Em fontaines dc:

Fontaines DC na Escócia. Veja performance do hino “Sha Sha Sha” no festival TRNSMT. E outras coisinhas mais

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* Festival de verão na Europa é aquela beleza que a gente já sabe. Festival de verão sem chover, então? Em Glasgow, Escócia, ainda por cima…

No final de semana aconteceu o TRNSMT, novo grande festival que acontece na capital escocesa faz apenas dois anos. O TRNSMT, que reuniu 120 mil pessoas de sexta a domingo, veio para substituir o outrora gigante T in the Park, que parou de ser organizado. E, logo na estreia, o novo evento de Glasgow foi eleito o melhor novo festival britânico.

O TRNSMT caiu tão bem no novo calendário de festivais absurdos do verão europeu que amanhã começa a vender, no escuro, os ingressos para a edição de 2020, que vai acontecer de 10 a 12 de julho.

A edição deste ano foi encabeçada pelo figura-da-vez Stormzy, que causou furor no último Glastonbury, há poucas semanas. George Ezra e os indies Catfish & The Bottlemen foram outros grandes nomes do TRNSMT 2019.

Abaixo sacamos alguns momentos do festival, direto das câmeras da BBC, para variar. O primeiro vídeo, destacamos, é do maravilhoso Fontaines DC tocando seu último single, a excitante “Sha Sha Sha”, em palavras da BBC.

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Tem mais umas coisinhas legais do TRNSMT:

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O expresso da nova música. IDLES “comportado” na salinha, BLACK MIDI destruindo a Rough Trade e o vídeo palhaçada do FONTAINES DC

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* O punk não só não morreu como está vivo, gente!

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O brilhante Idles, grupo inglês luminar do punk pós-Brexit e tals, compareceu dia destes na famosa série Tiny Desk Concerts, os concertos na mesinha de escritório na sede do conglomerado de rádios NPR, em Washington. Um dos shows mais movimentados e pulantes do rock atual “enjaulado” numa salinha com estante de livros e outras trolhas. Obviamente, foi incrível. Só porrada: “Never Fight a Man with a Perm”, “Mercedes Marxist” e “I’m Scum”.

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O Black Midi, quarteto feroz inqualificável que acabou de lançar seu primeiro disco (“We named black midi’s new album Best New Music”, Pitchfork), o bombástico “Schlagenheim”. A banda de Londres encerrou um giro feroz na Inglaterra por clubes, lojas e rádios anteontem, nas dependências da Rough Trade East, provavelmente a loja de discos (e selo) mais legal deste planeta. A gente tem uma amostra do que foi a performance do Black Midi lá, estraçalhando a faixa “bmbmbm”, do álbum de estreia.

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O maravilhoso grupo punk-poesia Fontaines DC, da Dublin do U2, segue trabalhando o excelente disco de estreia deles, “Dogrel”, lançado em abril. Lançaram agora o vídeo/single para a ótima “Sha Sha Sha”. Uma coisa assim… circense.

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Is it too real for ya? Em session vigorosa, Fontaines D.C. mostra o que o novo punk pode fazer na terra do grunge

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Maior e melhor banda pequena do mundo hoje, representante do novo punk que, de alguma forma, apareceu nessa era pós-brexit, sem necessariamente uma coisa estar ligada a outra, o Fontaines D.C. saiu recentemente de uma turnê absurda ao lado do IDLES na América do Norte, com mais de 15 shows esgotados. Isso sim é invasão.

Durante esta passagem pela terra do Trump, a banda irlandesa gravou uma session vigorosa para a cool estação de rádio KEXP, de Seattle, onde tocou canções do discaço “Dogrel”, lançado neste ano.

Na apresentação, gravada em 28 de maio e divulgada por agora pela emissora, o novinho e despojado Grian Chattlen canta faixas como “The Lotts” e “Too Real”. O resultado pode ser conferido abaixo.

Setlist
The Lotts
Roy’s Tune
Sha Sha Sha
Dublin City Sky
Too Real

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Fontaines DC leva o novo punk aos EUA de novo. Veja session em Nova York

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* Na Conquista da América Parte 2, a banda irlandesa Fontaines DC, da qual a gente gosta um pouquinho não negamos, veio para estes lados do Atlántico para uns showzinhos, depois de chacoalhar clubinho em Nova York, conquistar atenções de jornalistas musicais importantes (oi!) e ser sensação no Texas, tocando uma pancada de vezes no festival South by Southwest deste ano.

