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Top 50 da CENA – Coruja BC1 e Thiago França apontam ao futuro incerto. Eliminadorzinho resgata o passado certeiro. E assim vamos

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* Que futuro você quer? É curioso que no nosso pódio os dois primeiros lugares discutam cada um a seu modo o mesmo assunto. O rapper Coruja comenta a tragédia de um futuro imaginado por hipócritas, coisa que virou realidade no Brasil. Thiago França, também de seu jeito, sem palavras, imagina um futuro já sonhado retornando. Interessante a conexão. E o futuro pode e está nas mãos de artistas novos, como Eliminadorzinho, Tainá e Pluma, que completam o time de novidades da semana.

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1 – Coruja BC1 – “Brasil Futurista” (Estreia)
Uma das coisas mais interessantes do novo álbum do Coruja BC1 é que ele investiu em formatos diferentes para suas canções. Em muitas músicas, fica o destaque para estrofes mais curtas, com pique de refrão, e um forte investimento em refrões, pré-refrões, que deixam o álbum na mente de cara. Tudo isso sem enfraquecer a ideia, lógico. Não é porque tem menos texto que tem menos texto, sacou? E isso rola na potente “Brasil Futurista”. “O seu Brasil futurista/ Vive na idade média/ Fazendo média com comédia.”

2 – Thiago França – “O Futuro um Dia Volta” (Estreia)
E, por falar em futuro, em seu disco solo de experimentações na pandemia, gravado em casa, Thiago França coleta ideias e nessa bela instrumental anuncia que o futuro perdido por conta desse outro “Brasil Futurista” um dia volta. A gente acredita nessa ideia, Thiago.

3 – Eliminadorzinho – “Verde” (Estreia)
Trio de rock alternativo paulista com fortes influências de Sonic Youth, que o proprio nome da banda já entrega, mais Dinosaur Jr e um monte de outras referências, o grupo chega firme em seu primeiro álbum, “Rock Jr.”, após muitos EPs. O clima lo-fi do começo ainda está lá, mas o corpo da experiência sonora é mais carregado e chega a flertar até com um rock mais radiofônico. Se as rádios brasileiras que ainda tocam rock não vacilarem, é umas. Energia bruta.

4 – Tainá – “Brilho” (Estreia)
A gente tem um tempo que elogia a boa e criativa cena alternativa carioca, que lembra muito a cena alternativa paulistana dos anos 80. Tainá faz parte dessa turma e entrega um belo álbum em “Brilho”. Dançante na medida que é reflexivo. E a voz de Tainá revela um lugar onde a gente quer ficar por um tempo.

5 – Pluma – “Revisitar” (Estreia)
A esperta banda paulista Pluma soltou um bom EP com alguns singles que já circulavam por aí, fora umas inéditas. Entre elas, “Revisitar”, que conta com participação do superguitarrista Pedro Martins, que já colou em álbuns de muitos artistas gringos conhecidos, entre eles o superbaixista Thundercat. Esse diálogo entre erudito e pop que existe no trabalho dos dois artistas casou bem aqui.

6 – Céu – “Bim Bom” (1)
Em seu disco de interprete, “Um Gosto de Sol”, Céu apresenta sua visão para uma ampla gama de composições que marcaram sua vida. Canções que você conheceu através de Fiona Apple, Rita Lee, Revelação, Nina Simone. Se destaca a aventura por uma das raras composições de João Gilberto, a balançada (e até pouco lembrada, já que ganhou poucos covers) “Bim Bom”.

7 – FBC – “Se Tá Solteira” (2)
Voltamos a dar destaque para a sacada genial da dupla FBC e VHOOR em usar a estética visual e sonora do funk consciente de nomes como MC Dodô para criar uma nova gama de hits. Ao recuperar que funk e rap têm um parentesco que às vezes fica de lado em muitos papos, FBC talvez tenha não só feito um belo trabalho de resgate cultural como também acertado potenciais grandes hits – “Se Tá Solteira” tem cara de que vai explodir no TikTok, se é que já não explodiu.

8 – Fresno – “Casa Assombrada” (4)
“Vou Ter Que Me Virar” parece ser a segunda parte de uma trilogia que a Fresno começou em 2019 com “sua alegria foi cancelada”. Palavra do próprio Lucas, vocalista da banda. Se a primeira parte parecia adivinha o que vinha pela frente no Brasil arrasado por um governo terrível, a segunda parte se balança entre momentos de esperança e outros nem tanto assim, como é o dia comum de um brasileiro. Na nova coleção de boas músicas, o primeiro destaque é esse olhar para dentro que Lucas lança a partir de suas experiências na terapia. É quase uma música que revê muitas outras músicas da Fresno (“Desculpa por eu sempre ser assim/Uh, terceirizando a minha dor/Confundindo carência com amor”). Não é todo artista que tem a manha de se criticar tão abertamente na própria obra.

