Em fka twigs:

Top 10 Gringo – 2022 já está bonito. Weeknd pega o topo, Fontaines D.C. vem pop e FKA Twigs completa a mixtop (hummm)

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* O ano começa com tudo na gringa. Ou, vá lá, quem começa com tudo é o nosso Top 10 de sons novos internacionais. A gente deixou passar duas semanas e pronto, já falta espaço na hora de listar as dez melhores músicas das primeiras semanas do ano. Mas foi fácil escolher o primeiro lugar: The Weekend vem para cima com um disco daqueles, que ganham múltiplos Grammys, premiação famosa por esnobar o trabalho de Abel Tesfaye, o nome real do homem. Quem vai esnobar quem agora? E aos poucos a gente vai organizando tudo. Vamos.

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1 – The Weekend – “Is There Someone Else?”
No poderoso novo álbum do The Weekend é difícil escolher uma só. O que falar de “Out of Time”? Ou de “Here We Go Again”, com Tyler, The Creator? Por agora a gente fica com a viciante “Is There Someone Else?”, um conto de cíúme sob com uma produção viciante. A vontade é morar naquela abertura.

2 – Fontaines D.C. – “Jackie Down the Line”
E a nossa banda predileta prepara o lançamento do seu terceiro álbum, “Skinty Fia”. E pelo primeiro single será que vamos ter os irlandeses flertando mais com o pop pela primeira vez? Após o sombrio “A Hero’s Death”, temos “dododos” e “lalalas” e até um violãozinho que chega a segurar a música praticamente sozinho em um momento. Que coisa linda.

3 – FKA Twigs – “Oh My Love”
São muitas as boas faixas que a FKA Twigs soltou na sua mixtape para não pirar, “Caprisongs”. Difícil escolher uma, mas que tal essa onde ela sofre por amor por conta de algum mala sem alça e toma uma orelhada muito afetuosa de uma amiga para se dar o devido respeito? Além do bom papo da música, tem um refrão gostoso de ouvir.

4 – Kae Tempest – “More Pressure”
Kae Tempest, que alterna seu trabalho entre a música e a literatura, vai lançar seu novo álbum em breve. “The Line Is a Curve” sai em abril. Até lá dá para curtir seu feat. com Kevin Abstract, um dos fundadores do Brockhampton.

5 – Yard Act – “Rich”
Em mais um ano em que o pós-punk inglês promete ficar firme por conta de bandas como o Yard Act, a grupo de Leeds adiou o lançamento do seu esperado debut. Mas em compensação chegou com um single que conta muito sobre a banda e seu indie falado em cima de som minimalista. A música “Rich” é um poço de ironia. Já nos primeiros versos você percebe: “Quase por acaso, me tornei rico/ Através da recompensa contínua por mão de obra qualificada no setor privado/ E uma genuína falta de interesse em coisas caras”. E: se resta dúvidas, eles deixaram mais explicadinho no Instagram da banda: “É basicamente dizer, vamos ter alguma simpatia por todos os milionários por aí, porque é difícil para eles também. Obviamente, não é sobre isso (…) Além disso, devo deixar bem claro aqui que não estou defendendo de forma alguma os ricos. Eles merecem todo o pau que recebem, ricos bastardos”.

6 – Swamp Dogg – “Soul to Blessed Soul”
Swamp Dogg é um veterano da soul music. Na ativa desde os anos 70, há alguns anos ele se aventura na exploração do auto-tune em alguns dos seus discos. Tanto que seu próximo trabalho vai se chamar “I Need a Job… So I Can Buy More Auto-Tune”. Em tradução literal, “Eu preciso de um trabalho. Para poder comprar mais auto-tune”. E o cara usa o recurso de um jeito muito inteligente: “Soul to Blessed Soul” é uma regravação do seu próprio material aditivado do recurso eletrônico. Hit.

