Em future islands:

Top 10 Gringo – Parquet Courts chegou e levou. Deafheaven e Blossoms cravam pódio. Playlist do ano ultrapassa 300 músicas

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* Um top 10 simpático. No título do anunciado novo álbum do Parquet Courts, no título de uma música do Villagers e na nossa escolha de uma música do polêmico disco novo da Lordes – será que a gente gostou desse disco? Ainda está em debate. Mas além da nossa obsessão em achar algum padrão nas nossas escolhas, a real é que o único sentido mesmo usado é o da qualidade nas canções que rendem a melhor playlist possível. O que nos leva a crer que estamos próximos da resposta que a humanidade mais procura. Qual o sentido da vida? Seria o da melhor lista de músicas? Por esta semana, pelo menos, estamos satisfeitos com isso.

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1 – Parquet Courts – “Walking at a Downtown Pace”
Parece interessante o conceito por trás do novo álbum do Parquet Courts. Não é que ele pode ser tocado em uma festa, ele foi inspirado pela própria festa, sacou? É uma outra perspectiva de experimentação com sons mais dançantes e psicodélicos. Experimentação esta armada por uma das bandas mais rock de hoje. Aguardamos ansiosos por “Sympathy for Life”. Somos fãs declarados.

2 – Deafheaven – “Shellstar”
Os norte-americanos do Deafheaven são de difícil classificação. Considerados “post-black metal”, a banda da Califórnia sempre flertou também com guitarras mais “limpas”, na linha shoegaze (!). Seu novo álbum abraça ainda mais essa vertente e suaviza relativamente o grupo. Pode ser um daqueles passos que tornam a banda gigante, talvez até afaste alguns fãs enquanto conquista outros milhões, por serem tão pegajosas as novas músicas – e até barulhentas para ouvidos mais sensíveis. O Deaftheaven estabelece, de novo, a boa confusão.

3 – Blossoms – “Care for”
Muito impressionante esse “disco dance de casamento” produzido pelos nossos ingleses queridinhos do Blossoms. Um bom indício de que o quarto álbum da banda deve honrar o sucesso do terceiro disco, lançado no ano passado e um estouro que chegou a colocar os caras no primeiro lugar das paradas inglesas. Meninos bons.

4 – Villagers – “So Simpatico”
Esse grupo folk irlandês nos ganhou com essa, vamos lá, tão simpática canção. São sete minutos deliciosos de camadas, vocais e solos de sax viajantes, nesta música do recém-lançado novo álbum desta banda de Dublin. Por tudo o que envolve, alguém precisa que avisar a Isadora, nossa colega de Popcast. Se é que ela já não sabe…

5 – Lorde – “Secrets from a Girl (Who’s Seen It All)”
Será que gostamos ou não do disco novo da Lorde? Ou, numa outra colocação, será que entendemos o novo álbum? Enquanto a dúvida permanece, dá para dizer que esta é uma das mais simpáticas músicas do disco com seu texto esperto. Não fica claro se Lorde está dando dicas sobre aproveitar a si mesmo, ter amor próprio, para uma menina mais nova ou para si mesma, ou tudo isso ao mesmo tempo. E ainda rola uma participação especial da sueca Robyn, que deixa tudo muito chique.

6 – Big Boi e Sleep Brown- “The Big Sleep Is Over”
Big Boi do Outkast e Sleep Brown, um dos produtores de vários álbuns da banda, se reuniram em um duo e planejam um álbum para logo mais. Dos singles já adiantados, esse som com fortes toques de dancehall é sem dúvida um dos mais chapados dessa nossa lista, basta ver as referências a maconha no vídeo da música. Peace!

7 – Ministry – “Search and Destroy”
Uma das bandas mais underground de todos os tempos, o respeitabilííssimo Ministry, de Al Jourgensen, está preparando disco novo e chegou com um respeitoso cover de um clássico dos Stooges. Mas no jeito Ministry de ser. Respeitoso com a banda protopunk e com a história do Ministry também. Tudo no lugar.

8 – Future Islands – “Peach”
Futures Islands sempre é bom. E eles continuam bem… bem… Future Islands neste single, a primeira inédita da banda no ano. Um lançamento que parece ser mais um aquecimento da turnê que vem por aí do que aquecimento de um novo disco, até porque “As Long As You Are”, 2020, segue quente. A música fala sobre se manter firme, um dia de cada vez. A gente não sabe se eles está falando de vício, de depressão, de pandemia, mas é um recado que cabe em todas as situações.

9 – James Blake – “Life Is Not the Same”
Uma sofrência daquelas, ainda que nas águas da eletrônica cool. Um amor que vai embora e deixa o outro perdidaço, despedaçado. No jeito James Black de produzir músicas, isso deve doer mais ainda.

