Em francisco el hombre:

Top 50 da CENA – De novo, produtor CESRV pega o 1º lugar. Nem a gente acredita. Uma homenagem involuntária a Aldir Blanc e a ilustre presença de Ava Rocha são novidades

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* Como se não bastasse tudo o que já acontece, esta semaninha que passou foi triste para a música brasileira. Por isso falamos aqui, neste TOP 50 que você lê agora, sobre uma bela parceria do já saudoso Aldir Blanc (que andava tão ou mais jovem e forte do que muitos por aí, como podemos ver na música escolhida) com Douglas Germano, um raro e belo encontro de um grande nome da velha guarda com um atual da nossa CENA.

Também aproveitamos e contamos uma história com o produtor CESRV (primeiro colocado mais uma vez? como pode, hein?) sobre os caminhos tortos que percorrem música e memória. CESRV é um cara para ser olhado bem de perto. E ouvido mais de perto ainda.

Mais novidades? Temos a ótima nova música (e vídeo) nem tão nova de Clarice Falcão e a importante Ava Rocha em parceria com uma banda colombiana incrível.

E lembrando que nosso ranking é uma playlist lá no Spotify ou Deezer. Porque na real nossa missão não é dizer quem é melhor, não. É oferecer 50 sons legais toda semana para você ouvir.

Fica em casa, bb!

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1 – CESRV – “Cry Baby” (Estreia)
Falamos aqui semana passada sobre o ótimo EP onde CESRV revista música brasileira a seu modo. Mas ficamos com uma dúvida em “Cry Baby”. O sample que reconhecemos nela era de uma música estrangeira que rolava nas rádios nos anos 80, tipo “flashback de FM”. Onde estava a música brasileira ali, então? CESRV desvendou o mistério em nossas lives diárias: o sample veio de um disco da banda carioca standard Cry Babies, um grupo que daria origem a Banda Black Rio e que regravou sons gringos em versões instrumentais em um disco de 1969. A música faz caminhos inusitados, não é? Quão rico é isso? Quão necessário são esses caminhos do CESRV? Mais sobre este assunto na posição 6 deste ranking.
2 – Douglas Germano – “Valhacouto” (Estreia)
A semana que começou triste com a partida de Aldir Blanc fez a gente relembrar que o compositor versátil andava afiado. E, mais que isso, agora no ano passado fez uma letra incrível para um nome ativo da CENA, que é Douglas Germano. “Valhacouto” é uma crônica sobre a violência nazista que acaba resvalando em cenas da atualidade. Passado e presente juntos em um alerta sobre o perigo que ainda nos ronda. Prova de que Aldir seguia atento, forte e necessário.
3 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (Estreia)
A parceria da Ava Rocha com a banda colombiana é daquelas combinações que ficam tão boas e naturais que deixam a gente desejando por horas daquele som. São só duas músicas lançadas, mas queremos mais e mais disso.
4 – Clarice Falcão – “Só + 6” (Estreia)
Clarice lançou um belo vídeo para uma música que está lá no seu disco de 2019. Que visual esse vídeo tem. Encantou a gente e voltamos ao disco e a faixa. Uma belezinha de sua fase eletrônica.
5 – YMA – “No Aquário” (1)
Que bom ouvir um novo single da YMA. A letra parece prever os tempos de pandemia, sendo uma letra feita antes da atual situação. A voz, o andamento, a letra (do Lau, do Lau e Eu), a guitarrinha à lá Chris Isaac. Tudo em harmonia perfeita. E a música nem é de disco (achamos). Pertence a uma coletânea de site.
6 – CESRV – “Onda” (2)
Só quem é muito atento vai saber de onde CESRV encontrou os samples que reveste esta faixa de seu novo EP, dedicado a recriações e colagens de sons brasileiros em beats com influência de footwork. Entendeu? Se não, procure entender. Ou pelo menos ouvir esse EP “Bela Vista”, do CESRV.
7 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (3)
“Será que o mercado vai lavar suas mães invisíveis?” É com essa frase cortante que a mineira Sara Não Tem Nome abre seu novo single. Adivinha o tema? Ela vai no alvo, o tempo todo. Que música densa. Só quem esteve em 2020 vai entender.
8 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (4)
A faixa-título do novo álbum da banda aracajuana Taco De Golfe é o melhor exemplar de introdução para o belo disco que eles fizeram. Música instrumental capaz de impactar até quem não aprecia tanto o gênero. Diz muito sem nem ter voz.
9 – Vir GO – “Lunes” (Estreia)
Nova banda punk mezzo paulistana mezzo do mundo, formada por veteranos da CENA e liderada pela conhecida agitadora Madame Mim, ex-MTV e duzentas bandas. O gás, aqui, a partir desta “Lunes”, é juvenil. Punk, pois. Alerta: cantada em castelhano. E daí?
10 – Sessa – “Sereia Sentimental” (5)
Uma bela track nova de Sessa, beneficente e disponível apenas no Bandcamp dele. Portanto vai faltar, por enquanto, na nossa playlist. Bonita, quieta, jazzy e em forte contraste com os tempos atuais. Queremos morar no violão dessa introdução.
11 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada
12 – Duda Brack – “Pedalada” (7)
13 – YMA – “Evaporar – Ao Vivo” (8)
14 – Carne Doce – “Saudade” (9)
15 – Francisco – “Traumas” (10)
16 – Aldo – “Restless Animal” (11)
17 – Obinrin Trio – “Medo” (12)
18 – Ozorio Trio – “Get Up” (13)
19 – Cícero – “Às Luzes” (14)
20 – Jovem Dionísio – “Ponto de Exclamação” (15)
21 – Boogarins – “Inocência” (16)
22 – Djonga – “Procuro Alguém (17)
23 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (18)
24 – ÀIYÉ – “Isadora” (20)
25 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (21)
26 – Troá! – “Bicho” (22)
27 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (27)
28 – Apeles – “Deságua” (23)
29 – Papisa – “Homem Mulher” (24)
30 – Dance of Days – “Não Sou Mais o Mesmo (Mas Pelo Menos Não Sou Você)” (19)
31 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (28)
32 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (25)
33 – Francisco, El Hombre – “Juntos, Nunca Sós” (26)
34 – Marietta – “Analógica” (30)
35 – Manaié – “Tira a Mão” (31)
36 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
37 – Amen Jr. – “amoretempo” (33)
38 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (34)
39 – Bivolt – “110v” (36)
40 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (37)
41 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (43)
44 – Vovô Bebê – “Êxodo” (44)
45 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (45)
46 – Edgar – “Carro de Boy” (46)
47 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (47)
48 – Victorino – “Roque” (40)
49 – Valuá – “Veneno” (49)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora e compositora Clarice Falcão, em repeteco.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Um “trio” e um trio lideram o ranking da semana. E tem as chegadas fortes e lindas de Cícero e Duda Brack

