Em fiona apple:

Popnotas 2 – O filme do Joey Ramone. Wolf Alice orquestrado. Fiona Apple fazendo a Sharon Van Etten. E os Smiths nos Simpsons!!!!

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– Punk está é a bola da vez no audiovisual. Em breve vamos ter um seriado sobre os Sex Pistols e agora vem aí um filme sobre Joey Ramone. No dia em que lamentamos os 20 anos de sua morte, rolou o anúncio de “I Slept with Joey Ramone”, um longa baseado no livro publicado pelo irmão do vocalista dos Ramones, Mickey Leigh. A produção é da Netflix. Quem fará o papel de Joey é o comediante e ator Pete Davidson, que em outro filme da plataforma, desta vez sobre o Mötley Crüe, interpretou o empresário que descobre a banda. Quem gosta do SNL já deve ter visto o garoto por lá. Ah, mas tem uma música da Ariana Grande sobre ele, não é? Siiiim.

– A gente ficou de cara aqui quando o Wolf Alice, banda inglesa liderada pela Ellie Rowsell, soltou a baladaça linda “The Last Man on Earth”, single do terceiro álbum do grupo inglês, “Blue Weekend”, a ser lançado dia 11 de junho. E ficamos de cara mais uma vez agora que a banda soltou uma versão deste som ao vivo e com um toque orquestral – quase uma vibe acústico MTV anos 90, porém eletrizada. Coisa linda. Pensa ver isso da plateia…

– E, do belo disco de covers da edição especial de dez anos de “Epic”, da americana Sharon Van Etten – que terá nomes como Lucinda Williams, IDLES, Shamir e St. Panther relendo o clássico da Sharon, sendo que várias dessas já estão online por aí -, chegou a vez de adiantar a releitura que a grande Fiona Apple fez de “Love More”. Está preparado?

– Meu Deus do céu! Vai ter The Smiths nos Simpsons neste final de semana. Coincidência ou efeito do filminho independente sobre a banda inglesa que fez bastante barulho há algumas semanas, quando lançado de repente? “Panic on the Streets of Springfield” é o genial nome do episódio, que vai ao ar domingo. Segundo o roteiro, a Lisa, claro, vai ficar obcecada por um “cantor inglês depressivo dos anos 80”. Pareeeeeeece que quem faz a voz do Morrissey não é ele próprio, mas sim o ator Benedict Cumberbatch. Bom, quero este episódio na minha mesa no máximo na segunda bem cedinho.⁠ Tááá, divido aqui com vcs.

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POPLOAD NOW: os (nossos) 5 melhores (!) momentos do Grammy 2021

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* A gente sabe, o Grammy é uma premiação muito zoada. Isso há mais de 60 anos, como analisamos por aqui. Dito isso, ontem, no meio de sua existência controversa, até que a premiação teve seus momentos bons. Num resumão do que realmente valeu a pena conferir, demos a seguinte pincelada no Grammy 2021, que aconteceu ontem, armado de modo pandêmico dentro e fora do Los Angeles Convention Center.

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1 – OS QUE FINALMENTE FORAM PREMIADOS

O bizarro do Grammy é perceber o tanto de artistas absurdos que não levaram prêmio ou nem sequer foram indicados à premiação em toda sua carreira. E ontem tivemos dois exemplos superclaros disso.

Primeiro, a Fiona Apple, que em mais de 25 anos de carreira só foi significantemente reconhecida ontem, pelo seu mais recente e maravilhoso álbum “Fetch the Bolt Cutters”. Tipo, QUÊ?!
Lááá em 1998, ela havia levado um prêmio de performance de rock feminina, naquelas muitas subcategorias de consolação típicas do Grammy, mas desde então nada além disso, nada para seu tamanho.
Antes do evento, a cantora tinha divulgado um vídeo explicando por que não participaria da celebração e fez alguns apelos a causas sociais que são muito mais relevantes.

