Em foo fighters:

Dave Grohl está muito triste no vídeo novo do Foo Fighters. E explode em fúria no fim

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* Ia enfiar mais essa news do nosso querido Foo Fighters no POPNOTAS, mas daí vi, no vídeo que eles lançaram hoje, a cesta de basquete style escrita “dead moon” na tabela, e pensei: “OK, a música é daquelas, mas vale o post”.

“Waiting on a War”, o objeto do vídeo, é o terceiro single do grupo de Dave Grohl rumo ao décimo disco, “Medicine at Midnight”, que será lançado no dia 5 de fevereiro. Daqui a pouquinho.

A música é “cheesy”, no sentido Foo Fighters de fazer balada. Veio de uma conversa tocante de Dave Grohl com a filha de 11 anos, que diz estar com medo da guerra que está por vir.

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A gente vive em várias guerras diárias todos os dias, mas vá lá. O Trump só saiu da cadeira de presidente ontem. E o Biden tomou posse hoje. Ou “inaugurou”, que já já vira gíria de internet.

Então o vídeo, a música e a cara de triste e reflexivo de Grohl talvez sejam forçar a amizade que temos e que ele merece desde os tempos que tocou bateria no Nirvana. Gente, o cara fez parte do Nirvana. Precisamos levar isso em conta.

Não que a música seja daquelas doídas de ouvir, longe disso. Tem até uma boa aceleradinha no fim. Ela é só mais uma balada do Foo Fighters.

O vídeo traz uma galera jovem bonita se divertindo e entrando depois em tempos de trevas, contrapondo com as caras reflexivas de Grohl. Mas tem a mencionada tabela de basquete, umas tomadas boas de longe da banda. Ouso dizer que a parte “trevas” é mais legal, no vídeo, que a parte “alegria”. Enfim. Deixo a seu julgamento.

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Top 10 Gringo: Sleaford Mods, Shame, Julien Baker, Mogwai e uma galera fora do eixo no ranking da semana

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* Já estão habituados ao nosso Top 10 Gringo? Acho que vale repetir qual é a nossa missão por aqui. Este ranking segue a filosofia do Top 50 de música brasileira que a gente costuma publicar às quartas-feiras de manhã aqui na Popload. Uma parada muito nossa, mais conceitual e de gosto do que de vendas/audições em streaming.

Então fizemos o Top 10 Gringo. Jogar nosso olhar torto, enviesado e parcial para a nova música internacional, ainda que não do tamanho do nosso ranking da cena. Só ara movimentar nossas terças. E render uma playlist boa.

Nesta semana tentamos ampliar o radar. Temos músicas da Nigéria, Chile, algumas coisas da Inglaterra, Estados Unidos. Tudo muito natural, nada forçado. E tem o “contestado” Sleaford Mods” em primeiro lugar. É o nosso jeitinho.

Escute tudo na nossa playlist e comenta com a gente. Enlouquecemos?

