Em francisco:

CENA – Roubaram os vídeos do francisco, el hombre do Youtube. E a banda quer sua ajuda

1 - cenatopo19

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* O grupo meio-brasileiro-meio-mexicano francisco, el hombre avisou ontem no Twitter que alguns vídeos da banda simplesmente sumiram do YouTube. Sem saber o motivo certo ainda disso, a banda não descarta até ação de hackers.

Seja lá qual for o motivo, a banda começou hoje a repostar o material perdido. Pelas contas da banda, perderam uns 500 mil views na brincadeira. Estamos na campanha com eles para recuperar esses números.

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CENA – Vivian Kuczynski e os fardos insustentáveis dos 16 anos. Em vídeo lindo

1 - cenatopo19

Uma das mais novas revelações da cena indie brasileira, nova na idade, nova na cena em si, a assombrosa garota curitibana Vivian Kuczynski, 16 anos, lançou por estes dias mais um vídeo, ainda para divulgar as preciosas músicas do álbum “Ictus”, lançado em agosto pelo selo Balaclava Records. A faixa em destaque, agora, é “Fardos”, que tem a participação do (simplesmente) Francisco.

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É impressionante como Kuczynski, apesar da idade, se coloca como alta-cultura da cena brasileira de cantoras. É nítido o alcance ao mesmo tempo delicado e desafiador, rebuscado para condensar tudo num conceito só, que ela tem de sua voz, quase como um instrumento a solar, a interferir na boa participação vocal do amiguinho como reforço, como ajuda, como complemento, porque Francisco Wolf, além amizade com Vivian Kuczynski, vai ter em breve um disco seu a ser produzido por ela.

O vídeo é um balé de corpos e cavalos em um campo detonado que às vezes dialoga forte com a letra de sentimentos profundos e pesados incompatíveis, TALVEZ, para alguém de 16. Mas como a voz nessa personalidade, nessa particularidade também é, então beleza.

“Como vou cuidar se eu descuidei”, canta Kuczynski no vídeo, tentando arrancar a língua da boca. Uma coisa tipo Billie Eilish sendo guiada por Antony / Anohni. Mas, no caso, Vivian e Francisco. O fino.

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CENA, parte 1: Dom La Nena, Wannabe Jalva, Fingerfingerrr, francisco el hombre, tudo ao vivo

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* Festival, session, na praça, na casa, no casarão, escola, no topo do prédio, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro, gaúchos, mineiros, paulistas, cariocas. Nos últimos dias, confira nosso recorte da movimentação da cena independente brasileira onde tinha uma tomada para ligar instrumentos. Parte 1.

* Dom La Nena – A violoncelista gaúcha (foto acima) de 26 anos que já tocou mais na Europa do que os Titãs no Brasil (exageriiiiiinho) se apresentou em São Paulo, na sexta-feira passada. E realmente foi uma apresentação em São Paulo. Ela, que não tocava no país havia dois anos e seu último show havia sido na China, foi destaque da programação do Mês da Cultura Independente. Delicada, brincalhona, ela grava sons em loopings e às vezes parece uma banda de quatro, cinco músicos. Canta em inglês, castelhano, francês e ATÉ português. Olha o visual. Olha a fofurice.

* Wannabe Jalva – A banda gaúcha, que já saiu no “New York Times” e teve música tocada na distinta rádio KCRW, de Los Angeles, andou se apresentando no Rio de Janeiro, no final de semana. Os shows do Rio, que foi do La Esquina à Perestroika, serviram de lançamento de “Mareá”, a primeira música em português do grupo. Confira abaixo essa “Mareá”, em vídeo gravad por uma Ribeiro carioca, a Débora, no Perestroika, dentro do evento d’O Evento.

* Fingerfingerrr – Duo paulistano garagem guitarra-bateria, que acabou de lançar o disco de estreia “MAR”, conseguindo reunir no mesmo projeto a cantora Tiê e o produtor Mario Caldato Jr. A dupla se apresentou no último sábado na Casa do Mancha, com participações especiais. Abaixo, veja a transformação que ficou com a boa e doida “Qual o Seu Nome”, que teve a adição do Dr. Herman (da banda Mel Azul) no moog e o Di Martins, do Da Vala & O Núcleo Sujo no vocal. Gravado com uma GoPro pregada no teto do quarto da Casa do Mancha.

* francisco, el hombre – A banda brasileira com mexicanos na parada, que vai do indie à salsa mas não só, acabou de lançar seu disco de estreia, “SOLTASBRUXA”. Numa audição do álbum realizada alguns dias atrás no estúdio Nimbus, em São Paulo, eles gravaram para a Popload uma performance para a música “Primavera”, ótima. Esta aqui abaixo:

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CENA – Francisco, El Hombre solta as bruxas e o Liniker em novo (e primeiro) disco

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* Banda brasileira com sotaque mexicano (ou seria o contrário?), a banda francisco, el hombre gosta de seu nome escrito assim, em minúsculas (desculpa o título acima, moçada).

O quinteto, dois mexicanos “do mundo” (os irmãos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte) e três brasileiros (Andrei Kozyreff, Juliana Strassacapa e Rafael Gomes), acaba de lançar seu disco de estreia, “SOLTASBRUXA”, desta vez um nome em maiúsculas.

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Banda de som plural como sua composição, que vai de indie à salsa, de MPB e sambinha a uma tentativa latina de chegar num axé (ou um auê sem fuzuê que eles mesmo cunham de pachanga folk), o francisco, el hombre, nesse excelente primeiro álbum cheio, fez uso de uma galera tão plural quanto o seu som. Ou à altura de.

Tem nas suas fileiras, ou faixas, o “artilheiro” Liniker, furacão andrógino de uma certa soul music brasileira (“bolso nada”). Tem a ótima cantora Salma Jô, do Carne Doce, nome bem bom da bem boa cena goiana (“soltasbruxa”). Tem a moçada da banda gaúcha Apanhador Só (“tá com dólar, tá com deus”). Tem mais uma outra galera.

Para além da musicalidade, o francisco el hombre pega pesado em letras políticas. “Numa banda formada por quatro homens e uma mulher, se faz necessário trazer ao nosso cotidiano discussões sobre o machismo e a violência de gênero. É a hora de tirar vendas e mordaças”, comenta Juliana, vocalista e percussionista da banda. “Observamos a sociedade”, diz Piracés-Ugarte.

De sangue latino, o grupo tem ainda bem marcado em sua curta carreira a pequena tour que fizeram por Chile e Argentina para divulgar o EP “La Pachanga!”, de 2015, quando foram assaltados, ficaram só com as roupas que vestiam e usaram instrumentos emprestados para tocar e conseguir uma grana para voltar ao Brasil. Experiências assim estão no disco novo, que você pode ouvir aqui abaixo.

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SOLTASBRUXA
” foi produzido por Zé Nigro e pela própria banda entre dezembro do ano passado e julho deste ano, no estúdio Navegantes. A mixagem é de Gustavo Lenza, a masterização, de Felipe Tichauer (exceto “calor da rua”, produzida por Curumim e mixada por Fernando Narcizo).

*** O show de lançamento do primeiro disco do francisco, el hombre será em 22 de outubro, no Audio Club, na Barra Funda. Na programação da noite, toca também a banda argentina Onda Vaga?. Já tem ingressos a venda.

**** A foto do francisco, el hombre deste post e a da home são de Rodrigo Gianesi.

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