Em foo fighters:

Boletim Foo Fighters: a volta aos palcos, o guitarrista legal e uma cover de Rush

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E aí, saudades do Foo Fighters? A banda do onipresente Dave Grohl está com algumas novidades, após looooooooooongo hiato de 2 anos (!), o que para o grupo é uma eternidade. Vamos por partes.

Primeiro, a banda americana anunciou seu primeiro show em 2017. Será no festival NOS Alive, em Portugal, dia 7 de julho. Junto com o anúncio, o FF botou em seu site oficial a foto de um passaporte, indicando que viajará pelo mundo ano que vem, provavelmente com disco novo e tudo.

Outra novidade do grupo, na linha fofura, partiu do guitarrista Chris Shiflett. Ao saber que um fã da banda chamado Sinclair Belle teve sua guitarra (autografada pelo guitarrista do FF) roubada, o próprio Chris se encarregou de fazer uma surpresa ao cara e mandou uma novinha em folha com uma mensagem e tudo.

A última notícia do boletim Foo Fighters é ligada ao Rush, uma das bandas veneradas por Dave Grohl e Taylor Hawkins. Os dois emprestaram seus talentos como músicos para uma cover de “2112 Overture”, que está em um novo box comemorativo aos 40 anos do disco “2112”. Entre as canções bônus, está a instrumental feita pela dupla do FF.

Vale lembrar que o grupo sempre faz cover de “Tom Sawyer” em seus shows, participou da cerimônia de indicação do Rush ao Hall da Fama em 2013 e, ainda, a mãe do Dave e do Geddy Lee são tipo melhores amigas. Haha.

A versão de “2112 Overture”, feita por Grohl e Hawkins, pode ser ouvida abaixo, cortesia do Strumbo Show, da CBC Radio 2 americana.

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Liam Gallagher no lugar de Dave Grohl no Foo Fighters? Não vai rolar!

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* Em um sério anúncio avacalhado em um vídeo de sete minutos divulgado ontem, o supergrupo Foo Fighters chamou toda a atenção para dizer que a banda NÃO VAI acabar. E ninguém vai fazer a “porra da carreira solo”.

A última frase diz respeito a uma boataria que circulou sobre Dave Grohl se livrar dos companheiros e partir para “novos desafios” cantando solo ou montando outra banda. O papo surgiu depois que Grohl foi ao Oscar sozinho domingo à noite cantar Beatles.

Daí Dave e a banda chamaram um anúncio oficial ontem à noite para “esclarecer” a questão. Em vídeo.

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É o fim? Uma pausa? Grohl solo? O que o Foo Fighters vai anunciar na noite de hoje?

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Olhos do rock atentos para o maior boato das últimas horas. De acordo com o Page Six, espaço de boataria do jornal New York Post, o Foo Fighters pode acabar. A razão seria um possível disco solo de Dave Grohl, fato que estaria desagradando outro integrantes do grupo, especialmente o baterista Taylor Hawkins.

O papo surgiu no fim da tarde de ontem e fez a banda se pronunciar oficialmente. Na verdade, o FF avisou em seu Twitter que fará um pronunciamento hoje.

De acordo com o jornal norte-americano, a apresentação de Dave Grohl solo no Oscar domingo passando, quando tocou “Blackbird” dos Beatles, foi o começo de uma nova era.

A princípio, a assessoria do grupo tem desmentido o jornal. Ainda assim, a expectativa é grande para, pelo menos, um hiato do grupo por tempo indeterminado.

Isso se não for algum tipo de trollagem de Dave e seus amigos… Vamos aguardar.

Santa Cecília bombando. Agora virou nome de EP novo do Foo Fighters, dado de graça na internet

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* A brincadeira do título, óbvio, não tem nada a ver com nada. Tirando que Santa Cecília é o bairro mais cool de São Paulo hoje, com os restaurantes, cafés e lojinhas mais legais da cidade. “Saint Cecilia” é novo EP que o Foo Fighters solta agora, nesta madrugada, de uma hora para outra e de graça na internet, para você baixar aqui.

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Se Dave Grohl não para nem quando quebra a perna, pensa quando acontece um ato terrorista desses como o de Paris, que obrigou a banda a cancelar (de novo) quatro shows de sua turnê europeia, principalmente dois na França.

O EP de cinco músicas novas já ia sair mesmo, tinha um outro propósito, que era o de “brindar” com música o fim da turnê mundial. Era ligado no pequeno acidente com a perna de Grohl, fraturada na Suécia no meio do ano. Mas foi adiantado por causa dos eventos tétricos que se abateram sobre a capital francesa, cujo epicentro foi o show do Eagles of Death Metal no Bataclan, onde morreram assassinadas quase 100 pessoas.

No site de “Saint Cecilia”, tem um link para doar dinheiro para as famílias que perderam pessoas no Bataclan, incluindo a do gerente Nick Alexander, que cuidava da venda dos merchandises do Eagles of Death Metal na hora do atentado.

