Em foo fighters:

Popnotas: Queen fazendo história na música (de novo!). O Shamir e a Sharon Van Etten. E a volta do Foo Fighters às nossas notas

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– Hit é hit, e vice-versa. “Bohemian Rhapsody”, sucesso do Queen, nada mais nada menos que 40 anos após seu lançamento, recebeu o certificado de diamante da RIAA, Recording Industry Association of America. É a primeira banda britânica a conseguir tal feito – onde são necessários 10 milhões de vendas ou um equivalente em streams. Com apoio do filme sobre a banda, “Bohemian Rhapsody” alcançou um 1,6 bilhão de streams. É a música do século XX com mais streams da história. Vale uma reflexão rápida sobre esse feito. Existem diversos hits mundiais antigos, e por isso anteriores aos streamings, que não tem por lá grandes números. Já o Queen com esse renascimento conseguiu se recolocar no jogo. Curioso.

– Outro artista que está trabalhando em uma releitura de disco com colegas, tipo o Paul, é a “nossa” Sharon Van Etten, que deu seu álbum “Epic”, que completa dez anos, para que vários artistas repensassem seu trabalho. Até agora já foram divulgadas releituras por By Big Red Machine, IDLES, Lucinda Williams e, a mais recente, por Shamir, que você pode ouvir aqui embaixo. Estávamos com sdd do Shamir. A edição especial de “Epic” está prevista para mês que vem. E, conforme for saindo mais singles, a gente vai botando mais por aqui.

– Saudade de escrever uma notinha sobre o Foo Fighters. Que bom que a banda, mais precisamente Dave Grohl, soltou sua participação durante o evento beneficente Oates Song Fest 7908, o festival que o grande John Oates, que era do clááássico Hall & Oates, armou com a esposa para arrecadar grana para quem está passando fome nos EUA. Nesse evento, o que o FF trouxe foi uma versão acústica de “Everlong” precedida por uma longa explicação sobre como ela foi feita. Sempre vale revisitar, é a melhor música do Foo Fighters. Acha também?

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Popnotas – O filminho do Shame, as 87 músicas do Lennon, No Rome+Charli XCX+1975, Sharon van Épica e ele… sim… o Foo Fighters

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* A banda punk inglesa Shame, famosa por suas poderosas apresentações ao vivo, soltou ontem à noite no Youtube um filme chamado “Live in the Flesh”, cheio de chinfras de bastidores, para mostrar “por dentro” como um show do Shame funciona, desde a chegada da banda ao lugar da performance. Claro, tem um quê teatral engraçado, a cara do Shame (foto na home). Na parte do vamos-ver, mesmo, a banda tocando, são sete faixas de seu mais recente disco, “Drunk Tank Pink”, o segundo deles, lançado em janeiro. O filme foi gravado no Brixton Electric, no sul de Londres, área deles. E, como todo show do Shame, é intenso e vale o livestreaming.

* Featuring de peso. O músico Guendoline Rome Viray Gomez, mais conhecido pelo seu nome artístico No Rome, conseguiu reunir Charli XCX e The 1975 na mesma faixa. É o single “Spinning”. Charli chegou a escrever um tweet que mencionava estar ansiosa em formar um supergrupo com No Rome e o 1975. Se o trio ainda vai ter mais músicas em parceria é quaaaase um mistério. Mas, pelo que entregou Charli…

* “Plastic Ono Band”, primeiro álbum solo de John Lennon, lançado após o rompimento dos Beatles, vai ganhar uma edição de luxo caprichada em abril. Esta “Ultimate Collection Box Set” lembra os moldes do que rolou com “Imagine” em 2018, ou seja seis CDs, blu-ray, livro e tudo o mais – são nada menos que 87 gravações inéditas entre outtakes, demos, jam sessions e a gravação ao vivo completa de Yoko Ono/Plastic Ono Band, seu álbum-irmão – ou irmã, talvez caiba melhor no caso.

* Sharon Van Etten anunciou um disco chamado “epic Ten”, um álbum duplo que vai celebrar os 10 anos de “epic”, seu segundo trabalho. Terá uma reedição do original acompanhando de um disco onde artistas como Fiona Apple, Lucinda Williams, Big Red Machine, Courtney Barnett e Idles fazem uma releitura da obra decana. Já temos um gostinho do primeiro cover, a versão do Big Red Machine para “A Crime”, faixa que abre o álbum. Quando chega tudo? Abril.