10 – The Cribs – “Swinging tt Shadows”
O trio inglês Cribs inicia uma série de lançamentos de músicas que ficaram de fora do seu álbum mais recente, “Night Network (2020)”, mais umas novidades. A ideia é soltar singles com lados B e tudo, bem à moda antiga. A música em si é um Cribs clássico. Não dá para dizer que isso é ruim.

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* A imagem que ilustra este post é do guitarrista Austin Brown, do Parquet Courts.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – Balaio de notícias, estrelando Idles, Slowthai, Wes Anderson, Future Islands e The New Pornographers

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– Na pandemia muita gente fez pão ou criou algum programa no YouTube. Não soubemos de nenhum dote culinário novo do Joe Talbot, líder do Idles, mas tivemos o conhecimento de que ele abriu dentro do canal da banda inglesa na plataforma de vídeo a Balley TV, um espaço para trocar ideia com amigos na fase de isolamento. Agora com as coisas mais frouxas vai rolar um superespecial da Balley com apresentações de Deep Tan, Nuha Ruby Ra, Katy J Pearson, IDLES (lógico) e o peculiar rapper britânico Slowthai (foto na home). Aliás, Slowthai também vai apresentar uma versão de “Model Village”, do álbum “Ultra Mono”, disco mais recente do Idles, em parceria com a banda – tanto no especial ao vivo quanto em uma versão de estúdio que chega no mesmo dia desse programão: 20 de julho. Já dá para marcar a notificação lá no YouTube deles.

– As formas de lançamento andam cada vez mais elaboradas para sempre renderem, né? É do jogo. Muito do “jogo pandêmico”, na real, para esticar o assunto que também resvalou na nota acima. Nessas, o grupo Future Islands, do dançarino Samuel Herring, lançou a segunda parte de, ALAYA Remixes 2, série de EPs de remixes do álbum “As Long As You Are”, lançado no final do ano passado. Destaque para a releitura do cantor e produtor americano Washed Out para “For Sure”. O EP ainda conta com “Thrill”, “reimaginado” por COMPUTER DATA, e “Hit the Coast”, na versão de Smallboy.

– O supergrupo do indie canadense The New Pornographers , lá dos anos 90, vai lançar um versão comemorativa de seu marcante disco de estreia, “Mass Romantic”, que completa 20 anos em 2021. A comemoração vem junto de uma turnê que sairá pelos EUA e pelo Canadá com noites duplas, uma dedicada ao “Mass Romantic” e outra dedicada ao “Twin Cinema”, lançado em 2005. Nesses shows o New Pornographers contará com o retorno de Dan Bejar, conhecido antes e depois por seu outro projeto, o Destroyer.

– CINEMA – Saiu o primeiro trecho do superestrelado filme novo do cineasta americano Wes Anderson, “The French Dispatch”. O longa foi mostrado com muito barulho na última segunda-feira no festival de Cannes, na França. “The French Dispatch”, que deve chegar nos cinemas só em outubro, conta as aventuras muito loucas e cheias de trapalhadas (dsclp) de jornalistas correspondentes que trabalham para um jornal americano numa cidade francesa fictícia no século 20. Quem de legal está no filme? Senta aí para ler: Tilda Swinton, Frances McDormand, Jeffrey Wright, Bill Murray, Owen Wilson, Benicio del Toro, Adrien Brody, Léa Seydoux, Timothée Chalamet, Edward Norton, Willem Dafoe, Jason Schwartzman, Saoirse Ronan, Angelica Huston, Liev Schreiber, Elisabeth Moss, Christoph Waltz e Henry Winkler, entre vários outros. Sério.

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Popnotas – Coldplay e o quinto vídeo da mesma música. O vídeo dinossáurico do Van Halen. Os remixes do Future Islands. Mais um single do Wavves. E o Primavera Sound vai e anuncia o Phoenix.

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– No lugar de um mero vídeo, “High Power”, novo single do Coldplay, agora acumula quatro representações visuais, porque soma-se a ele ainda um lyric video, uma versão remix do Tiesto e uma versão ao vivo no Brit Awards. E foi lançado hoje um quinto vídeo de “High Power”, uma brisa com filmes tipo “Exterminador do Futuro”, “Blade Runner” e “O Quinto Elemento”. Parece uma versão mais produzida do primeiro, que já contava com personagens alienígenas. É o escapismo do Coldplay em tempos tensos. E a luta para bombar a música.

– O adorável grupo americano Future Islands lançou três remixes de músicas de seu disco mais recente, o excelente “As Long As You Are”, lançado no fim de 2020. O produtor Egyptian Lover, Moss of Aura (projeto solo do tecladista da banda, Gerrit Welmers) e o DJ alemão Alle Alle tocaram as releituras de “Thrill (Did They Hear Me Calling)”, “Plastic Beach” e “The Painter”, respectivamente. Dos sons, vale mencionar que a brisa do Alle Alle, por exemplo, foi soar como Mario Kart no Sega. Que conceito, né?

