Em fabricio nobre:

Popload Live Especial: A verdadeira história do indie nacional. Convidado: Fabrício Nobre. Onde: @poploadmusic, 17h

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* Senta que lá vem história. E muitas. Em papo muito sério. Talvez nem tanto. Mas é. Pode não ser. Mas quem viveu viveu e é.

Meu convidado na Popload Live hoje, 17h, na conta da @poploadmusic é mister Fabrício Nobre, figura importantíssima e já lendária dessa coisa que a gente chama de CENA. Da pessoa menor de idade que levou banda gringa para tocar em Goiânia com dinheiro emprestado da mãe até ser o onipresente dos festivais brasileiros, palestrante em feiras internacionais sobre música independente nacional e co-responsável não só por bandas brasileiras irem tocar fora ou bandas gringas tocarem dentro, Nobre é uma fonte inesgotável de sabedoria indie.

A idéia desta live muito tem do tempo em que eu conheço Fabrício Nobre (contaremos ao vivo) até trabalharmos juntos hoje, sempre em busca do mesmo ideal (parece texto de jogador de futebol, releva).

Tem também a ver com o quanto achei maravilhoso o documentário do Coachella, sobre a construção do festival em cima de uma cena que era terra arrasada e foi se fortalecendo com um municiando o outro, festival e cena. Fabrício é fundador do Bananada, que guardadas as devidas dimensões mereceria um documentário importante sobre cena brasileira no mesmo tom que o festival do deserto californiano.

Enfim. Seria uma conversa para 10 horas, mas vamos tentar resumir hoje, às 17h, em uns 40 minutos, na live do @poploadmusic. Bora lá?

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui papo e música com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins e a Duda Brack. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, na semana passada, com a digníssima pop Pabllo Vittar participando animada.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia. No dia.

Então, hoje, às 17h, no Stories do @poploadmusic, Fabrício Nobre conta a história definitiva da cena independente brasileira. Daqui a pouquinho, hein?

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CENA – A inquieta Goiânia recebe o Rock, um centro cultural indie

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* Terra de destaque na cena alternativa brasileira por suas bandas, festivais, lugares e pessoas atuantes em todas as camadas da música alternativa nacional, Goiânia vê nesta noite a inauguração do Rock, um centro cultural com vocação de galeria de arte, clube, pub, escritório, experimentos culinários e minishows esporádicos. Tudo com espírito indie. Espaço multiuso e plural, comandado por Fabrício Nobre, capo da cena goiana, um dos três sócios do novo empreendimento alternativo da cidade infectada por música sertaneja mas que já produz um forte escape para o metal, o eletrônico e o indie.

Porque, você sabe, o indie nacional anda empreendedor, nesta sua atual fase.

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A fachada do Rock em si é uma obra de arte, de autoria da dupla Bicicleta Sem Freio, artistas inovadores de arte urbana e street, mundialmente reconhecidos e que já foram contratados para fazer arte no Coachella, na Califórnia

A produtora A Construtora vai fazer do lugar sua sede, segundo Nobre declarou ao site goiano “Curta Mais”. “A Blackbook, exposição do festival Bananada, vai funcionar como galeria fixa no local. Toda semana haverá jam session e uma exposição de arte permanente curada pelo versátil artista plástico Mateus Dutra”, explica o produtor e roqueiro.

DJs-DJs e DJs da cena de bandas goianas, drinks e comidas de chefs convidados e amigos metidos a cozinheiros fazem parte das atrações do Rock. O espaço comporta 300 pessoas. Para a festa de inauguração, um ingresso de R$ 5 será cobrado. O Rock terá a princípio um horário de funcionamento das 18h à meia-noite.