9 – Duda Brack – “Oura Lata” (5)
De Porto Alegre, Duda arrebenta em seu segundo álbum. Entre tantos bons momentos, vale a redescoberta que ela lança aqui ao sacar uma bela música de Alzira E e Itamar Assumpção em arranjo meio “Rubber Soul”. Coisa linda.

10 – Wry – “Where I Stand” (6)
Se tem uma banda que não falha na entrega, essa é o Wry. Na retomada dos sorocabanos, que já tinha rendido um álbum ano passado, eles voltam em 2021 com toda a força em um álbum de inéditas de configuração um pouco não usual. Ainda que tenha sido gravadas agorinha, todas as canções são composições que ficaram pelo caminho na trajetória da banda – aquelas que ficavam no quase a cada álbum e EP.

11 – Manu Gavassi – “Gracinha (part. Tim Bernardes e Amaro Freitas)” (7)
12 – Luiza Brina, Sara Não Tem Nome e Julia Branco – “Exausta” (8)
13 – Vuto – “22 a Queima Roupa” (9)
14 – Primitivo – “Pretos de Classe como Marighella (part. THC das Ruas e Camarada Janderson)” (10)
15 – Gab Ferreira – “Karma” (11)
16 – Serapicos – “Caminhei, Caminhei, Caminhei” (12)
17 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (13)
18 – Taxidermia – “Taxidermia Punk” (14)
19 – brvnks – “as coisas mudam” (16)
20 – João Donato e Jards Macalé – “Côco Táxi” (17)
21 – Rabo de Galo, DJ Ubunto e Luedji Luna – “Me Abraça e Me Beija” (18)
22 – Stefanie e Gigante no Mic – “Coroa de Flores” (19)
23 – Vandal – “BALAH IH FOGOH” (20)
24 – Johnny Hooker – “Amante de Aluguel” (21)
25 – Don L – “Na Batida da Procura Perfeita” (22)
26 – Alice Caymmi – “Serpente” (23)
27 – Juçara Marçal – “Ladra” (24)
28 – Criolo – “Cleane” (25)
29 – Caetano Veloso – “Não Vou Deixar” (26)
30 – Marina Sena – “Pelejei” (27)
31 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (28)
32 – Liniker – “Mel” (29)
33 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (30)
34 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (31)
35 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (32)
36 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (34)
37 – GIO – “Sangue Negro” (35)
38 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (36)
39 – Rodrigo Amarante – “Maré” (37)
40 – Amaro Freitas – “Sankofa” (38)
41 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (39)
42 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (40)
43 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (41)
44 – Jadsa – “Mergulho” (42)
45 – FEBEM – “Crime” (43)
46 – Boogarins – “Supernova” (44)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper cantor Coruja BC1.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – Céu chega ao céu. FBC emplaca outra. Papo reto de Coruja BC1 vai ao pódio

1 - cenatopo19

* A cada semana a gente tenta surpreender. Uma coisa que fica fácil tendo a CENA brasileira como material de trabalho. Então, é assim: um Top 50 que tem em primeiro lugar uma composição de um dos maiores: João Gilberto. Sim, João chega ao topo do nosso ranking indie pela voz de Céu, que teve a manha de selecionar uma rara composição do baiano para ser relida em seu primeiro álbum exclusivamente de interprete. Na lista, ainda cabe pós-punk indie, pop de uma ex-BBB e um trampo que resgata a sonoridade do funk consciente das antigas. Olha a versatilidade da música brasileira atual!

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1 – Céu – “Bim Bom” (Estreia)
Em seu disco de interprete, “Um Gosto de Sol”, Céu apresenta sua visão para uma ampla gama de composições que marcaram sua vida. Canções que você conheceu através de Fiona Apple, Rita Lee, Revelação, Nina Simone. Se destaca a aventura por uma das raras composições de João Gilberto, a balançada (e até pouco lembrada, já que ganhou poucos covers) “Bim Bom”.

2 – FBC – “Se Tá Solteira” (Estreia)
Voltamos a dar um superdestaque para a sacada genial da dupla FBC e VHOOR em usar a estética visual e sonora do funk consciente de nomes como MC Dodô para criar uma nova gama de hits. Ao recuperar que funk e rap têm um parentesco que às vezes fica de lado em muitos papos, FBC talvez tenha não só feito um belo trabalho de resgate cultural como também acertado potenciais grandes hits – “Se Tá Solteira” tem cara de que vai explodir no Tik Tok, se é que já não explodiu.