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* E aqui estamos nós, no nosso Dia da Marmota nível mundial e necessário. Mas pelo meeeeeenos tem uma playlist atualizada com 50 das melhores músicas brasileiras dos últimos sete dias para nos entreter em casa, segurar essa onda maluca. É a nossa pequena e pessoal “lista da Billboard”, nosso singelo “Top of the Pops”, feita na humildade, tals.

A semana até que foi boa de lançamentos, agitou nosso Top 50, principalmente a parte de cima, dos dez mais. Temos dois “trios” e outras novidades bem legais no nosso ranking que não é lá muito competitivo e quer mais que você passe umas três horinhas em boa companhia, na nossa playlist que está lá no Spotify para você aproveitar.

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1 – Ozorio Trio – “Get Up”
Ozorio Trio não é bem um trio, mas sim o projeto de Marcelo Ozorio. Em um disco, “Big Town”, que vai encontrar as conexões do folk americano com a música caipira do Brasil, ele explora no violão uma vibe meio Wilco brasileiro que funciona muito bem em diversas canções. O resultado impressiona de bom. Nossa favorita é essa “Get Up”.
2 – Obinrin Trio – “Medo”
Outro trio, só que este um trio de fato. Formado por Elis Menezes e as irmãs Raíssa e Lana Lopes. “Origem”, a estreia em disco delas, é um álbum feito aos poucos com ajudas dos fãs. Mais independente impossível. Aqui se destaca a bela “Medo”.
3 – Cícero – “Às Luzes”
Cícero encontra uma vibe meio Radiohead nos tempos do “In Rainbows” e faz uma bela música em seu novo e ótimo álbum, “Cosmos”. Pressentimos que outras músicas deste disco vão aparecer aqui no Top 50.
4 – Djonga – “Procuro Alguém (1)
Segue no alto esse disco do Djonga inesgotável de bom. Na capa mais forte do ano até aqui (você viu?), o rapper mineiro estampa a realidade cruel do Brasil. Sua montagem é praticamente a versão ilustrada do verso “Olha quem morre, veja você quem mata”, cantado por Edi Rock em “Negro Drama”, dos Racionais. Ao rappear sobre todas as quebradas, um dos fios de esperança no futuro onde o amor vence está na geração que chega, representada por este som que celebra a pequena Iolanda, a filha mais nova do Djonga. E que letra que ela tem.
5 – Duda Brack – “Pedalada”
Quer uma música para rir e chorar? A gaúcha Duda Brack encontra esse meio termo aqui em uma música que faz rir e se desesperar pela situação. É rock, mas não é. É indie paulistano dos anos 80, tipo Rumo, mas nada é tão 2020 foi feito na CENA. Acompanha um vídeo-filme perturbador de tão… gostoso.
6 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (2)
A faixa que abre o disco de Letrux já frequenta o alto do nosso ranking há algumas semanas. É uma espécie de trip-hop atravessado por uma guitarra e com um encerramento apoteótico belíssimo. “Viver é um frenesi”, canta Letrux. Parece daquelas músicas que ganham novos sentidos a cada dia que passa. E que letra que ela tem, parte 2.
7 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (4)
O primeiro single dessa parceria acertadíssima entre as bandas paulistana e curitibana. Será que esta canção em especial indica novos rumos para o Terno Rei? Uma experimentação ocasional com uma pegada mais pop? Bom, “Violeta” já deu algumas dicas. E a banda segue quente. Vamos ver.
8 – Francisco, El Hombre – “Juntos, Nunca Sós”