Agora, outra correção de rota do Grammy na linha “antes tarde do que nunca”. No começo dos anos 2000, foi praticamente unânime o fato de os Strokes “salvarem” o rock, aquelas coisas. E não há dúvidas do quanto o “Is This It” foi um agito relevante para a música, seguido do “Room on Fire” etc. Bom, quase 20 anos depois, a banda-fenômeno de algumas gerações levou um fucking Grammy.

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2 – AS APRESENTAÇÕES

Num esquema meio “Jools Holland”, onde todas as bandas que vão se apresentar ficam num mesmo palco e os focos de luz vão mudando conforme a vez, se deram o que realmente interessa: as performances ao vivo. Começou assim e depois foram ganhando aquele tom mais “megalomaníaco” de apresentação pop mesmo.
Nessas as explosivas Megan Thee Stallion e Cardi B meio que dominaram a noite. Certamente um dos maiores destaques da premiação, as duas rappers apresentaram pela primeira vez juntas e ao vivo o hit “WAP”. E para nós a melhor parte não foi nem o quão bombators as duas juntas são, É que no final da música rolou dentro de “WAP” um recorde da versão funk do DJ brasileiro Pedro Sampaio, que já tinha sido elogiado pela própria Cardi B no Twitter tempos atrás. Vai, Braseeeeel!

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Querem mais? Tivemos!! E numa certa ordem de preferência nossa elencamos o seguinte:

– Black Pumas

– Silk Sonic (Bruno Mars & Anderson .Paak)

– Dua Lipa

– Billie Eilish

– Poppy

– Taylor Swift

– Harry Styles

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3 – OS LOOKS

Premiação, não importa qual, sempre é boa porque tem aqueles looks que a gente ama odiar. Ou zoar. Ou até mesmo gostar, por que não? Bem, aqui destacamos nomes favoritos da casa que tiveram um visual “ousado” ontem à noite.

– Fontaines DC vestindo Alexander McQueen:

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– Kevin Parker, do Tame Impala, vestindo Versace:

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– Phoebe Bridgers vestindo pijama bordado de caveirinha:

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4 – RECORDES

Bom, sem grandes “wow” por aqui. Mas, ontem, oficialmente, a Beyoncé bateu o recorde de artista mulher a levar mais Grammy na história, vale registrar. “Queen B” somou 28 estatuetas embolsadas. Bom, na casa dela tem bastante estatuetas, aliás, porque até a filha dela, Blue Ivy, foi premiada em melhor vídeo. Sem contar os do Jay-Z…

Taylor Swift também foi destaque na seção “recordes”, se tornando ontem a primeira mulher a abocanhar mais vezes o prêmio de “álbum do ano”. Foram três discos seus que deram a estatueta mais importante da premiação para a ainda jovem artista.

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5 – QUEM NÃO LEVOU, MAS PODIA

Fontaines DC. Toda nossa torcida por aqui por um Grammy punk poético marginal, como vocês podem imaginar, masssss ficamos só com a indicação mesmo. O grupo de Dublin perdeu para os Strokes, o que tudo bem também, embora nessa hora ficamos com os sentimentos meio confusos. Primeiro prêmio (??!!) da banda de Julian Casablancas, beleza, mas significando que uma das melhores bandas hoje não levou. Será que vamos ter que esperar uns outros 20 anos pelo Fontaines?

Phoebe Bridgers. Considerada a melhor artista da pandemia, ela também não teve sorte. Indicada em quatro categorias, não levou nenhuma, o que nos faz questionar se a promessa de Elton John será cumprida mesmo e ele vai bater em alguém. Explicando: recentemente Bridgers participou do “Rocket Hour”, programa de Elton John na Apple Music, onde além de ele não poupar elogios, disse que, se ela não levasse pelo menos um prêmio para casa, ia ter que bater em alguém que decide as premiações do Grammy. Zero julgamento quanto a isso por aqui.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

SEMILOAD – Oba, domingo tem Grammy!!!!! Mas, antes, uma espinafradinha básica nesse prêmio zoado

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* Sempre odiei os xexelentos e arranjados prêmios Grammy, mas nunca quis gongar (muito) por aqui, para não me chamarem de mal-humorado e tals. Indie velha-guarda que não compreende o tamanho do pop dessa “distinta premiação” da indústria bajulando a própria indústria, atrasado e segregador e tudo mais. Mas aí a Dorinha Guerra, 22, achou de dar uma gongadinha rápida no evento que acontece domingo, em sua excelente newsletter semanal Semibreve, que eu corri para chamá-la no Whatsapp para desenvolver mais o tema: “Traz essa VERDADE para a Popload”. E aqui estamos.

