar menos” ressoa em relacionamentos, carreira. É muita ideia em poucos versos. E ainda tem uma segunda coisa rolando que é uma junção da Linn com sua persona além do palcos, a Lina. Fora a tirada esperta do título. Bela música!

5 – GIO – “Joias” (Estreia)
E segue a mudança do Giovani Cidreira para seu novo nome artístico. “Joias” é o segundo single deste novo álbum produzido ao lado de Benke Ferraz do Boogarins, que deve sair em breve. Nos comentários do YouTube alguém mandou uma bela ideia: “Me lembrou as composições da Jadsa. Uma célula poética curta e pronto”. E não é que a Jadsa está na faixa com alguns backing vocals? Conexões. Se o álbum do Gio sair nível Jadsa, teremos um empate técnico ali pelo topo dos melhores do ano, achamos.

6 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (Estreia)
Sendo um dos nossos grandes rappers é um barato também o aspecto hardcore que ronda alguns trabalhos do BNegão. Daí que deu muita liga ele abraçar um cover da nossa melhor banda punk, Ratos de Porão. A adição gutural do Paulão King só dá um charme a mais na versão “made in Rio” de um rolê tão paulistano.

7 – Rodrigo Amarante – “I Can’t Wait” (Estreia)
Mais um single bem interessante do próximo solo do Amarante, confirmando uma tendência indicada nos outros singles de que teremos um disco menos melancólico que o primeiro. Ainda que os temas sigam sempre cheio de possíveis interpretações. De acordo com o próprio Amarante, que listou umas quatro motivações para a música, a ideia dela é mostrar como liberdade é pertencimento, ao contrário do que muitos imaginam ao ligar independência com liberdade.

8 – ATR – “Corazón (Badsista Remix)” (Estreia)
E a excelente Badsista, que tem suas mãos ali no quarto lugar da Linn da Quebrada, reaparece no nosso top 50 neste belo remix que só confirma e dá novos ares à fase eletrônica do ATR, antigo Aeromoças e Tenistas Russas. Se a gente não entendeu errado, aqui a Badsista faz um movimento até que raro em remixes: em vez de botar pressão na faixa original, ela deixou as coisas mais leves. Repara.

9 – Bonifrate – “Casiopeia” (1)
Quem lê nossos textos por aqui já deve ter sentido que temos uma obsessão por imaginação. Encontrar músicos que estão pensando e produzindo um novo mundo. E não é que o carioca Bonifrate resolveu escrever uma música inteira que se baseia nesse assunto? Isso se aproveitando de uma ideia certeira que o ex-Supercordas encontrou em uma entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano, em que ele fala de “um mundo em gestação dentro do mundo presente, e de como é um parto difícil, mas que há de acontecer”. Não bastasse a boa ideia, temos aqui um mergulho saudável em guitarras em profusão e um velho teclado Cassio que dá nome à música.

10 – Mallu Magalhães – “Pé de Elefante” (2)
Eis que Mallu solta um álbum novo indo para um clima bossa nova morando na gringa, com parcerias estranhas mas tá valendo. Aqui temos a até que divertida e leve “Pé de Elefante” saltando rápida do disco nas primeiras audições, música que ainda brinca com sons invertidos. E a gente tem certeza que já escutou a introdução desta música em algum lugar.

11 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (3)
12 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (4)
13 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (5)
14 – Marcelo Perdido – “Que Bom” (6)
15 – Gustavo Bertoni – “Old Ghost, New Skin” (7)
16 – Marina Sena – “Voltei pra Mim” (8)
17 – Rincon Sapiência – “Meu Mundo” (9)
18 – Supervão – “Amiga Online” (12)
19 – Master San – “A #05 – Intergalatica” (14)
20 – CESRV – “Soundbwoy Champion” (15)
21 – Taco de Golfe – “Pessoa Que Fala” (16)
22 – Jonathan Ferr – “Amor” (17)
23 – Jadsa – “Mergulho” (18)
24 – Mulungu – “A Boiar” (19)
25 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (20)
26 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (23)
27 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (24)
28 – Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis – “Ladeira” (25)
29 – Zé Manoel – “Como?” (26)
30 – Os Amantes – “Linda” (27)
31 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (28)
32 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (31)
33 – Salma e Mac – “Amiga” (32)
34 – Yung Buda – “Digimon” (33)
35 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (35)
36 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (36)
37 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (37)
38 – FEBEM – “Crime” (38)
39 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (39)
40 – Boogarins – “Supernova” (40)
41 – Moons – “Love Hurts” (41)
42 – BaianaSystem – “Brasiliana” (42)
43 – Jair Naves – “Vai” (43)
44 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (44)
45 – Yannick Hara – “Raça Humana” (45)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – FBC – “Gameleira” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é do cantor e compositor paulistano Romulo Fróes.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

