Em festival POC:

Popnotas CENA – A alma da Yma, o festival POC, o zine-arte-virtual do Coquetel Molotov e o Wry ao vivo

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– Hoje, às 20h, a cantora Yma finalmente lança o vídeo para seu mais recente single solitário solito “White Peacock”, lançado no ano passado, mais de um ano depois de seu disco de estreia e a alguns passos de seu próximo álbum, assim esperamos. E que vídeo! Yma (foto na home da Popload) não é necessariamente uma pessoa “retilínea” em sua produção, seja nas músicas, seja nos vídeos. O último trabalho visual dela, pelo que me lembro, ainda que não exatamente para uma música de sua autoria, mostrava a alma dos peixes-palhaços, mortos por anêmonas. As almas que “White Peacock” mostram agora são outras. Da própria Yma. “Aqui. Em casa. Pensando nas cortinas, nas telas, nos relógios girando no mesmo eixo há incontáveis dias. aqui. de dentro da minha sala o mundo está distante. cansada dos movimentos engessados do corpo e da automação do pensamento. quando, de súbito, um som desprende meu corpo. não sei se é um grito ou saxofone. mas estou dançando. Livre”, tenta explicar a bela cantora. Sem mais spoilers, 20h o vídeo estará rolando aqui embaixo.

– A forte noite underground paulista, que não existe mais mas uma hora vai voltar a existir, estará muito bem representada no Festival POC, armado pelo coletivo Bicuda, responsável por muitos agitos na cidade de Campinas, aqui “do lado” de SP. A sigla que sustenta o POC é legal: Projetos Organizacionais Culturais. E a idéia é reunir, nos dias 3, 10 e 17 de abril, três sábados a partir deste próximo, artistas, bandas, coletivos de festas, criativos em geral, empreendedores e influentes que movimentam à noite em toda sua diversidade de acontecimentos. Todo mundo dando valiosos pitacos sobre música, produção de eventos, moda, tudo para criar e fazer renascer bem essa economia criativa para quando o mundo voltar a funcionar. Porque um dia vai. Nomes a participar? Pois não: Bandas Rakta e NoPor, DJs Cashu (Mamba Negra) e Gezender (Sangra Muta), a multiartista CARNEOSSO (Mamba Negra, Teto Preto) e o artista multimídia Alma Negrot, os produtores Thiago Roberto (Dando) e Mafalda (Batekoo), as cantoras Saskia e Potyguara Bardo, entre muitos outros, num total de 40 atrações distribuídas em mesas de debate, oficinas, shows e DJ sets. O evento é obviamente online, gratuito e acontece no site da Bicuda, onde você pode ver a programação completa e se inscrever.

– O veterano grupo sorocabano Wry, ainda nos agitos de seu disco bilíngue lançado no ano passado, o bom “Noites Infinitas”, resolveu mostrar o álbum todo tocado ao vivo, na íntegra. Eles se deslocaram, mascarados (menos o vocalista Mario Bross, também guitarrista), até o famoso estúdio Deaf Haus, em Sorocaba mesmo, para a performance de pouco mais de meia hora. Wry ao vivo é responsa.

– Foi lançada a revista digital do Coquetel Molotov.EXE, como se fosse um zine digital bem construído, do tamanho da importância para a CENA brasileiro do famoso festival indie de Recife. Tem vídeos instalações, muita arte visual, oficinas e, claro, sessions. E ocupa o site do Coquetel Molotov. Uma session de destaque é o encontro de Benke (Boogarins) com Tagore (foto abaixo, Tagore à esq.), que rendeu músicas inéditas. Estão à disposição na revista. Psicodelia goiano-texana vs. Psicodelia pernambucana. O caldo é saboroso, vá à revista conferir. A extensão .EXE do Coquetel Molotov é um projeto criado pela inquieta Ana Garcia para mover seu evento de forma virtual pandêmica. E a revista é uma saudável fuga das lives. Além da parceria de Benke/Tagore, a revista ( traz ainda um vídeo Urias com participação de João Arraes, um filme musical de Vitor Araújo realizado pelo cineasta pernambucano Pedro Maia de Brito e uma performance ao vivo do pernambucano Jáder, entre outras coisas. O conteúdo é rico.

2 - Benkes et Tagoretinga 2

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