Em fuck yeah festival:

Fuck Yeah! The Strokes puxa fila de atrações incríveis do FYF Fest 2014

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Foram anunciadas as atrações do cada vez maior Fuck Yeah Festival, melhor conhecido como FYF, que caminha para sua edição #11 na cidade de Los Angeles.

Há dois anos, a Popload marcou presença no festival indie-indie que lá em 2012 começava a atrair olhares gulosos de patrocinadores como a Goldenvoice, que faz o Coachella, e grande atenção da mídia mainstream californiana tipo Los Angeles Times e até da gringa, como o jornal Guardian inglês.

No FYF Fest que eu fui, o evento atraiu umas 50 mil pessoas em dois dias e rolou em um park podreira (que ficou lindo com o festival) numa região fronteira entre chineses roots e mexicanos zoados em Downtown Los Angeles. Alguns shows que rolaram (que eu lembro) foram Refused, M83, Beirut, James Blake, Sleigh Bells, Simian Mobile Disco, Dinosaur Jr, Warpaint começando, Liars e os Desaparecidos. O FYF Fest deste ano vai se desmembrar em dois locais: a indoor LA Sports Arena o outdoor Exposition Park, que fica na região do campus da University of Southern California.

A edição deste ano – para se ter noção deste crescimento – terá como principal atração a banda The Strokes. Esta é a segunda data “grande” anunciada por eles em termos de shows neste ano. A outra apresentação maior é no Governors Ball, aqui em Nova York, mês que vem. Julian Casablancas e Albert Hammond Jr também tocam com suas bandas paralelas.

Outros nomes que aparecem no FYF Fest 2014 são Haim, Phoenix, Interpol, The Blood Brothers, Slowdive, Grimes, Flying Lotus, Blood Orange, Chet Faker, Darkside, Little Dragon, Tycho, Jamie xx, Caribou, Built to Spill, Earl Sweatshirt, Future Islands, Four Tet e Mac Demarco. Isso para citar só alguns.

O line up completo aparece abaixo. Os ingressos serão colocados à venda na próxima quinta-feira, dia 22 de maio.

Acho que arrumei minha programação para o fim de agosto.

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Father John Misty ao sol da Califórnia

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* Ainda sobre o FYF, festival indie pequeno rumo ao indie gigante que acontece anualmente em Los Angeles, na Califórnia, resgatei das minhas gravações outra performance do incrível Father John Misty, showzão no sol ardente, meio da tarde, cantoria folk-indie com personalidade própria que fez de seu primeiro disco, “Fear Fun” (Sub Pop, lançado em maio), ser um dos melhores do ano, fácil fácil.

No vídeo, Misty canta “Only Son of the Ladies’ Man”, indescritível na beleza da canção em si e no coração com que o cantor entrega à música.

A Popload esteve no Fuck Yeah Festival agora no comecinho de setembro, dias 1º e 2. Foi à convite da marca brasileira Chilli Beans, uma das patrocinadoras do evento americano, friso as nacionalidades para você ter mais um exemplo do status quo da economia mundial.

Sobre Father John Misty, você já leu bastante por aqui. Sobre o FYF também. Então resta você ver essa belezura de música, ao vivo, no sol da Califórnia, abaixo.

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Mais FYF, o festival Fuck Yeah. Teve Twin Shadow, Chromatics, M83, Refused, James Blake…

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* Popload em Lost Angels.

Ainda o Fuck Yeah Festival, motivo principal de a Popload atravessar a Amazônia, a Guatemala, o México e cair em Los Angeles para ver o maior evento pequeno de música independente, que aconteceu no último final de semana em Downtown LA, num parque feinho entre os mexicanos e os chineses. Que ficou lindão com o festival.

Separei mais uns vídeos fofuras para mostrar um pouco do festival. Tem o da apresentação do estilosíssimo Twin Shadow. O explosivo Refused. Vaselines tocando para o Kurt Cobain. O delicioso italo-disco-drama do Chromatics, o arraso James Blake. Enfim, dá uma olhada nos samples aí embaixo.

* Você vai ter que aguentar. Devo ainda fazer mais um post do FYF, haha.

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* A Popload está em Los Angeles a convite da marca de óculos Chilli Beans, que patrocinou a edição deste ano do FYF (Fuck Yeah Festival), o maior festival pequeno do planeta, em Downtown, no final de semana que passou.

Ainda o FYF. Teve o Paul Banks, o Sleigh Bells, o "nosso" Dinosaur Jr…

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* Popload na Califórnia.

