Em espaço das américas:

Suas preces deram certo. Popload Gig traz ao Brasil, finalmente, NICK CAVE & THE BAD SEEDS, em show único

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* O cultuado e, ok, quase mitológico cantor australiano NICK CAVE vem ao Brasil para uma apresentação única em São Paulo, pelo selo POPLOAD GIG. Acompanhado de sua bandaça, os BAD SEEDS, um dos nomes mais pedidos desde sempre pelo público de shows da Popload faz seu especialíssimo concerto no Espaço das Américas, na Barra Funda, no dia 14 de outubro.

Os ingressos já estão à venda!

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Em mais de quatro décadas de carreira, Nick Cave construiu como poucos uma reputação ilibada na cultura pop. Cantor, compositor, poeta, roteirista e ator, o australiano nascido em Warracknabeal, mostra o vigor, a inspiração e a vitalidade de um menino.

Cantando sobre amor e sexo, religião e morte, Nick com sua voz cavernosa consegue como poucos ter uma facilidade incrível para tocar seus fãs (e até os poucos não tão fãs) no fundo da alma. Com 16 discos na bagagem junto com seu Bad Seeds, Cave está rodando o mundo com o elogiadíssimo show do álbum “Skeleton Tree”, lançado em 2016, pesado registro que foi concebido após a morte de seu filho Arthur, de apenas 15 anos, que caiu de um penhasco em julho de 2015.

Nos últimos tempos, Nick ainda lançou uma coletânea, “Lovely Creatures – The Best of Nick Cave & the Bad Seeds 1984 – 2014”, e protagonizou o documentário “Distant Sky”, baseado na preparação e em um show realizado na Dinamarca, ano passado, mostrando um pouco da intensidade e da experiência que poderemos vivenciar dia 14 de outubro, no Espaço das Américas.

O Popload Gig com Nick Cave já nasce histórico dentro de uma trajetória que ainda nem chegou aos 10 anos. Neste meio tempo, foram mais de 50 edições em SP e outras capitais, estreladas por artistas do calibre de LCD Soundsystem, Tame Impala, Courtney Barnett, The Kills e mais recentemente Phoenix. Dia 8 de maio tem Mogwai, também. E no fim do ano, mais um Popload Festival, que trará ao Brasil para uma experiência única dia 15 de novembro uma escalação que vai de Lorde a At The Drive-In, passando pela estreia do Blondie nos palcos daqui, e ainda MGMT, Death Cab For Cutie, Mallu Magalhães & Tim Bernardes e Letrux.

Relembrando: Popload Gig com Nick Cave & The Bad Seeds será num domingo, 14 de outubro, no Espaço das Américas, em SP. Os ingressos partem em 1º lote com preços de R$ 100 (meia) e R$ 200 (inteira), podendo ser adquiridos na Ticketload.

SERVIÇO – Popload Gig com NICK CAVE & THE BAD SEEDS
Data: 14 de outubro (domingo)
Local: Espaço das Américas
Endereço: R. Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo
Horários: Abertura da casa 18h00 || Início do show 20h00
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: Pista 1º Lote R$100,00 (meia-entrada) e R$200,00 (inteira), Pista 2º Lote R$120,00 (meia-entrada) e R$240,00 (inteira) e Camarote R$180,00 (meia-entrada) e R$360,00 (inteira).
Vendas online: www.ticketload.com
Ponto de venda: Cine Joia @ Praça Carlos Gomes, 82 (próximo ao Metrô Sé e Liberdade). Funcionamento de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 14h e das 15h às 18h.
Parcelamento em até 3x: Elo, Visa, Diners, Amex e Mastercard.

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Cauteloso, mas ainda intenso: mais um show do Faith No More em São Paulo

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* Em meio ao auê do Rock in Rio, algumas bandas estão aproveitando sua vinda ao Brasil para tocar em outras cidades. É o caso do Faith No More, que não poderia deixar São Paulo de fora, claro. Com histórico de shows inesquecíveis na cidade, a turma de Mike Patton tocou no Espaço das Américas esgotado na noite de ontem para mostrar o novo disco “Sol Invictus”. O poploader Fernando Scoczynski marcou presença e conta suas impressões de mais um show do FNM para o público paulista.

Mike Patton faz barulho no Espaço das Américas. (Fotos: Júnior Lago/UOL)

Mike Patton faz barulho no Espaço das Américas. (Fotos: Júnior Lago/UOL)

É possível contar o número total de shows do Faith No More no Brasil? Desde a reunião oficial da banda, é a terceira passagem deles pelo país: primeiro, no festival Maquinária, em 2009, e novamente no SWU de 2011, ambas as vezes como headliner. Adora, na véspera de seu show no Rock In Rio (não como headliner), a banda “encaixou” um show em São Paulo no Espaço das Américas. Restava a incógnita: seria um show diferente, ou algo similar ao que já foi apresentado aqui?