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Dave Grohl soltou uma nota gigantesca junto com o EP para falar do novo propósito do disquinho. Aqui vai um trechinho dela em inglês, para o tom não se perder em tradução: “This project has now taken on an entirely different tone. As has everything, it seems…” Grohl wrote. “There is a new, hopeful intention that, even in the smallest way, perhaps these songs can bring a little light into this sometimes dark world. To remind us that music is life, and that hope and healing go hand in hand with song. That much can never be taken away. To all who were affected by the atrocities in Paris, loved ones and friends, our hearts go out to you and your families. We will return and celebrate life and love with you once again someday with our music. As it should be done.”

As músicas novas são bem… vamos dizer… Foo Fighters. Elas são “Saint Cecilia”, “Sean”, “Savior Breath”, “Iron Rooster” e “The Neverending Sigh”. Mais para baixo temos a faixa-título.

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O “Santa Cecília” do Foo Fighters é inspirado em um hotelzinho de 14 quartos e um bar em Austin, Texas, onde a banda deu uma parada em setembro. Tinha que ser em Austin. O hotel por sua vez tem seu nome inspirado na padroeira da música, dos músicos. Grohl conta no comunicado que ele e os companheiros sentiram tanta boa vibe no hotel texano que resolveram gravar umas músicas e dar de graça para a galera como um “muito obrigado” pelos últimos dois anos.

Todos os propósitos de “Saint Cecilia”, do hotel a Paris, são mais que nobres.

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A música e o horror. Eagles of Death Metal, Paris e o terrorismo

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Banda Eagles of Death Metal em ação no Bataclan, sexta, em Paris, momentos antes de o lugar sofrer um ataque terrorista que fez centenas de vítimas

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* E não é que nosso mundinho de música independente, pop, rock, de garagem, ligado ao grunge, ao deserto da Califórnia, foi devastado na sexta à noite com cenas de horror que aconteceram em Paris, e deu tétrica fama mundial ao grupo Eagles of Death Metal? No clube Bataclan, tradicional reduto de shows da capital francesa que certamente teria muito leitor da Popload vendo a banda lá se esse leitor estivesse em Paris no momento. A banda saiu ilesa, fisicamente falando. Cerca de 90 pessoas que viam o show morreram, sob tiros da intolerância de outras esferas, mais complicadas. O fato terrível em si, mais a reação geral da música contra extremismos de tal ordem, nos mostrou o seguinte nas últimas horas:

* Quando o indie encontrou o extremismo islâmico. O momento em que o show do Eagles of Death Metal foi interrompido a tiros no Bataclan.

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Coincidência macabra, os tiros terroristas começaram quando a banda tinha acabado de tocar a cover “Save a Prayer”, do Duran Duran, e estava no meio de “Kiss the Devil”…

* Entre os mortos, na platéia, muitos membros da indústria musical, que estavam no Bataclan sold-out (1500 pessoas, tipo um Cine Joia lotado) para ver o show francês do badalado novo álbum da banda de Jesse Hughes (e de uma certa forma também banda de propriedade de Josh Homme, do Queens of the Stone Age, que não excursiona com o grupo, mas participa do álbum e de algumas apresentações ao vivo). Algumas das vítimas:
– Nick Alexander, 36 anos, integrante da equipe do EODM, foi atingido ao cuidar da mesa de merchandising oficial da banda, por estar vendendo camisetas, vinil, CD e pôster, no Bataclan.
– Guillaume Decherf, 43 anos, destacado jornalista de uma das revistas de música mais legais do mundo, a “Les Incrockuptibles”, onde ele trabalhava desde 2008. Decherf recentemente fez a crítica do novo álbum do Eagles of Death Metal para a revista.
– Thomas Ayad, 34 anos, francês, e gerente de produtos internacionais da Mercury Records, divisão da Universal Music que tem o EODM em seu cast para lançamento na Europa. Ayad estava com dois amigos da gravadora na hora do show. Ambos também morreram.

* A banda U2 tinha show grande a ser realizado em Paris no sábado. Obviamente cancelaram. Os quatro da banda foram no dia seguinte próximo ao Bataclan para depositar flores num memorial que fizeram às vítimas do clube. Em tributo às vítimas dos atos terroristas na capital francesa, em especial ao ocorrido no Bataclan, postaram um trecho de letra do Eagles of Death Metal no Instagram, da música “How Can a Man With So Many Friends Feel So Alone”, assinado por todos do U2.

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* O Motorhead ia tocar em Paris no domingo e cancelou. Transferiu para janeiro. O Foo Fighters, hoje, segunda. Não vai rolar. O Coldplay ia fazer um show para transmissão on line para o mundo todo, direto dos EUA. Desistiu, em razão dos eventos terroristas em Paris. A banda americana Deftones ia tocar exatamente no Bataclan, ontem e hoje. Desnecessário dizer que…

* A rainha pop Madonna parou seu show do sábado em Estocolmo, na Suécia, para chorar pelo que ocorreu em Paris. Depois fez um discurso poderoso, onde disse que não tinha vontade de estar lá cantando coisas alegres, mas que “They want to shut us up. They want to silence us, and we won’t let them. We will never let them”.

* O Coldplay abriu seu concerto sexta à noite em Los Angeles (já era sábado de manhã em Paris) com uma cover do hino pacificador “Imagine”, clássico de John Lennon.

* Em seu show no Morumbi, São Paulo, sábado passado, o Pearl Jam apresentou a mesma canção de Lennon. Antes de tocá-la, no primeiro bis, Eddie Vedder discursou por Paris em português.

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