Não sou que estou falando, ok? É a Dora!

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Como em todos os anos desde a primeira edição – mais de 60 anos atrás –, lá vem um domingo de Grammy. E, em como todos os últimos anos desde que descobrimos que a Academia adora ser machista e racista, você pode estar se perguntando: em 2021, vale a pena ver ou se importar com os Grammys?

Muita gente já decidiu que não. O Kendrick Lamar é uma dessas pessoas; Fiona Apple não quer ver os Grammys nem re-pintados de ouro (mesmo indicada!); o novo queridinho do clube anti-Grammy – e injustiçado do ano –, The Weeknd, concorda.

E esse foi realmente o vacilo da vez: quando “After Hours” – um dos melhores e mais relevantes álbuns do último ano – não ganha nem uma menção, algo de muito errado aconteceu. E olha que a Recording Academy tem categorias reservadas para os artistas negros, já que não gosta de conceder a eles, parece, as categorias principais; eles geralmente dão prêmios de Rap, Urban ou R&B para os negros e deixam por isso mesmo. Neste ano, não – até onde o Grammy sabe, The Weeknd simplesmente não existe. E até onde o The Weeknd sabe, o Grammy também faleceu.

Mas não é só Abel que anda falando mal por aí. Li que Zayn Malik sugeriu que “há corrupção nos bastidores da Academia”. Agradeço a sugestão, mas acho que é quase da mesma linha que sugerir que há algo de errado na mansão de 6 milhões do Flávio Bolsonaro: é óbvio. E eu vou além e ressalto que, assim como Flávio, a Academia sobra em babaquice – vide 2018, quando Neil Portnow (então presidente da Recording Academy) afirmou que a falta de mulheres no prêmio era porque “elas tinham que melhorar”. Essa aí é um clássico.

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Mas, se existe algum motivo para ainda prestar atenção nos Grammys, talvez seja exatamente este: concorde você ou não com a definição de rock do prêmio, fato é que desta vez a categoria incluiu só mulheres – e os homens têm que melhorar. Por Phoebe Bridgers, Fiona, HAIM, Brittany Howard e Big Thief, o Grammy conseguiu alguma parcela mínima de acerto. E mais: conseguiu que um gênero estagnado como o rock parecesse interessante e “fresh” novamente. Um beijo para as responsáveis.

Outro motivo é o de sempre, mas que infelizmente ainda não vacilou: apesar de o prêmio geralmente ser longo e um pouco maçante, as performances sempre rendem alguma coisa. Foi o Grammy que combinou St. Vincent e Dua Lipa, Daft Punk e Stevie Wonder. Neste ano – em que essas apresentações ainda são o mais próximo que temos de um show –, tem BTS ocupando um espaço gigantesco na indústria americana; tem .Paak e Mars, tem Cardi e Megan. Ainda tem artista que joga o jogo, gente importante e talentosa, que acaba nos atraindo para o lado de lá da força. E, enquanto eles não boicotam a premiação, fica difícil para nós, reles mortais.

Então, se você quer ver tudo isso, vai lá assistir – com a mão na consciência. É aquele dilema de separar arte do artista, aplicado a um evento e uma premiação inteira; quando você detesta parte da instituição, mas valoriza alguma outra fração, fica ainda mais difícil. E a Recording Academy sabe disso.