Toda banda em reunião, com disco novo, passa por um certo teste. O seu setlist tem que incluir o material novo e equilibrá-lo com o antigo, sem levar o público ao tédio com as músicas “desconhecidas”. Faith No More, apresentando o bom disco “Sol Invictus”, passou nesse teste. “Motherfucker”, que abriu o show, já veio muito bem recebida, com a plateia cantando toda a música. Intercaladas por músicas já bem conhecidas, vieram “Superhero”, “Separation Anxiety”, “Sunny Side Up” e “Matador”, todas se saindo relativamente bem. Mas não conseguiam chegar à altura de uma “Midlife Crisis”, é claro.

Aliás, é de surpreender ver a reação a “Epic”, momento “é a nossa música, meu!” do show (metade da plateia nasceu depois do lançamento do single, mas tudo bem). Continua sendo um hino, independentemente de quantas vezes a banda a toque no Brasil. “Ashes to Ashes”, “The Gentle Art of Making Enemies”, “Caffeine”, todas tocadas várias vezes aqui, todas bem recebidas. A surpresa foi a inclusão de “The Crab Song” e “Chinese Arithmetic”, duas raras faixas do disco Introduce Yourself (1987), da era pré-Mike Patton, que deixaram boa parte da plateia meio perdida – apesar de serem boas músicas em si.

No aspecto técnico, os músicos continuam irretocáveis. Nem uma nota errada, precisão absoluta em todas as batidas. É um show quase perfeito, no papel, trazendo tudo o que qualquer fã normal esperaria. No entanto, comparando o show às duas últimas passagens da banda por aqui, este foi menos descontraído e teve menos improvisação por parte de Mike Patton. Nenhuma música estendida por 10 minutos, nada de Mike descendo na plateia, e um coro de “porra caralho” mais comportado que o normal. Legal foi um momento em que Mike Patton perguntou se a plateia preferiria ouvir Caetano Veloso, recebeu um “vá tomar no cu” de uma pessoa na plateia, e trocaram insultos amigáveis por alguns segundos.

Com menos de uma hora de show, já começou o papo de “this is our last song” – que óbvio que não era. Mas mesmo assim, o fim veio antes de esperado, com cerca de 1h20 de show. Foi um intenso, preciso, e bem-executado, sem nada a cortar do setlist. Não deixou a desejar, de forma alguma, mas, comparado aos shows do Maquinária e SWU, poderia ter sido um pouco mais.

SETLIST
Motherfucker
Land of Sunshine
Caffeine
Everything’s Ruined
Evidence (Portuguese version)
Epic
Sunny Side Up
Midlife Crisis
Chinese Arithmetic
The Gentle Art of Making Enemies
Easy
Separation Anxiety
Matador
Ashes to Ashes
Superhero

The Crab Song
From Out of Nowhere
I Started a Joke

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Boogarins trouxe a paz a São Paulo, antes de o Franz Ferdinand incendiar a cidade com o fogo sem controle

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* Voltemos à bela noite de terça passada no Espaço das Américas em São Paulo, em que o grupo escocês Franz Ferdinand fez novamente um de seus belos shows.

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Ali, na abertura da apresentação da trupe de Alex Kapranos, foi colocada uma galera de Goiânia, muito falada e pouco vista no Brasil. A banda Boogarins, que lançou o belo “As Plantas Que Curam” (nos EUA, não aqui) e está envolvida toda ela num zeitgeist de um certo som psicodélico “do bem”, tocou canções desse álbum de estreia e também do próximo, este sim a sair por um selo brasileiro, o Tralalá, dirigido pelo chapa Carlos Eduardo Miranda. O álbum já está prontinho e deve sair no começo do ano que vem.

A gente, claro, chegou cedo para ver os Boogarins, não por acaso uma das grandes atrações do Popload Festival, de novembro. Porque neste zeitgeist de bandas novas viajantes e “em paz”, tranquilas em sua quase-melancolia, o Boogarins é banda prima da australiana Tame Impala, por exemplo, outra atração top do Popload Festival.

“Boa noite, gente linda”, “Este clima aqui está bom demais” e “Obrigado por chegar cedo para ver a gente” foram os tipos de frases proferidas pelo guitarrista e vocalista Dinho Almeida.

O show marcou a estreia no Brasil do novo baterista da banda, Ynaiã Benthroldo, ex-Macaco Bong.

