Em flohio:

Top 10 Gringo: Django Django na cabeça, Billy & Rosa quase lá, um tal de Kiwi Jr. e um tal de Paul McCartney. Confira as dez mais internacionais da semana

>>

* Estamos apenas no terceiro Top 10 Gringo, mas já deu para sacar qual é a nossa missão por aqui, não? Toda terça-feira chegamos com uma playlist caprichada que repassa o que tivemos de melhor no tocante (foi mal…) à música pelo mundo naquela semana – menos no Brasil, que “nos debruçamos a analisar” mais detalhadamente toda quarta-feira na já tradicional Top 50 da CENA.

Desta vez a semana esteve movimentada. Lançamentos de alguns nomes gigantes do pop, a reaparição de alguns indies queridos de outrora, algumas novidades que sentimos que passaram meio batidas por aí e umas estranhezas que caíram no nosso gosto e provavelmente vão cair no seu também.

Vamos?

django2

1 – Django Django – “Free from Gravity”
Aumenta a expectativa pelo novo álbum da banda indie dance “escocesa de Londres” Django Django. “Glowing in the Dark” chega aos streamings e vinil no dia 12 de fevereiro, logo mais. “Free from Gravity”, o single, é bacana e ainda tem um vídeo esperto que faz uma crítica à bagunça atual e geral do planeta Terra. Com uma pequena ajuda de gente de fora. Fora do planeta.

2 – Billie Eilish & Rosalía –  “Los Vas a Olvidar”
Na aguardada parceria, Billie Eilish e Rosalía optaram pela ousadia. Ignoraram fãs, mercado e suas expectativas. Chegaram com uma construção delicada, centrada nas vozes, que conduzem praticamente sozinhas a parte melódica da música, enquanto uma melancólica ambientação minimalista costura o restante. Aquelas obras de quem sabe o que está fazendo.

3 – Kiwi jr. – “Tyler”
A Sub Pop, a casa do grunge, não costuma errar muuuito a mão. E é o caso aqui com os canadenses do Kiwi Jr, uma banda indie-inteligente que parece capaz de produzir exatamente o que quer. Enquanto avaliamos melhor “Cooler Returns”, seu segundo álbum, já dá para garantir que “Tyler” é maravilhosa. Parece muito Pavement, mas não se engane. Os caras estão bem longe de só requentar o passado.

4 – Arlo Parks – “Caroline”
A expectativa para sexta-feira, quando teremos acesso ao disco inteiro de estreia da inglesa Arlo Parks, é tanta que resgatou o single de novembro para este ranking. Só para guardar já um bom posto para as novas que nem conhecemos ainda. “Collapsed in Sunbeams”, o álbum, já está estimulando altas resenhas de quem já o escutou. Por singles como este “Caroline”, a gente sempre soube…

5 – Weezer – “All My Favorite Songs”
“Ok Human” é o disco do Weezer que promete pianos e cordas. Pelo primeiro single, essas ideias sonoras mais requintadas não devem afetar o estilo da banda em suas composições. “All My Favorite Songs” rolaria fácil com guitarra, baixo e bateria. Mas vai bem também nessa construção mais, digamos…, sofisticada. Weezer sofisticado, pensa.

6 – Royal Blood – “Typhoons”
O duo Royal Blood reapareceu com novo single, o segundo do próximo disco, de mesmo nome. Depois da música-chiclete que foi o primeiro, “Trouble’s Coming”, lançado em setembro, a dupla reaparece dançante, porém sem abandonar a barulheira habitual. Aprovadíssimo.

7 – Bicep – “Apricots”
A origem do Bicep, formado por Andrew Ferguson e Matthew McBriar, é o blog de música levantado pela dupla chamado “Feel My Bicep”. De pesquisadores do subterrâneo da eletrônica, eles se tornaram autores. Seu segundo álbum, “Isles”, é bem interessante e rico. “Apricots”, que a gente destaca aqui, é viciante.

8 – Ross from Friends – “Burner”
Pela descoberta do Bicep nos levou de volta ao Ross From Friends, o codinome do produtor britânico Felix Clary Weatherall, de música nova. Aquele som eletrônico sofisticado, manja? “Burner” é bem arquitetada a ponto de lembrar um longo DJ set impecável.

9 – Paul McCartney – “Deep Down”
Falsa impressão nossa ou o “McCartney III” passou meio que batido por aí? Pode até não ser dos melhores trabalhos do ex-beatle setentíssimo em carreira solo, mas é mais um bom capítulo da sua linha de aventuras (quase) 100% solitárias – nos outros dois álbuns da linha “McCartney”, Linda deu uma mão, enquanto aqui ele tem uma leve contribuição de seus parceiros de turnê Rusty Anderson e Abe Laboriel Jr. “Deep Down” é deliciosa em seus timbres.

10 – Flohio – “Roundtown”
O hip hop UK vive uma fase e tanto. Dessa cena, Flohio é mais um nome que merecesse destaque. “Roundtown” é tanto um acerto enquanto som quanto uma bela amostra do potencial da rapper em sua versatilidade vocal.  

***

***

* A imagem que ilustra este post é do banda inglesa Django Django.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

Mike Skinner está vivo e continua fazendo música boa com o seu The Streets. Tipo a nova “How Long’s It Been?”

>>

190719_streets2

Coletivo de “urban music” liderado pelo Mike Skinner, que fez sucesso na cena inglesa no início deste século, o The Streets continua na ativa e fazendo música boa.

A mais nova criação sonora de Mike foi lançada nesta sexta e recebe o título “How Long’s It Been?”, faixa gravada no famoso estúdio Abbey Road e que conta com a participação da rapper britânica Flohio.

O Streets não lança um disco de estúdio propriamente dito desde “Computers and Blues”, que saiu em 2011. No entanto, Skinner tem optado por soltar gravações esporádicas, como os singles “If You Ever Need to Talk I’m Here” e “Call Me in the Morning”, lançados ano passado. Para o fim deste ano, o coletivo está planejando o lançamento de uma mixtape.

>>