Em Febem:

Top 50 da CENA – Duda Beat vai ao topo pela primeira vez. Larissa Luz brinca no segundo posto. Monna Brutal acompanha o flow

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* Se você notou, a brisa do Carnaval bagunçou bem nosso cronograma, né? O Top 50 que saí na quarta estava atrasando e chegou a sair na sexta tipo hoje! A gente vai se ajeitar, por isso teremos umas poucas semanas de transição, digamos, porque na semana passada cuidamos de muitos lançamentos que cuidaríamos só agora, mas a gente vai atualizar a conversa com algumas músicas que estavam quase escapando do nosso radar. Você entendeu, né?

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1 – Duda Beat – “Dar uma Deitchada” (Estreia)
Cansada e gostosa, Duda Beat chegou com um hit, hein? A letra é daquelas de a gente se pegar rindo de tão inusitada pelo duplo sentido, que pode deixar ela mais inocente do que parece. Fora o quanto ela acerta em cheio ao falar com todas as cansadas do Brasil. Quem não está, né? A única coisa que nos pega um pouco talvez pela idade é ainda não entender essa tendência, que já está até um pouco batida, do artista já sair com um single inédito logo após soltar um álbum – tempos apressados, né? Deve ser por isso que está todo mundo um pouco exausto.

2 – Larissa Luz – “Brinco Só” (Estreia)
E por falar em mensagens sutis em músicas recentes, aproveitamos aqui para dar um novo destaque ao EP que Larissa Luz soltou ao lado da dupla Tropkillaz. Desta vez a gente destaca “Brinco Só”, que é uma ode ao amor próprio, sacou? Não? Pega o verso, então: “Quer mais amor próprio/ Que saber como tirar/ Os seus próprios pés do chão?”

3 – Monna Brutal – “Hashtag (com Mu540)” (Estreia)
A gente já comentou hoje sobre a velocidade das coisas. Então tenta acompanhar a Monna Brutal, que soltou álbum e mixtape ano passado e já vem com um single com produção de Mu540 que é destruidor. Ao longo da track, ela vai desfilando seu criativo repertório de flow. E sai de baixo. Difícil competir, ainda bem que não somos rappers. É o que a turma do podcast Rapfalando comentou no YouTube: “Sabe muito”. A Monna sabe muito, mesmo.

4 – Afrocidade – “Toma” (Estreia)
Afrocidade é uma banda baiana formada há uma década a partir do trabalho de Eric Mazzone como educador em uma oficina de percussão. “Vivão”, primeiro álbum do grupo, chega avisando onde o corre começou: Camaçari, ou melhor, Camaçacity. A mensagem política da banda está expressa em “Toma”, que avalia as conquistas do Afrocidade: “O ideal é real”. A produção é da banda com o super Mahal Pita, que já colaborou com nomes como Rico Dalasam e BaianaSystem.

5 – Wado – “Aquele Frevo Axé (com Patrícia Marx)” (Estreia)
Wado acertou em cheio ao criar um álbum que é um bloco de Carnaval. “Wado e o Bloco dos Bairros Distantes em: o Disco Mais Feliz do Mundo, Vol. 1” reúne canções de diferentes artistas, com um olho no passado e outro no futuro. O sentido é a festa. Ainda que por aqui a gente fique com este momento mais delicado do álbum, uma belíssima canção de Caetano Veloso que é meio clássica, meio lado B e é mais conhecida na voz de Gal Costa.

6 – Gab Ferreira – “faking it” (Estreia)
A catarinense Gab Ferreira chegou bem com mais um single de sua mixtape, que sai no mês que vem. Seria a versão trippy e em inglês de “se te escondo a verdade é para proteger da solidão?”.

7 – Terno Rei – “Aviões” (1)
A gente celebrou por aqui todos os outros singles do novo álbum do Terno Rei, certo? Caramba, que ansiedade pelo tal “álbum mais pop”, “Gêmeos”, que sai na semana que vem. Desta vez, com “Aviões”, não seria diferente, porque acreditamos que a canção talvez seja disparada uma das melhores da banda até aqui. A sutileza, a delicada harmonia vocal do refrão, a letra que fala muito do nosso presente após as nostálgicas “Difícil” e “Dias Da Juventude”… Pelo menos a nossa leitura por agora é desse encontro pós-pandemia que a música registra e que é bem emocionante. Talvez ela fale de outras coisas, vamos descobrindo dando os plays que o single merece.