3 – Coruja BC1 – “Aconteceu (part. Larissa Luz)” (Estreia)
“E a quem diz fechar com gueto nos publi do Instagram/ E nos bastidores negocia com membros da Ku Klux Klan.” Esse é só um dos muitos bons versos de “Aconteceu”. No bom “Brasil Futurista”, novo álbum do rapper Coruja, aqui é a hora em que ele, bem acompanhado por Larissa Luz, mira na turma que se engaja na luta antirracista das maneiras mais tortas possíveis atrasando a luta. “No mundo virtual todo mundo é desconstruído”, ele avisa. Um papo necessário em tempos onde muitas ações parecem mais questão de relações-públicas do que mudanças efetivas de problemas sérios.

4 – Fresno – “Casa Assombrada” (1)
“Vou Ter Que Me Virar” parece ser a segunda parte de uma trilogia que a Fresno começou em 2019 com “sua alegria foi cancelada”. Palavra do próprio Lucas, vocalista da banda. Se a primeira parte parecia adivinha o que vinha pela frente no Brasil arrasado por um governo terrível, a segunda parte se balança entre momentos de esperança e outros nem tanto assim, como é o dia comum de um brasileiro. Na nova coleção de boas músicas, o primeiro destaque é esse olhar para dentro que Lucas lança a partir de suas experiências na terapia. É quase uma música que revê muitas outras músicas da Fresno (“Desculpa por eu sempre ser assim/Uh, terceirizando a minha dor/Confundindo carência com amor”). Não é todo artista que tem a manha de se criticar tão abertamente na própria obra.

5 – Duda Brack – “Oura Lata” (2)
De Porto Alegre, Duda arrebenta em seu segundo álbum. Entre tantos bons momentos, vale a redescoberta que ela lança aqui ao sacar uma bela música de Alzira E e Itamar Assumpção em arranjo meio “Rubber Soul”. Coisa linda.

6 – Wry – “Where I Stand” (Estreia)
Se tem uma banda que não falha na entrega, essa é o Wry. Na retomada dos sorocabanos, que já tinha rendido um álbum ano passado, eles voltam em 2021 com toda a força em um álbum de inéditas de configuração um pouco não usual. Ainda que tenha sido gravadas agorinha, todas as canções são composições que ficaram pelo caminho na trajetória da banda – aquelas que ficavam no quase a cada álbum e EP.

7 – Manu Gavassi – “Gracinha (part. Tim Bernardes e Amaro Freitas)” (Estreia)
Em seu novo álbum, Manu Gavassi reúne Amaro Freitas, um dos maiores pianistas brasileiros e dono de um dos discos do ano, e Tim Bernardes, dO Terno, para uma música sua. Resultado: pop em alto nível. Se você costuma torcer o nariz ao se aventurar por álbuns mais pops, considere dar uma escutada aqui e reavaliar as coisas.

8 – Luiza Brina, Sara Não Tem Nome e Julia Branco – “Exausta” (Estreia)
E-mails que não ganham resposta, insônia após um dia de trabalho exaustivo, FOMO e outras questões modernas. A sociedade do cansaço ganhou um hino nessa parceira das três compositoras. Nas palavras da Sara, “um pop cansado com pé no pagodão baiano”.

9 – Vuto – “22 a Queima Roupa” (3)
Vuto é um rapper de Salvador que a gente acabou de descobrir e já está de cara. Habilidoso na escrita, na batida e no flow. Tudo é bem original e marcante. Fiquem espertos com o som dele.

10 – Primitivo – “Pretos de Classe como Marighella (part. THC das Ruas e Camarada Janderson)” (4)
Repara, as menções a Marighella no rap nacional explodem a partir do momento em que Mano Brown resolve dar sua versão da história do baiano. Da citações posteriores a do Brown é difícil encontra outra que honre tanto seu legado quanto a menção dessa turma, que realmente propõe uma revolução brasileira na letra. Música só no Youtube, por enquanto.