* O Foo Fighters participou ontem do “Late Late Show” do figura James Corden. Mais uma das milhares de divulgações de seu novo álbum, “Medicine at Midnight”, lançado tem um mês. Tocaram a mesma “Waiting on a War” que já tinha rolado no programa do Jimmy Fallon e em outros cem lugares, seja TV, rádio, internet. Sempre com o Foo Fighters gravando sua performance e a enviando aos veículos. Quem aguenta tanto do mesmo? Sendo talvez a única banda de rock que ainda consegue chamar a atenção de todos os programas de entretenimento do mundo, fica evidente também alguns efeitos da pandemia no mundo da música. Pouca gente trabalhando, falta de assunto, clima e eventos extremamente iguais. Quando a banda não inova no repertório ou é um pouco mais radical na filmagem, tudo soa meio cansado. Bom, Dave. Desculpa o trato. Só estamos ficando cada vez mais mau-humorados com tudo… De todo modo, o vídeo está aqui abaixo. Pelo menos foi gravado de um outro ângulo, com o Dave Grohl olhando para a esquerda.

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POPNOTAS: Foo Fighters fazendo cover de Bee Gees, as Haim no Tik Tok envolvendo a Taylor Swift, um R.I.P. para o grande U-Roy e o vídeo novo da banda inglesa Kill Moves, de BH

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* Abrir as notícias do dia e encontrar os Foo Fighters. A divulgação de “Medicine at Midnight”, o álbum novo, segue pesada por todos os lugares onde se escute, veja, leia. Desta vez a banda caprichou em um cover de “You Should Be Dancing”, dos Bee Gees, no programa da grande Jo Whiley na BBC Radio 2. Que pode ser ouvido aqui. Vale ouvir o áudio inteiro, pela voz delícia de Whiley, E também até porque o FF tocou “Waiting on a War”, do décimo disco, e o hit antigo “All My Life”. O papo de Whiley com Dave Grohl foi legal também. Grohl disse que quando ele foi visitar uns primos dele em Miami em 1979 a cachorra deles teve filhotes e ele pegou um para criar. O nome do cachorro, que ele criou por 16 anos, chamava Beegee. Era a atmosfera da época: final dos anos 70, Miami. Só dava Bee Gees.

* A banda californiana de irmãs Haim (foto na home) acabou com o mistério fazendo mais mistério. Elas meio que confirmaram que vão lançar um remix da faixa “Gasoline”, com participação da Taylor Swift, boato que correu a semana, principalmente por parte das fãs da Taylor. Depois de um certo silêncio, as Haims acabaram tocando um trechinho desse remix num vídeo de Tik Tok despretensioso, sem maiores avisos, a não ser um “uh oh”. No vídeo, uma delas estava em um carro num… posto de gasolina e quando aumentou o volume do som do veículo tocou a “Gasoline” tayloriana. Para chamar a atenção para o vídeo no Tik Tok, elas tuitaram “tik tok tik tok tik tok”.

* U-Roy, lenda do reggae e considerado um precursores do hip-hop, morreu aos 78 anos na Jamaica. Ele ficou famoso por seu toasting, que é basicamente falar em cima de um beat de dancehall, que inspirou, por exemplo, Kool Herc, um dos pais do hip-hop, a fazer o mesmo em suas festas. Embora U-Roy não seja o criador do toasting, que até ali era uma prática ao vivo nas apresentação dos soundsystems, ele é considerado o pioneiro do registro da técnica em uma gravação. Ano passado, um pouco antes de a pandemia acabar com as apresentações ao vivo, U-Roy tocou pelo Brasil ao lado de BNegão no lançamento do braço brasileiro da gravadora Trojan Jamaica, fundada pela cantora australiana Shhh e Zak Starkey, baterista com passagens pelo The Who e Oasis, filho de um certo Ringo Starr.

* CENA – A banda mineira de dream pop Kill Moves lançou hoje seu mais novo EP, “Colorful Noises”. O disco, que chega às plataformas digitais com a estampa da Balaclava Records, marca uma espécie de novo colorido na barulheira do grupo, que agora é um trio. E que por acaso é de Belo Horizonte, mas podia bem ser de Slough, Inglaterra, se estivéssemos nos anos 90. A banda já havia soltado, em setembro do ano passado, single/vídeo de uma música de “Colorful Noises”, a “Timeless Visions”. Agora, no dia de seu lançamento, o EP chega com um vídeo, para a faixa “Perfect Pitch”, este abaixo.