8 – Luedji Luna – “Banho de Folhas” (Raze Mix) (2)
“Banho de Folhas” é o a música mais conhecida da Luedji Luna, do “distante” 2017. Sua versão original é de um balanço suave, leve. Daí nossa surpresa em dar de cara com essa versão TUNADA da música no Tik Tok, que faz um par gostoso com a original. É que a faixa virou trilha da Raze, a personagem brasileira no jogo Valorant, um dos games competitivos mais bombados da atualidade. Aliás, se alguém quiser desafiar a gente…

9 – Febem – “Champions” (3)
Estamos gostando da série brasileira que anda colando no Colors, aquele canal de Youtube superestiloso e minimalista que é ótimo para encontrar novos (e bons) artistas . Quem apareceu lá desta vez é uma figurinha constante aqui no nosso Top 50, o rapper Febem. Não tem como não gostar de um rap que chegar certeiro assim nos versos futebolísticos: “Dentro da área objetivo que nem o Romário/ Até quem não gosta indiretamente paga o salário”.

10 – Jambu – “Sem Rumo” (4)
Jambu é uma banda de Manaus, Amazonas, que anda fazendo um certo barulhinho justificado há algum tempo. “Sem Rumo” já estava entre as nossa favoritas e faltava um brecha para entrar no Top 50. Agora rolou. Se você amou nosso primeiro lugar, dá uma chance para este quarteto. É um indie rock bem clássico, mas com todo um frescor brasileiro renovado. Vai sem medo.

11 – Otto – “Peraí Seu Moço” (5)
12 – Agnes Nunes – “Mais Sincero (com Neo Beats)” (6)
13 – Ava Rocha – “Papais Panacas” (com Iara Rennó e Saskia) (7)
14 – Bruno Morais – “Onironauta” (8)
15 – Black Alien – “Pique Peaky Blinders” (9)
16 – Supervão – “Primeiro Date” (10)
17 – Julia Mestre – “Meu Paraíso” (com Lux & Tróia) (11)
18 – FBC – “Se Tá Solteira Breaking Beattz remix” (com Mac Júlia) (12)
19 – Bala Desejo – “Lambe Lambe” (13)
20 – brvnks – “holy motors” (14)
21 – Urias – “Foi Mal” (15)
22 – Vandal – “TIROH IH KEDAH” (16)
23 – China – “Carnaval Infinito” (17)
24 – Walfredo em Busca da Simbiose – “Traumas de Estimação” (18)
25 – Mc Hariel – “Pirâmide Social” (19)
26 – Gloria Groove – “BONEKINHA” (20)
27 – Do Amor – “A Morte do Amor” (21)
28 – Francisco, el Hombre e Sebastianismos – “Um Dia por Vez” (22)
29 – Gabriel Ventura – “O Teste” (23)
30 – Baco Exu do Blues – “Lágrimas” (24)
31 – Autoramas – “Nóias Normais” (25)
32 – Tuyo – Pra Curar (versão “Fragmentos 2”) (26)
33 – Anitta – “Boys Don’t Cry” (27)
34 – Fernando Catatau – “Nada Acontece” (29)
35 – Assucena – “Parti do Alto” (31)
36 – N.I.N.A. – “Stephen King (Jotaerre Remix)” (32)
37 – Sargaço Nightclub – “A Dança do Caos” (35)
38 – Luneta Mágica – “Águas Poluídas” (36)
39 – Juçara Marçal – “Crash” (37)
40 – Don L – “Volta da Vitória/Citação: Us Mano e as Mina (Xis)” (38)
41 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (39)
42 – Jadsa – “Sem Edição” (40)
43 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (41)
44 – LEALL – “Pedro Bala” (42)
45 – Caetano Veloso – “Pardo” (44)
46 – Amaro Freitas – “Baquaqua” (45)
47 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (46)
48 – Coruja BC1 – “Brasil Futurista” (47)
49 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (48)
50 – Liniker – “Mel” (46)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Duda Beat.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – Terno Rei voa para o topo do Top. Luedji Luna tuna seu hit. Febem bate um bolão no terceiro posto

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* Uma semana de pouca dúvidas por aqui. Uma das bandas mais importantes da CENA faz história. Não vamos dar spoilers aqui em cima porque o texto está logo ali. Mas é isso mesmo: história. E isso em uma semana movimentada, com remix esperto, uma jovem cantora dando seus primeiros passos solo, um velho conhecido de volta, um favorito da casa rimando como nunca e uma jovem banda do Norte do país que é nossa mais nova aposta. Consegue ligar os personagens citados com os artistas sem errar? Na dúvida, toca a playlist. A coisa mais certeira desta lista enorme.