Talvez o “melô da quarentena”. A união em tempos de pandemia e de isolamento. A nova do Francisco, El Hombre busca encontrar o… encontro possível.
9 – ÀIYÉ – “Isadora” (5)
Das melhores faixas do álbum de estreia de Larissa Conforto como ÁIYÉ. Forte no recado e forte na experimentação com diferentes ritmos de um modo que ela sabe fazer. Esse disco melhora a cada audição.
10 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (3)
Depois da primeira música em parceria (veja o número 7 do ranking), Tuyo e Terno Rei invertem a ordem da ajuda musical mútua. E acertam mais uma vez. Que música boa.
11 – Apeles – “Deságua” (6)
12 – Jhony MC – F.A.B. (7)
13 – Clarice Falcão – “PRA_TER_O_QUE_FAZER_” (8)
14 – Troá! – “Bicho” (9)
15 – Carne Doce – “Passarin” (10)
16 – Diomedes Chinaski – “Ilusão”
17 – Papisa – “Homem Mulher” (Estreia)
18 – Shower Curtain – “All That You Do” (12)
19 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (13)
20 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (14)
21 – Winter – “Say” (15)
22 – Bivolt – “110v” (16)
23 – Vovô Bebê – “Êxodo” (17)
24 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (18)
25 – Manaié – “Tira a Mão” (25)
26 – Amen Jr. – “amoretempo” (26)
27 – Marietta – “Analógica” (27)
28 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (28)
29 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
30 – Edgar – “Carro de Boy” (19)
31 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (31)
32 – Kiko Dinucci – “Veneno” (20)
33 – Valuá – “Veneno” (33)
34 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (34)
35 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (35)
36 – Nego Bala – “Cifrão in Pé” (23)
37 – Francisco El Hombre – “Cai” (37)
38 – Jovem Dionísio – “Ponto de Exclamação” (38)
39 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
40 – Olívia de Amores – “La Cancionera” (40)
41 – Letícia Persiles – “Trem Fantasma” (41)
42 – Juliano Guache – “Bombyx Mori No. 1” (42)
43 – Letrux – “Fora da Foda” (11)
44 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (44)
45 – Julia Melo – “Touch” (45)
46 – Marília Calderón – “O Chão na Palma da Mão”
47 – Mariana Volker – “Me da Me dê” (47)
48 – Luana Flores – “Guerreira de Lança (Furmigadub Remix)” (21)
49 – Lara Aufranc – “Viver Sem Dó” (Estreia)
50 – Mahmundi – “Sem Medo (22)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora gaúcha Duda Brack.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Bananada, de Goiânia, anuncia seu festival completo com Pabllo Vittar e Lee Ranaldo, com descontos e sem taxa de conveniência (por algumas horas)

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* Baianasystem, Rincon Sapiência, Carne Doce, Francisco El Hombre, Ava Rocha, DJ Marky, KL Jay e os chilenos Javiera Mena e Ganjas são alguns dos muitos nomes que comporão o sempre gigante elenco de bandas e artistas solo que fazem do festival Bananada, de Goiânia, um dos principais festivais indies do Brasil. E olha que temos agora vários e incríveis festivais…

Agora no final de tarde o festival, 20 anos neste ano, anunciou a escalação completa de seu final de semana. Além dos nomes acima, o Bananada 2018 vem ainda mais forte com Gilberto Gil e o show de 40 anos do álbum “Refavela”, a sensação Pabllo Vittar, o ex-Sonic Youth Lee Ranaldo, Nação Zumbi, Emicida, os onipresentes Boogarins, Holger, Molho Negro e muito mais.