CENA – Ella from the Sea reflete a liberdade na solidão. Ouça a viajante “Lonely”

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* Ela pode ser do mar, no nome, mas sua música é das profundezas de seu quarto, bedroom music na veia, traduzindo sonoramente uma solidão que vem, desculpa a mistura de analogias, em ondas. Como o mar. A cantora paulistana Ella from the Sea lança amanhã nas plataformas a sinistramente bela “Lonely”, seu novo single, que pode ser visualmente ouvido com este vídeo abaixo, que a Popload traz com exclusividade na véspera do lançamento de seu áudio nos streamings.

“Lonely” (capa abaixo) é o primeiro single do próximo EP de Ella, “Forever Unknown”, previsto para ser lançado em setembro. O último trabalho de Gabriela Taketani, a persona por trás da Ella from the Sea, é o EP “Moon”, do ano passado.

Ella From The Sea - Lonely_CAPA

Na lua, no mar ou no quarto de sua casa, Ella é um dos grandes exemplares musicais do nosso indie-mental health, carregado de experimentações lo-fi, músicas que falam de tristeza e solidão sem necessariamente serem tristes. Como o caso de “Lonely”, que poderia ser a trilha sonora de Laura Palmer na série “Twin Peaks”, mas trata de liberdade. A liberdade de ser sozinha.

“É poder ter auto-satisfação em poder mudar esse sentimento de solidão triste. Ter a liberdade de poder fazer as coisas sem precisar de ninguém a seu lado. Só ir seguindo e ir tentando se libertar da escravização que a sociedade impõe”, diz Ella, dando o recado em português para sua música cantada em inglês.

“A canção basicamente fala sobre essa sensação de tentar e não sair do
lugar, sobre a inércia de se estar flutuando e não conseguir atingir o que se espera. O título representa a sensação de solitude em que nos encontramos, mas uma
solidão boa, em um momento muito específico que estamos vivendo, e como isso reflete
nos dias de hoje. Não só na era pandêmica, mas diariamente, no fluxo da vida.”

“Lonely”, o vídeo, é uma colagem artsy de representações dessa solitude libertária. Viajar numa road trip sem destino, protestar contra o governo, dançar no e para o sol, rasgar uma bandeira, ir para o Carnaval. O vídeo fecha com a frase “A liberdade dentro de mim é a liberdade dentro de ti”.

Não sei se somos nós, mas essa road trip solitária e sem rumo de Ella from the Sea, a partir dessa cheia-de-conceitos “Lonely”, nos remete diretamente a uma viagem de carro pelas paisagens bizarras da bizarra Islândia ao som de Sigur Rós. Tanto lá como cá, na Islândia ou no Minhocão de SP, que viagem sonora deliciosa.

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TOP 50 DA CENA – De Sorocaba ao Piauí. Via Turquia. Boa viagem com Wry, Mateus, Nuven, Thunder, Valciãn, Abramovay

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* Você acha que uma música chamada “Travel” chega à toa ao primeiro lugar de um ranking que é uma verdadeira viagem?!? Nem a gente prevê essas coisas.
A semana está linda e forasteira, com música em inglês em primeiro, discaço vindo do Piauí e sua coqueteleira de influências de cima e de baixo no mapa, eletrônico fino que te leva à nuven (ai…), e um professor musical na Holanda cuja especialidade é o que se toca em Istambul.
Embarque na nossa playlist do Spotify e bon voyage!