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1 – Terno Rei – “Aviões” (Estreia)
A gente celebrou por aqui todos os outros singles do novo álbum do Terno Rei, certo? Caramba, que ansiedade pelo tal “álbum mais pop”, “Gêmeos”, que sai na semana que vem. Desta vez, com “Aviões”, não seria diferente, porque acreditamos que a canção talvez seja disparada uma das melhores da banda até aqui. A sutileza, a delicada harmonia vocal do refrão, a letra que fala muito do nosso presente após as nostálgicas “Difícil” e “Dias Da Juventude”… Pelo menos a nossa leitura por agora é desse encontro pós-pandemia que a música registra e que é bem emocionante. Talvez ela fale de outras coisas, vamos descobrindo dando os plays que o single merece.

2 – Luedji Luna – “Banho de Folhas” (Raze Mix)
“Banho de Folhas” é o a música mais conhecida da Luedji Luna, do “distante” 2017. Sua versão original é de um balanço suave, leve. Daí nossa surpresa em dar de cara com essa versão TUNADA da música no Tik Tok, que faz um par gostoso com a original. É que a faixa virou trilha da Raze, a personagem brasileira no jogo Valorant, um dos games competitivos mais bombados da atualidade. Aliás, se alguém quiser desafiar a gente…

3 – Febem – “Champions” (Estreia)
Estamos gostando da série brasileira que anda colando no Colors, aquele canal de Youtube superestiloso e minimalista que é ótimo para encontrar novos (e bons) artistas . Quem apareceu lá desta vez é uma figurinha constante aqui no nosso Top 50, o rapper Febem. Não tem como não gostar de um rap que chegar certeiro assim nos versos futebolísticos: “Dentro da área objetivo que nem o Romário/ Até quem não gosta indiretamente paga o salário”.

4 – Jambu – “Sem Rumo” (Estreia)
Jambu é uma banda de Manaus, Amazonas, que anda fazendo um certo barulhinho justificado há algum tempo. “Sem Rumo” já estava entre as nossa favoritas e faltava um brecha para entrar no Top 50. Agora rolou. Se você amou nosso primeiro lugar, dá uma chance para este quarteto. É um indie rock bem clássico, mas com todo um frescor brasileiro renovado. Vai sem medo.

5 – Otto – “Peraí Seu Moço” (Estreia)
Sem álbum novo desde 2017, o pernambucano Otto retorna à cena e à CENA com um disco todo feito em casa, inicialmente sozinho com seu mais novo “parça”, o app GarageBand, na companhia de seu celular. A criação da quarentena encontrou abrigo na produção de Apollo Novo, parceiro de longa data de Otto. “Canicule Sauvage”, seu novo álbum, ainda não está na praça, mas neste fim de semana já rola show no Sesc Vila Mariana. Se puder, cola por lá para pegar tudo em primeira mão.

6 – Agnes Nunes – “Mais Sincero (com Neo Beats)” (Estreia)
A baiana Agnes Nunes coleciona feats. que são hits e fãs que são gigantes – pense que na pandemia ela fez uma live ao lado de Elza Soares e Seu Jorge. Agora em seu primeiro álbum ela adiciona mais seu tempero pessoal para os fãs que a conheceram ao lado do Xamã ou de Tiago Iorc. Resultado: é um som gostoso de escutar no foninho bem de boa, sabe? Um R&B moderno. Pensa que Neo Beats, que assina a produção ao lado de Kassin, é um dos responsáveis por uma certa “Malvadão 3″… Conhece, né?

7 – Ava Rocha – “Papais Panacas” (com Iara Rennó e Saskia) (1)
Já temos um novo hino para o Carnaval de 2022, que não podemos deixar ser cancelado ou privatizado. “Papais panacas aqui não passarão”, avisa Ava ao lado de Iara e Saskia em uma marchinha experimental (para quem achou que tudo já tinha sido feito em termos de marchinha…). “Ow, sem noção, paga pensão” é o refrão, para ficar na mente e cantar no baile.