* O Fuck Yeah Festival, evento indie-indie que no último final de semana atraiu umas 50 mil pessoas para um park podreira em uma região fronteira entre chineses roots e mexicanos zoados em Downtown Los Angeles, definitivamente “subiu de divisão”. Atraindo olhares gulosos de patrocinadores como a Goldenvoice, que faz o Coachella, e grande atenção da mídia mainstream californiana (até o “Guardian” inglês estava aqui), o FYF pretende ser ainda maior no ano que vem, quando completa dez anos. O FYF 10, festival inventado por Sean Carlson quando tinha 18 anos e queria arrumar algum trabalho para sair da casa dos pais, ganhou uma manchete bem observada na capa de cultura do “Los Angeles Times”: “Magnetic Field”. O jornal nacional americano disse que o FYF “showcased a narrow-cast roster of a young but maturing underground music scene struggling to perfect the art of performance in the YouTube age”. Tá?
Terminou falando, mais ou menos, que se você procura um festival que promova feliz o underground punk, a electronic dance music, o pós-punk, o pós-disco, techno, rock eletrônico e todas as combinações que podem sair disso, o endereço é o FYF.

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Alexis, do Sleigh Bells, em momento turbilhão sonoro no FYF, no final de semana em Los Angeles. Ela é a “Sexi Lexi”, haha

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* A gente durante esta semana vai soltar alguns vídeos das atrações que ocuparam o sábado e o domingo da música angelina. Tipo esses abaixo:

* O Paul Banks, do Interpol, “terror” das menininhas indies, mostrou várias canções de seu novo disco solo, “Banks”, que sai em outubro. Banda boa, voz boa, todo o gás, Banks em nova fase está demais. Essa “Over My Shoulder” é uma belezura.

* Galera pega no pé da adorável Lana Del Rey, tadinha, mas quem eu acho “meio fake” no indie é o Sleigh Bells. Eu e o Hipster Runoff, hehe. O grupo da “Sexi Lexi”, como o site indie americano se refere zoando à cantora explosão Alexis Krauss, tem sim músicas boas e faz um show power. Mas algo em algum lugar não cheira bem, haha. Mas eu curto a Sexi Lexi.

* Nunca tinha visto ao vivo o Future Islands, banda indie psicodélica bizarra de Chicago (acho). E eu estava até passando entre palcos indo ver outra coisa, bem na hora em que eles estavam se apresentando, quando vi uma certa comoção na plateia e resolvi ficar para ver os caras. Que viagem. Que ser bizarro esse Sam Herring, o vocalista. O Future Islands fez um belo final e hipnótico final de tarde no primeiro dia do FYF. Alguém juntou “highlights” da performance da banda (e de Herring em particular) em um vídeo de cinco minutos. Dá para sentir a vibe exata do show do Future islands.

* O sempre maravilhoso Dinosaur Jr, veterana banda de J.Mascis que está armando shows no Brasil agora em novembro (shhhh!), fez lindo show barulhento, para variar. Aqui, “momento mágico”, a banda tocando “Just Like Heaven”, cover do Cure quase mais famosa na versão noise do Dinosaur Jr.

* A gente volta depois com mais destaques do fim de semana do FYF.

* A Popload está em Los Angeles a convite da Chilli Beans, patrocinadora do FYF (Fuck Yeah Festival), o maior festival pequeno do planeta.

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Popload em Los Angeles. O incrível Fuck Yeah Festival e a paixão por dois homens

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* “Foda-se o Coachella. Quem precisa ir até o meio do deserto quando dá para tocar num lugar desse aqui e dentro de Los Angeles”, disse o figuraça Father John Misty, nome fantasia de Joshua Tillman, antes de seu show no Fuck Yeah Festival (FYF), ontem, aqui na principal cidade da Califórnia.

Misty estava obviamente zoando, até porque o sol que ardia na cara dele (e no cocuruto da galera) quando ia fazer sua apresentação era digno do deserto onde acontece o megafestival citado. “Alguém sabe que horas é o show do Radiohead? É hoje que o Foo Fighters toca?”, continuou trolando o roqueiro, falando abóboras pré-show enquanto um trem do metrô passava ao lado do palco onde ele estava.

Mas tinha umas verdades embutidas no que Tillman tava falando. Num parque zoado nos “fundos” de Los Angeles, colado na região de Downtown onde quase ninguém vai, foi erguido o FYF, o festival organizado por um moleque que tem sido destaque há alguns dias na Popload. Você sabe a história.

Com as bandas principais sendo nomes como M83, Refused e The Faint, dá para ver o “caráter indie do indie” do FYF. O que não impediu de 30 mil pessoas/dia ocuparem o Historic Park, região disputada em dias normais por chineses e mexicanos. O que não impediu a Goldenvoice, a organizadora do gigantesco Coachella, de se juntar à organização do FYF. Como diz Father John Misty, quem precisa ir no meio do deserto quando tem sol forte e música indie das boas no meio de Los Angeles?

