Em foo fighters:

POPNOTAS: Disco ao vivo do New Order, o álbum luxo do Pavement, oooooooutra session do Foo Fighters e uma nova ótima do Kings of Leon

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* Vem aí um novo álbum ao vivo do New Order. “Education Entertainment Recreation” é o registro de uma apresentação da lendária banda inglesa no suntuoso Alexandra Palace, Londres, em 2018. É a mesma turnê que visitou o Brasil naquele ano. Aliás, os shows brasileiros da tour foram realizados pouco dias após esse concerto no Ally Pally. O setlist é daqueles impecáveis com tudo oque importa. “Regret”, “Blue Monday”, “The Perfect Kiss”, algumas coisas do Joy Division como “Atmosphere” e “Love Will Tear Us Apart”. Lindo, lindo.

* As versões de luxo dos álbuns do grande e saudoso grupo indie americano Pavement são notoriamente absurdas. Lotadas de faixas extras, versões ao vivo, demos, muita coisa inédita. Um detalhe importante é que elas eram lançadas sempre nos aniversários de dez anos de cada álbum – ou quase. “Terror Twilight”, quinto e último disco da banda, de 1999, era a exceção. Completou 10, 20 anos e nada. Mas parece que essa espera vai acabar. A banda postou em seu Instagram um trecho de um texto sobre o disco com o recado: “Está remasterizado”. E este ano, se a pandemia deixar, tem Pavament no Primavera Sound. Será?

* A apresentação do Foo Fighters número 859 foi para o programa Live Lounge, da Radio One, levada ao ar hoje. Para a importante emissora da BBC, a banda americana enviou duas músicas: “Waiting on a War”, um dos singles que lideram o disco novo recém-lançado, e o velho clássico “Times Like These”. Fancy?

* A familiar banda americana Kings of Leon revelou hoje mais uma música nova de seu próximo disco, “When You See Yourself”, seu oitavo álbum de estúdio, que sai em marçp. Depois de “The Bandit” e “100,000 People”, chegou a vez do grupo dos Followill lançar a bem boa “Echoing”, que traz um vídeo nervoso que tem a banda tocando a música ao vivo, mas em nenhum momento mostra a cara dos integrantes do KoL.

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Popnotas: O disco brutal do Nick Cave, um r.i.p. para Mary Supremes, o álbum de covers do Vaccines e… mais Foo Fighters

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Mary Wilson, co-fundadora e única integrante do famoso The Supremes que esteve em todas as formações do grupo, morreu aos 76 anos em Las Vegas, durante o sono. A causa não foi divulgada pelo seu assessor, Jay Schwartz. Fundado em 1959 ainda com o nome de The Primettes, as Supremes são um dos grupos vocais mais importantes da história, rivalizaram em popularidade com os Beatles nos anos 60, nos Estados Unidos, e fizeram parte da mítica Motown, a gravadora fundada por Berry Gordy Jr. por onde caminharam nomes como Jackson 5, Stevie Wonder e Marvin Gaye. Após o fim do grupo, Mary se tornou uma escritora popular com a sua autobiografia “Dreamgirl: My Life as a Supreme”, que se desdobrou ainda em um segundo livro. No domingo passado, Mary Wilson ela anunciou no Youtube que ia ter um disco novo solo lançado em março, que seria seu aniversário. Vamos ver se isso será mantido, com a triste notícia de sua morte.

– Ah, Nick Cave, sempre tão misterioso e direito ao ponto. Lembra que a gente contou por aqui que ele anunciou seu novo álbum, “Carnage”, como quem não quer nada em seu site onde responde a perguntas dos fãs? Alguém resolveu perguntar um pouco mais sobre o disco do músico australiano (foto na home), já que Nick da primeira vez se limitou a dizer que era um trabalho feito com seu parceiro de sempre, o grande músico Warren Elis. Pois bem, a resposta veio, meio curta é verdade, mas já é algo: “Mais informações? OK. Que tal essa? CARNAGE é um disco brutal, mas muito bonito, inserido em uma catástrofe comunitária”. Está bom para você?

