Em frank carter & the rattlesnakes:

Top 10 Gringo – O topo é do casal indie Bobby & Jehnny, que se juntaram pela separação. Entende? Na cola tem Laura Mvula e She Drew the Gun. Tudo britânico

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* Em uma semana da poucos álbuns premiamos muitos singles. Sim, o primeiro lugar está dentro de um excelente álbum, mas quase todo o nosso top 10 está formado por singles de promessas, discos que logo poderão estão bombando por aí – alguns até que a gente conhece bem, porque a artista lançou tipo seis singles de 12 faixas. São os modos de se trabalhar atualmente na indústria. Então, chega na playlist que estamos adiantando a trilha sonora dos próximos meses, quando os discos todos forem lançados.

bobbyjehnquadrada

1 – Bobby Gillespie e Jehnny Beth – “Chase It Down”
Não poderia dar errado esse encontro geracional de vozes de grandes bandas. Ele, Primal Scream, ela, Savages. Ainda mais quando a dupla resolver escrever um álbum todo sobre o término de um amor, uma história ficcional com aquelas pitadas de realidade. E nesse mar de novas canções, “Chase It Down” é daquelas que deixa Noel Gallagher puto por não ter tido a ideia antes.

2 – Laura Mvula – “Safe Passage”
A britânica Laura Mvula andava sumida, seu segundo álbum é de 2016. Mas ela resolveu voltar com tudo em “Pink Noise”, seu terceiro disco e uma bela imersão pelo melhor que os anos 80 fez pela música. Som em cima, repertório inspirado e sua voz para lá de incrível super em dia. Sabe o que a Dualipa armou com o disco dos anos 70? É um pouco o que a Laura faz pelo pop dos 80 aqui. Revisitar e atualizar.

3 – She Drew the Gun – “Cut Me Down”
Louisa Roach, líder do She Drew the Gun, é superatenta no rolê político. Cola em atividades do Greenpeace, defendeu a candidatura do Jeremy Corbyn contra o lunático do Boris Johnson e aqui escreveu uma canção inspirado em protestos feministas chilenos, onde as mulheres foram para as ruas se manifestarem contra toda a cadeia de opressão. “A polícia, o governo, os juízes, o sistema não foi projetado para zelar pelos direitos das mulheres e ainda não o fazem, então terei que lutar mais”, escreve Louisa sobre o que inspirou seus versos. Para melhorar tudo, a música é ótima, pós-punk com tudo no lugar. O vídeo desse single então…

4 – Pond – “Toast”
Nem parece, mas “Toast” é uma tiração dos australianos do Pond, quase uma filial do Tame Impala, com os ricaços negacionistas do aquecimento global que assistem ao fim do mundo. A música ser tão soft é por conta justamente de ser uma trilha sonora desses panacas. Fina ironia. Que chega a não ser tão fina no título direto, que se refere às queimadas que tostaram a Austrália no ano passado, bola cantada de pouca agilidade governamental para detê-las

5 – Frank Carter & The Rattlesnakes – “Sticky”
Lá vem o tatuadaço Frank Carter com disco novo, para dar uma daquelas chacoalhadas sonoras e visuais neste post-punk indo muito para um instrumental inteligente, lindo até, mas que também precisa de uma descarga de energia que Carter sabe dar desde que cospia punk no tempo do grande Gallows, banda sem concessões, tal qual esta sua armada atual. “Sticky”, ótima, veio com um lyric video legal, cheio de… stickies. Recomendadíssimo. Bem-vindo de volta, Frank Carter. Hora de acordarmos.

6 – Half Waif – “Horse Racing”
Single novo de Nandi Rose Plunkett, verdadeiro nome da Half Waif, é uma análise sobre se sentir presa em uma corrida de cavalos, dando voltas sem fim. E, ao mesmo tempo, tomada essa consciência, escapar disso. “Mythopoetics”, seu novo álbum, vem sendo trabalhado aos poucos antes mesmo do lançamento. Já são seis singles das 12 músicas que estarão no disco, que chega agora no dia 9.