** OS SHOWS – Do punk no sol escaldante ao eletrônico viajante no frescor da noite, aconteceram muitos shows e DJ sets bons no FYF. O menino Paul Banks, do Interpol, vai surpreender muita gente com sua “nova banda” e um punhado de canções “rock” ainda darks, mas sem a execução dark de seu grupo famoso. Deu para entender? Banks quaaaaaaaase iria tocar em setembro no Brasil. Mas os planos dele foram mudados.
Voltando ao FYF, o Twin Shadow, no pouco que deu para eu ver ontem (umas cinco músicas), foi incrível.
Paguei uma dívida com o maravilhoso produtor eletrônico Nicolas Jarr. No Sónar, em Barcelona, deixei de ver a estreia do seu badalado live “diferente”, com um guitarrista e um saxofonista, para colar na apresentação da boneca Lana Del Rey. No FYF, o Jarr foi legal e tal. Mas senti que fiz a escolha certa ao optar pela Lana na Espanha.
O Tainlines, que tocou recentemente no Creators Project em São Paulo, outro que eu perdi por “força maior” na minha cidade, “doença na família” e coisa e tal, também paguei a mesma dívida. Agora sim. Esse foi maravilhoso. Temos um novo Cut Copy.
M83 fez, para o maior público do festival todo, no sábado, o que dele se espera: electropop para sonhar. Climão. Amei o show do Wild Nothing. Adoro me surpreender com bandas pequenas. Perdi o Beirut dessa vez. O Simian Mobile Disco e sua festança electro iluminada, vi uma parte e tava incrível. Glass Candy e Chromatics são apresentações indie-disco fofuras. Gostaria de tê-los na Popload Gig em breve (alô, produção!).

>>> Teve ainda os dois melhores shows do festival (na minha humilde opinião, claro). Não sou gay nem nada nessa linha, mas no FYF caí de amores por dois caras, em especial.

– Fucked Up – Não foi a primeira vez que vi a banda punk hardcore doida canadense ao vivo. Já tinha me alegrado muito com a tosquice juvenil deles em um desses Sxsw. Mas, na ocasião do festival do Texas, acho que de 2010, prestando mais atenção na forma que no conteúdo, não tinha percebido como as músicas do grupo são boas. Principalmente ao vivo. E eles não tinham ainda esse “David Comes to Life”, disco lançado no meio do ano passado, que eu adoro. A banda ao vivo se porta da seguinte maneira: o gordão careca vocalista, o gênio Damian Abraham, canta fora do palco, ali pendurado na cerca junto à galera. Nunca no palco, veja bem. Para vê-lo, você tem que chegar bem à frente. Ou olhar o telão, quando tem. No palco, na retaguarda de Abraham, fica uma galera incrível, bem boa e nova, formada por uma molecada integrante com nomes do tipo Concentration Camp, 10,000 Marbles etc. E uma baixista e backing vocal (às vezes) chamada Mustard Gas. Entre outros. Reparei em todos tocando. Todos bem bons. Mas Abraham brilha. A molecada, óbvio, pira com o som indie hardcore do Fucked Up e quer ir para perto do vocalista gordão, sem camisa, suado e peludo. Fazem o crowdsurf básico para chegar a Abraham, que os recebe com um abraço feliz e sincero. De tal modo que a galera não quer desgrudar do vocalista. E muitas vezes ele entrega o microfone para o público cantar junto com ele. Ali não tem “instinto hardcore” envolvido. Os abraços entre Abraham e seu público é de uma fofura sem tamanho. Isso porque, ali no palco, o coro sonoro está comendo no hardcore rápido e feroz. Demais.

– Father John Misty – Um dos melhores shows que eu vi num ano até bem movimentado de shows vistos. Como sempre a gente acha que o último é sempre o melhor, porque o entusiasmo atual ofusca um pouco os da memória, voto em Father John Misty. Aqui a pegada é rock-canção, tipo country, tipo folk. Bendita hora em que Joshua Tillman largou a bateria do Fleet Foxes para virar guitarrista e cantor sob essa nova alcunha. Como o Dave Grohl com o Nirvana, haha. Deixou de ser indie-hippie cabeludo e barbudo (faltava a bermuda) e virou “elegante”, na linha Chris IsaaK. Cool. O trabalho solo de Tillman não é novo, mas agora, com nova assinatura, parece que “firmou”. Father John Misty é figuraça no palco, dança meio que quebrando a espinha, como se estivesse sozinho no quarto e não diante de uma plateia. É contador de histórias nas músicas e em shows, daqueles que você não quer parar de ouvir nunca. Sua voz é incrível. As músicas, do excelente álbum “Fear Fun”, a estreia do FJM, lançado em junho, ficam ainda mais espetaculares ao vivo. Mais pesadas, mais altas no volume, com mais alma. Emocionantes. Mesmo no sol matador, com metrô passando ao fundo de cinco em cinco minutos. Talvez ainda mais por causa dessa situação toda. Repara no Misty, no vídeo. Sua banda hippie-nerd é absurda.

* A Popload está em Los Angeles a convite da Chilli Beans, patrocinadora do FYF (Fuck Yeah Festival), o maior festival pequeno do planeta.

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