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POPNOTAS – Free Britney, o primeiro ato do BaianaSystem, London Grammar aliviando o dark, o Ozzy em desenho e, sim,… Foo Fighters

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* #FreeBritney. Está gigantesca a volta ao assunto musical da hoje veterana cantora pop Britney Spears, 39 anos, outrora “namoradinha da América” com sucesso absurdo no final dos anos 90, começo dos 00, quando virou o maior nome do milionário “teen pop” da época, foi ícone gay sem ser gay, dominou por anos as atenções na MTV mundial e foi condecorada como “Princesa do Pop”, mas que depois caiu em desgraça com depressão, atitudes perturbadoras, vítima dos tablóides e dos paparrazi (uma coisa leva à outra) e principalmente do próprio pai, responsável por lei de ser seu “guardião financeiro” até hoje.
E é aí que chegamos às discussões do momento sobre Britney: a briga dela na Justiça americana, contra o pai, para tomar conta de sua obra e finanças e até sua vida pessoal. Nestes últimos dias, uma juíza de Los Angeles se demonstrou contrária a várias petições do pai, Jamie Spears, para seguir controlando o espólio da filha como o fez nos últimos 13 anos, incluindo tratamento médico e outros aspectos de sua vida pessoal. Em março o caso volta a ser discutido no tribunal.
No meio disso tudo estreou o documentário “Framing Britney Spears”, filme que fala muito dessa pendenga de Britney com o pai, mas também mostra como a cultura pop falhou miseravelmente com um de seus maiores astros. É um dos documentários produzidos pelo grande jornal americano “The New York Times” e usa no título “framing” no sentido de “enquadrar”, prender num “frame”. Mostra Britney no auge pop até as perseguições dos paparazzi, incluindo os momentos em que ela aparece careca surpreendentemente, num posto de gasolina, em meio a uma visível crise emocional e esmiúça as tretas tutelares com o pai. O documentário e sua grande repercussão em meio aos ainda fãs de Britney, que sustentam a campanha #FreeBritney”, fizeram a Justiça voltar a discutir forte o caso da tutela de Jamie Spears. “Framing Britney Spears” só pode ser visto na plataforma americana Hulu e foi exibido no canal FX. Mas, you know, está “por aí”. Aqui, seu trailer.

* Em abril sai “Californian Soil”, terceiro disco da banda indie-pop inglesa London Grammar, que apesar do nome é de Nottingham. Do álbum, conhecemos em singles as faixas “Baby It’s You” e a boa “Lose Your Head”, que hoje ganhou um remix. Quem assina essa retrabalhada em “Lose Your Head”, cujo original foi lançado agora em janeiro, é nosso amigo Dave Bayley, o líder do Glass Animals. O Hanna Reid, do London Grammar, justificou o remix rápido de seu mais novo single dizendo que a música original é sobre controlar e se controlar em relacionamentos e tem uma letra meio dark. Então quis entregar para a música uma versão mais alegrinha, com esta “Lose Your Head – Dave Glass Animals Remix”.

* O grande Ozzy Osbourne fez ele e seu brother Post Malone em desenho animado para transformar em vídeo a música “It’s A Raid”, a faixa de seu mais recente disco, “Ordinary Man”, com a qual o rapper roqueiro cara-tatuada colaborou. O vídeo conta a historinha real da letra de “It’s a Raid”, quando em 1972, numa sessão de gravação do grande disco “Vol. 4”, do Black Sabbath, todo mundo chapadaço, Ozzy sem querer ativou o alarme de segurança e a polícia baixou em peso. Acontece. Com o Ozzy.

* CENA – O bombado grupo BaianaSystem vai lançar seu novo álbum “OxeAxeExu” em três diferentes atos. O primeiro leva o nome de “Navio Pirata”, o nome do bloco da banda, e saiu nesta nesta sexta-feira. A viagem deste “primeiro ato” é uma “trajetória que reconecta América e África numa mesma latitude tropical, une Bahia e Tanzânia”. Se o mar antes era de gente, desta vez vai só pela internet mesmo. Os próximos atos devem navegar em águas latinas. Na semana que antecede um Carnaval sem Carnaval – e sem rua, hein, pelo bem de todos -, o Baiana estreia o vídeo da música “Nauliza”, também nesta sexta, às 18h, no canal do grupo no Youtube.