7 – Peakes – “An Infinite Divide”
Trio de eletropop de Leeds que parecia prestes a bombar e foi contido pela pandemia, o Peakes voltar a chamar a atenção com um single justamente sobre esse período pandêmico e suas tretas em nossos relacionamentos condensados em um mundo virtual. Se a bola da banda baixou, bom, eles já estão lutando para recuperar o tempo perdido com sucesso. Retomaram bem.

8 – Jeff Tweedy – “For You (I’d Do Anything)”
Roky Erickson, do lendário grupo 13th Floor Elevators, ícone da música psicodélica, vai ganhar um disco tributo e Jeff Tweedy, nosso brother do Wilco, é um dos primeiros que deu uma amostra do vem por aí. Ele escolheu uma pequena joia do repertório solo de Roky, uma curta e bonita canção de levada folk. Uma música que na versão original já poderia ser uma obra do Jeff, mesmo.

9 – Malia J – “Smells Like Teen Spirit”
Seguindo nas covers classe, pensa na sorte da Mallia J. Ela já tinha feito uma versão dark/piano do clássico do Nirvana uns anos atrás. A tal versão, pesaaaada, leeeeenta, ficou de canto na internet por tempos até alguém da Marvel sacar ela e resolver colocar em um filme da editora/estúdio de cinema, no caso, o próximo hit da firma, “Viúva Negra”, que está chegando agora aos cinemas. “Alô, Malia, tudo bem? Tem planos para aquela cover de Nirvana lá?”, ela ouviu num telefonema inesperado, dia destes.

10 – Tyler, The Creator – “Wusyaname”
Seguimos brisando com “Call Me If You Get Lost” e seu poderoso hit. A gente falou que o disco tinha vários candidatos a sucesso, mas está difícil escolher o próximo. Pelo que seguimos olhando no Spotify, essa segue a favorita da turma.

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* A imagem que ilustra este post é do duo Jehnny Beth e Bobby Gillespie.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – Courtney Love cantando Britney Spears e chorando. Jeff Tweedy cantando Japanese Breakfast. Frank Carter cantando que não é vampiro em música nova

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– Nosso querido Jeff Tweedy não para. E estamos adorando. O dono do Wilco está lá casa dele em Chicago, com a família, ainda com os cuidados pandêmicos, mas não está alheio deste mundo, não. Você deve lembrar aqui que umas semanas atrás postando a live que ele faz com a mulher e o filho, o prosaico-legal “The Tweedy Show”, programinha caseiro no qual ele já fez cover de My Bloody Valentine e as Sharon Olsen (nossa forma de chamar a linda parceira da Sharon Van Etten com a Angel Olsen). O programa é postado na conta de sua mulher, Susan, a @stuffinourhouse. Acontece que sexta passada Jeff foi lá e tocou sua versão para “Kokomo, IN” da incrível Japanese Breakfast, nome da banda-projeto da Michelle Zauner. Só que ela é fã de Wilco, então praticamente enlouqueceu com a homenagem, fazendo até um textinho-textão em seu Instagram. “Fuck”, ela disse, toda “mind blowing”.

– Falando em cover, esta aqui é bafo. A segunda maior viúva do rock, a Courtney Love. Para mostrar sua solidariedade à cantora Britney Spears, dentro do movimento #FreeBritney que está pegando fogo judicialmente nos EUA, o caso do controle do pai sobre sua vida, a ex-líder da outrora maravilhosa banda Hole e também ex-senhora Cobain, postou em seu Instagram uma cover de “Lucky”, clááááássico da Britney dos anos 2000, do disco ” Oops!… I Did It Again”. Love chora perto do final, bem na parte da letra que fala das lágrimas vindo à noite. Fofa. #FreeBritney

– O esperto grupo punk inglês Frank Carter & The Rattlesnakes botou sua guitarra rápida para funcionar ontem, quando foi mostrado o novo single “Sticky”. O single vem com um lyric video legal, cheio de… stickies. Frank Carter, o cara mais tatuado da música, mais que o Post Malone, anunciou recentemente que seu quarto álbum chega no dia 15 de outubro. Também vai chamar “Sticky”. Outro single deste novo álbum foi revelado em abril com uma gritaria em dose dupla. Em “My Town” a música vem com participação de Joe Talbot, do Idles.

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