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1 – Sleaford Mods – “Nudge It”
A gente já elogiou e conversou bastante sobre o novo álbum do Sleaford Mods por aqui. “Spare Ribs” é um discaço, já anota aí para a lista de melhores de 2021. Entre seus 13 sons, vale destacar a ótima “Nudge It”, uma senhora cutucada em artistas, que de acordo com o Sleaford se apropriam de lutas que não são as suas. E tem a Amy Taylor na parada. Só aí já justifica bem o trono.
2 – Shame – “Water in the Well”
Se tornar adulto tem dessas. Será questão de se acostumar com a nova pegada do Shame? Em “Drunk Tank Pink”, seu segundo álbum, a banda parece optar por um som mais calculado que a energética estreia. Ainda que dê uma leve saudade dos momentos anteriores, a banda anda para frente. Coisa de que tem futuro. Mesmo que o futuro seja agora. Como diriam os avôs do Shame.
3 – Julien Baker – “Hardline”
Não tem como não colocar de novo a Julien por aqui. Ela liderou na semana passada e seu novo single não fica devendo em nada. Mais uma amostra de que seu próximo álbum, “Little Oblivions”, deve alcançar uma maturidade nas letras e explorar um novo som dentro da carreira da cantora/compositora – agora mais envolta da participação de outros instrumentistas.
4 – New Radicals – “You Get What You Give”
Eles vão voltar só para tocar na posse do Biden e as possibilidades dessa música retornar ao radar de todos está em alta. Aproveite ou fuja. Em qualquer um dos dois casos, lembre-se sempre: a gente avisou.
5 – Flo Milli – “Roaring 20s”
A rapper norte-americana Flo Milli chegou aos 21 aninhos e comenta aqui sobre os nossos recentes e amalucados anos 20. Daqueles nomes para ficar de olho. Saque a mixtape que ela soltou ano passado, “Ho, Why Is You Were?”. Bem bom.
6 – Mogwai – “Ritchie Sacramento”
Segundo single do próximo álbum do graaaaaaaaande Mogwai, “As the Love Continues”, mantém a tradição do grupo – erra pouco sempre. Musicão. E só nós achamos ela extremamente radiofônica? Mogwai para tocar no rádio? Que lindo isso.
7 – Kora – “Marte”
Ainda não descobrimos direito quem é a Kora, se é que é uma pessoa real. Aparentemente, sim. Talvez da Espanha? O Instagram dela pouco revela. A certeza é que um som bem bom. Delícia. A descrição do vídeo da música no YouTube também é enigmática: uma letra de música do Paulinho Moska.
8 – Humboldt e Javiera Parra – “Tu Isla”
Esta vem do Chile. Um rock suave do Humboldt com leves toques de Tame Impala e a participação de Javiera Parra, neta de Violeta Parra, talvez o maior nome da música folk latina.
9 – Tems – “Free Mind”
A nigeriana Tems lançou ano passado seu primeiro álbum/EP. De “For Broken Ears” sacamos “Free Mind”. Um R&B nota dez.  
10 – Foo Fighters – “Shame Shame”
Alguém empolgado para mais um álbum do Foo Fighters com a mão pesada do superprodutor pop Greg Kurstin? Hum, não sei. Dos três singles lançados até agora, “Shame Shame” é a mais interessante. Vamos dar esse voto de confiança para o Dave.

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* A imagem que ilustra este post é do duo inglês Sleaford Mods.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPNOTAS – A espada na carne de Phoebe Bridgers, a morte de Phil Spectors e o Foo Fighters no show do presidente (o deles)

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* Sexta passada o Foo Fighters foi mostrar seu novo single, a balada sensível “Waiting on a War”, no programa do Jimmy Kimmel, na TV americana. A gente deu aqui. No fim de semana surgiu uma outra do mesmo programa, dessa vez pesando mais a mão. A banda de Dave Grohl tocou a “crunch” “No Son of Mine”, outro single já conhecido do álbum “Medicine at Midnight”, que sai logo mais em fevereiro. A taxa de energia liberada por esta música, a “No Son of Mine” é boa. Ao vivo então.

* Falando em Foo Fighters, o grupo vai ser uma das atrações do SHOW DO BIDEN, quarta agora, o festival virtual transmitido desde Washington DC, que representará o lado musical da inauguração de Joe Biden na cadeira de presidente dos EUA. Xô, Trump. O “line-up” vai ter também, pelo que consta (a escalação ainda não é oficial), a Lady Gaga cantando o hino americano mais shows de Bruce Springsteen, Fall Out Boy e John Legend, entre outros.