11 – Gab Ferreira – “Karma” (5)
12 – Serapicos – “Caminhei, Caminhei, Caminhei” (6)
13 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (9)
14 – Taxidermia – “Taxidermia Punk” (10)
15 – Jennifer Souza – “Amanhecer” (11)
16 – brvnks – “as coisas mudam” (12)
17 – João Donato e Jards Macalé – “Côco Táxi” (13)
18 – Rabo de Galo, DJ Ubunto e Luedji Luna – “Me Abraça e Me Beija” (15)
19 – Stefanie e Gigante no Mic – “Coroa de Flores” (16)
20 – Vandal – “BALAH IH FOGOH” (17)
21 – Johnny Hooker – “Amante de Alguel” (18)
22 – Don L – “Na Batida da Procura Perfeita” (19)
23 – Alice Caymmi – “Serpente” (21)
24 – Juçara Marçal – “Ladra” (22)
25 – Criolo – “Cleane” (23)
26 – Caetano Veloso – “Não Vou Deixar” (26)
27 – Marina Sena – “Pelejei” (27)
28 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (28)
29 – Liniker – “Mel” (29)
30 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (30)
31 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (31)
32 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (32)
33 – Majur – Ogunté (33)
34 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (34)
35 – GIO – “Sangue Negro” (35)
36 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (36)
37 – Rodrigo Amarante – “Maré” (37)
38 – Amaro Freitas – “Sankofa” (38)
39 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (39)
40 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (40)
41 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (41)
42 – Jadsa – “Mergulho” (42)
43 – FEBEM – “Crime” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (19)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Céu.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – Que disco é esse, Fresno? Que disco é esse, Duda Brack? E aí chega o Vuto e pá!

1 - cenatopo19

* Aqui na nosso querido ranking brazuca a gente teve semanas de olhar para artistas mais velhos. E tem semanas como esta, que está recheada de jovens artistas – Vuto, Primitivo, Gab Ferreira. E, mesmo que Fresno e Duda Beat não sejam exatamente novatos da CENA, brilha em seus trabalhos recentes um frescor e pique de quem está começando. Já se ligaram nas novidades da melhor CENA do mundo? Chega na nossa playlist.

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1 – Fresno – “Casa Assombrada” (Estreia)
“Vou Ter Que Me Virar” parece ser a segunda parte de uma trilogia que a Fresno começou em 2019 com “sua alegria foi cancelada”. Palavra do próprio Lucas, vocalista da banda. Se a primeira parte parecia adivinha o que vinha pela frente no Brasil arrasado por um governo terrível, a segunda parte se balança entre momentos de esperança e outros nem tanto assim, como é o dia comum de um brasileiro. Na nova coleção de boas músicas, o primeiro destaque é esse olhar para dentro que Lucas lança a partir de suas experiências na terapia. É quase uma música que revê muitas outras músicas da Fresno (“Desculpa por eu sempre ser assim/Uh, terceirizando a minha dor/Confundindo carência com amor”). Não é todo artista que tem a manha de se criticar tão abertamente na própria obra.

2 – Duda Brack – “Oura Lata” (Estreia)
De Porto Alegre, Duda arrebenta em seu segundo álbum. Entre tantos bons momentos, vale a redescoberta que ela lança aqui ao sacar uma bela música de Alzira E e Itamar Assumpção em arranjo meio “Rubber Soul”. Coisa linda.

3 – Vuto – “22 a Queima Roupa” (Estreia)
Vuto é um rapper de Salvador que a gente acabou de descobrir e já está de cara. Habilidoso na escrita, na batida e no flow. Tudo é bem original e marcante. Fiquem espertos com o som dele.

4 – Primitivo part. THC das Ruas e Camarada Janderson – “Pretos de Classe como Marighella” (Estreia)
Repara, as menções a Marighella no rap nacional explodem a partir do momento em que Mano Brown resolve dar sua versão da história do baiano. Da citações posteriores a do Brown é difícil encontra outra que honre tanto seu legado quanto a menção dessa turma, que realmente propõe uma revolução brasileira na letra. Música só no Youtube.

5 – Gab Ferreira – “Karma” (Estreia)
A vibe é quase Top 10 Gringo, mas Gab é de Santa Catarina (ou atualmente quase paulistana). “Karma” é o primeiro single de sua nova mixtape, três anos após sua estreia em “Lemon Squeeze”. Agora parte da Balaclava, um dos selos mais responsas do país, é ver o que ela vai aprontar no futuro próximo. Pelo pacote inteiro, música e vídeo, promete.

6 – Serapicos – “Caminhei, Caminhei, Caminhei” (Estreia)
É muito especial o olhar bem-humorado que Serapicos traz em suas canções. Você vai se pegar sorrindo em alguns momentos tamanho acerto e verve. Aqui ele apresenta uma visão nada convencional do que seria o céu – um ambiente com péssimas condições de trabalho, uma suposta “liberdade” de imprensa e altos níveis de depressão. E o arremate é outra piada, lógico: “Só imagina como o inferno deve ser”.