7 – Metronomy – “Things Will Be Fine”
Tem horas em que um Metronomy alegrinho é tudo que a gente precisa. E esse é o caso aqui. É uma música impressionante e de outro mundo? Não é. Mas é Metronomy, o que carrega uma vantagem para nós de modo intrínseco. E é bom uma banda que a gente curte mantendo o otimismo. E o som bom.

8 – White Lies – “Am I Really Going to Die”
Já viu aquele meme onde uma casa alegre representa a música e uma casa sombria representa a letra? Funcionaria muito bem aqui com os ingleses do White Lies. “Am I Really Going to Die”, segundo a banda, tem inspirações musicais na era “Station to Station”, a fase punk (no sentido de vida) do gênio David Bowie (cocaína, ocultismo, paranóia) e é “uma narrativa de alguém super-seguro de si que recebe um diagnóstico terminal”, nas palavras de Charles Cave, baixista da banda.

9 – Leikeli47 – “Chitty Bang”
Ainda no hip hop, só que agora nos EUA, a rapper Leikeli47, que costuma sempre aparecer com sua balaclava (“representa liberdade”). É seu primeiro som após um ano de silêncio. Álbum, mixtape? Nada ainda. Misterioso igual ao próprio rapper este lançamento aqui. Claro, bom ficar de olho.

10 – Lucius – “Next to Normal”
Sabe aquele sincericida? Aquele que solta umas bobagens e acaba perdendo amigos? Essa música da banda Lucius, mais conhecida pela dupla de vocalistas Jess Wolfe e Holly Laessig, lança uma ideia sobre esse tipo de pessoa e sobre ela se sentir mais confortável (quase normal) ao lado de alguém especial. Tudo em um clima quase disco e com harmonias vocais de chapar a cabeça de tão viciantes.

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* A imagem que ilustra este post é do músico canadense The Weeknd.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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FKA Twigs lança mixtape de músicas que fez para não enlouquecer

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* A sempre impressionante FKA Twigs, cantora, compositora, dançarina, produtora e diretora de vídeo (ufa) inglesa, deu as caras hoje na música “inteligente” britânica para lançar sua primeira mixtape, “Caprisongs”, e, de novo, nos apontar o futuro.

“Caprisongs”, que vem suceder o álbum “Magdalene”, de 2019, e não confundir álbum com mixtape, é uma coleção de músicas feitas por ela para não pirar na pandemia. É um conjunto de músicas (17!) que têm pérolas desse estilo FKA Twigs de engendrar suas canções alinhavado com conversas aleatórias com amigos. Conversas essas que representam a salvação de FKA Twigs no lockdown, quando recorria a papos com pessoas próximas para manter a sanidade.

Nessas, “Caprisongs” é carregado na sua motivação e também tem experimentações para todo o lado: pop profundo, R&B estiloso, auto-tune, e coisas além que talvez sejam cedo para nós, mortais ouvintes, entender.

Daí você vê que a mixtape tem participações de gente como The Weeknd, Charlie XCX, Jorja Smith, Pa Saileu, tudo com produção da fera espanhola El Guincho. Ou seja, coisa finíssima.

“Caprisongs” está nos streamings. Abaixo, deixamos duas da mixtape. A faixa “Papi Bones”, que tem participação da rapper inglesa Shygirl. E a absurda “Meta Angel”, que condensa toda a ideia deste novo trabalho de FKA Twigs.

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TOP 10 Gringo: que ranking é este? Arlo Parks, FKA Twigs, Madlib, Tune-Yards, Idles e ela: Sophie. 2021 agora começou

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* Uma semana de alegrias e tristezas no mundo musical. É um prazer ver a Arlo Parks brilhar em sua estreia e uma dor saber que não teremos mais o brilhantismo da SOPHIE por aí. Nessa enxurrada de emoções, muitas boas músicas foram lançadas. Um dos TOP 10 mais simples de se pensar desde que começamos nossa missão semanal de toda terça-feira trazer aquela playlist do que anda rolando lá fora para facilitar sua vida. O mais complicado foi conferir certa ordem a tantas canções boas.