– A banda britânica The Vaccines se prepara para lançar um EP de covers no próximo mês. Intitulado “Cozy Karaoke” (ótimo nome, inclusive sdd karaokê), já tivemos uma prévia, com a versão da já clássica do QOTSA, “No One Knows”. Também soubemos que teremos versão para “Fire”, da banda americana Waxahatchee, esta ainda não disponível nas redes. Mas nesta semana saiu uma cover de “High Horse”, de Kacey Musgraves, que você pode conferir aqui.

– Ainda aguenta o Foo Fighters? Temos duas mais da banda do chapa Dave Grohl, segura aí. Primeiro que o grupo deve explodir em no número 1 nas paradas britânicas com seu décimo álbum, “Medicine at Midnight”, lançado sexta passada. Seráo o quinto disco do FF a chegar ao topo do chart britânico. A coisa está tão grande que “Medicine at Midnight” vendeu mais, até agora, nestes primeiros dias, que os nove outros discos do Top 10, somados. A parada de discos de UK desta semana será divulgada na quinta.

Ontem à noite o Foo Fighters foi a atração musical do programa do Jimmy Fallon. Eles mandaram gravada uma performance ao vivo de “Waiting on a War”. Diferente das 200 outras que eles gravaram dessa mesma música. Diferente das 600 que eles gravaram para o disco 10 em si. Foi tipo assim:

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Top 10 Gringo: Buzzy Lee ousa ficar em primeiro, na semana do Black Country, New Road. A volta de Chet Faker ao lugar em que ele não deveria ter saído. E a… Hayley Williams!!!

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* Bom, parece que 2021 começou forte agora em fevereiro na gringa e os lançamentos grandes não param. A semana teve desconhecidos que surpreenderam, grandes nomes com seus erros e acertos e algumas expectativas lançadas em singles. Mais que isso é dar spoiler dos nossos textinhos. Mergulha neles junto com a playlist que melhor vai te atualizar sobre o clima deste 2021 lá fora.