A gente tem foto e vídeo que mostram um pouco esse bucolismo gostoso do Boogarins. Imagens de Fabrício Vianna.

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Show do ano? Queens of the Stone Age em São Paulo

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* Óbvio que não é surpresa para ninguém. Mas foi uma avalanche sonora o concerto que o grupo californiano Queens of the Stone Age fez ontem no Espaço das Américas, em São Paulo. Sem telão nenhum, no fim, porque a banda resolveu não permitir, o que prejudicou um pouco a visão de quem estava do meio da casa para trás, na “pista comum”. O palco do Espaço das Américas é meio baixo, né?

O QOTSA, sempre foi e parece que sempre será, uma dessas “bandas de macho”, como costumamos dizer por aqui, que transbordam um vigor rock’n’roll (alivia o termo brega e entenda) mesmo tocando músicas calmas wit-chu e tals. Porque é tudo pesado e energético, da voz marcante ao baixo estourado na medida, ao encontro de guitarras, a bateria cavalar, as músicas, os nomes das músicas, os hits antigos, os novos, a postura no palco. Show assim de uma banda assim não tem erro.

Foi a quarta e melhor apresentação da banda de Josh Homme no Brasil, muito porque foi o primeiro show solo, em lugar fechado, do grupo do deserto. A banda por aqui já foi atacada por metaleiros no Rock in Rio, se apresentou em fazenda em Itu, deu show em pista de cavalos. Mas ontem, “sozinha”, com sua galera, a banda mostrou grunge, stoner rock, pop de rádio, quase metal, quase punk, rock de pianinho e viagens gerais comandadas por Josh Homme da primeira à última música. De “You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire” a “A Song for the Dead”.

Mas, mais do que chover no molhado com uma banda do tamanho do Queens of the Stone Age e seu status hoje no rock, melhor mostrar fotos de Fabrício Vianna, fotógrafo poploader, e vídeos da galera. Eles dão uma dimensão mais bem apurada do que foi a quarta passagem do Queens of the Stone Age pelo Brasil. E amanhã, sabadão, a conversa é com a gauchada.

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** O setlist do show de SP

You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
No One Knows
My God Is the Sun
Smooth Sailing
Monsters in the Parasol
I’m Designer
I Sat by the Ocean
…Like Clockwork
Feel Good Hit of the Summer
(with “Never Let Me Down Again”… more)
The Lost Art of Keeping a Secret
If I Had a Tail
Little Sister
Fairweather Friends
Make It Wit Chu
I Appear Missing
Sick, Sick, Sick
Mexicola
Go With the Flow
Encore:
The Vampyre of Time and Memory
Do It Again
A Song for the Dead

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Noel Gallagher: o show, as fotos, a cornetada no som de SP e o brasileiro grávido dele

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* Mr. Noel Gallagher tocou “Supersonic” acústico, música do Oasis que ele tinha “pulado” no Coachella. You can have it all but how much do you want it? Tocou também uma outra inédita na turnê, somente para os brasileiros. Disse não, “Fucking No”, quando a galera pediu para ele cantar “Masterplan”. “Querem ouvir a ‘Masterplan’. Pega o disco ‘Stop the Clocks’, ela está lá. Podem ouvir”. Riu e perguntou se era menino ou menina a um garoto que erguia a placa, em inglês, “Noel, eu estou grávido de você” na frente dele, na plateia.
Bom show, boa vibe no Espaço das Américas, ontem em São Paulo.

Noel também gostou da noite. Disse em seu blog que o show foi “fucking mega”. “Que espetáculo, grande atmosfera.”

Aaaaaacho que ele deu uma cornetada no som do Espaço das Américas. Se ninguém nos ouve, pelo menos tinham que ouvir o Noel. O som começou ok, ficou horrível em boa parte e depois voltar a ficar bom no fim. O Noel disse no blog: “Atmosfera até demais, na verdade”, ele continuou descrevendo o que achou de ontem em SP. “Não estou certo se alguém realmente estava ouvindo o show… Com certeza estavam sentido o show, pelo menos. Eu mal ouvia o que eu mesmo cantava.”

Ainda em seu blog, Noel comentou algumas das faixas e cartazes que estavam estendidos para ele, no público. Sobre o da gravidez (“??????? And it was held up by a boy!!”), ele disse que lembrou de uma vez, no café da manhã, quando a mulher veio com um cartaz dizendo a mesma coisa.

Confira fotos do show do Noel Gallagher e do público ontem no Espaço das Américas, em São Paulo. Todas as imagens são de Fabricio Vianna, fotógrafo oficial da Popload.

* Logo mais é a vez do Rio de Janeiro ver a passagem solo do ex-líder do Oasis no Brasil. Depois fim.

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