Hoje o Fontaines DC se apresenta em show único no México, para depois passar maio inteiro tocando nos EUA, desta vez em turnê robustas, em vários concertos como atração de abertura dos companheiros punks post-brexit, a banda Idles. Inclui shows esgotados no Brooklyn Steel, no Brooklyn, dois em Washington, mais Austin, dois em San Francisco, Los Angeles, Portland, Seattle. Resumindo: de 18 shows pela América, só dois não estão esgotados, as of now.

Aproveitando o rolê americano do grupo de Dublin, a rádio nova-iorquina WFUV liberou no domingão uma session com os garotos, feita em março. Traz duas musicaças do álbum de estreia, “Dogrel”, em performances, hãn, importantes: “Boys in the Better Land” e “Roy’s Tune”.

Abaixo, para seu deleite.

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Cada década tem a sua “Smells Like Teen Spirit”. Veja o Fontaines DC massacrando “Hurricane Laughter” ontem em Londres. Duas vezes.

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* Claro, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Mas pensa comigo. Aqui, no nosso mundinho indie de nobres “aberturas” mas ainda assim de uma amplitude “pequena” que é só nossa, porque a gente gosta que seja assim, sempre tem uma banda que traz algo diferente e especial que nos faz despertar uns troços difíceis de mensurar.

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Pensa um post deste em 2001, uma década depois que o Nirvana botou sua grande gema no mundo, e o título do tal post fosse “Cada década tem a sua “Smells Like Teen Spirit”. Veja os Strokes massacrando “Last Night” ontem em Londres. Duas vezes.”. Seria um absurdo, de início. Principalmente se o disco que continha a música tivesse sido lançado apenas uma semana depois da afirmação do jornalista deslumbrado.

Mas, se vc entender, que no papo aqui cabem outros “méritos” além de apenas uma comparação qualitativa, talvez doa menos e você aceite. E pode até usar o Arctic Monkeys e sua “I Bet You Look Good on the Dancefloor” que o efeito é parecido. Siga o parâmetro da “energia nova”, talvez. O tal “young blood”, ou “sanguinho novo”, cunhado pelo gênio Arnaldo Baptista, que recomendava na capa ouvirem seus discos em volume alto.

Então tenta extrair seu volume alto do Spotify de seu celular na hora de ouvir um lançamento como este “Dogrel”, da banda irlandesa Fontaines DC, que nos deixou animadões por aqui principalmente neste quesito “energia”, ou no “teen spirit/sanguinho novo” tudo junto, em todo o conceito exageradamente bom ou ruim que nos leva a julgar as coisas com essa emoção turva e desmedidamente intensa, típica de seres adolescentes.

Neste “Dogrel”, tem essa “Hurricane Laughter”, a música em questão. Na questão do título.

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Ontem, o Fontaines DC passou por Londres para duas apresentações. Uma dentro da Rough Trade Records, a loja de discos mais cool do mundo, certamente não apenas uma loja apenas de tanto que ela tem o poder de interferir numa cena e não apenas por ser uma loja num mundo que dizimou grande parte das lojas de discos. E outra no Garage, aqui um show mesmo, tradicional clubinho em Highbury & Islington que tinha ontem alguns poucos ingressos na mão de cambistas sendo vendidos por 200 libras (lembra um tal show dos Strokes no Astoria em 2001?).

Daí tiramos, de ambas as apresentações, essa faixa em especial, “Hurricane Laughter”. Sente a vibe. Tira o possível exagero da coisa toda, desencana aqui de “Smells Like Teen Spirit”, não leve em conta que o moleque que canta cita James Joice em letras. Releva o sentimento irlandês brutalmente despejado nas músicas, deixa para lá a apropriação da cena punk post-brexit que os ingleses envolveram eles sem eles terem nada a ver com o Brexit. Desconsidera que o grupo lembra Joy Division/The Fall/Pogues/Arctic Monkeys/Oasis (Liam)/Strokes tudo junto e como herança, não cópia. Finge que não percebeu que é a dupla de guitarristas mais absurda e estilosa, o baixista mais irado e o baterista mais animal que você viu coincidentemente na mesma banda nos últimos tempos. De risada quando falam que esta tour americana deles com o Idles está sendo chamada de turnê Sex Pistols/Clash desta era. Ah, nem liga também que o “Guardian” deu 5 estrelas, o “NME” também, a Popload deu 10 e o Pitchfork deu 8 para o disco deles.

Só sente a vibe. Em volume alto. Para você depois, no fim de tudo, entender que “there is no connection available”.

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