* Outro personagem da música a ser batido pela Covid-19, em notícia que chegou neste domingo, foi o famoso produtor e músico e compositor americano Phil Spectors, aos 81 anos. Spectors morreu num hospital fora da prisão da Califórnia onde vinha cumprindo uma pena de assassinato da atriz Lana Clarkson nos últimos 11 anos. O ex-produtor, responsável pela revolucionária técnica à época do “wall of sound”, foi intubado no dia 31 de dezembro. Ele tinha mais oito a cumprir de sua sentença de 19 anos. Seu trabalho na música, dos anos 50 aos 70, foi gigantesco. Envolveu uma penca de músicas número 1 nas paradas americanas, tipo “Be My Baby” com as Ronettes e ““You’ve Lost That Lovin’ Feeling“, com os Righteous Brothers, além de produzir discos mil com Beatles, Ramones, Leonard Cohen, Céline Dion, Ike and Tina Turner.

* A espertíssima cantora californiana Phoebe Bridgers, uma das melhores coisas da música que a gente gosta no complicado ano de 2020, mostrou no fim de semana uma tatuagem nova. De uma espada rasgando um bilhete. O desenho saiu de uma espada real dada a ela por um fã tempos atrás, depois que ela revelou que o cancelado músico e produtor Ryan Adams uma vez que excursionavam juntos deu uma espada para cada uma das mulheres envolvidas na tour, menos para ela. Phoebe Bridgers e Mandy Moore, ex-mulher de Adams, junto com outras mulheres, acusaram o músico em 2019 de abusos e má conduta sexual e manipulação psicológica. “Phoebe, Espero que você goste dessa espada de verdade. Você não precisa dela, mas você a merece. Obrigado por dividir suas canções tristes com a gente”, disse o fã, cujo arroba é @_dr_woo_, ao entregar a espada à cantora. “Obrigada, Doctor Woo …e este é meu pulso”, falou Phoebe agora, no post, mostrando a tatuagem feita.

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Foo Fighters vai à TV com a música nova sobre a guerra ao vivo. Veja performance de “Waiting on a War”

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* Apareceu um peso pesado em um dos programas de entrevista do fim de noite da TV americana, que estava apelando aos indies para salvar a parte das atrações musicais. Falamos disso ontem.

O Foo Fighters escolheu o do Jimmy Kimmel para enviar um vídeo da nova música, “Waiting on a War”, gravada ao vivo.

“Waiting on a War” é o terceiro single do disco “Medicine at Midnight”, o décimo álbum do Foo Fighters, que sai dia 5 de fevereiro. A música foi lançada ontem nas plataformas.

A nova canção do FF é uma baladinha típica do Dave Grohl. Com sentimento. Foi feita depois que a filha de 11 anos disse que estava com medo de ter guerra. Enfim. Para tocar em rádio.

Ontem Dave Grohl fez aniversário. 52 anos.

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Foo Fighters, perseguindo o David Bowie, lança terceiro single no dia do aniversário de Dave Grohl. Ouça “Waiting on a War”, que vem com um manifesto

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* Ficamos conhecendo hoje o terceiro single da banda americana Foo Fighters para o disco novo, o décimo, o “X”, chamado “Medicine at Midnight”, que será lançado agora em fevereiro, dia 5. O tal álbum já conhecido como o “Let’s Dance” da turma do Dave Grohl, em alusão ao clima dance pop classe do disco do David Bowie dos anos 80, considerado uma das muitas guinadas na carreira do saudoso astro britânico.

Enfim: depois das boas “Shame Shame” e “Non Son of Mine”, temos agora “Waiting on a War”, uma quase-balada que ganha um crescendo no final que realmente parece que a guerra (ou o medo de) chegou para o Foo Fighters. Está tudo contido nela.

“Waiting on a War” vem com um manifesto de Dave Grohl dedicando a música a sua filha Harper e os medos de guerra provocados pela desesperança política. Que a filha de 11 anos vive agora e que ele viveu lá atrás quando tinha a idade dela. Dave está emotivo. Hoje, dia em que sai esse terceiro single, é seu aniversário de 52 anos (veja abaixo o manifesto, em inglês).

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