Em flaming lips:

Flaming Lips faz o show do futuro nos EUA. Todo mundo numa bolha

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* Não é de hoje que a bandaça americana Flaming Lips roça o futuro com seus shows inusitados. A banda do malucão (?!) Wayne Coyne, os lábios flamejantes de Oklahoma, sempre traz diante de seu público um estilo de apresentação ao vivo que nunca é apenas isso, uma banda tocando num palco.

Há muitos anos que Coyne pratica em show uma espécie de “socialização com isolamento social”. É o artista que mais se aproxima de seus fãs sem de fato se aproximar. Em momento tal dos concertos do Flaming Lips, ele entra numa bolha de plástico e sai cantando para cima de seu público, andando sobre ele, ficando sobre ele, no meio dele. Na chamada “space bubble”.

Se isso aos olhos de hoje, em meio a uma assustadora pandemia, é de certa forma ter sido visionário lá atrás, Wayne Coyne segue fazendo suas experimentaçãos “diferentes”. E agora resolveu, como na noite de terça passada, na casa de shows Criterion, em Oklahoma City, fazer um espetáculo real tocando com a presença de pessoas em que todo mundo, banda e fãs, estão cada um em sua bolha.

Uma experimentação dessa experimentação já havia acontecido há alguns dias, quando a nossa série favorita Tiny Desk Concerts já havia mostrado os Lips em ação com todos da banda na space bubble. Como mostra a foto abaixo:

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E esse “show do futuro” de terça agora, todo-mundo-na-space-bubble, banda e público, teve apenas duas músicas tocadas várias vezes, até para servir também como gravação de um vídeo oficial. Ou dois. O Flaming Lips fez essa performance-teste para “Assassins of Youth” e “Brother Eye”, duas canções de seu mais recente álbum, “American Head”, lançado agora na cabalística data de 11 de setembro.

Se não tem vídeo dessa experiência doida (?!) de Oklahoma, realizada talvez pela banda mais doida (?!) do universo, temos a cobertura dela feita pelo próprio Wayne Coyne, nas redes sociais.

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Yesssssss!!! Thsnk you everyone for helping !!!!!

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Coisa de gênio. Flaming Lips faz show com plateia no programa do Colbert. Mas cada um dentro de uma bolha

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* Sempre zoaram o Flaming Lips, chamaram o Wayne Coyne de doidão, psicodelia freak. Por que eles se fantasiam de bichinhos de pelúcia? Por que eles tocam dentro de uma bolha de plástico? Mas olha aí. Ontem, como convidado musical do programa do apresentador Stephen Colbert, a genial banda de Oklahoma City realizou o único show de música possível neste ano do coronavírus. Ainda que de uma música só.

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Coyne e seus parceiros de Lábios Flamejantes fizeram a apresentação mais segura e com distanciamento social ao mesmo tempo com as pessoas umas perto das outras deste 2020 problemático, em especial para a TV americana.

Tanto a banda junta no palco como o público embaixo assistindo estavam cada um dentro de uma bolha. Em seus shows quando o mundo era mundo, era famoso o momento em que Coyne entrava numa bolha dessas e saía para “caminhar” sobre a plateia. Agora, parece, pode ser uma vestimenta oficial dos novos tempos.

A música que o Flaming Lips tocou no “Late Show” do Cobert, não por acaso, é o hino “Race for the Prize”, uma das grandes músicas de seu grande álbum “The Soft Bulletin”, de 1999, na época já o novo disco do grupo.

Para o número, a banda usou dois bateristas. Na mesma bolha. Mas ambos usavam máscara.

Em “Race for the Prize”, Coyne canta que dois cientistas correm lado a lado para salvar a humanidade, determinados, trabalhando sem parar para encontrar a cura, mas é muito perigoso. Me fala se Wayne Coyne, ou o Flaming Lips como instituição musical, não é genial demais…

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* O Flaming Lips tem um álbum novo para sair em algum momento nos próximos meses, chamado “American Head”. Será o décimo-sexto disco da banda.

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Presente aleatório: Sydney Opera House posta show especial do Flaming Lips de outubro

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* Em 2019, o sublime álbum “The Soft Bulletin”, do insólito grupo americano Flaming Lips, fez 20 anos de iade. Para celebrar, Wayne Coyne e companhia realizaram alguns shows tocando o famoso disco na íntegra. Um dos palcos dessas apresentações especiais foi o da sala de concertos da icônica Sydney Opera House, um centro cultural para shows dos mais bonitos do planeta. É cartão postal da linda cidade australiana. Os Lips fizeram duas apresentações lá, em outubro.

Sorte a nossa que o Sydney Opera House tem um canal de YouTube amigo, que entrega altos vídeos gravados por lá, seja nos shows dentro ou fora da casa. E resolveram soltar hoje quase que a íntegra de um desses shows do Flaming Lips. São quase 50 minutos de uma performance maravilhosa com dois brindes no bis: “Do You Realise??” e “True Love Will Find You In The End” do querido Daniel Johnston – o show foi poucos dias depois de sua morte.

Então, se quiser, veja o show completo ou vá direto nas músicas do bis:

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Flaming Lips com Deap Vally: dobradinha mais legal do momento, Deap Lips solta a nova “Home Thru Hell”

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Uma das dobradinhas mais legais do mundo pop (ou indie, se você preferir) diz respeito ao Deap Lips, o grupo que mistura nada menos que o lisérgico The Flaming Lips com o duo de meninas Deap Vally.

Wayne Coyne, sempre ele, está envolvido. Seu parceiro de banda, Steven Drozd, também. As garotas Lindsey Troy e Julie Edwards dão o chame todo ao projeto.

O disco de estreia, homônimo, será lançado dia 13 de março e acabou de ganhar seu segundo single. O novo som recebeu o título “Home Thru Hell”. Antes, o Deap Lips já havia divulgado a também boa “Hope Hell High”. No total, serão 10 faixas novas.

Deap Lips – Tracklist
01 Home Thru Hell
02 One Thousand Sisters With Aluminum Foil Calculators
03 Shit Talkin
04 Hope Hell High
05 Motherfuckers Got to Go
06 Love Is a Mind Control
07 Wandering Witches
08 The Pusher
09 Not a Natural Man
10 There Is Know Right There Is Know Wrong

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O disco quase ao vivo em show realizado em um quase espaço. Só podia ser o Flaming Lips

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No Record Store Day, que rolou mês passado, o incrível e algo complexo Flaming Lips lançou um disco mais ou menos ao vivo, com releituras para sete canções de seu mais recente álbum, “Oczy Mlody”.

Com o single título “Onboard the International Space Station Concert for Peace”, a banda do doido Wayne Coyne meio que simulou um show em uma estação espacial, no que eles próprios chamaram de “um LP com faixas reimaginadas como uma performance ficcional/fantástica”.

Noves fora toda a chinfra em torno da temática, o disco na íntegra agora está disponível para ser ouvido online. Antes, havia apenas a versão em vinil laranja, com tiragem limitada de 2.700 cópias. Tá?

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