Em flea:

Tom Morello, Idles, Flea, Warpaint e… Dado Villa-Lobos. Todos juntos no disco-tributo à lendária Gang of Four

>>

* Estava quase botando o selo da CENA aqui, mas deixa.

No dia 14 de maio será lançada uma coletânea de vinil duplo em tributo à grande Gang of Four, importante banda inglesa do punk e principalmente pós-punk inglês dos anos 70 que botou a galera de moicano, botas Doc Martens e roupas rasgadas a dançar funk e dub.

O disco era para ter saído no ano passado, como parte das comemorações dos 40 anos do gigantesco álbum “Entertainment!”, o disco de estreia do Gang of Four lançado no final de 1979. Mas o grande guitarrista Andy Gill morreu em fevereiro, cedo demais (64 anos), e engavetou o projeto, que vem à luz agora com o nome “The Problem of Leisure: A Celebration of Andy Gill and Gang of Four”. As homenagens agora são duas.

gangof4capa

Um grande número de artistas conhecidos participarão da compilação, obviamente tocando, cada um a seu modo, as marcantes músicas do Gang of Four. Tom Morello, Serj Tankian (System of a Down), Flea e Frusciante (Chili Peppers), os grupos Idles, Warpaint e Dandy Warhols, a eterna musa La Roux e o veterano Gary Numan estão na coletânea.

Tem um músico também que conhecemos bem por aqui. O guitarrista Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, comparecerá em um dos discos para tocar uma cover de “Return the Gift”, do disco “Entertainment!”.

O envolvimento de Dado Villa-Lobos num tributo à banda inglesa dos anos 70 é muito menos bizarro do que parece ser. Em 2012, Andy Gill veio ao Brasil especialmente para participar do “MTV ao Vivo – Tributo à Legião Urbana”, tocando duas músicas, uma da Legião Urbana e outra de sua banda, influência descarada do famoso grupo brasileiro, a ponto de sempre apontarem as referências sonoras da Legião Urbana muito… digamos… escancaradas demais.

O guitarrista brasileiro já disse em entrevista que os barulhinhos que produziu em “Ainda É Cedo”, da Legião, bebe bastante no jeito de tocar de Andy Gill, mais que em The Edge, do U2, outro nome muito lembrado nas influências do começo da banda de Brasília.

O rock brasileiro dos anos 80 amava Gang of Four. O grupo paulistano Titãs, por exemplo, copiou “como homenagem” um trecho do refrão da letra do hino “Damaged Goods” (Your kiss so sweet/ Your sweat so sour/ Sometimes I’m thinking that I love you/ But I know it’s only lust), dos ingleses, em “Corações e Mentes” (O teu beijo é tão doce/ O teu suor é tão salgado/ Às vezes acho que te amo/ Às vezes acho que é só sexo).

A compilação “The Problem of Leisure: A Celebration of Andy Gill and Gang of Four” vai ser construída assim:

disco 1

IDLES – Damaged Goods (UK)
Tom Morello & Serj Tankian – Natural’s Not in It (USA)
Helmet – In the Ditch (USA)
3D* x Gang of Four feat. Nova Twins – Where the Nightingale Sings (UK)
Hotei – To Hell With Poverty (Japan)
Gary Numan – Love Like Anthrax (UK)
Gail Ann Dorsey – We Live as We Dream, Alone (USA)
Herbert Grönemeyer feat. Alex Silva – I Love a Man in a Uniform (Germany)
LoneLady – Not Great Men (UK)
JJ Sterry – 5.45 (UK)

disco 2
La Roux – Damaged Goods (UK)
Everything Everything – Natural’s Not in It (UK)
Dado Villa-Lobos – Return the Gift (Brazil)
The Dandy Warhols – What We All Want (USA)
Warpaint – Paralysed (USA)
Flea & John Frusciante – Not Great Men (USA)
The Sounds – I Love a Man in a Uniform (Sweden)
Hardcore Raver in Tears – Last Mile** (China)
Killing Joke x Gang of Four – Forever Starts Now (Killing Joke Dub) (UK)
Sekar Melati – Not Great Men (live version) (Japan)

***

E tem o vídeo da faixa que junta Tom Morello e Serj Tankian, que postamos aqui lá atrás.

>>

POPNOTAS, 5 de janeiro – O papo reto do Chico César, Pitchfork dá notão para o Playboi Carti e o Grammy indie foi adiado. E “Creep”

>>

* Vamos às notícias mais relevantes do dia.

“Todas as minhas canções são de cunho político-ideológico. Não me peça um absurdo desse, não me peça para silenciar, não me peça pra morrer calado. Não é por ‘eles’. É por mim, meu espírito pede isso. E está no comando. Respeite, ou saia. Não veja, não escute. Não tente controlar o vento. Não pense que a fúria da luta contra as opressões pode ser controlada. Eu sou parte dessa fúria. Não sou seu entretenimento, sou o fio da espada da história feito música no pescoço dos fascistas. E dos neutros. Não conte comigo para niná-lo. Não vim botar você pra dormir, aqui estou para acordar os dormentes.”

