Em Ezra Koenig:

Ezra Koenig bota o piano para funcionar em apresentação com canções do Vampire Weekend no Fallon

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Em tempos de quarentena, os apresentadores dos talk shows americanos estão se virando do jeito que dá e realizando seus programas de forma remota. É o caso do Jimmy Fallon.

Na noite de ontem, ele “recebeu” em sua conexão na internet o músico Ezra Koenig, líder do adorado Vampire Weekend. Ao piano, ele fez um medley de canções do disco mais recente do grupo, “Father of the Bride”, lançado ano passado.

Estiveram na performance de Ezra as faixas “Flower Moon”, “Stranger” e “Big Blue”, todas disponíveis abaixo.

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SDDS 2008! Vampire Weekend toca disco de estreia na íntegra e dá pistas do novo álbum em show na Califórnia

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Foto de C Brandon

Estava demorando, Ezra! Há um ano “enrolando” seus fãs com notícias (em conta gotas) sobre o esperado quarto disco do Vampire Weekend, Ezra Koenig finalmente se reuniu com seus colegas de banda no último fim de semana para um show na Califórnia. Foi a primeira apresentação do agora trio nova-iorquino nos últimos quatro anos.

Com a ajuda de outros dois músicos no palco, Greta Morgan (Springtime Carnivore) e Brian Roberts, Koenig, Chris Baio e Chris Tomson simplesmente tocaram, na íntegra, seu álbum homônimo de estreia.

Teve um trecho de uma música nova também, inicialmente chamada de “Flower Moon” e, ao que tudo indica, com participação de Steve Lacy (The Internet). O próprio Koenig pausou a música para destacar as frases que seriam cantadas por Lacy… A banda também tocou algumas colaborações recentes de Ezra com outros artistas, como “NEW DORP. NEW YORK.”, faixa lançada com SBTRKT, e “Down 4 So Long”, com o rapper iLoveMakonnen que fez uma participação especial no evento.

Temos registros! São vídeos de fãs e tal, mas servem para matar a saudade. Lembrando que, em março do ano passado, Ezra fez um post no Instagram dizendo que o novo disco poderia se chamar Mitsubishi Macchiato. Depois disso, disse estar com 80% das músicas já gravadas. Em janeiro, a conta oficial do grupo foi atualizada (estava moscando lá desde 2013) e as datas de algumas apresentações ao vivo foram reveladas. Estamos em junho e, segundo um comentário dele para um fã na própria rede, o disco está “94,5%” pronto. O último álbum de inéditas do Vampire Weekend foi “Modern Vampires of the City”, de 2013.

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Vampire Weekend ensaia retorno e marca primeiro show em quatro anos. Um novo álbum deve vir no pacote

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Assim como o Arctic Monkeys, outra banda adorada pela turma do indie vai retomar seus trabalhos em 2018. O grupo em questão é o Vampire Weekend, que anunciou seu primeiro show em quatro anos.

A apresentação acontecerá no festival britânico End of the Road, marcado para o fim de semana de 31 de agosto a 3 de setembro. A confirmação do Vampire Weekend no evento dá gás ao papo sobre um novo álbum do grupo, que seria o primeiro em cinco anos.

Ano passado, o vocalista Ezra Koenig disse em entrevista que um novo disco estava “80% pronto”. Na ocasião, Ezra também contou que o fato de ter colaborado com outros artistas nos últimos anos, como Kanye West, abriu em sua cabeça um leque de possibilidades para convidar outros artistas neste novo trabalho de sua banda. Mas que, no fim das contas, preferiu ficar em sua zona de conforto e se cercou com as pessoas de sempre.

O último álbum do Vampire Weekend é “Modern Vampires of the City” e foi lançado em 2013.

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Killers, Conor Oberst, Ezra Koenig… Aumenta a fila de homenagens ao já saudoso Tom Petty

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Foto: CMGA360

Foto: CMGA360

Passada uma semana da atribulada morte de Tom Petty, músicos e bandas continuam prestando suas homenagens ao talentoso músico norte-americano, um dos mais reconhecidos de sua época, que nos deixou aos 66 anos, vítima de um ataque cardíaco.

O Killers, por exemplo, que vem ao Brasil no Lollapalooza do ano que vem, tocou duas canções de Tom Petty no show de ontem, em Austin, dentro do Austin City Limits Festival. A banda de Brandon Flowers mostrou para o público as faixas “American Girl” e “The Waiting”.

Já o Ezra Koenig, do Vampire Weekend, dedicou o mais recente episódio de seu programa de rádio na Beats 1, Time Crisis, a Tom Petty. Durante o programa, Ezra discutiu com Jake Longstreth a carreira de Petty e ainda fez uma cover de “Free Fallin'”, sua canção favorita, que pode ser ouvida aqui.