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1 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha daquele famoso diretor de cinema lá. A bela “Strange Road”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçado por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento.
2 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando desde sexta passada no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.
3 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.
4 – Chet Faker – “Get High”
Chet Faker firma sua ressurreição de nome, que ele abandonou lá em 2016, e talento com mais um single delicioso. Após, “Low”, o novo single é “Get High”, que chega com um pianinho classe, batida certeira, “gingado” funk australiano solar bem servido para a indefectível voz de Chet Faker brilhar até nos momentos de seu falsetinho famoso. Uma beleza. Welcome back, Chet.
5 – The Weather Station – “Robber”
The Weather Station é Tamara Lindeman, uma cantora canadense de folk de carreira sólida na estrada desde 2006. Seu quinto trabalho, “Ignorance”, é cinco estrelas pelo jornal inglês “The Guardian”, levou um 9 do sempre hypado site indie “Pitchfork” e é nosso mergulho mais recente, ainda em processo. É aquele disco que no começo da audição já nos impacta a querer recomeçara a ouvir sem ele ter sequer acabado. E a primeira impressão que deu por aqui é que nossos coleguinhas gringos estão com a razão.
6 – Cardi B – “Up”
Existe uma grande expectativa sobre o segundo álbum da Cardi B, rapper nada fácil do Bronx. “Invasion of Privacy”, sua estreia, vai completar três anos ainda sem um sucessor. “Up” pode ser o ensaio desse novo disco. Presente ou não no novo álbum de Cardi B, a faixa mostra que Cardi não perdeu nem um pouco do vigor característico. Ela ainda começa o vídeo da música enterrando 2020, em uma cena já histórica.
7 – Julien Baker – “Favor”
“Mas toda semana vocês destacam um single da Julien Baker?” Sim!!! E parece que será assim até que “Little Oblivions”, seu novo álbum, seja lançado. E a gente pode até reclamar que não gostou tanto desse single quanto dos outros, mas é só conversa. “Favor” é uma beleza e ainda conta as vozes das parças prediletas da Julien: Phoebe Bridgers e Lucy Dacus. Que trio!
8 – Arlo Parks – “Hurt”
Complicado mesmo foi decidir qual a nossa melhor música do reluzente álbum de estreia de inglesa Arlo Parks. “Collapse in Sunbeams” é maravilhoso e fez valer o hype. Sim, acredite nele. Uma vez com essa dúvida, vamos destacar “Hurt”. Bela na composição, no toque, nos timbres – que som de bateria é esse? – e na letra. Não dá para saber exatamente o que mais aflige o personagem da canção – depressão? vício? -, mas Arlo avisa: essa dor não dura para sempre.
9 – Madlib – “One For Quartabê/Right Now”
Arquiteto. Mago. Mestre. Produtor, DJ, rapper, Madlib é dos grandes. Seu novo álbum “Sound Ancestors” respeita essa história. É um disco de beatmaker com começo, meio e fim. A ideia veio do produtor Four Tet, que sugeriu a Madlib um disco onde seus beats fossem o centro de tudo, sem participações especiais. A voz do álbum é a voz que Madlib consegue colocar em suas construções sofisticadas. Nessa bela festa, um som é dedicado ao Quartabê, conjunto brasileiro formado por Maria Beraldo, Joana Queiroz, Chicão e Mariá Portugal. E nesta que vamos!
10 – Foo Fighters – “Medicine at Midnight”
Deve ser nosso amor pelo Foo Fighters que dificulta aceitar as baixas da banda. “Medicine at Midnight” não é o álbum dançante ensaiado em entrevistas e reproduz vários pontos da discografia da banda sem tanta inspiração. Se sempre foi um trunfo de Grohl e cia entregar canções memoráveis mesmo sem se arriscar tanto, aqui nesta bateu na trave. O som que leva o nome do álbum merece destaque por ser o momento em que realmente eles parecem navegar por águas roqueiras desconhecidas.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Buzzy Lee.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPNOTAS – O fim do Fleetwood Mac, as câmeras do Foals e o Foo Fighters fazendo homenagem a Tom Petty e criticando “líderes moralistas”

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– Procurando se reinventar e mais ainda se movimentar desde o começo da pandemia, a banda inglesa Foals soltou, na sexta passada, quatro versões do seu CCTV Sessions. Anteriormente, eles já tinham trabalhado com o mesmo formato. O que é? Basicamente uma session diferentona, filmada com as câmeras do circuito de segurança (Closed-Circuit Television) desses de rua, de estacionamento, de prédios. As filmagens incluem músicas do seu último disco de trabalho, “Everything Not Saved Will Be Lost”, que não conseguiu sair para turnê, você já sabe por quê. ¯\_(ツ)_/¯

No ano passado, o grupo de Oxford lançou o “Collected Reworks”, juntando vários remixes de diversos artistas/DJs de suas músicas ao longo da carreira. E agora, atendendo a pedidos dos fãs, liberaram todas as CCTV sessions anteriores, incluindo B-sides de todos os discos, nas plataformas de streaming. Nosso destaque vai para a cover esperta de “Daffodils”, do incrível Tame Impala.

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– Por que choras, TikTok? Gente, o Fleetwood Mac, a veteraníssima banda do TikTok, acabou. De novo. Uma das formações mais famosas dos anos 70 e sempre disputada por grandes festivais para vir ao Brasil pela primeira vez, o grupo não está mais junto. Numa entrevista para a BBC Radio 2 no final de semana, a pianista e cantora Christine McVie afirmou que ela, a cantora Stevie Nicks e o baixista John McVie não farão mais nenhum show com a banda, quando puder haver shows. Muito por conta da idade de seus integrantes, numa média de 75 anos. McVie, também uma das cantoras da banda, disse que por conta de todo o ano passado parado e provavelmente sem fazer show também neste 2021 indefinido, seria muito difícil a banda arrumar gás para se reunir, ensaiar e enfrentar um palco. Entre mortes de integrantes, reformulações e idas e vindas, o Fleetwood Mac conseguiu se manter, nos últimos anos, relevante até para os mais novos adoradores de música. No ano passado, o hit “Dreams” viralizou na plataforma TikTok graças a um vídeo de um skatista a ponto de o álbum ‘Rumours’, de 1977, voltar ao Top 10 dos mais vendidos na “Billboard”.