A semana de inauguração do Rock, a partir de hoje, está assim divulgada.

hoje
Inauguração com Trio Cerrado
DJ Sets: DJ Mario Pires + Kurtz + Matias + Beatriz Perini
Pop-up Foods: Pitanga + Tio Bákinas
R$ 5

amanhã
RISCA FACA: Batalha de mixtapes e playlists. Traga a sua!
Pop-up Food: Le Batô
R$ 5

quinta, 13
YARD & VINTEHERTZ! Sessions
DJ Sets: Kurtz + Chaul
Pop-up Food: La Frida
R$ 5

sexta, 14
Aniversário CASA DE MÚSICA
DJs: Daniel de Mello, Mário R. Pires e Alan Honorato
+ Mcs convidados (Gasper / Calango / Pervin)
+ Intervenção Studio Dançarte
Pop-up Food: Emiliana Azambuja
R$ 20

sábado (15/10)
ROCK SEMPRE com a banda Hellbenders
DJs: Victor Rocha e Maurício Motta
Pop-up Food: Emiliana Azambuja
R$ 20

Galeria BLACKBOOK
Produção Artística: Studio Rolê.
Ação Site Specif até 26/10 com 4 obras inéditas de Fabiola Morais, Mateus Dutra, Rodrigo Flávio e Santhiago Selon.

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Indie brasileiro invade o Primavera Festival para tocar e falar

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* Popload em Barcelona.

* O texto abaixo foi publicado hoje na capa da Ilustrada, caderno cultural da Folha de S.Paulo. É replicado aqui, sem cortes e com foto e vídeo.

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A cena independente brasileira está em conexão direta com um dos principais festivais da Europa hoje, o espanhol Primavera Sound, um dos primeiros da temporada de verão do Hemisfério Norte, que a gente se deslocou até aqui em Barcelona para ver de perto.

O evento tem aberto cada vez mais espaço para bandas nacionais tocarem e para produtores trocarem experiências em palestras sobre o estado de coisas da música e de festivais no Brasil em particular e na América do Sul, em geral. Um garagem punk aqui e uma discussão sobre como ser herói no Brasil fazendo festival com o dólar deste tamanho. Um grupo de electro-rock quase pelado acolá e um papo sobre políticas públicas para a música no Brasil.

Os paulistanos Inky, Aldo The Band, O Terno (foto acima), o Quarto Negro e Nuven, projeto eletrônico de Gustavo Teixeira, mais o curitibano Water Rats, e o potiguar Mahmed, se apresentaram tanto no palco Nightpro, um local para ver e ouvir novíssimas tendências dentro do Primavera Festival, quanto nos shows de dia no suntuoso CCCB, o centro de cultura contemporânea de Barcelona.
Todas as bandas foram trazidas a Barcelona por instituições brasileiras que desenvolveram um rico intercâmbio com o Primavera, como os festivais Bananada (de Goiânia) e Do Sol (de Natal) e o selo de discos e produção de shows Balaclava, de São Paulo.

As performances do Inky, assim como a do Aldo The Band, atraíram um bom público no Primavera Sound, conquistado mais pela curiosidade e pelo desempenho inicial das bandas do que por saberem quem exatamente estava no palco naquela hora. No Aldo, que começou com poucas pessoas na plateia, acabou com muita gente formando uma verdadeira pista de dança em frente à banda, inclusive. Bandas de estilos bem diferentes como O Terno (rock sessentista, uma jovem guarda mais atualizada e pesada) no CCCB ou o paranaense Water Rats (garagem punk) tocando no último dia às 4h da manhã atraíram público considerável para vê-los.

O intercâmbio com um festival tão importante hoje para a música independente mundial (as atrações principais foram Radiohead, Brian Wilson, LCD Soundsystem) rendem várias aberturas para culturas indies “distantes” do eixo Europa-EUA, como a brasileira. O Aldo The Band, por exemplo, para aproveitar a vinda à Espanha, cavaram um show em Portugal e outro num festival de Liverpool, Inglaterra, a terra dos Beatles.

“A gente faz shows com o Primavera desde 2010 e começamos trazendo duas bandas do Brasil”, afirma Fabrício Nobre, produtor do festival goiano Bananada e um dos elos da ligação com o festival espanhol. “Hoje estamos ao todo trazendo sete. O interesse está naturalmente crescendo. O bacana é que fazemos uma pré-curadoria com umas 20 bandas para indicar aos espanhóis. Eles é que ouvem e decidem quem vem, quantos vêm. Quem sabe em 2017 venham mais.”

Na foto acima, o grupo paulistano Terno se apresentando no CCCB, em Barcelona. Na home da Popload, a banda Inky em performance no mesmo local.

Abaixo, o vídeo do Quarto Negro tocando no palco NightPro, dentro do Primavera Festival 2016.

** A Popload voa pela Europa a convite da KLM e Air France.

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