Em Fleet Foxes:

Uma de suas obsessões, Fleet Floxes faz versão de música de Nina Simone. Outra vez

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* Falar em Fleet Floxes é falar de Robin Pecknold. Ele é o capitão da banda de Seatle sensação do final da primeira década deste século, que já foi da Sub Pop e teve Father John Misty na bateria.

Ano passado, quando o grupo lançou o excelente “Shore” – disco que conta a participação brasileira de Tim Bernardes d’O Terno -, Pecknold escreveu uma longa comunicado sobre a produção do disco onde destacava alguns artistas que inspiraram o trabalho. Na lista, brasileiros como João Gilberto, Tim Maia e o próprio Tim Bernardes. Entre os gringos, Nina Simone.

O amor de Robin pela famosa cantora, compositora e ativista é grande. Em 2017, ele já tinha feito uma versão de “Do What You Gotta Do”, que talvez você conheça não pela Nina, mas por conta do sample usado por Kayne West na polêmica “Famous”.

E agora, em 2021, em uma sessão na rádio americana por satélite SiriusXM, ele apresenta uma versão de “In the Morning”, canção de Barry Gibb – sim, um dos Bee Gees -, que Nina Simone gravou no final dos anos 60. Ou seja, escrita por Barry muito antes da trilha de “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977).

Olha que bonito.

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CENA – Tim Bernardes conta como foi parar no disco novo do Fleet Foxes

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* Um dos discos indies mais bonitos do ano é “Shore”, da banda americana Fleet Foxes, hoje mais um projeto pessoal do figurinha Robin Pecknold, o guitarrista e vocalista indie-tenor do grupo de Seattle.

“Shore”, um álbum indie-geografia lançado nesta semana, está cheio de convidados bacanas: o Hamilton Leithauser, ex-vocalista dos Walkmen, o bombado Kevin Morby e Daniel Rossen, do incrível Grizzly Bear. E o brasileiro Tim Bernardes, de O Terno, cantando um trecho em português!!! Tim empresta sua voz na bela “Going-to-the-Sun Road”.

Chamamos o Tim Bernardes para explicar para nós como ele foi parar neste quarto álbum do Fleet Foxes. Ainda por cima cantando em português. Ele contou para a gente. Fala, Tim!

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“Seguinte: sempre fui fanzaço do Fleet Foxes. Muito mesmo. Gostava muito dos dois primeiros discos. Daí eles ficaram um tempão parados [de 2011 a 2017]. Quando eles voltaram no terceiro álbum, com o Çrack-Up’, foi um motivo de comemoração lá nO Terno. Os meninos também gostam muito da banda.
Mais recentemente, no ano passado, seguindo o Robin Pecknold no Instagram, a gente começou a trocar mensagens, um responder ao outro. Fui descobrir que ele gostava do ‘Recomeçar’, meu solo, e do ‘atrás/além’, dO Terno. A gente trocou umas ideias, no ano passado, porque ele tava numas de música brasileira. Trocamos umas playlists.
Aí neste ano, já no meio da pandemia, eu sabendo que ele estava trabalhando neste novo disco já tinha uns dois anos, ele me perguntou se eu queria participar, cantar em alguma música, em português mesmo.
Aí ele mandou uma música que ele imaginava eu participando e me mandou uma versão crua do disco. Ele me disse para eu olhar o disco todo também, para ver qual canção eu acharia que caberia para mim. Acabou que ‘Going-to-the-Sun Road’ nem era a música que ele tinha sugerido para mim, de início. Mas que, quando eu ouvi, depois até de trabalhar na outra música, mexeu muito comigo e tinha esse final, com sopros, que eu sentia que encaixava no que eu estava imaginando.
Na hora, então, eu criei essa letra, a parte em português, de um modo bem fluido. Mais fácil que na outra musica sugerida, que eu gastei um tempo pensando como eu encaixaria a letra. Foi na hora. Veio muito fácil com ‘Going-to-the-Sun Road’.
Depois, conversando com ele sobre a participação, o resultado e tal, ele me disse que tinha as músicas mas não tinha muitas letras do disco, até que uma hora começou a vir tudo. Achei bastante coincidência.
Aí quando eu criei a letra em português a gente foi se falando por mensagem, no Instagram. Gravei e mandei pra ele, que estava no estúdio com o engenheiro de som finalizando o álbum. Isso faz uns dois meses. Ele finalizou muito rápido. E então esse meu trecho pro final de ‘Going-to-the-Sun Road’ acabou entrando mesmo e eu fiquei muito feliz. Eu acho ele um dos melhores músicos, cantores, compositores dessa geração, até transcendendo a cena indie atual. As músicas do Fleet Foxes ainda vão ser bonitas daqui uns 20, 30 anos.
Eu fiquei muito animado ainda porque é uma turma muito massa que participa do ‘Shore’. Os caras do Grizzly Bear, o Kevin Moby…
Basicamente foi isso.”

