Em futebol:

Popload na Copa: sete músicas para nos consolar neste momento zoado

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* Alone we stand, together we fall apart.

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* A traulitada futebolística foi histórica. Mas vai passar. E, para ajudar nessa travessia dura, temos a música. Não aquela “Eeeeeeeu, sou brasileeeeeiro”, que se tudo der certo vai desaparecer. Temos a “nossa” música.

Na troca de locutores da rádio indie KEXP, de Seattle, um deles entrou no fim de uma canção e soltou um “Unbelievable” bem espontâneo para o outro, se referindo ao jogo Brasil x Alemanha, de ontem. O colega que saía parecia não entender o que ele estava falando, ou não esperava a frase. O locutor que entrava então disse que era sobre a partida de ontem, que ele viu com a mulher e não conseguia acreditar no que estava acontecendo. E, antes de mandar um Parquet Courts qualquer, falou: “Well, if you don’t know what i’m talking about, i don’t wanna spoil the surprise, so check it out”.

O jornal “The Guardian”, inglês, hoje soltou a lista das bandas que twittavam durante a partida. A maioria delas ainda tentavam levantar a moral brasileira, a princípio. Mas, quando tudo desandou tragicamente, reconheceram como sem salvação a blitzkrieg alemã. A Lily Allen implorou, em certo ponto: “Brazil. Don’t do this…”

O tradicional semanário inglês New Musical Express ofereceu uma de suas matérias para os torcedores brasileiros: “50 most uplifting songs ever”, para tentar curar essa deprê. A Popload resolveu destacar 7 faixas na mesma linha destas 50 para mostrar que, no fim, é “só” futebol e que temos a música sempre.

Vai, Brasil.


Beck, “Jackass”

The Strokes, “Someday”

Oasis, “Acquiesce”

The Flaming Lips, “Do You Realize??”

Arcade Fire, “Rebellion (Lies)”

Nirvana, “Son Of A Gun”

David Bowie, “Heroes”

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Popload na Copa: Mick Jagger aparece em vídeo vendo jogo do Brasil narrado pelo Galvão Bueno. Xi…

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* Sai pra lá, Mick Jagger. Depois de “desclassificar” a Inglaterra e a Itália com sua torcida explícita, o veterano rock star dos Rolling Stones traz seu pé-frio para perto da seleção brasileira. Em um vídeo para promover a histórica apresentação dos comediantes Monty Python em Londres, uma série de dez shows da trupe de John Cleese e Terry Gilliam que acontecerá a partir de amanhã na gigantesca O2 Arena, Jagger aparece comentando jocosamente o show, enquanto assiste na TV junto com o parceiro de banda Charlie Watts um jogo da Copa do Mundo. Um jogo do Brasil. Com narração do Galvão Bueno. Ferrou tudo.

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Popload na Copa: acabem com “Eeeeeeeeeu sou brasileeeeeeeeeeeeiro…”

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* Fui ontem ver o empolgante (sqn) Coreia do Sul x Bélgica no Itaquerão, último jogo da primeira fase do Brasileirão. Fui eu e mais de 60 mil pessoas, entre elas grupinhos de belgas e grupinhos de coreanos, que tingiam de vermelho faixas das cadeiras do estádio paulistano do Mundial. Eu não tinha a mínima ideia do que os coreanos cantavam em coro, ainda que em menor número e em som baixo para uma arena como a de Itaquera. Mas a melodia era bem bonitinha, de arquibancada mesmo.

Já os belgas cantavam duas músicas. Uma era cópia do que cantam os ingleses, uma bem tradicional da torcida que tem as músicas de arquibancadas mais legais do planeta (junto com os argentinos). E a outra, que eu não entendia direito, mas que também era em inglês e tinha “proud” na letra em algum momento, possuia uma melodia bem bacana.

Aí eu fiquei pensando na música “clássica” do país do futebol e dono da casa da Copa, no caso o Brazeel.

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Eu, que frequento estádio desde pequenininho, mesmo entendendo que torcida de Copa “é diferente”, não sei de onde veio e por que se propagou tanto essa desanimada e feia “Com Muito Orgulho, Com Muito Amooooooor”, que alguns defendem que nasceu no vôlei e foi trazida para o futebol, o que em princípio já é gozado. E não é possível que belgas e coreanos saibam cantar em arquibancada e a gente, do país pentacampeão mundial, não. Porque, afinal de contas, músicas de torcida empurram times. Não desanimam.