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O Bananada, que acontece de 7 a 13 de maio e vai ocorrer em “seu grosso” no shopping Passeio das Águas. Mas, antes, o festival ainda tem uma programação de showcases durante a semana que antecede o festivalzão em si, a ser divulgada em breve.

E não é só. A partir das 19h desta terça, o evento goiano liberou ainda a venda de ingressos por dia, via Sympla. Não só o do passaporte inteiroAté a meia-noite de hoje, não será cobrada a taxa de conveniência na compra. Além disso, o Bananada oferece um cupom de desconto de 10% nos ingressos, via inbox do Facebook, para quem se cadastrar aqui.

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O line-up completo do final de semana do Bananada 2018 – 20 anos, fica assim:

– sexta-feira – 11/05
AVEEVA (GO)
NIELA (GO)
RØKR
ERMO (PORTUGAL)
VAMOZ
HOLGER
GIOVANI CIDREIRA
AS BAHIAS E COZINHA MINEIRA
JORGE CABELEIRA E O DIA EM TODOS SEREMOS INÚTEIS
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA

palco red bull music
BRUNA MENDEZ (GO)
MERIDIAN BROTHERS (COLOMBIA)
FRANCISCO EL HOMBRE
KL JAY
DJ MARKY

palco chilli beans
GILBERTO GIL REFAVELA
EMICIDA convida DRIK BARBOSA e CORUJA BC1

– sábado – 12/05
LUTRE (GO)
GORDURATRANS
EMA STONED
BRANDA (GO)
ORUÃ
IN CORP SANTICS (ARGENTINA)
KALOUV
NEGRO LEO
ANA MULLER

palco red bull music
AVA ROCHA
JAVIERA MENA (CHILE)
CARNE DOCE (GO)
RINCON SAPIÊNCIA
HEAVY BAILE

palco chilli beans
ÀTTØØXXÁ
PABLLO VITTAR part. ARETUZA LOVI

– domingo – 13/05
FRIEZA (GO)
BLASTFEMME
DEAFKIDS
CORONA KINGS
ADELAIDA (CHILE)
BRVNKS (GO)
VIOLINS (GO)
MOLHO NEGRO
HELLBENDERS (GO)
MENORES ATOS

palco red bull music
TRIZ
THE GANJAS (CHILE)
RIMAS E MELODIAS
LARISSA LUZ
BAIANASYSTEM

palco chilli beans
BOOGARINS (GO)
NAÇÃO ZUMBI

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CENA – Morrostock Festival, RS: mato, cachoeira, paz-e-amor e até bandas. O festival da contracultura indie brasileira

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* Teve um tempo em que o ser humano indie era associado a nerd de computador fuçando atrás de mp3 de uma banda canadense obscura tipo Arcade Fire na internet. Hoje, indie pode ser visto dançando com um bambolê no pôr do Sol que está beleza. Se for menina, cabe o topless que tudo bem.

Aconteceu no último final de semana em Três Barras, no Rio Grande do Sul, em um balneário no meio da “selva gaúcha” distante a 40 minutos em van trepidante da cidade de Santa Maria, quatro horas em van suave de Porto Alegre, a décima-primeira edição (a segunda no local) do Morrostock 2017, um festival indie “diferente” que além de bandas legais prega o lema do evento “cheio de boas energias, natureza, arte e muito amor”.

O Morrostock, que teve Mutantes, Boogarins, Ventre, Francisco El Hombre e grande elenco, rolou de sexta a domingo à tarde, entre chuva, sol, banhos de rio, muita gente acampada, friozinho do Sul e calor dos infernos várias vezes no mesmo dia.

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A Popload chegou ao festival no sábado. Em uma hora no local, saiu para uma caminhada de meia hora para uma cachoeira absurda. Cerca de 20 minutos numa trilha razoável para uma pessoa urbanóide, 10 minutos brigando floresta adentro numa trajetória “hostil”. E daí o paraíso.