7 – FBC e VHOOR – “Delírios (feat. Djair Voz Cristalina)” (1)
A sacada de usar a estética visual e sonora do funk consciente de nomes como MC Dodô, que inspiraram o mineiro FBC na sua adolescência, funciona bem demais por aqui, lembrando que funk e rap tem um parentesco que às vezes fica de lado em muitos papos. É uma mudança na carreira do rapper e tem cara de hit daqueles que furam a bolha do gênero. A gente aposta nisso.

8 – Luiza Brina e Ana Frango Elétrico – “Somos Só” (2)
E Luiza Brina continua convidando colegas para relerem canções de sua estreia solo, “A Toada Vem É pelo Vento”, que completa 10 anos. E que parceria é esta, com a Ana Frango! Pela semelhança das vozes, até parecem que elas não são sós, mas são uma só.

9 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (3)
A grande jornalista e radialista Debora Pill escreveu sobre esse novo single de Alessandra, que antecipa seu próximo álbum, “Acesa”. “É escolha subversiva pelo sim. E pela estratégia do prazer. Sabedoria selvagem da escuridão de dentro em resposta às trevas de fora”. Uau. Fica até difícil escrever algo depois disso, A potência poética de Alessandra está nessa opção por valorizar o corpo pulsante como estratégia de sobrevivência, como ela escreveu em seu Instagram. Aliás, Instagram onde encontramos outra bela frase dela: “Nesse meu corpo/ Sou quem fui e quem serei”

10 – Taxidermia – “Taxidermia Punk” (4)
Projeto de Jadsa e João Milet, o Taxidermia avisou que logo vem o “Outro Volume”, sequência do trabalho lançado pela dupla no ano passado. Nesse próximo disco vai ter uma faixa que chama Taxidermia e que tem uma letra em diálogo direto com este single. Seria a versão punk dela? Se a gente entendeu alguma coisa errada, João e Jadsa, avisem a gente. Em todo caso, gostamos do que ouvimos.

11 – Jennifer Souza – “Amanhecer” (5)
12 – brvnks – “as coisas mudam” (6)
13 – João Donato e Jards Macalé – “Côco Táxi” (7)
14 – Jadsa – “Run, Baby” (8)
15 – Rabo de Galo, DJ Ubunto e Luedji Luna – “Me Abraça e Me Beija” (9)
16 – Stefanie e Gigante no Mic – “Coroa de Flores” (10)
17 – Vandal – “BALAH IH FOGOH” (11)
18 – Johnny Hooker – “Amante de Alguel” (15)
19 – Don L – “Na Batida da Procura Perfeita” (16)
20 – Céu – “Chega Mais” (17)
21 – Alice Caymmi – “Serpente” (18)
22 – Juçara Marçal – “Ladra” (19)
23 – Criolo – “Cleane” (20)
24 – Coruja Bc1 e Salgadinho – “Bolhas” (21)
25 – Sant – “Prantos” (22)
26 – Caetano Veloso – “Não Vou Deixar” (23)
27 – Marina Sena – “Pelejei” (24)
28 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (28)
29 – Liniker – “Mel” (29)
30 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (30)
31 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (31)
32 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (32)
33 – Majur – Ogunté (33)
34 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (34)
35 – GIO – “Sangue Negro” (35)
36 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (36)
37 – Rodrigo Amarante – “Maré” (37)
38 – Amaro Freitas – “Sankofa” (38)
39 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (39)
40 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (40)
41 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (41)
42 – Jadsa – “Mergulho” (42)
43 – FEBEM – “Crime” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (19)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o trio Fresno.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – FBC leva o topo para o rap e para Minas Gerais. Luiza Brina “duela” com Ana Frango Elétrico. Alessandra Leão acende o novo álbum

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* Semana de boa renovação no nosso Top 50. Ou pelo menos do top 10 dentro do Top 50. Minas, Pernambuco, Bahia, Goiás/São Paulo. Vamos passeando pelo Brasil atrás das melhores coisas que a nossa CENA anda fazendo nestes dias. E fica até a pergunta: estamos esquecendo de algum estado neste panorama semanal? Tem alguém ficando de lado? Reclamem nos comentários que vamos corrigir qualquer problema desse tipo. O país é grande e o trabalho em dupla tem suas limitações, ainda que os amigos estejam sempre escrevendo. Vamos garantir a manutenção da melhor playlist para acompanhar a CENA. Bora então para a destes últimos dias

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1 – FBC e VHOOR – “Delírios (feat. Djair Voz Cristalina)” (Estreia)
A sacada de usar a estética visual e sonora do funk consciente de nomes como MC Dodô, que inspiraram o mineiro FBC na sua adolescência, funciona bem demais por aqui, lembrando que funk e rap tem um parentesco que às vezes fica de lado em muitos papos. É uma mudança na carreira do rapper e tem cara de hit daqueles que furam a bolha do gênero. A gente aposta nisso. Tanto que olha onde ele veio parar.