– As palavras aí de cima são do músico Chico César em resposta a um fã que pediu que ele seguisse com suas canções sem abordar questões políticas. Não é nem que o fã estava reclamando, foi só uma sugestão. Mas pra quê? A resposta de Chico, que já trocou uma ideia incrível com a gente em nossas lives, é uma aula sobre a força da arte e sua função real no mundo. No Twitter, alguém lembrou a letra do Belchior: “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve/ Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve/ Sons, palavras são navalhas/ E eu não posso cantar como convém/ Sem querer ferir ninguém”. É isso mesmo. O Twitter caiu hoje por causa do “caso Chico”.

– Sucesso popular e de crítica: Comentamos ontem que o rapper Playboi Carti assumiu a liderança da lista de álbuns mais vendidos da Billboard. Agora ele levou um belo 8.3 da indie Pitchfork, enquanto a “Rolling Stone” deu quatro estrelas para “Whole Lotta Red”, o disco.

Sem celular: Flea deu uma bela entrevista sobre a vida, no jornal inglês “The Guardian”. Em uma reflexão sobre drogas, afirma que sua geração passou do ponto, mas que não esquenta com o que a atual anda aprontando. Sua preocupação maior é que computadores e celulares tenham eliminado nossa capacidade de viver no presente. Interessante. Acho que concordamos. Talvez. Sabe-se lá. Nesse papo, ele, conversando sobre seu livro de memórias lançado no ano passado, ainda contou que quem deu umas dicas sobre escrita para ele foi uma certa Patti Smith. “Acid for the Children” saiu no Brasil, inclusive.

– No limbo entre o Natal e Ano Novo, bate aquele tédio misturado ao empanturramento de comida. Não foi diferente para os Bacon Brothers, banda do ator Kevin Bacon, que atendeu a um chamado da natureza. Não aquele que você está pensando. No caso, dos seus cabritinhos. Segundo Bacon, os bichinhos pediram para ele tocar “Creep”, do Radiohead, mesmo ele não achando uma música muito apropriadamente alegre para a data. Em video postado por ele mesmo em suas redes sociais, o ator/cantor aparece bem à vontade, enquanto seus amiguinhos mastigam parte de sua roupa. Adorável.

– Grammy adiado: Não rola mais em janeiro a edição do prêmio americano que podia aumentar as glôrias de alguns dos nosso indies favoritos. Fontaines DC e Fiona Apple estavam na parada. A questão do adiamento, adivinha, é a Covid-19, que está firme e forte na Califórnia. A informação quente veio da “Rolling Stone” a partir de diversas fontes. Não é oficial ainda. Provavelmente a solução vai adiar o evento para março, de acordo com a revista.

>>

De novo com o Flea no baixo, Bright Eyes mostra a inédita “One and Done”

>>

210120_brighteyes2

Conor Oberst está animado com a volta do Bright Eyes. Com um disco novo a ser lançado a qualquer momento desse ano, até porque a pandemia do coronavírus está deixando a data certa pendente, a banda norte-americana soltou mais uma canção inédita.

“One and Done” é a segunda do novo projeto que conta com o gigante Flea, do Red Hot Chili Peppers, fazendo as hornas no baixo. Quem também repete a participação é Jon Theodore, baterista do Queens of the Stone Age.

Antes já foram lançadas “Persona Non Grata” e “Forced Convalescence”. O último álbum do Bright Eyes é “The People’s Key”, lançado em 2011.

>>

Esquentou! Bright Eyes lança mais uma música inédita. E tem até o Flea tocando baixo

>>

210120_brighteyes2

Olha aí o Conor Oberst na ativa. No final do mês passado, o cultuado músico e compositor norte-americano pegou o mundo indie de surpresa ao contar que voltaria a trabalhar com o Bright Eyes, um de seus principais projetos.

Na ocasião, a banda lançou “Persona Non Grata”, a primeira canção deles em nove anos. Junto, um anúncio de que o grupo vai lançar ainda este ano um disco novo, já que eles formalizaram uma parceria com o selo Dead Oceans.

O novo indício de que o papo é sério mesmo é o lançamento de mais um single. “Forced Convalescence” conta com diversos convidados, entre eles o gigante Flea no baixo, e ainda Jon Theodore (the Mars Volta e Queens of the Stone Age) na bateria e Kip Skitter na percussão.

O último álbum do Bright Eyes é “The People’s Key”, lançado em 2011.

>>

Fã é foda: Edward Norton pede música a Thom Yorke para seu novo filme. E, claro, consegue. Com o Flea no meio ainda

>>

210819_thomyorke_flea2

Fã que é fã tem seus pedidos inusitados. E quando o fã também é famoso, esse pedido pode ser um pouco mais complexo. É o caso do ator Edward Norton, que vai estrelar o filme Motherless Brooklyn, com lançamento previsto para o dia 1º de novembro.

Norton no caso é o fã da história e pediu ao seu ídolo Thom Yorke uma música para a trilha. O líder do Radiohead não só atendeu ao pedido como ainda botou no meio da história o distinto baixista Flea, do Red Hot Chili Peppers e seu parceiro de Atoms for Peace.

O resultado é a boa “Daily Battles”, que pode ser conferida no fim do post. Thom lançou faz pouco tempo seu terceiro disco, ANIMA, que teve até um filme homônimo dirigido por Paul Thomas Anderson. Em setembro, o britânico percorrerá a América do Norte com seu novo show.

>>