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1 – Wry – “Travel” (Estreia)
É CENA brasileira, mas parece cena britânica. E você sabe o quanto amamos um som nesse estilo. De Sorocaba para os anos 80 inglês ou a habilidosa manha em unir melodia pop e um bom feedback.
2 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (2)
A beleza de um disco de Mateus Aleluia em 2020 é um presente que ilumina este ano esquisito. Aqui, na produção de Ronaldo Evangelista e com músicos da CENA por perto, como Thiago França, Sérgio Machado, entre outros, a conversa de Mateus se aproxima da nova geração, que já se ligou na importância dele e dos Tincoãs. “Amarelou” ainda conta com, “apenas”, João Donato. Já frequenta o top 2 há algumas semanas e ninguém tira. Tirar como?
3 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (Estreia)
O trabalho eletrônico sofisticado de Gustavo Teixeira se apresenta em um belo EP de cinco canções. Ao convidar Apeles para esta faixa, a eletrônicia de sensibilidade se torna aliada de um vocal de sensibilidade. E o resultado é muito bonito.
4 – Thunderbird – “Insuportável” (2)
Que música absurda de Luiz Thunderbird, o segundo single de seu disco solo novo, que em algum momento vem aí, o já aguardadíssimo “Pequena Minoria de Vândalos”. Esta nova canção-porrada, “Insuportável”, é meio um encontro do Morphine com os Pixies. Eles encontrando com a voz do Thunder. A música foi feita com o inparável Guilhermoso Wild Chicken e a letra é um poema do grande Rodrigo Carneiro. Thunder consegue se cercar de referências e parcerias e ser muito Thunder.
5 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (Estreia)
Amamos o disco do piauiense Valciãn. Tem várias boas e até cogitamos escolher duas para este Top 10. Quem está atento ao ranking se lembra de que a gente já botou ele aqui quando um dos sons do disco ainda era single. Que brasilidade rica.
6 – Letrux – “Vai Brotar” (1)
A manutenção de um disco depende em parte de nós, em parte do artista. Letrux lança o vídeo de “Vai Brotar” e nos lembra do ótimo álbum que pegou a gente lá no começo do ano. E, em particular, de uma música. E, mais particular ainda, desta letra. “Você ficou cínico com o tempo/ Eu fiquei muito mais espiritualizada/ Acreditando em carta, sonho e passe”. Só nós achamos que “Vai Brotar” tem uma vibe grandiosa meio Arcade Fire?
7 – Compositor Fantasma – “Século XXI Antes de Cristo” (Estreia)
Sabe aquelas músicas de narrativas divertidas e leves que não abordam assuntos leve e divertidos – e que contém palavrões bem colocados? É o caso desta joia aqui. Uma das milhares de vezes em que lamentamos que o rádio brasileiro esquece o nosso pop esperto há anos.
8 – Viratempo (feat. Àyié) – “Vento” (Estreia)
A voz de ÀIYÉ caiu como luva no som da banda indie Viratempo. Repetindo uma ideia que lançamos aqui: daquelas parcerias que nos deixa com vontande de absurda de um disco completo da parceria.
9 – Juliano Abramovay – Anzol (Estreia)
A viagem aqui é outra. É CENA brasileira, mas o tempero é cigano, algo turco, algo árabe. Juliano, ex-Grand Bazaar, é professor dessa matéria. Mesmo. E, já que não se pode pegar avião direito, ainda mais sendo brasileiro, ele nos leva de graça ao leste do Mediterrâneo. Primeiro single de seu disco de estreia, a ser lançado.
10 – Iara Rennó – “Tara” (Estreia)
Uma canção forte de Negro Leo que aborda como o sexo se apresenta pela nossas vidas logo cedo em formas nada corretas e confusas, muitas vezes propositalmente. Um som de 2014 reapresentado em uma série de EPs que Iara lança em 2020.
11 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (4)
12 – Ave Sangria – “Vendavais” (5)
13 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (6)
14 – Ovo ou Bicho – “Moços” (7)
15 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (8)
16 – Jonnata Doll e os Garotos Solventes – “Filtra Me”(9)
17 – Ella from the Sea – “Side by Side” (10)
18 – Autoramas – “Boneco” (11)
19 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (13)
20 – CESRV – ”Mix It Up” (14)
21 – Kalouv – “Talho” (15)
22 – Pedro Pastoriz – “Dolores” (16)
23 – Marcelo Perdido – “Bastante” (17)
24 – Yannick Hara (ft Big the Kiid e Asaph) – “Vida Offline” (18)
25 – Hellbenders – “Pra Entreter” (19)
26 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (20)
27 – Rincon Sapiência – “Malícia” (21)
28 – Raça – “Domingo” (22)
29 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (29)
30 – Nevilton – “Irradiar” (24)
31 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (25)
32 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (26)
33 – Vella – “Delírio Besta” (27)
34 – Jadsa – “Quietacalada” (28)
35 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (29)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (34)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (35)
38 – Don L – “Kelefeeling” (37)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (38)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (39)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (40)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (41)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (42)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (43)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (44)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (45)
47 – Jhony MC – F.A.B. (46)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
50 – Troá! – “Bicho” (49)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico piauiense Valciãn Calixto.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Mateus Aleluia vai ao topo para não amarelarmos. Thunderbird, o hitmaker. Música de 1970. E a viagem do Apeles. Que ranking!!!