8 – Bruno Morais – “Onironauta” (2)
Faz tempo que Bruno Morais promete seu terceiro álbum – o mais recente é de 2009! Mas parece que está chegando a hora. “Poder Supremo” surge finalmente no próximo no dia 17 de março. O single “Onironauta” é daqueles para deixar a gente muito ansiosa. Como o nome da faixa entrega, é sobre um sonho. Mas não aquele sonho que se dá tranquilo. Nas palavras de Bruno, é “sobre chegar em casa com o corpo exausto de tanto caos e o poder da imaginação se transformar em meio de transporte para outras dimensões, agindo como uma espécie de remédio”. Apenas.

9 – Black Alien – “Pique Peaky Blinders” (3)
Black Alien chega neste single no pique de uma das nossas séries prediletas, com seu parça Papatinho disparando muitas e muitas linhas daquelas que tiram sempre um sorriso da nossa cara, tamanha sua criatividade. E mesmo quando o verso da núsica é beeeem tenso. Não tem jeito, todo mundo odeia o Chris, mas te ama, Gus. Pode apostar.

10 – Supervão – “Primeiro Date” (4)
Supervão, aquela banda gaúcha ex-indie psicodélica que faz umas músicas fritadas lindas, meteu agora uma love pop song na nossa orelha abaixo? Pois é.

11 – Julia Mestre – “Meu Paraíso” (com Lux & Tróia) (5)
12 – FBC – “Se Tá Solteira Breaking Beattz remix” (com Mac Júlia) (6)
13 – Bala Desejo – “Lambe Lambe” (8)
14 – brvnks – “holy motors” (9)
15 – Urias – “Foi Mal” (10)
16 – Vandal – “TIROH IH KEDAH” (11)
17 – China – “Carnaval Infinito” (12)
18 – Walfredo em Busca da Simbiose – “Traumas de Estimação” (13)
19 – Mc Hariel – “Pirâmide Social” (14)
20 – Gloria Groove – “BONEKINHA” (15)
21 – Do Amor – “A Morte do Amor” (16)
22 – Francisco, el Hombre e Sebastianismos – “Um Dia por Vez” (17)
23 – Gabriel Ventura – “O Teste” (18)
24 – Baco Exu do Blues – “Lágrimas” (19)
25 – Autoramas – “Nóias Normais” (20)
26 – Tuyo – Pra Curar (versão “Fragmentos 2”) (21)
27 – Anitta – “Boys Don’t Cry” (22)
28 – Larissa Luz/Rabo De Galo e Ubunto – “Lá Vem os Homens” (24)
29 – Fernando Catatau – “Nada Acontece” (25)
30 – Gab Ferreira – “pieces” (26)
31 – Assucena – “Parti do Alto” (27)
32 – N.I.N.A. – “Stephen King (Jotaerre Remix)” (28)
33 – FBC – “De Kenner” (29)
34 – Pitty, Jup do Bairro e Badsista – “Busca Implacável” (30)
35 – Sargaço Nightclub – “A Dança do Caos” (31)
36 – Luneta Mágica – “Águas Poluídas” (32)
37 – Juçara Marçal – “Crash” (34)
38 – Don L – “Volta da Vitória/Citação: Us Mano e as Mina (Xis)” (35)
39 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (36)
40 – Jadsa – “Sem Edição” (37)
41 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (38)
42 – LEALL – “Pedro Bala” (39)
43 – César Lacerda – “O Sol Que Tudo Sente” (40)
44 – Caetano Veloso – “Pardo” (41)
45 – Amaro Freitas – “Baquaqua” (42)
46 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (43)
47 – Coruja BC1 – “Brasil Futurista” (44)
48 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (45)
49 – Liniker – “Mel” (46)
50 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (47)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a banda paulistana Terno Rei.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Os Melhores Discos de 2021 da Popload – nacional

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* A mesma dor “gostosa” que passamos ao tentar definir os melhores discos internacionais de 2021 sofremos para primeiro elaborar um Top 10 nacional dos mais significantes álbums lançados neste ano no Brasil, cada um ao gosto de seus votantes. Segundo, escolher uma ordem de “importância pessoal” para esses dez álbuns. E terceiro para, ainda dentro do gosto de cada um, pinçar o primeiro lugar dentro dessa turma de discos importantes que fizeram deste ano um dos melhores nesta produção incrível, variada e de muitas dimensões, camadas e cores desta CENA linda.