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1 – Arlo Parks – “Hurt”
Complicado mesmo foi decidir qual a nossa melhor música do reluzente álbum de estreia de inglesa Arlo Parks. “Collapse in Sunbeams” é maravilhoso e fez valer o hype. Sim, acredite nele. Uma vez com essa dúvida, vamos destacar “Hurt”. Bela na composição, no toque, nos timbres – que som de bateria é esse? – e na letra. Não dá para saber exatamente o que aflige o personagem da canção – Depressão? Vício? -, mas Arlo avisa: essa dor não dura para sempre.
2 – Madlib – “One For Quartabê/Right Now”
Arquiteto. Mago. Mestre. Produtor, DJ, rapper, Madlib é dos grandes. Seu novo álbum “Sound Ancestors” respeita essa história. É um disco de beatmaker com começo, meio e fim. A ideia veio do produtor Four Tet, que sugeriu a Madlib um disco onde seus beats fossem o centro de tudo, sem participações especiais. A voz do álbum é a voz que Madlib consegue colocar em suas construções sofisticadas. Nessa bela festa, um som é dedicado ao Quartabê, conjunto brasileiro formado por Maria Beraldo, Joana Queiroz, Chicão e Mariá Portugal. E nesta que vamos!
3 – FKA Twigs – “Don’t Judge Me”
“Don’t Judge Me” tem tudo o que a FKA Twigs pode oferecer de bom: sua voz angelical absurda, hip hop, trip hop, participações importantes, como a do rapper Headie One e o produtor Fred Again, conexões da mais moderna música black e tudo mais. Estamos superansiosos pelo seu novo álbum. Twigs andou falando que seu terceiro disco vem aí com o maior número de colaborações que ela já teve.
4 – Tune-Yards – “Hold Yourself”
Vem aí disco novo da californiana Tune Yards, a parceria musical do casal Merrill Garbus e Nate Brenner. Além do som bom e vibrante deste single, vale dar um destaque à letra que toca no ponto da dificuldade de todos em superar suas questões a partir de uma reflexão que muitos não se dão conta: “Seus pais também são filhos”.
5 – Idles – “Carcinogenic”
Falar da classe trabalhadora, defender os direitos básicos, criticar a desigualdade social. “Carcinogenic” é um dos protestos mais diretos do Idles, aquele papo reto que não deixa dúvidas. No vídeo desse som, a militância da banda vai as ruas para defender as casas independentes de show, que tanto sofreram com a pandemia, são responsáveis pela existência do Idles e que precisam sobreviver a esta complicada crise.
6 – Weezer – “Screens”
“OK Human” é o álbum de piano e cordas do Weezer. Embora a proposta soe rebuscada, as canções ainda carregam a essência de sempre da banda para o bem e para o mal. Felizmente o saldo aqui parece mais positivo em um punhado de canções. “Screens” capta a obsessão de todos por telas e as implicações sofridas deste mal do século. Musicalmente lembra a clássica “Hash Pipe”. Repara.
7 – Jade Bird – “Headstar”
Enquanto prepara o sucessor de seu primeiro álbum, lançado em 2019, a inglesa Jade Bird resolveu sacudir um pouco as coisas com uma música direta ao ponto sobre relacionamentos e aquela falta de comunicação que impede que eles simplesmente comecem. Uma música leve com aquele refrão para berrar junto, sabe?
8 – Bartees Strange – “Boomer”
Bartees Strange é um músico inglês que cresceu no Oklahoma mas é radicado em Washington DC. A mistura geográfica é também musical. Seu som reúne elementos do rap e do indie rock com toques emo e um perfume de jazz de um jeito que nunca vimos antes. Sério. Ouça o primeiro álbum do garoto, “Live Forever”.
9 – Goat Girl – “Badibaba”
“Badibaba” é a música indie mais torta deste ano. Parece uma coisa, mas termina outra. Urgente você dar uma olhada no que esse quarteto de garotas inglesas andam aprontando em seu segundo álbum.
10 – SOPHIE – “Immaterial”
A perda de SOPHIE foi um baque. Ela tinha apenas 34 anos. Por isso a gente relembra aqui, como homenagem, um de seus grandes sons, a penúltima faixa de seu único álbum, “Oil of Every Pearl’s Un-Insides”. Esta faixa é uma pequena mostra de sua capacidade de aglutinar, em uma música experimental, uma enxurrada de elementos pop. Uma mistura para embaralhar a cabeça e trazer questões. Como é possível que tantas melodias reconhecíveis de outros lugares soem tão originais ao mesmo tempo? É uma pergunta que cabe dentro da canção de SOPHIE, mas que pensando bem também faz sentindo no universo das canções pop. Trabalho genial.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora inglesa Arlo Parks.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Não julgue a FKA Twigs, ela pede flutuando em seu incrível vídeo novo/música nova