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Fleet Foxes faz do novo álbum uma trilha para as paisagens lindas do Pacífico Norte. Bem isso!

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Captura de Tela 2020-09-23 às 11.03.06 AM

* Quando alguém gosta do grupo americano Fleet Foxes (nóóóós!), esse alguém gosta muuuuuito da banda de Seattle. Então tem gente por aí bem feliz de saber que o grupo que revelou o Father John Misty lançou de surpresa nesta semana seu quarto álbum. Surpresa média, mas ainda assim.

“Shore”, o disco, é o primeiro lançamento da banda desde 2017, quando a banda, que estava em hiato, se reagrupou para lançar o disco “Crack-Up”. O novo álbum, belíssimo pelo que deu para escutar até agora, chegou aos stremings, mas nas lojas só estará disponível em fevereiro de 2021. Valeu, pandemia.

O álbum está cheio de convidados lindos: o brasileiro Tim Bernardes (“Going-to-the-Sun Road”), o ex-vocalista dos Walkmen, Hamilton Leithauser, Kevin Morby e Daniel Rossen, dos Grizzly Bear, entre muitos outros.

E não é só. “Shore” também vem na forma de um filme, um “pé-na-estrada” lindo produzido em 16 mm gravado lá pelos lados de cima no Pacífico, em paisagens típicas daquela ponta esquerda dos EUA. O filme já pode ser visto no site do Fleet Foxes..

“Eu o ouvi o disco enquanto dirigia, e resolvi filmar umas paisagens que eu senti que combinavam com as músicas”, disse o diretor do “Shore” visual. “O filme tem a intenção de coexistir com o álbum, ser plugado a ele. Mais do que ser apenas um outro produto da música.”

Vamos ver e ouvir? Coisa linda para qualquer dos sentidos.

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Tudo lindo. Fleet Foxes, com Father John Misty na bateria, na série From the Basement

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* A gente segue aqui de olho nas atualizações do From the Basement, maravilhosa série musical para a internet criada pelo engenheiro de som Nigel Godrich, nome bastante ligado ao Radiohead. Tanto que o programa em si ficou famoso pela performance da banda de Thom Yorke nele. Mas que também enfileira incríveis participações de nomes como White Stripes, Queens of the Stone Age, PJ Harvey, Sonic Youth, Beck, Iggy Pop, Chili Peppers e muitos outros.

E agora, como o mais novo episódio postado, Fleet Foxes, cultuada banda indie de Seattle em apresentação filmada em setembro de 2008, poucos meses depois de o grupo lançar seu homônimo disco de estreia pela Sub Pop.

Na época, o baterista da banda era Josh Tillman (foto acima), que após o segundo álbum (2012) sairia para assumir a carreira solo, sob a persona de Father John Misty.

Performance classe em filmagem classe.

00:13 – Sun Giant/Sun It Rises/Drops In The River Medley
11:23 – English House
16:50 – Blue Ridge Mountains
21:33 – Your Protector

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Pitchfork Festival 2018 – Mate saudade do Tame Impala, veja a Courtney Barnett, idolatre a Lauryn Hill, viaje com…

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* Está com saudade do Tame Impala tanto quanto nós? A banda australiana de Kevin Park, que andou dizendo que dentro de um ano (tudo isso?!?!?!) vai soltar novo disco, foi uma das grandes atrações do último Pitchfork Festival de Chicago, talvez o segundo festival indie mais cool do mundo.

O evento teve vários shows transmitidos por streaming no último final de semana gordo, de sexta a domingo, e teve no cardápio Courtney Barnett, War on Drugs, a grande Lauryn Hill, Fleet Foxes, Julien Baker, o figura Alex Cameron e muito mais coisas.

Captura de Tela 2018-07-24 às 1.08.07 PM

Sabemos que o Pitchfork enquanto site vai publicar nos próximos dias um monte de material visual do Pitchfork enquanto festival, mas como a gente é afobado mesmo e a galera fez bastante vídeos, vamos espalhar por aqui alguns desse vídeos amadores de que a gente tanto gosta, porque transmite a imagem como fosse você quem estivesse lá filmando. Depois a gente bota os vídeos pro do festival e beleza.

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* As fotos usadas neste post e na home da Popload são de Ben Stas, para o site “Brooklyn Vegan Chicago”
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