Cabe a nós, num computo geral dos votantes da Popload para os melhores discos nacionais de 2021 e estabelecendo uma nota para cada, esclarecer que estes quatro álbuns abaixo ocuparam o nosso pódio final:

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1. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal

2. “Olho de Vidro”, Jadsa

3. Baile”, FBC & VHOOR / “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L

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Abaixo, seguem os votos dos poploaders que durante o ano todo se embrenharam empolgadamente nesta vasta floresta que é a CENA brasileira de nova música ou de veteranos músicos lançando novidades. Tem para tudo e para todos na enorme trilha sonora que embala esta terra brasilis muito loka. Mas também muito rica e criativa.

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** Lúcio Ribeiro

1. “Olho de Vidro”, Jadsa
2. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo
3. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
4. “Baile”, FBC & VHOOR
5. “Sankofa”, Amaro Freitas
6. “Ultrassom”, Edgar
7. “III”, Giovanna Moraes
8. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
9. “Torus”, Carlos do Complexo
10. “Diretoria”, Tasha & Tracie

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** Isadora Almeida

1. “Pacífica Pedra Branca”, Jennifer Souza
2. “Olho de Vidro”, Jadsa
3. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo
4. “De Primeira”, Marina Sena
5. “Baile”, FBC & VHOOR
6. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
7. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
8. “Jovem OG”, Febem
9. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo
10. “Bebé”, Bebé

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** Vinicius Felix

1. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
2. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
3. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
4. “Olho de Vidro”, Jadsa
5. “Esculpido a Machado”, Leall
6. “Diretoria”, Tasha & Tracie
7. “Borogodó”, Mc Carol
8. “Batuque de Magia”, Art Popular
9. “Rocinha”, Mbé
10. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo

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** Dora Guerra

1. “De Primeira”, Marina Sena
2. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
3. “Baile”, FBC & VHOOR
4. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
5. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
6. “Batidão Tropical”, Pabllo Vittar
7. “Diretoria”, Tasha & Tracie
8. “Síntese do Lance” – João Donato e Jards Macalé
9. “Meu Coco”, Caetano Veloso
10. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo

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** Tallita Alves

1. “Batidão Tropical”, Pabllo Vittar
2. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo
3. “Trava Línguas”, Linn da Quebrada
4. “Portas”, Marisa Monte
5. “Te Amo Lá Fora”, Duda Beat
6. “Indigo Borboleta Azul”, Liniker
7. “Doce 22”, Luísa Sonza
8. “Meu Coco”, Caetano Veloso
9. “De Primeira”, Marina Sena
10. “Baile”, FBC & VHOOR

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Top 50 da CENA – O ranking deixa Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes entrarem em primeiro. Um raro e saudoso Jupiter Apple pega o segundo posto. E Yung Buda, em terceiro, deixa tudo mais esquisito

1 - cenatopo19

* E vamos de mais um capítulo da nossa CENA, traduzida numa “parada de sucessos” instantânea. Com um primeiro lugar que parece quase nascido a partir deste Top 50, com a união de dois personagens que já frequentaram este espaço em outras ocasiões. Uma união recente que já nasce com cara de que sempre existiu – algo especial mesmo. Nas outras vagas, novidades do rap nacional, do indie-pop gaúcho e um resgate valioso do acervo de Júpiter Apple, entre outras novidades.

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1 – Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes – “Como Queria Te Deixar Entrar” (Estreia)
Acho que o Gustavo é leitor da Popload, hein? Parceria com a YMA, com o Apeles e agora com a Giovanna. Notamos um padrão com “prediletos da casa”. Mas, brincadeiras à parte, deu muito certo a união dele com a fora-da-curva Giovanna Moraes. Amigos pelas redes sociais inicialmente, aqui eles parecem parceiros das antigas, tal a conexão nas vozes e na letra – que é dela, mas soa muito verdadeira na voz do Gustavo. A música ainda ganha pontos pelos diferentes climas que consegue criar, chegando até a ficar bem abstrata antes de voltar ao “normal” – como um nó que se desfaz para ser refeito.

2 – Jupiter Apple – “Cerebral Sex (The Apple Sound)” (Estreia)
Astronauta Pinguim, Clegue França, Laura Wrona e Júpiter Apple formaram a The Apple Sound, a banda paulistana de Jupiter. Talvez você nunca tenha ouvido falar, porque esse quarteto durou apenas três shows em 2009. “Cerebral Sex”, único registro deles em estúdio, foi revelada pelo diretor de vídeos André Peniche, amigo do músico gaúcho, que já tinha ajudado na descoberta do disco solo perdido dele.