Veja o caso americano. Espécie de sensação do Mundial brasileiro de um modo que nem os próprios americanos estão acreditando, o time dos EUA, que até outro dia era “café-com-leite” em Copas do mesmo modo que a Coreia ainda é, tem o maior número de torcida estrangeira no Brasil, para este Mundial. E não é que os ianques têm uma das músicas de arquibancada mais legais também, vindo da “massa” azul e vermelha? É a agora famosa “I Believe That We Will Win”, esta canção do vídeo baixo, uma marchinha simples que saiu de uma propaganda da ESPN para ser cantada até pelo ator Will Ferrer em festinha americana em Recife, na véspera do jogo contra a Alemanha. Canção esta que mexe com a arquibancada e passa uma energia à seleção em campo, como vi em algum lugar nas palavras do meio campista Jermaine Jones.

Não deve ser difícil para a seleção brasileira ter uma música decente vindo de sua torcida. Por exemplo, uma canção adaptada de algum sucesso musical, que todo mundo saberia cantar. Como fez recentemente a torcida do sempre simpático Botafogo do Rio de Janeiro, que levou para a arquibancada um hit do cantor Sidney Magal e ficou incrível. Dá uma olhada:

Ou, como apontou o brother Maurício Teixeira em seu ótimo Blog de Bola, o exemplo poderia estar na nossa cara, mas acaba sendo usado por outros gringos improváveis. Por exemplo, a torcida do time sueco Djurgårdens, de pouca expressão internacionalmente e de um país que nem veio para a Copa. Mas que empurra seu time com um funk proibidão carioca, adaptando o “Rap das Armas”, de Cidinho e Doca, que foi usado no filme “Tropa de Elite” e virou sucesso aqui e lá. Por mais “bélico” que seja o significado da música, ela tem um ritmo contagiante e que cabe perfeitamente numa arquibancada de futebol. E, como disse o Maurício, é só enfiar um “Brasil” ali no meio que deve ficar bom.
Sente a rima sueca:

Amanhã tem Brasil x Chile no Mineirão. Será que galera vai usar muito o desanimador “Eeeeeeeeeeeeeeeeu…”? Em BH, provavelmente meio atordoados com isso tudo, foram marcados ensaios para a torcida aprender novas músicas para o jogo de amanhã. Tem na noite desta sexta, na Savassi. E amanhã de manhã no Mineirão, horas antes do jogo. Será que dá tempo?

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Festival e Copa – Isle of Wight tem cerca de 20 palcos para bandas e um para o futebol

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* Neste final de semana, na Inglaterra, aconteceu o gigantesco Isle of Wight festival, no norte do país. Havia um telão em meio aos seus quase VINTE palcos para shows passando jogos da Copa do Mundo, sempre cheio. Mas no sábado, quando estava passando o jogo de estreia da Inglaterra no Mundial, contra a Itália, o telão gigante passando a Copa no Brasil arrastou boa parte das 60 mil pessoas que frequentam o festival, por dia. Abaixo, a reação da galera ao gol do Sturridge, quando o English Team empatou o jogo. No final, o Mario Balotelli estragou a balada boleira dos ingleses.

* Li em algum lugar que no momento do jogo a lendária banda The Specials, de ska, estava tocando. Não tenho certeza. Mas abaixo tem o Specials tocando a conhecidíssima “Ghost Town”.

Entre as tantas atrações, o Isle of Wight teve também Suede, Biffy Clyro, Kings of Leon e Chili Peppers. E Waterboys, tocando “The Whole of the Moon”, que em algum momento do começo dos anos 80 era a principal música do mundo.

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Popload na Copa: Hit pop espanhol traz batucada do “traidor” Diego Costa

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* Futebol é pop. A Espanha, última grande campeã de Copa, estreia hoje no Mundial do Brasil enfrentando a Holanda, jogaço que repete a última final do maior torneio esportivo do Mundo, que aconteceu há quatro anos na África do Sul.
A Espanha não só carrega o escudeto de seleções como tem o Barcelona, o Messi, o Neymar, tem os dois times que recentemente fizeram a final do torneio europeu Champions League e é atualmente o país com os festivais de música mais charmosos do mundo, se reunidos numa lista (Primavera Sound, Sonar e Benicassim). A Espanha está bombando.

Exatamente durante o Primavera Sound, que rolou há alguns dias em Barcelona, que eu vi uma música-praga tocando sem parar em rádios e TVs de lá. É uma música para a Copa e chama “Buena Energía”. Feita por um grupo pop local chamado Maldita Nerea, grande na Espanha. Canção tipo corrente-pra-frente, levou até alguns jogadores da seleção para participar do vídeo. Entre eles o Xavi tocando bateria e o “traidor” Diego Costa, brasileiro, tocando um bongô mandrake, haha.

Dá uma olhada.

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