E, para quem vai para a festinha na casa do The Weeknd para não ter que assistir, não se preocupe: os Grammys estão, sim, caminhando para a insignificância. Há muito tempo, eles já não são determinantes do que realmente foi bom – quando você compara as listas de “melhores da última década” com quem realmente venceu Grammys, vai ver que a conta não fecha (nem chega perto). Ironicamente, a própria Recording Academy se esforça para contribuir para o próprio fim. A galera deve estar tão intrincada na corrupção que não consegue se atualizar de verdade, homenagear quem merece.

O engraçado é que, depois de escândalos como o de Portnow, a Academia está há anos mudando categorias, trocando cargos sêniores, dizendo que se empenha. Todo ano, eles prometem que “agora vai”. Bom… não foi não. E convenhamos? Não vai mais.

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SEMILOAD – O indie-mental health se espalha como um movimento musical, com a mensagem: “Ninguém tá bem. E tudo bem”

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* O indie-mental health está aí, escancarado na música, para quem quiser ver e ouvir. E sentir. Do lado dos artistas, do lado dos fãs. E isso não significa uma má-notícia, exatamente.
Dora Guerra, nossa madame “Semibreve”, a sua espetacular newsletter semanal (não assinou ainda?) e parceira da Popload, esmiúça essas dores da alma espalhadas pelo som que gostamos. Um pouco de onde esse indie-mental health vem e talvez para onde esteja indo, mas principalmente como ele saiu do esconderijo do quarto escuro e pode estar oferecendo conforto e luz a ouvidos sensíveis que andam precisando.

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Quando o emo (termo que vem de “emotional”) nos trouxe uma geração de músicos tristes e levemente góticos, não parecia ser tão diferente nesse sentido dos ingleses tristes da New Wave ou da raiva dos punks. Esses (cada um em seu contexto) foram movimentos pautados por sentimentos fortíssimos, negativos, profundos. Mas hoje, uns dez anos desde aquele respiro do movimento emo, quem era adolescente na época do Paramore já tem coisas a dizer sobre sua própria tristeza – essas, sim, são diferentes.

Na verdade, a própria Hayley Williams (foto acima), que inclusive lançou de surpresa um disco novo nesta sexta-feira, pauta bem essa mudança no cenário emo/indie/alternativo: da guitarra aos synths, ela buscou várias formas de expressar seus sentimentos negativos enquanto compositora na banda. Mas, quando assumiu um projeto solo, entendeu onde estava a virada: Hayley podia assinar seu nome ao lado de desabafos pessoais, ser mais consciente dos seus defeitos e – principalmente – assumir uma depressão que ela há muito disfarçava de outros tipos de tristeza.

Não foi só Hayley, mas também quem cresceu a ouvindo. Os músicos de 20-e-poucos, que hoje começam a conquistar as suas respectivas “cenas”, são os adolescentes emo de 2009 que tiveram Tumblr e achavam que lápis de olho exprimia determinadas angústias. No meio dessa trajetória, encontraram nas redes sociais um espaço confessional; entenderam que desabafo é importante, algumas tristezas são sérias e terapia não é sinal de fragilidade. Na verdade, viram que assumir doenças mentais e insuportáveis dores da alma é um ato de coragem, não de fraqueza – hoje, você até reposta um ou outro meme sobre isso. Combine todos esses fatores, acrescente um pouco de introspecção de tempos majoritariamente digitais e voilá – surge o indie-mental health.

Indie esse que, hoje, encapsula gerações mistas: contempla Fiona Apple, compositora que começou antes de grandes discussões cibernéticas sobre depressão; mas que, finalmente, se reconhece na vulnerabilidade sem se excluir do resto da cena. Contempla Hayley, cujo trabalho solo agora não tem medo de assumir a luta com a psique como parte da sua expressão. Contempla Phoebe Bridgers, Bully, Clarice Falcão, Letrux e quem mais você pensar. Muitos deles não fazem “música triste” por definição – mas são músicos que abrem um diálogo e cantam, para milhares de pessoas, que não estão tão bem assim. A antítese do roqueiro fodão.