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* Novas e novos. Velhos e velhas. Novas do passado, velhas do presente. Não tem tempo (ruim) para a movimentação atual da cena musical brasileira. Tome como exemplo a famoooooosa live do Caetano, haha.
Por aqui, no nosso humilde ranking, fomos obrigados a levar ao topo o grande Mateus Aleluia, como forma de agradecer a ele ter nos levado a altos topos com seu recente disco. Não podíamos amarelar. Aleluia!
E estamos chocados para onde está indo o velho Thunder com suas novas músicas solo. É uma pedrada atrás da outra. Cadê esse álbum cheio logo, meu Deus?
No mais, viajamos com o Apeles, aterrissamos com o Ave Sangria, e por aí fomos. E por aí vamos.

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1 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (2)
A beleza de um disco de Mateus Aleluia em 2020 é um presente que ilumina este ano esquisito. Aqui, na produção de Ronaldo Evangelista e com músicos da CENA por perto, como Thiago França, Sérgio Machado, entre outros, a conversa de Mateus se aproxima da nova geração, que já se ligou na importância dele e dos Tincoãs. “Amarelou” ainda conta com ele: João Donato. Semana passada ficou em segundo. Desta vez, de tanto que não paramos de escutar, só poderia ir ao primeiro lugar, lógico.
2 – Thunderbird – “Insuportável” (Estreia)
Que música absurda de Luiz Thunderbird, o segundo single de seu disco solo novo, que em algum momento vem aí, o já aguardadíssimo “Pequena Minoria de Vândalos”. Esta nova canção-porrada, “Insuportável”, é meio um encontro do Morphine com os Pixies. Eles encontrando com a voz do Thunder. A música foi feita com o inparável Guilhermoso Wild Chicken e a letra é um poema do grande Rodrigo Carneiro. Thunder consegue se cercar de referências e parcerias e ser muito Thunder.
3 – Letrux – “Vai Brotar” (1)
A manutenção de um disco depende em parte de nós, em parte do artista. Letrux lança o vídeo de “Vai Brotar” e nos lembra do ótimo álbum que pegou a gente lá no começo do ano. E, em particular, de uma música. E, mais particular ainda, desta letra. “Você ficou cínico com o tempo/ Eu fiquei muito mais espiritualizada/ Acreditando em carta, sonho e passe”. Só nós achamos que “Vai Brotar” tem uma vibe grandiosa meio Arcade Fire?
4 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (Estreia)
Esta é uma daquelas canções-transporte que te levam para outro lugar. E que quando ela acaba você não queria que tivesse acabado, porque você vai ter que voltar onde estava. É outro espécime da indie-delicadeza que tem feito a CENA parar, sentar e respirar. E isso é um dom de Eduardo Praça, da persona Apeles. E isso não quer dizer que “Tudo Que Te Move” é uma música “devagar”. Pelo contrário.
5 – Ave Sangria – “Vendavais” (Estreia)
A cultuada banda psicodélica pernambucana pegou a faixa “Vendavais” de seu álbum lançado no ano passado, uma das canções escrita entre 1969 e 1972 e recuperadas neste disco, e protagonizou seu primeiro clipe da vida. Um chamado à descoberta do que se quer ser que nunca envelhece. E que solo de guitarra, amigues. Outra coisa que não envelhece (quando é bom).
6 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (3)