2 – Luiza Brina e Ana Frango Elétrico – “Somos Só” (Estreia)
E Luiza Brina continua convidado colegas para relerem canções de sua estreia solo, “A Toada Vem É Pelo Vento”, que completa 10 anos. E que parceria é esta, com a Ana Frango! Pela semelhança das vozes, até parecem que elas não são sós, mas são uma só.

3 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (Estreia)
A grande jornalista e radialista Debora Pill escreveu sobre esse novo single de Alessandra, que antecipa seu próximo álbum, “Acesa”. “É escolha subversiva pelo sim. E pela estratégia do prazer. Sabedoria selvagem da escuridão de dentro em resposta às trevas de fora”. Uau. Fica até difícil escrever algo depois disso, A potência poética de Alessandra está nessa opção por valorizar o corpo pulsante como estratégia de sobrevivência, como ela escreveu em seu Instagram. Aliás, Instagram onde encontramos outra bela frase dela: “Nesse meu corpo/ Sou quem fui e quem serei”

4 – Taxidermia – “Taxidermia Punk”
Projeto de Jadsa e João Milet, o Taxidermia avisou que logo vem o Outro Volume, sequência do trabalho lançado pela dupla no ano passado. Nesse próximo disco vai ter uma faixa que chama Taxidermia e que tem uma letra em diálogo direto com este single. Seria a versão punk dela? Se a gente entendeu alguma coisa errada, João e Jadsa, avisem a gente. Em todo caso, gostamos do que ouvimos.

5 – Jennifer Souza – “Amanhecer” (Estreia)
“Sorte eu te encontrar” é um verso que se repete na bonita e climática canção da mineira Jennifer Souza, que talvez você conheça da carreira solo ou das bandas Tranmissor ou Moons. Quem ainda não teve a sorte de escutar a delicada voz da Jennifer tem sua chance, enfim. Dos mais belos trabalhos que escutamos neste ano, sem dúvida.

6 – brvnks – “as coisas mudam” (Estreia)
E a brvnks segue apresentando sua nova fase, cheia de mudanças. A mais perceptível é que temos Bruna agora em português nos vocais – ela já tinha escrito um título de música em português, mas a letra não era. As coisas mudam, e como a própria Bruna escreveu no Instagram, “ainda bem”.

7 – João Donato e Jards Macalé – “Côco Táxi” (1)
Nus já na capa. E que capa. Jards e João. João e Jards. Juntos. Pela primeira vez. Em músicas inéditas, essa parceria de homens de diferentes gerações parece que sempre existiu. É uma sensação que bate de cara: “Jards e João? Escutei tudo”, como se já existissem vários álbuns da dupla. Tudo soa natural, belo e pronto por aqui. É a habilidade dos dois mestres. “Côco Táxi”, por exemplo, é um veículo cubano que ambos usaram em diferentes momentos da vida em visitas a Cuba. É a metáfora perfeita para o álbum.

8 – Jadsa – “Run, Baby” (Estreia)
Uma das crítica mais fortes e diretas de “Olho de Vidro” está em “Run, Baby”, onde Jadsa (olha ela de novo aqui no Top 50, hoje!) aborda a apropriação das religiões de matriz africana por brancos que se apegam à cultura sem profundidade e comprometimento. Ainda que crítica, a música é da doçura de um conselho. Resgatamos ela aqui, porque acabou de sair um belo vídeo dela com roteiro de Jadsa em parceria com Rei Lacoste, que já esteve por aqui em um Popload Entrevista. Procure saber. É só riqueza, por todo lado.

9 – Rabo de Galo, DJ Ubunto e Luedji Luna – “Me Abraça e Me Beija” (3)
O duo Rabo de Galo (formado por Peu Araujo e Bruno Komodo) e o DJ Ubunto vai regrar o álbum “Atrás do Pôr do Sol” (1988) de Lazzo Matumbi, artista de Salvador e uma das vozes mais importantes da cidade. O primeiro single deste trabalho traz duas regravações de oito, tem a clássica “Me Abraça e Me Beija”, com participação de Luedji Luna no voz. A ideia de retrabalhar um álbum quase perdido na história da música brasileira, ausente no Spotify, por exemplo, tem essa missão de resolver essa injustiça. Vamos escutar “Atrás do Por do Sol”?