Claro, não é um caso exclusivo do indie – se Kanye e Halsey conseguem basear álbuns inteiros em uma bipolaridade assumida, isso mostra que existe um movimento grande acontecendo aqui. Artistas estendendo a mão e dizendo não só que não são perfeitos como que seus fãs também podem procurá-los quando o buraco é mais embaixo. Dizendo “Eu sei exatamente o que é isso que você sente”. Lembrando que existe terapia, existe remédio, existe saída. Advogando a favor deles e de você.

É que tem algo particular desta nossa época, para além de um estilo musical específico. São coisas que um Radiohead da vida já antecipava, mas não falava tão claramente – essas novas músicas no clima “How to Disappear Completely” agora são acompanhadas de entrevistas, doações, alusões explícitas a causas específicas do tal mental health. É uma geração de músicos que não quer ver outro Chris Cornell, cujas letras sinalizavam um sofrimento sério, mas não houve tempo para cura – e é Toni Cornell, a filha de Chris, que hoje canta e também cria um podcast sobre estigmas da saúde mental. E quando Billie Eilish faz vídeos de puro torpor, ela não o faz totalmente sem responsabilidade: complementa sempre com entrevistas sinceras sobre depressão e como as coisas andam melhorando. De repente, estamos dando nome aos bois.

Mas é no indie que o mental health aparece com força, trilhando caminhos para o resto. Porque falar de saúde mental não combina com uma música estritamente comercial ou pop, não é o caso mesmo do último single da Cardi B, mas bate perfeitamente com o clima alternativo-artístico-conceitual. Flerta com a exposição das redes sociais, mas rejeita a pose “perfeita” que o Instagram pede. E vai do próprio sentimento ao sentimento do outro: do “My worst habit is my own sadness”, da girl in red, ao “I would do anything to get you out your room”, da Arlo Parks. Indie que compreende a dor e a seriedade das coisas enquanto tenta dar algum sentido a isso tudo.

Uma mudança como essa acompanha riscos: de glamorizar a dor, de tornar a doença um assunto de TikTok sem seriedade. Quando transformada em arte, a saúde mental (ou a falta dela) se torna um assunto fácil de romantizar, como se o sofrimento desses artistas fosse indissociável do seu sucesso – e, portanto, fãs podem acabar admirando ambos. Mas, de modo geral, estamos finalmente dizendo e ouvindo o que, há pouco, era o indizível. E o indie-mental health te abraça e lembra: ninguém tá bem. E tudo bem.

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Melhores discos do ano da POPLOAD, internacional: Fiona Apple, sim, ela mesma, é a primeirona num 2020 de 42 álbuns de destaque

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* Olha. Se a gente pegar as sete listas de melhores álbuns de 2020 aqui elaboradas, cada um do top 10 do ano da galera díspare que faz a Popload, chacolhar, misturar, jogar para cima e ver o que bate, o que coincide ou o que maaaais coincide, o álbum da especialíssima Fiona Apple fica em primeiro lugar no geral, de forma marcante.

O rico “Fetch the Bolt Cutters” talvez seja seguido pelo misterioso grupo inglês SAULT, com qualquer um de seus dois discos lançados em 2020. Tem um vislumbre de boa colocação para os álbuns de Run the Jewels e da Phoebe Bridgers, talvez a Dua Lipa, mas de resto é tiro para tudo quanto é lado.

O que nos leva a crer que este ano maluco de 2020, e suas nuances todas, sua palheta de cores zoadas, suas camadas difusas, pautou a variação musical mais do que qualquer coisa. Ou não! Talvez só que a Popload é feita por gente que pensa diferente entre si, mas que converge cada um a seu modo para o mesmo fim: o bem da música independente seja ela de vanguarda, clássica, indie de guitarras, hip hop, dance, pop, o que for.

Porque no fim, se não erramos na conta, abaixo foram citados 42 álbuns diferentes, dentro dos dez de cada um.