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* Nossa querida Tahliah Debrett Barnett, mais conhecida como a estilosíssima FKA Twigs, cantora, atriz, dançarina e agitadora da alta cultura indie, cumpriu o que prometeu. Depois de muito teasers desde a virada do ano, ela lançou nova música, finalmente. Chama “Don’t Judge Me”, que vem com um poderoso vídeo acoplado.

“Don’t Judge Me” tem tudo o que a FKA Twigs pode oferecer de bom: sua voz angelical absurda, hip hop, trip hop, participações importantes, como a do rapper Headie One e o produtor Fred Again, conexões da mais moderna música black e tudo mais.

O vídeo tem coreografias, lindezas artsy corporais, é todo trabalhado nas artes visuais e contém algumas “magias”, já que FKA Twigs tem a força (viu a foto acima?). Ele é co-dirigido por Twigs e por Emmanuel Adjei, que apenas trabalhou com Beyoncé no “Black Is King”.

FKA Twigs também andou falando em podcasts por aí, nestes dias, que seu terceiro disco vem aí com o maior número de colaborações que ela já teve, já que ficou presa em quarentena e tudo o que podia fazer era chamar amigos na internet para dividir suas ideias musicais, experimentar.

“Don’t Judge Me” é só o começo. E que começo.

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FKA twigs explora suas próprias fragilidades e exorciza sentimentos ruins em seu novo disco

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Puxado pelos singles “Cellophane” e “Holy Terrain”, FKA twigs lançou nesta sexta-feira seu aguardadíssimo disco novo, “Magdalene”, o segundo dela na carreira.

Produzido pela própria cantora, “Magdalene” é o sucessor de LP1, seu disco de estreia que saiu em 2014. Entre os envolvidos estão Nicolas Jaar, Skrillex, Jack Antonoff e Future.

Em comunicado há algumas semanas, FKA twigs revelou que o álbum é uma espécie de exorcismo de sentimentos ruins que ela vinha enfrentando.

“Nunca pensei que um coração partido pudesse ser tão abrangente. Nunca pensei que meu corpo pudesse parar de funcionar a tal ponto que não conseguia me expressar fisicamente das maneiras que sempre amei e encontrei tanto consolo. Sempre conduzi o meu caminho para ser o melhor que poderia ser, mas desta vez não pude fazer, fiquei sem opção a não ser desfazer todos os processos. Mas o processo de fazer este álbum me permitiu, pela primeira vez, e da maneira mais real, encontrar compaixão quando eu estava no meu estado mais gracioso, confuso e fraturado. Parei de me julgar e naquele momento encontrei esperança em ‘Madalena’. A ela, sou eternamente grata”.

Ao todo são 9 faixas novas, que podem ser conferidas abaixo via Deezer. Junto, uma session recente da cantora para a BBC Radio 1.

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