10 – Stefanie e Gigante no Mic – “Coroa de Flores” (4)
Rapper de longa estrada, ainda que com trabalho solo recente, Stefanie chega muito bem ao lado do companheiro em uma homenagem as vítimas da Covid. Ambos tiveram perdas pessoais na pandemia e a música fala disso, mas também fala das perdas de todos. Na segunda metade, quando o beat fica mais pesado, o recado passa a ser aos que ainda estão por aqui e que estão dando bobeira, um alerta sobre.

11 – Vandal – “BALAH IH FOGOH” (5)
12 – Pluma – “Transbordar” (6)
13 – Chapéu de Palha – “Domingo” (7)
14 – Francisco, El Hombre – “Loucura” (8)
15 – Johnny Hooker – “Amante de Alguel” (9)
16 – Don L – “Na Batida da Procura Perfeita” (10)
17 – Céu – “Chega Mais” (11)
18 – Alice Caymmi – “Serpente” (12)
19 – Juçara Marçal – “Ladra” (13)
20 – Criolo – “Cleane” (14)
21 – Coruja Bc1 e Salgadinho – “Bolhas” (15)
22 – Sant – “Prantos” (16)
23 – Caetano Veloso – “Não Vou Deixar” (2)
24 – Marina Sena – “Pelejei” (18)
25 – Felipe S – “Violento Monumento” (19)
26 – Terno Rei e Samuel Rosa – “Resposta” (20)
27 – The Baggios – “Barra Pesada” (22)
28 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (26)
29 – Liniker – “Mel” (27)
30 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (28)
31 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (31)
32 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (32)
33 – Majur – Ogunté (33)
34 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (34)
35 – GIO – “Sangue Negro” (35)
36 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (36)
37 – Rodrigo Amarante – “Maré” (37)
38 – Amaro Freitas – “Sankofa” (38)
39 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (39)
40 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (40)
41 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (41)
42 – Jadsa – “Mergulho” (42)
43 – FEBEM – “Crime” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (19)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper mineiro Fabricio Soares, o FBC.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – Jadsa segue 100%. Ou seria 10%? Hierofante Púrpura vem na cola com sua complexidade simples. E o BaianaSystem belisca o 3º lugar com um frevo

1 - cenatopo19

* Nesta semana tem história no Top 50 da CENA. Só que se a gente contar aqui o que é, logo de cara, vai ser um spoiler tão grande que vai dar uma estragada no andamento, então leia as novidades todas para decifrar esse mistério – um tanto dele está no título, é verdade. Mas vai descendo para entender melhor.

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1 – Jadsa – “Olho de Vidro” (Estreia)
A gente gostou desse hábito de repetir os vencedores de uma semana na outra. E, sejamos honestos, o disco da Jadsa merece mesmo essa celebração. Com essa citação aqui, ela se torna talvez a artista com mais menções no top 50 ao mesmo tempo. São cinco, ou seja, dez por cento da lista é Jadsa. Brinca com esta baiana, brinca.

2 – Hierofante Púrpura – “Tbm Sou Hipster” (Estreia)
O Hierofante Púrpura, digamos adepto de uma certa psicodelia indie rural, não é e nunca foi uma banda simples, embora essa “Tbm Sou Hipster” até pareça enganosamente uma música “normal”. É tipo uma trombada de Beastie Boys com MF Doom aprontando algazarras em cima de um sample em loop de um disco da Tropicália. Brinca com estes paulistas, brinca.

3 – BaianaSystem – “Reza Frevo” (Estreia)
Que bonita jornada o BaianaSystem inventou neste quarto disco. A obra em três atos se encerra com uma versão frevo da música que abriu o rolê lá no primeiro ato, a excelente “Reza Forte”. Aqui com a participação de Thiago França, a banda retoma o tema em uma citação instrumental que deixa o viajante mergulhado em memórias do disco que acabou de escutar.

4 – Giovanna Moraes – “Boogarins’ Are You Crazy?” (2)
Outro disco de camadas, umas claras de primeira ouvida e outras que vêm de encontro a você conforme o tempo de saboreá-lo vai se intensificando, é “III”, lançamento recente da multiartista paulistana Giovanna Moraes. Aqui, uma sagacidade sua foi premiada. Os Boogarins deram a sopa de largar um instrumental em seu álbum de sobras e a Giovanna foi lá e meteu uma letra sua. Agora a música é bem dela.