Veja aí o que você acha. (A lista d)Os melhores do ano da Popload, por quem faz a Popload, ficou assim:

** Lúcio Ribeiro

1. Fiona Apple – “Fetch The Bolt Cutters”
2. SAULT – “Untitled (Black Is)”
3. Tame impala – “The Slow Rush”
4. Sports Team – “Deep Down Happy”
5. Fontaines DC – “A Hero’s Death”
6. IDLES – “Ultramono”
7. Phoebe Bridgers – “Punisher”
8. Waxahatchee – “Saint Cloud”
9. Dua Lipa – “Future Nostalgia”
10. Rina Sawayama – “SAWAYAMA”

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** Isadora Almeida

1. Fontaines D.C – “A Hero’s Death”
2. Haim – “Women in Music Pt. III”
3. Tame impala – “The Slow Rush”
4. Fleet foxes – “Shore”
5. Sault – “Untitled (Rise)”
6. Fiona Apple – “Fetch the Bolt Cutters”
7. Dua Lipa – “Future Nostalgia”
8. Sorry – “925”
9. Laura Marling – “Song for Our Daughter”
10. Vários – “Blue Note Re:imagined”

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** Vinicius Felix

1. Fiona Apple – “Fetch The Bolt Cutters”
2. Run the Jewels – “RTJ4”
3. Thundercat – “It Is What It Is”
4. Bob Dylan – “Rough and Rowdy Ways”
5. Phoebe Bridgers – “Punisher”
6. Rina Sawayama – “SAWAYAMA”
7. Dua Lipa – “Future Nostalgia”
8. Laura Marling – “Song for Our Daughter”
9. Porridge Radio – “Every Bad”
10. J Hus – “Big Conspiracy”

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** Daniela Swidrak

1. SAULT – “Untitled (Black Is)”
2. Phoebe Bridgers – “Punisher”
3. Sorry – “925”
4. Fontaines DC – “A Hero’s Death”
5. Fiona Apple – “Fetch the Bolt Cutters”
6. IDLES – “Ultramono”
7. Porridge Radio – “Every Bad”
8. Sports Team – “Deep Down Happy”
9. Working Men’s Club – “Working Men’s Club”
10. EOB – “Earth”

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** Dora Guerra

1. Fiona Apple – “Fetch the Bolt Cutters”
2. Moses Sumney – “Grae”
3. Sault – “Untitled (Black Is)”
4. Phoebe Bridgers – “Punisher”
5. Gorillaz – “Song Machine”
6. Rina Sawayama – “SAWAYAMA”
7. Róisín Murphy – “Róisín Machine”
8. Perfume Genius – “Set My Heart on Fire Immediately”
9. HAIM – “Women in Music Part III”
10. Mac Miller – “Circles”

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** Fernando Scoczynski Filho

1. Deftones – “Ohms”
2. Fiona Apple – “Fetch the Bolt Cutters”
3. Alain Johannes – “Hum”
4. Zeal & Ardor – “Wake of a Nation”
5. Nine Inch Nails – “Ghosts VI: Locusts”
6. Bambara – “Stray”
7. Grimes – “Miss Anthropocene”
8. Mr. Bungle – “The Raging Wrath of the Easter Bunny Demo”
9. EOB – “Earth”
10. Refused – “The Malignant Fire”

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** Alexandre Gliv Zampieri

1. Smashing Pumpkins – “CYR”
2. Pet Shop Boys – “Hotspot”
3. Starbenders – “Love Potions”
4. Killer Be Killed – “Reluctant Hero”
5. Code Orange – “Underneath”
6. The Jaded Hearts Club – “You’ve Always Been Here”
7. Local H – “LIFERS”
8. Run The Jewels – “RTJ4”
9. AC/DC – “Power Up”
10. Dua Lipa – “Future Nostalgia”

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** Tallita Alves

1. Jessie Ware – “What’s Your Pleasure?”
2. Caribou – “Suddenly”
3. Lady Gaga – “Chromatica”
4. Haim – “Women in Music Part III”
5. Tame Impala – “The Slow Rush”
6. Yves Tumor – “Heaven to a Tortured Mind”
7. Dua Lipa – “Future Nostalgia”
8. Perfume Genius – “Set My Heart on Fire Immediately”
9. Waxahatchee – “Saint Cloud”
10. The Avalanches – “We Will Always Love You”

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