Quem também rendeu homenagem ao lendário artista foi o cultuado Conor Oberst, que em um show na sexta-feira, no festival Hardly Strictly Bluegrass, cantou a bela “Walls” com o Felice Brothers, mesma canção que eles fizeram cover junto ao Bright Eyes há mais de dez anos.

As releituras do Killers e do Conor podem ser vistas abaixo.



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Lemonindie: o refresco de Beyoncé com Vampire Weekend, YYYs, Father John Misty, Diplo, Animal Collective e até Jack White. Hã?

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* Está pensando que é refresco? Se não está fácil para a Beyoncé e para o Jay-Z, imagina para o resto da humanidade.

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Um dos álbuns mais pessoais da carreira de Beyoncé, “Lemonade”, lançado ontem, trata de traição a empoderamento feminino. Passa por raiva, descrença, vingança, perdão. É tanta mensagem em um trabalho só (e ainda pouco acessível, longe do streaming, só no iTunes. A não ser que você exista no mundo do Tidal) que precisaríamos de 23 posts só para analisar as referências. E mais uns 12 para comentar a longa e estrelada lista de artistas creditados.

Mas se tratando de Beyoncé, a DR explícita e bombástica vem em forma de álbum-visual-conceito. “Lemonade”, o projeto e também seu sexto disco, foi lançado com um aguardado vídeo no canal HBO, na mesma noite de estreia da sexta temporada de Game of Thrones. Sinta a auto-confiança de quem não precisa se preocupar com dragões e Lannisters (dizem que o último episódio de Girls, que também vai ao ar aos domingos na HBO, teve que ser antecipado para a semana passada por causa de Lemonade). Até aí, nada de muito incomum para alguém do porte dela.

Das anedotas/mistérios que surgiram entre ontem e hoje (!), talvez a que mais nos interesse seja a que estranhamente envolve Karen O, Father John Misty, Ezra Koenig, do Vampire Weekend, e Diplo, creditados na música “Hold Up”, ao lado de Soulja Boy e outros.

O susto foi tão grande (e as suposições tantas, POIS: Twitter) que Koenig precisou explicar nas redes sociais de onde teria surgido a tal “parceria”. Vamos resumir aqui, mas a sequência de tweets original segue logo abaixo. Em 2011, Koenig fez um singelo tweet trocando um trecho da letra de “Maps” (2003), do YYYs, que dizia “Wait, they don’t love you like I love you”, por “Hold up, they don’t love you like I love you”. Pois bem. Um dia, em 2014, produzindo em um estúdio na companhia do Diplo (!!), ele mostrou o trecho e incluiu uma outra sequência de frases com o mesmo tema do Maps. Diplo achou que a música tinha tudo a ver com Beyoncé (!!!) e daí, corta para 2016, a música está lá e o Ezra também, porque segundo ele, “músicas viram tweets e tweets viram músicas”, simples assim.

E então, temos Father John Misty, que quando acordou e se deparou com a repercussão da coisa, foi mais irônico e deu uma versão fake para a sua contribuição no projeto e outra real (mas não menos surreal) . A real, veja, inclui uma Beyoncé dançando na lateral do palco durante um show dele no Coachella, no ano passado. Foi nesse mesmo dia que o cantor descobriu que estaria no álbum LEMONADE. Sim, um ano atrás!

Em nota, ele explica que um ano e meio antes uma amiga mostrou suas músicas para a cantora, que estava procurando colaboradores. Ela curtiu e Father John Misty recebeu um trecho, ainda demo, de “Hold Up”, a mesma que estava sendo “trabalhada” por Ezra & Diplo. Empolgado, fez uma melodia, escreveu um refrão e até cantou em cima. Demo enviada e ele nunca mais ouviu falar nisso até saber pela própria cantora que sua contribuição havia sido muito bem recebida. E que ficou assim finalizada.

Já o Animal Collective entra no grupo de pessoas que foram listadas porque algumas de suas ideias ou frases (ou tuítes) aparecem em Lemonade, cujas canções são uma salada mista livremente inspirada em centenas de outros trabalhos. Levando-se em consideração o tempo que o disco levou para ficar pronto, o time de advogados de Beyoncé soube direitinho o que fazer para evitar qualquer tipo de processo nesse sentido.

A explicação dada pelo Animal Collective aqui é que “6 Inch”, que tem participação de Weeknd, possui elementos de “My Girls”. Beyoncé diz na letra “She too smart to crave material things” e na letra original da banda está como “I don’t mean to seem like I care about material things”. Já Jack White aparece nos créditos de “Don’t Hurt Yourself”, que contém samples de “When the Levee Breaks”, do Led Zeppelin. E o disco reserva ainda participações de James Blake (“Forward”) e Kendrick Lamar, na belíssima “Freedom”.

A pergunta é inevitável: o lado indie da Beyoncé desabrochou?

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