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Wilco cinco vezes no lendário Fillmore, em São Francisco

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* O suprafamoso Fillmore, em São Francisco, virou Schimillmore desde terça da semana passada e por cinco gloriosas noites sold-out. No palco da casa de shows de San Francisco, na Califórnia, esteve em residência (só não tocaram na quinta) a banda indie folk Wilco, a mesma que em menos de um mês vem emocionar seus sempre emocionados fãs em São Paulo (e Rio), no Popload Festival.

O Wilco lançou sexta-feira passada seu lindo novo álbum, “Schmilco”, e estacionou em San Francisco para tocar as canções novas no lendário clube californiano. A partir de amanhã, a turma boa de Jeff Tweedy faz três shows especialíssimo no teatro do Ace Hotel, em Los Angeles. É o Wilco treinando para tocar no Popload Festival cóf. cóf.

Para fazer clima para um de seus mais intimistas e “maneiros” álbuns dos últimos longos anos, o Wilco caprichou no cenário campestre e levou árvores para o Fillmore.

Veja alguns vídeos pinçados das cinco noites.

** A foto que abre este post é do iphone de Paul Meyers, do Instagram dele. A da home da Popload é de Paige K Parsons.

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Mais Last Shadow Puppets em San Francisco. O bromance, outro vídeo, outras coisas

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* Ainda sobre o show do casal Alex Turner e Miles Kane, mais conhecidos como Last Shadow Puppets. Sobre a série “Califórnia” que estou escrevendo para a “Folha de S.Paulo”, saiu o seguinte texto na edição de hoje da Ilustrada, que aqui incluo foto e vídeo da linda “Calm Like You”, que é do disco de 2008, o da estreia do projeto. O show foi no domingo, no lendário Fillmore.

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O melhor lugar do planeta para estar hoje, se você procura uma aventura sonora, shows bons e variados, bandas novas em ação com discos recém-lançados e até velhos nomes com novidades, é na Califórnia. O ensolarado estado americano, todo ele, tem girado nestes dias na órbita do enorme Coachella Festival, que aconteceu na cidade de Índio, no deserto, no final de semana passado. E ocorre novamente, em repeteco, no próximo. Neste intervalo entre Coachellas, parte das cerca de 160 bandas do festival aproveitam para fazer shows pequenos em clubes da região.

O que nos levou, na noite do último domingo, ao histórico Fillmore, em San Francisco, casa de shows que já recebeu a vanguarda anos 60, os hippies, o punk, o grunge, o novo rock, Led Zeppelin, Pink Floyd. E que anteontem à noite recebeu o supergrupo indie britânico The Last Shadow Puppets, o primeiro show de nossa série californiana.

De posse de recentíssimo disco novo, “Everything You’ve Come to Expect “, primeiro lugar nas paradas inglesas na primeira semana de vendagem, o Last Shadow Puppets chegou poderoso em San Francisco, com ingressos esgotados há tempos e com pelo menos três músicas novas tocando nas rádios independentes americanas.

A banda é um projeto paralelo do líder do Arctic Monkeys, Alex Turner, e seu amigo, o também guitarrista Miles Kane, que tocava no Rascals e construiu sólida carreira solo na cena inglesa nos últimos anos. Em estúdio, a banda evoca mais respeito: a produção e a bateria fica a cargo do renomado James Ford (Simian Mobile Disco) e tem ajuda orquestral do refinado Owen Pallett, canadense arranjador, compositor de trilhas de cinema e frequente colaborador do grupo conterrâneo Arcade Fire.
Enquanto o Arctic Monkeys está de férias e seu parceiro Matt Helders anda tocando bateria na atual banda chic do Iggy Pop, o Alex Turner tem levado muito a sério o Last Shadow Puppets.

“Everything You’ve Come to Expect “ é o segundo disco do “plano B” de Turner, cuja estreia em estúdio aconteceu há oito anos, não com tanto barulho como tem sido agora, com o novo álbum. E mais neste que naquele as músicas estão muito melhores. Ao vivo, mais crescidos, os rapazes Alex Turner e Miles Kane se encontram mais entrosados. A ponto até de reviver uma mania criada pelo grupo Libertines nos anos 2000, o do bromance, o “romance de brothers”.

Sem conotação sexual na jogada, Turner e Kane levam ao palco uma explícita admiração mútua, de uma alegria visível de estarem ali por terem criado algo juntos a ponto de ficarem se olhando, às vezes cantando no mesmo microfone, quase com as bocas juntas. E essa “paixão de irmãos” reflete na qualidade do show, contagia.

No Fillmore, depois de um primeiro show no gigante Coachella, o Last Shadow Puppets pareceu estar divulgando ao vivo seu quarto, quinto álbum, de tão afinada que está a banda hoje. Com um belo quarteto de cordas feminino por trás e um tecladista atuante em sua composição, para tirar o possível ranço de banda indie inglesa dura e levar a dupla a fazer uma espécie de show de cabaré psicodélico e ensolarado (o disco novo foi gravado em Malibu, aqui na Califórnia), Turner e Miles se revezam entre vocais e guitarras principais na construções de músicas românticas com a permissão de alguns solos e poses de guitar heroes para enfeitar.

Até Beatles entrou no setlist. A apresentação de domingo foi fechada por “I Want You (She’s So Heavy)”, que Lennon e McCartney fizeram nos anos 60.

O Last Shadow Puppets, o “lado B” de Alex Turner deve durar bem ainda como “lado A”, pelo jeito. Ao menos até o ano que vem. A gente tem informações que pelo menos duas grandes produtoras do Brasil tentam fechar shows da banda no Brasil para o final deste ano, ou provavelmente 2017. Alguém disse Lollapalooza?

** A Popload está na Califórnia a convite do VisitCalifornia.

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Last Shadow Puppets em San Francisco, tocando o hit “Bad Habits”

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* Tenho muito a falar sobre o show de ontem à noite da dupla bromance Alex Turner e Miles Kane, superbem no papel de novos Carl Barat/Pete Doherty. O show de ontem do Last Shadow Puppets no Fillmore, nosso primeiro do rolê californiano, foi tipo brilhante. Só estragou no Beatles do final hahaha. Logo mais trago um papo maior sobre essa apresentação. Por enquanto, fique com a banda tocando “Bad Habits”, single e carro-chefe do disco recém-lançado “Everything You’ve Come to Expect”, álbum cheio de músicas boas, principalmente ao vivo.

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No vivo, o “macaco” Alex Turner conta uma piada que eu não entendi!!! Mas beleza.

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** A Popload está na Califórnia a convite do VisitCalifornia.

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Courtney Barnett chega ao palco do histórico Fillmore, em San Francisco. Temos imagens

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* Em plena e em outra turnê americana, a guitarrista australiana Courtney Barnett segue divulgando seu ótimo último álbum “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, lançado em março deste ano. Barnett se apresentou ontem à noite no extrafamoso Fillmore, em San Francisco, clube com uma atmosfera “peculiar” na cena roqueira americana e que já sobreviveu a um terremoto e ao Thom Yorke. Acho que a última vez que eu passei pela casa, se é que me lembro, foi para ver o Wilco, em 2001, talvez. Ou foi Echo & The Bunnymen? Enfim. Ontem, então, foi a hora da fofa da Barnett, com seu conhecido cabelo cool desgrenhado, mandar seu som quase-Nirvânico no histórico palco do Fillmore. Temos um vídeo cool filmado para (ou por uma) TV de ela tocando e cantando a gostosa “Nobody Really Cares If You Don’t Go to the Party” e o hit “Pedestrian at Best”. Coisa linda:

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