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– Os imparáveis Foo Fighters lançaram na sexta passada seu décimo disco, o “Medicine at Midnight”, se desdobrando em muuuuuuuitos vídeos de performances para divulgação em rádio, TV e internet. Uma delas, aqui em especial, foi divulgada na própria sexta pela rádio americana de satélite SiriusXM, que levou a sua garagem, em Los Angeles, a banda de Dave Grohl para uma session de apresentação da rádio Foo Fighters, novo canal dentro da Sirius. Em qualquer hora do dia, da noite e da madrugada, se você assina o serviço da plataforma e sintoniza a Foo Fighters Radio, vai estar tocando FF em estúdio, ao vivo, remix, cover, sem parar. E, em seu canal de Youtube, a galera da Sirius subiu este vídeo abaixo do FF fazendo uma cover de “Honey Bee”, música do segundo álbum do saudoso roqueiro Tom Petty, o famoso “Wildflowers”, lançado em 1994, o ano de fundação do Foo Fighters. Tem vários outros vídeos, tipo o da banda desempenhando “The Best of You”, mas aqui ficamos com a banda homenageando a abelhinha do Tom Petty.

* Tem também o vídeo novo oficial dos Foos, para a pesadamente boa “No Son of Mine”, lançado no final de semana. É uma mistura de animação com efeitos em cima de imagens reais da banda em ação, trazendo a mensagem na letra contra “líderes moralistas” (Dave Grohl que disse) e o visual de violência, drogas e bebidas. Tipo isso.

Mas fiquemos com o Tom Petty.

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Popload TV, o canal da Popload no Youtube, faz parceria com o Gliv Rocks e conta em programa a história do Foo Fighters

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* Como forma de movimentar a presença da Popload TV, nosso canal visual do Youtube, vamos iniciar nesta sexta-feira uma parceria com o Gliv Rocks, criado e apresentado por Alê Zampieri, que através do vídeo conta histórias de bandas e artistas, analisa discografias, formula divertidas listas e faz suas famosas recomendações.

O Gliv Rocks dentro da Popload TV vai estrear com um olhar sobre a história geral e recomendadíssima da banda de Dave Grohl, do seus tempos de baterista do Nirvana até o lançamento deste décimo álbum do FF, “Medicine at Midnight”, lançado nesta sexta-feira. Uma viagem para entender como o tímido Grohl novinho deu no maior cara do rock destes tempos.

“Criei o GLIV Rocks lá em 2017 basicamente com dois propósitos: ajudar a divulgar e espalhar a boa música e, de quebra, usar a boa e quase sempre infalível afinidade para fazer amigos”, conta Zampieri, que além da verve de historiador da música que gostamos tem um estúdio de criação e design chamado Gliv.

“Não tem muitas regras e o grande destaque vai para o rock e suas diversas ramificações, mas nunca “só” isso. A ideia inicial era postar fotos do acervo pessoal (capas de revistas, livros, CDs e DVDs), mas que foi evoluindo e, em 2020, só fotos já não eram o suficientes para expressar nossa paixão pelo barulho. E assim vieram os vídeos.”

Fã do Nirvana, o historiador Alê Zampieri está bem à vontade para contar, em meia hora, a história de Dave Grohl e seu Foo Fighters. Nos acompanhe.

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((E, claro, o programa gerou uma playlist de 20 músicas representativas porém “não óbvias” do Foo Fighters, no Spotify)).

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