* No nosso cantinho de notícias do Foo Fighters dentro do POPNOTAS, trazemos uma inédita deles. Inédita no sentido de ser a performance ao vivo de uma música do disco novo, “Medicine at Midnight”, que seja diferente das 7653 vezes que eles gravaram um ao vivo dos singles já batidaços do décimo álbum, que saiu só tem uma semana hahaha. Esta é para “Making a Fire”, a boa faixa que abre o trabalho novo. Esta é quase um vídeo oficial. Foi a própria banda que postou a versão ao vivo da música que talvez mais se aproxime daquela história do Dave Grohl de buscar fazer um disco tipo “Let’s Dance”, do Bowie, pelos “nanananás” da canção.

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“Pela primeira vez, minha filha de 11 anos me fez perguntas sobre Kurt”, diz Dave Grohl em entrevista ontem. Ele afirmou que ainda se reúne com Krist Novoselic e Pat Smear para tocar Nirvana

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* Opa, opa. Ontem o Foo Fighters foi ao programa do famooooooso apresentador Howard Stern, que tem um programa de rádio importante na SiriusXM e tals, para falar de seu novo disco, o recém-lançado “Medicine at Midnight”. A banda toda ali, acompanhando Dave Grohl, em formação também para fazer uma session rápida.

Dentre os integrantes do Foo Fighters está Pat Smear (na foto acima com Grohl), guitarrista, cara que esteve na última formação do Nirvana. Depois de colaborar com a banda de Kurt Cobain por um tempo, ele foi contratado como músico oficial de turnê para dar um estofo rítmico ao barulho do trio de Seattle, nos dois últimos anos de vida do Nirvana.

Daí que num momento ali Howard Stern se direciona a Pat com a pergunta mais ou menos assim: “Pat. Você às vezes acorda com saudade de tocar Nirvana ou esse é um passado que não tem mais importância pra você?”. No que Pat respondeu: “Então, de vez em quando eu, o Kris [Novoselic] e o Dave [Grohl] nos encontramos como se estivéssemos no Nirvana”. O Howard Stern se espantou. Assim como a gente. Como assim?

“Se estamos juntos na mesma cidade, marcamos de nos encontrar e tocar”, explicou o guitarrista.

“Mas onde rola isso? Num estúdio de ensaio?”, mandou Stern.

“A última vez foi na casa em que gravamos o disco novo do Foo Fighters”, contou Pat Smear.

Dave Grohl entrou na história. “Sim. Na real até já gravamos umas coisas [como Nirvana]

“Dave, você ainda pega uns discos do Nirvana para escutar hoje em dia e pensa: queria viver isso novamente?”, perguntou o apresentador.

“Não”, falou Dave. “É doloroso para você”, indagou Stern. “Sim!”

Então Grohl lembrou uma história recentíssima curiosa com a filha dele, Harper, de 11 anos, para contar. Desta semana. No dia anterior à entrevista e session para o Howard Stern. Que ela quis andar de carro com ele por Los Angeles. Passear. Estava de saco cheio de ficar trancada em casa. E, no meio do rolê, Hollywood, 8 da noite, rádio ligado, começou a tocar “Come as You Are”, música do “Nevermind”, disco que vai completar 30 anos neste ano.

“Ela começou a cantar. Ela sabia toda a letra. Eu nunca toquei esse disco para ela. Nunca conversei com ela sobre Nirvana. E ela cantou palavra por palavra da música. E pela primeira vez ela perguntou algo pra mim sobre o Nirvana. Ela quis saber se o Kurt era tímido. Eu disse que ele era. Ela perguntou se ele era tímido com pessoas que ele não conhecia ou até com os que ele conhecia. Eu achei bem interessante. Era a primeira vez que ela começou a perguntar sobre Kurt. Eu fiquei maravilhado com aquilo”, contou Dave.

“Foi uma pergunta incrível dela”, pontuou Howard Stern. “A gente não entende por que uma pessoa pode ser tímida ao mesmo tempo em que se apresenta em frente a milhares de pessoas.”

“Foi exatamente isso, com essas palavras, o que minha filha disse.

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