3 – Yung Buda – “Digimon” (Estreia)
Interessante a experimentação do Yung Buda, rapper de Jundiaí, aqui em um som superclimático, com levada de corda e de letra quase enigmática e repetitiva, um formato ousado e raro. Só que a repetição deixa tudo com cara de um som que não parece ter fim e que a gente fica desejando que não acabe mesmo.

4 – AkEEM MUSIC – “Eu Já Amei Uma Ginasta” (Estreia)
E, se eu te falar que você, ao ouvir esta música, vai ficar com o verso “Eu já amei uma ginasta” na cabeça. Parece algo improvável, certo? Mas o músico gaúcho consegue esse feito, ainda que provavelmente você nunca tenha se apaixonado por um ginasta. E o verso inusitado soa lógico neste indie-pop grudento produzido por Akeem.

5 – FEBEM – “Crime” (1)
Quantos jovens estariam encarcerados no Brasil se lidássemos com a questão das drogas de uma maneira mais inteligente que o combate violento que extermina parte da nossa juventude, especialmente periférica e negra? Quando FEBEM comenta “Dizem que cometemos crime” ele pensa essa perspectiva ao sentir que sua existência é criminalizada – por isso que ele começa o refrão com os versos “Uns finge, outros vive o crime”. Como responder a uma violência dessas desde o berço? “Na vida algumas coisa é como um Golf GTI/ Não cura minha dor, mas mesmo assim vou adquirir.”

6 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (2)
Cara, o que acontece no Rio de Janeiro que a CENA local não para de dar bons frutos, hein? E o mais doido é que é tudo um som meio estranho que lembra muito coisas paulistanas. Um Rio mais da cidade do que da praia. Um Rio mais cinza. Mais de falar do que (se) mostrar. Nessas entra o som desse trio tijucano que consegue aliar uma longa narrativa de solidão com um dos refrões mais melancólicos e bonitos do ano.

7 – Boogarins – “Supernova” (3)
No disco de sobras e sonhos do Boogarins, eis uma música que poderia estar fácil em um dos álbuns oficiais dos meninos goianos. Talvez caiba numa lista de melhores deles? É muito? “Supernova” é bonitaça demais, por onde se olhe. Na letra, na dinâmica que vai se alterando sutilmente pelos versos, na voz suave do Dinho. E na mensagem da música: “Se tudo está pronto, que resta eu inventar? O novo é qualquer lugar”.

8 – Moons – “Love Hurts” (4)
Mal lançaram um bom EP, os mineiros do Moons resolveram soltar um single que é dos melhores trabalhos da banda. A gente imagina aqui um Jeff Buckley pirando nesse som superclimático que vai crescendo, ali numa das montanhas próximas a Belo Horizonte, onde nem um café quentinho vai aplacar essa ferida de amor.

9 – BaianaSystem – “Brasiliana” (Estreia)
Quando achamos que o BaianaSystem já tinha apresentado todas as músicas de seu novo álbum, eles revelam que a versão completa de “OXEAXEEXU”, que reúne os três atos lançados em diferentes EPs, tem uma faixa extra, um som com participação de Chico Cesár e Mintcho Garrammone, dono do instrumental de outro hit da banda, “Lucro (Descomprimindo)”. Nos versos espertos desta aqui destacada, recados como: “Vai, Brasiliano, você nunca foi norte-americano”.

10 – Bárbara Eugênia – “Hold Me Now” (Estreia)
Em uma persona diferente, no caso Djane Fonda, uma DJ, Bárbara se arrisca em uma produção eletrônica de clima quase de “Twin Peaks” – soturno e dançante. E, em breve, esse alterego da niteroiense deve lançar mais músicas. Fiquemos atentos.

