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Top 10 Gringo: Sleaford Mods, Shame, Julien Baker, Mogwai e uma galera fora do eixo no ranking da semana

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* Já estão habituados ao nosso Top 10 Gringo? Acho que vale repetir qual é a nossa missão por aqui. Este ranking segue a filosofia do Top 50 de música brasileira que a gente costuma publicar às quartas-feiras de manhã aqui na Popload. Uma parada muito nossa, mais conceitual e de gosto do que de vendas/audições em streaming.

Então fizemos o Top 10 Gringo. Jogar nosso olhar torto, enviesado e parcial para a nova música internacional, ainda que não do tamanho do nosso ranking da cena. Só ara movimentar nossas terças. E render uma playlist boa.

Nesta semana tentamos ampliar o radar. Temos músicas da Nigéria, Chile, algumas coisas da Inglaterra, Estados Unidos. Tudo muito natural, nada forçado. E tem o “contestado” Sleaford Mods” em primeiro lugar. É o nosso jeitinho.

Escute tudo na nossa playlist e comenta com a gente. Enlouquecemos?

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1 – Sleaford Mods – “Nudge It”
A gente já elogiou e conversou bastante sobre o novo álbum do Sleaford Mods por aqui. “Spare Ribs” é um discaço, já anota aí para a lista de melhores de 2021. Entre seus 13 sons, vale destacar a ótima “Nudge It”, uma senhora cutucada em artistas, que de acordo com o Sleaford se apropriam de lutas que não são as suas. E tem a Amy Taylor na parada. Só aí já justifica bem o trono.
2 – Shame – “Water in the Well”
Se tornar adulto tem dessas. Será questão de se acostumar com a nova pegada do Shame? Em “Drunk Tank Pink”, seu segundo álbum, a banda parece optar por um som mais calculado que a energética estreia. Ainda que dê uma leve saudade dos momentos anteriores, a banda anda para frente. Coisa de que tem futuro. Mesmo que o futuro seja agora. Como diriam os avôs do Shame.
3 – Julien Baker – “Hardline”
Não tem como não colocar de novo a Julien por aqui. Ela liderou na semana passada e seu novo single não fica devendo em nada. Mais uma amostra de que seu próximo álbum, “Little Oblivions”, deve alcançar uma maturidade nas letras e explorar um novo som dentro da carreira da cantora/compositora – agora mais envolta da participação de outros instrumentistas.
4 – New Radicals – “You Get What You Give”
Eles vão voltar só para tocar na posse do Biden e as possibilidades dessa música retornar ao radar de todos está em alta. Aproveite ou fuja. Em qualquer um dos dois casos, lembre-se sempre: a gente avisou.
5 – Flo Milli – “Roaring 20s”
A rapper norte-americana Flo Milli chegou aos 21 aninhos e comenta aqui sobre os nossos recentes e amalucados anos 20. Daqueles nomes para ficar de olho. Saque a mixtape que ela soltou ano passado, “Ho, Why Is You Were?”. Bem bom.
6 – Mogwai – “Ritchie Sacramento”
Segundo single do próximo álbum do graaaaaaaaande Mogwai, “As the Love Continues”, mantém a tradição do grupo – erra pouco sempre. Musicão. E só nós achamos ela extremamente radiofônica? Mogwai para tocar no rádio? Que lindo isso.
7 – Kora – “Marte”
Ainda não descobrimos direito quem é a Kora, se é que é uma pessoa real. Aparentemente, sim. Talvez da Espanha? O Instagram dela pouco revela. A certeza é que um som bem bom. Delícia. A descrição do vídeo da música no YouTube também é enigmática: uma letra de música do Paulinho Moska.
8 – Humboldt e Javiera Parra – “Tu Isla”
Esta vem do Chile. Um rock suave do Humboldt com leves toques de Tame Impala e a participação de Javiera Parra, neta de Violeta Parra, talvez o maior nome da música folk latina.
9 – Tems – “Free Mind”
A nigeriana Tems lançou ano passado seu primeiro álbum/EP. De “For Broken Ears” sacamos “Free Mind”. Um R&B nota dez.  
10 – Foo Fighters – “Shame Shame”
Alguém empolgado para mais um álbum do Foo Fighters com a mão pesada do superprodutor pop Greg Kurstin? Hum, não sei. Dos três singles lançados até agora, “Shame Shame” é a mais interessante. Vamos dar esse voto de confiança para o Dave.

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* A imagem que ilustra este post é do duo inglês Sleaford Mods.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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