Estamos ainda de cara com esse disco que entre outras coisas reúne Negro Leo, Ana Frango Elétrico, Arto Lindsay, Vinicius Cantuária. Esta que escolhemos (poderiam ser outras) lembra os discos do Caetano com a banda Cê. Thiago parece pegar aquela vibe onde Caetano deixou e botar mais barulhinhos. E aproveitamos e matamos a saudade da voz da Ana Frango em uma inédita. Essa cena do Rio…
7 – Ovo ou Bicho – “Moços” (4)
Essa cena do Rio… parte 2. A conexão está escancarada. O Thiago Nassif é quem mixou esse som do ótimo quarteto do Rio, que chama a atenção em uma viagem que tem doses tropicais do Mutantes e um pique Doors na brisa que a música vira lá para o meio dela.
8 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (5)
Elza é sempre obrigatória. Em um acerto desses, então. A união dela com o rapper mineiro Flávio deu jogo. Uma pancada que sabe carregar versos delicados como “Todos os dias me levanto/Olho no espelho sempre me encanto/Com o meu cabelo e a cor da pele dos ancestrais”.
9 – Jonnata Doll e os Garotos Solventes – “Filtra Me”(Estreia)
Música do ano passado resgatada agora por videoclipe bem louco do bem loko Jonnata Doll, que fez parte do terceiro álbum da banda de Fortaleza e consegue trazer um clima pós-punk frio inglês para um tórrido porão da capital cearense. Tudo fazendo muito sentido.
10 – Ella from the Sea – “Side by Side” (7)
Single que puxa o EP dessa cantora paulistana que usa a música como terapia para a alma. Algumas soluções ela também encontra no tarot. O EP nõo se chama “Moon” à toa. A vibe aqui é “Grimes vai para os ano 80 e entra para o Cocteau Twins”. Atmosfera é tão densa que dá para cortá-la com uma faca.
11 – Autoramas – “Boneco” (13)
12 – Nuven (ft. Ale Sater), “Par de Ondas” (6)
13 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (11)
14 – CESRV – ”Mix It Up” (18)
15 – Kalouv – “Talho” (Estreia)
16 – Pedro Pastoriz – “Dolores” (8)
17 – Marcelo Perdido – “Bastante” (9)
18 – Yannick Hara (ft Big the Kiid e Asaph) – “Vida Offline” (10)
19 – Hellbenders – “Pra Entreter” (12)
20 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (14)
21 – Rincon Sapiência – “Malícia” (15)
22 – Raça – “Domingo” (16)
23 – Tuyo – “Sem Mentir” (19)
24 – Nevilton – “Irradiar” (21)
25 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (22)
26 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (24)
27 – Vella – “Delírio Besta” (25)
28 – Jadsa – “Quietacalada” (27)
29 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (28)
30 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (29)
31 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (30)
32 – JP – “Chorei Dendê” (31)
33 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (32)
34 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (33)
35 – Duda Brack – “Contragolpe” (34)
36 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (35)
37 – Don L – “Kelefeeling” (36)
38 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (37)
39 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (38)
40 – ÀIYÉ – “Pulmão” (39)
41 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (40)
42 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (41)
43 – Edgar – “Carro de Boy” (42)
44 – Douglas Germano – “Valhacouto” (43)
45 – Kiko Dinucci – “Veneno” (44)
46 – Jhony MC – F.A.B. (45)
47 – Djonga – “Procuro Alguém (47)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (26)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o roqueiro Thunderbird.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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