11 – NoPorn – “Festa No Meu Quarto” (5)
12 – Jair Naves – “Vai” (6)
13 – FEBEM – “México” (7)
14 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (8)
15 – Carmem Red Light – “Faith No More” (9)
16 – Jadsa – “Olho de Vidro” (10)
17 – Giovanna Moraes – “Boogarins’ Are You Crazy?” (11)
18 – Lupe de Lupe – “Resplendor” (12)
19 – Yannick Hara – “Raça Humana” (13)
20 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (14)
21 – Uana – “Mapa Astral” (15)
22 – Mayí – “Sedenta” (16)
23 – BaianaSystem – “Reza Frevo” (17)
24 – Hierofante Púrpura – “Tbm Sou Hipster” (18)
25 – Jadsa – “Sem Edição” (19)
26 – Thiago Elniño – “Dia De Saída” (20)
27 – Luna Vitrolira – “Aquenda” (21)
28 – FBC – “Gameleira” (22)
29 – Rico Dalasam – “Última Vez” (23)
30 – YMA – “White Peacock” (24)
31 – Frank Jorge e Kassin – “Tô Negativado” (25)
32 – Mbé – “Aos Meus” (26)
33 – Giovanna Moraes – “Tudo Bem?” (27)
34 – Rico Dalasam – “Estrangeiro” (28)
35 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (29)
36 – Jadsa – “Lian” (30)
37 – Djonga – “Eu” (31)
38 – Lupe de Lupe – “Cabo Frio” (32)
39 – LEALL – “Pedro Bala” (33)
40 – Barro e Luísa e os Alquimistas – “De Novo” (34)
41 – Filipe Ret – “F* F* M*” (35)
42 – Jadsa – “Raio de Sol” (36)
43 – BNegão – “Salve 2 (Ribuliço Riddim)” (37)
44 – Vanessa Krongold – “Dois e Dois” (38)
45 – Ale Sater – “Peu” (39)
46 – Jupiter Apple – “AJ1” (40)
47 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (41)
48 – Rohmanelli – “Viúvo” (43)
49 – Ale Sater – “Nós” (49)
50 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o duo ocasional Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – FEBEM lidera o ranking (de novo), Aquino e a Orquestra Invisível devolve a leveza ao top 3 e o Boogarins não larga de ser lindo. E podia ser Moons, NoPorn e Jair Naves que estaria tudo bem

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* No episódio desta semana do TOP 50 da CENA, a gente ainda mostra uma certa obsessão pelo disco novo do rapper FEBEM e volta a premiá-lo com o topo usando mais uma faixa do seu grande álbum “Jovem OG”. Voltamos também a se espantar com as conexões indies que andam deixando paulistas com cara de carioca e vice-versa. Voltamos novamente a nos derreter pelo Boogarins e seu trabalho de sobras onde sobram tesouros a serem garimpados. Mas, olha só, também desbravamos novos territórios, já que não gostamos de ficar na mesma, não.

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1 – FEBEM – “Crime” (Estreia)
Quantos jovens estariam encarcerados no Brasil se lidássemos com a questão das drogas de uma maneira mais inteligente que o combate violento que extermina parte da nossa juventude, especialmente periférica e negra? Quando FEBEM comenta “Dizem que cometemos crime” ele pensa essa perspectiva ao sentir que sua existência é criminalizada – por isso que ele começa o refrão com os versos “Uns finge, outros vive o crime”. Como responder a uma violência dessas desde o berço? “Na vida algumas coisa é como um Golf GTI/ Não cura minha dor, mas mesmo assim vou adquirir.”

2 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (Estreia)
Cara, o que acontece no Rio de Janeiro que a CENA local não para de dar bons frutos, hein? E o mais doido é que é tudo um som meio estranho que lembra muito coisas paulistanas. Um Rio mais da cidade do que da praia. Um Rio mais cinza. Mais de falar do que (se) mostrar. Nessas entra o som desse trio tijucano que consegue aliar uma longa narrativa de solidão com um dos refrões mais melancólicos e bonitos do ano.

3 – Boogarins – “Supernova” (4)
No disco de sobras e sonhos do Boogarins, eis uma música que poderia estar fácil em um dos álbuns oficiais dos meninos. Talvez caiba numa lista de melhores deles? É muito? “Supernova” é bonitaça demais, por onde se olhe. Na letra, na dinâmica que vai se alterando sutilmente pelos versos, na voz suave do Dinho. E na mensagem da música: “Se tudo está pronto, que resta eu inventar? O novo é qualquer lugar”.

4 – Moons – “Love Hurts” (Estreia)
Mal lançaram um bom EP, os mineiros do Moons resolveram soltar um single que é dos melhores trabalhos da banda. A gente imagina aqui um Jeff Buckley pirando nesse som superclimático que vai crescendo, ali numa das montanhas próximas a Belo Horizonte, onde nem um café quentinho vai aplacar essa ferida de amor.