5 – Jadsa – “Sem Edição” (1)
“Sem Edição” é um som que mostra a capacidade de Jadsa de colocar muitas perspectivas na mesma conversa. Por aqui, Gal e Tulipa Ruiz interagem de igual para igual enquanto a música vem em forma de um mantra que cresce e acelera, uma brincadeira em um jazz que orgulharia João Gilberto e Itamar Assumpção, o grande homenageado do álbum.

6 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (3)
Potente o encontro da banda indie paulistana com a produção da carioca Ana Frango Elétrico. Nada a ver, mas tuuuudo a ver. É especial o quanto no momento mais pop da música o instrumental fica ainda ainda mais doido. Talvez seja isso que estamos precisando. E logo mais tem o disco cheio, esse sim estamos precisando.

7 – Thiago Elniño – “Dia De Saída” (Estreia)
Que sacada do Thiago em colocar a bela voz do Zé Manoel para cantar um refrão destes: “Quando a gente sair daqui/ Eu não quero ter que lembrar/ Dos dias que as lágrimas regaram dores/Que o tempo não vai conseguir apagar”. No rap, uma ideia forte sobre suas potências tão invisibilizada pelo racismo.

8 – Luna Vitrolira – “Aquenda” (Estreia)
Este trabalho da pernambucana Luna Vitrolira é um bom capítulo de um gênero às vezes deixado de lado por aqui, que é o spoken word. Vale dar uma sacada pela qualidade do texto de Luna e pela experiência em aplicar muito bem suas escritas em diversos gêneros musicais.

9 – FBC – “Gameleira” (4)
O rapper mineiro Fabiano Soares, o FBC, impressiona com sua consciência fora dos padrões sobre o rolê todo. Consciência do hip hop em si, do cotidiano (seu e nosso), da política e da comunicação nas redes. Deste seu novo EP, produzido pelo VHOOR, a gente destaca, entre tantos bons momentos, esse hip hop atabacado de reflexão sobre tradições, tanto na letra quanto no beat.

10 – Rico Dalasam – “Última Vez” (5)
Este é o terceiro som do novo álbum do Rico Dalasam que a gente coloca aqui no top 50. Já abordamos uma das canções mais políticas do disco, a mais radiofônica e agora uma mais sobre relacionamento interracial, onde um lado não assume o outro, em um dos desdobramentos que seguem sendo abordados em outras músicas, como “Brailler” e “Mudou Como?”.

11 – YMA – “White Peacock” (6)
12 – Frank Jorge e Kassin – “Tô Negativado” (7)
13 – Mbé – “Aos Meus” (8)
14 – Giovanna Moraes – “Tudo Bem?” (9)
15 – Rico Dalasam – “Estrangeiro” (10)
16 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (11)
17 – Jadsa – “Lian” (12)
18 – Djonga – “Eu” (13)
19 – Lupe de Lupe – “Cabo Frio” (14)
20 – LEALL – “Pedro Bala” (15)
21 – Barro e Luísa e os Alquimistas – “De Novo” (16)
22 – Felipe Ret – “F* F* M*” (17)
23 – Jadsa – “Raio de Sol” (18)
24 – BNegão – “Salve 2 (Ribuliço Riddim)” (19)
25 – Vanessa Krongold – “Dois e Dois” (20)
26 – Ale Sater – “Peu” (21)
27 – Jupiter Apple – “AJ1” (22)
28 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (23)
29 – Lupe de Lupe – “Goiânia” (24)
30 – Rohmanelli – “Viúvo” (25)
31 – Boogarins -“Far and Safe” (26)
32 – Rincon Sapiência – “Som do Palmeiras” (27)
33 – Monna Brutal – “Neurose” (28)
34 – Luna França – “Terapia” (29)
35 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (30)
36 – Ale Sater – “Nós” (31)
37 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (32)
38 – Sessa – “Grandeza” (33)
39 – Artur Ribeiro – “Fragmentação” (34)
40 – Garotas Suecas – “Tudo Bem” (35)
41 – Winter – “Violet Blue” (36)
42 – Pluma – “Mais do Que Eu Sei Falar” (37)
43 – Tagore – “Tatu” (38)
44 – Kill Moves – “Perfect Pitch” (39)
45 – DJ Grace Kelly – “PPK” (40)
46 – Jamés Ventura – “Ser Humano” (41)
47 – Edgar – “Prêmio Nobel” (42)
48 – Jup do Bairro – “O Corre” e “O Corre” (Bixurdia Remix) (43)
49 – BK – “Mudando o Jogo” (44)
50 – Antônio Neves e Ana Frango Elétrico – “Luz Negra” (45)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora e guitarrista baiana Jadsa.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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