Sobre o paraíso sonoro, a relação de bandas estava uma delícia. Dos filhos do Sul, estavam, entre outros, muitos nomes da cena nova e médio nova gaúcha Dingo Bells, Cartolas, Akeem, Musa Híbrida, Bloco da Lage (Carnaval), Baby Budas, Thiago Ramil, Bordines, Snow Twins e o incrível Cactus Flor.

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Da CENA nacional como um todo, além dos citados Mutantes (SP, foto acima do show), Boogarins (GO), Ventre (RJ) e Francisco El Hombre (Mex-BR), estiveram em performance nos dois palcos do Morrostock, um grande aberto e um pequeno coberto, bandas como Hierofante Púrpura (SP), Tagore (PE), My Magical Glowing Lens (ES), Joe Silhueta (DF), The Shorts (PR), Mulamba (PR), El Sondero Insurgente (Argentina), Selvagens À Procura da Lei (CE), The Outs (RJ), Colleen Green (EUA), Milongs Extremas (Uruguai), entre outros.

Abaixo, alguns vídeos de performances de atrações do Morrostock 2017, além de muuuuitas fotos. E já se prepare para ir ao sul no final do ano que vem.

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A banda gaúcha Akeem, do… Akeem

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No faz-chuva-faz-sol, a psicodelia do Boogarins foi a trilha do domingo

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A americana Colleen Green, acompanhada pelo duo paranaense Subburbia e por uma galera

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Guilherme Cobelo, em ação no absurdo show do Joe Silhueta, de Brasília

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Francisco El Hombre com a participação especial de Francisco El Perro

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Gabi, dona do My Magical Glowing Lens, do ES, em ação no gaúcho Morrostock

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* Fotos: Lúcio Ribeiro, Afonso de Lima, Juliana Brittes, Marcelo Cabala (divulgação Morrostock)

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CENA – Woodstock dos Pampas, Morrostock Festival convoca de Mutantes a Boogarins para propagar o indie paz-e-amor

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A Popload já carimbou seu passaporte indie em um número grande de cidades pelo Brasil em 2017 e neste final de semana desembarca no sul do país para conhecer um dos festivais mais pitorescos do circuito independente nacional: o Morrostock, que vai de hoje a domingo “perto” de Santa Maria-RS.

Nascido no interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente na cidade de Sapiranga, o Morro (como é carinhosamente chamado pelos conhecidos de longa data), traz uma mistura de características que o faz um dos principais festivais rurais do Brasil. Bandas de todos os lugares do país e até de fora dele. Gente para todo lado e de todos os lados aproveitando as belezas naturais disponíveis no lugar (do banho de rio, cachoeira até a sombra das árvores, com todo mundo pintado na cara com “motivos indígenas”). Um line-up que mistura grandes nomes com novas apostas da cena indie.

Toda essa movimentação fora do centro do estado não é história que começou faz pouco. Ela já existe há um bom tempo ao comando da figura local Paulo Zé e a parceira de produção Marquise 51. De hoje a domingo o festival, que tem 11 anos de realização, traz uma escalação de bandas que começa com os medalhões Mutantes e vai até Francisco, el Hombre, Boogarins, Dingo Bells e a atração do último Popload Festival, o Ventre.

Essa mistura de nostalgia com novos ares ainda traz uma porção de bandas da inquieta cena gaúcha atual, junta de gringos e apostas de outros estados, como é o caso da americana Colleen Green, direto de LA, My Magical Glowing Lens, do Espírito Santo, e os locais Alpargatos, Akeem, Musa Híbrida, Cuscobayo e outros mais que povoam os dois palcos distribuídos pelo Balneário Ouro Verde.

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Como nem só de música vive a cena, junto à programação musical o festival ainda promete uma série de oficinas que vão de aulas de Yoga até práticas ecológicas. Quem se interessar pela experiência completa que o Morrostock oferece pode garantir seu ingresso no site oficial do evento e preparar sua barraca, já que a tradição entre os participantes é acampar no próprio festival e aproveitar 100% do contato que o festival pode oferecer com a natureza.

A festa começa hoje a partir das 21 horas e promete se estender durante todo o final de semana, com seu último show programado para perto das 18 horas do domingo.

** A convite da Marquise 51, o Popload acompanha a escalação completa do festival e te conta por aqui tudo sobre o o final de semana mais agitado do ano no Rio Grande do Sul.

*** Line up completo e venda de ingressos no site oficia do evento. Tem o pôster aqui embaixo, anyway.

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**** As fotos p&b que ilustram esta página + a chamada da home da Popload são de Tuany Areze.

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