5 – NoPorn – “Festa No Meu Quarto” (Estreia)
O mítico electrosexy duo NoPorn adaptado aos novos tempos. Instituição das melhores festas paulistanas, a dupla hoje formada por Liana Padilha e Lucas Freire leva a pista para outro lugar, um mais íntimo, seu quarto, nosso quarto, de quem estiver disposto a aceitar o convite charmoso do duo enquanto pandemias e lockdowns ou meio-lockdowns perdurar. Sabe a onda de cantar falando, Florence Shaw? Dá uma ligada na Liana.

6 – Jair Naves – “Vai” (Estreia)
Na dolorida e talvez de amplos sentidos “Vai”, Jair consegue reunir um som que soa quase “estragado” – tanto que faz a gente checar se o computador não está travando – com talvez o que seja uma de suas canções mais “certinhas”, com a melodia vocal e instrumental se encaixando docemente. Bonito. E a gente fica na dúvida, aqui. Será que ele está mesmo comentando um relacionamento aí?

7 – FEBEM – “México” (1)
Se na música lá de cima FEBEM comenta a dualidade da palavra “crime” no Brasil, “México” tem a esperta sacada em inverter um lugar comum do rap – em linhas gerais, não temos um rapper versando sobre o crime, mas o inverso. Ou quase, já que o final da música adiciona um mistério sobre o narrador e nubla as ideias. Para pegar o filme completo, só escutando o disco todo. O que não é nenhum trabalho, acredite.

8 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (2)
Mais algumas conexões da CENA carioca atual com a CENA paulistana de outrora, tudo junto e misturado e fazendo o maior sentido. Mas aqui no sentido contrário da coisa, já que temos uma banda de paulistas, herdeiros do grupo Rumo, soando muito como os novos cariocas que soam como paulistas do grupo Rumo, para completar o interessante rolê geográfico-temporal. Entende?

9 – Carmem Red Light – “Faith No More” (Estreia)
Carmem Red Light, artista trans brasileira radicada na Europa há mais de 20 anos, mexe com muitas coisas em seu neste single. Ela, que nasceu em Cajazeiras, no interior da Paraíba, e hoje é cidadã londrina, assume um lado “Marilyn Manson encontra David Bowie” e ainda mexe com religião e sexualidade. O som é soturno? Sim, mas por que não seria, dadas as circunstâncias todas?

10 – Jadsa – “Olho de Vidro” (3)
Quantas semanas de Jadsa já no Top 10?

11 – Giovanna Moraes – “Boogarins’ Are You Crazy?” (8)
12 – Lupe de Lupe – “Resplendor” (5)
13 – Yannick Hara – “Raça Humana” (6)
14 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (7)
15 – Uana – “Mapa Astral” (9)
16 – Mayí – “Sedenta” (10)
17 – BaianaSystem – “Reza Frevo” (11)
18 – Hierofante Púrpura – “Tbm Sou Hipster” (12)
19 – Jadsa – “Sem Edição” (13)
20 – Thiago Elniño – “Dia De Saída” (14)
21 – Luna Vitrolira – “Aquenda” (15)
22 – FBC – “Gameleira” (16)
23 – Rico Dalasam – “Última Vez” (17)
24 – YMA – “White Peacock” (18)
25 – Frank Jorge e Kassin – “Tô Negativado” (19)
26 – Mbé – “Aos Meus” (20)
27 – Giovanna Moraes – “Tudo Bem?” (21)
28 – Rico Dalasam – “Estrangeiro” (22)
29 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (23)
30 – Jadsa – “Lian” (24)
31 – Djonga – “Eu” (25)
32 – Lupe de Lupe – “Cabo Frio” (26)
33 – LEALL – “Pedro Bala” (27)
34 – Barro e Luísa e os Alquimistas – “De Novo” (29)
35 – Filipe Ret – “F* F* M*” (30)
36 – Jadsa – “Raio de Sol” (31)
37 – BNegão – “Salve 2 (Ribuliço Riddim)” (32)
38 – Vanessa Krongold – “Dois e Dois” (33)
39 – Ale Sater – “Peu” (34)
40 – Jupiter Apple – “AJ1” (35)
41 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (36)
42 – Lupe de Lupe – “Goiânia” (37)
43 – Rohmanelli – “Viúvo” (38)
44 – Boogarins -“Far and Safe” (39)
45 – Rincon Sapiência – “Som do Palmeiras” (40)
46 – Monna Brutal – “Neurose” (41)
47 – Luna França – “Terapia” (42)
48 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (43)
49 – Ale Sater – “Nós” (44)
50 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (45)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a banda carioca Aquino e a Orquestra Invisível.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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