– Nem precisava, mas o Primavera Sound de Barcelona conseguiu incluir mais uma banda na já extensa programação do festival de 2022, recém-anunciada e tão amada. A surpresa da vez é a participação dos franceses do Phoenix, grupo que andou por aqui de mãos dadas com a Popload. Eles tocam no festival espanhol no segundo fim de semana apenas, no sábado. A banda se apresentará no PS pela primeira vez desde 2013, além de manter a história de que está preparando um novo álbum, papo que rola na calada há algum tempo, já (o último disco é o “Ti Amo”, de 2017). Será que até o show de junho do ano que vem no Primavera vamos ter mais notícias do Phoenix?

– Fãs italianos do Van Halen encontraram um vídeo da banda que ninguém tinha notícia. O famoso grupo registrou uma versão de “So This Is Love” em gravação da TV italiana para a divulgação de datas de uma turnê pela Europa em 1982. E o tal vídeo só passou na TV estatal do país. Em um mundo que começava a engatinhar nos vídeos do jeito que entendemos atualmente (a MTV americana, por exemplo, é de 1981), dá para dizer que o Van Halen tem um pioneirismo nesse quase tosco rolê em um parque de dinossauros. Raridade.

– O grupo indie californiano Wavves divulgou o terceiro single de seu próximo álbum, “Hideaway”, o sétimo trabalho da banda de Nathan Williams. Por acaso é a faixa-título do disco. Ainda que seja o terceiro single, seu vídeo é o segundo de uma trilogia que começou na faixa “Sinking Feeling”. Será que deu para entender? Vale ressaltar que Dave Sitek (TV on the Radio) é o produtor desse rolê.

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Future Islands faz a Tina Turner em session de rádio

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* Uma cover improvável para uma banda bem improvável, a indie-romântica Future Islands fez performance para o hit dos anos 80 “We Don’t Need Another Hero”, da grande Tina Turner.

A versão do grupo de Baltimore cujo vocalista mora em Estocolmo aconteceu para uma session da SiriusXMU, a espetacular rádio indie da emissora por satélite (o “u” é de underground).

“We Don’t Need Another Hero”, música de sucesso mundial de Tina Turner, teve sua fama aumentada quando entrou na trilha sonora do filme “Mad Max”, estrelado por Mel Gibson e pela própria cantora. Ganhou até uma inclusão em seu nome, entre parênteses, “(Thunderdome)”, porque o filme chamava “Mad Max Beyond Thunderdome”.

O único “problema” da cover do Future Islands é que a XMU ainda não liberou o vídeo da session, só o áudio. Portanto nosso querido Sam Herring não aparece com sua dança estranha-legal fazendo a Tina, embora seja uma baladaça. Nem a voz cavernosa foi usada desta vez. Estaremos de olho para quando este vídeo surgir.

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POPNOTAS 2 – Notorious B.I.G., Billie Eilish, Jeff Buckley e Future Islands: três filmes e um vídeo

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* É chapante o documentário “Biggie: I Got a Story to Tell”, sobre o rapper, nova-iorquino Notorious B.I.G., com bastante detalhe da construção de seu mito. Estreou nesta meia-noite no Netflix. A gente já falou sobre o filme aqui. Saiu também, hoje, às plataformas, um álbum digital de 14 músicas chamado “Music Inspired by Biggie: I Got A Story To Tell”, um greatest hits do rapper, como “Hypnotize” e “Mo Money Mo Problems”. O disco digital tem ainda faixas de sucessos póstumos de Biggie, lançados depois de seu assassinato, em 1997.

* Falando em documentário, o da Billie Eilish na Apple TV+ continua bombando, inclusive nos cinemas. “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry” estreou sexta-feira passada e ganhou uma vaaaaaasta análise aqui na Popload. Só porque merece e tal. Mas, se você arranha no inglês, a gente queria trazer aqui um papo que Eilish, 19 anos, teve com o entrevistador Stephen Colbert, semana passada, no “A Late Show”. Foi exclusivaço, a única entrevista que a menina fenômeno do pop mundial dada a esses grandes programas de entrevistas noturnas na TV americana. Durou 20 minutos e Billie foi intensa a responder sobre viver com uma câmera em sua casa por três anos, invasão de privacidade, estranho e divertido ao mesmo tempo, como foi a primeira vez que sentou para ver o documentário, essas coisas. Falou sobre o encontro com Justin Bieber, um dos momentos mais engraçados e dramáticos do filme, e até um pouco sobre seu próximo álbum, que está gravando. Billie assistiu também o novo James Bond, para o qual fez a música-tema. E disse se gostou ou não. Tudo aqui.

* O grande músico Jeff Buckley, que não está mais entre nós desde que, diiiiiiizem, se afogou aos 30 anos de idade num rio no Tennessee, vai ganhar um filme oficial sobre sua vida, a ser co-produzido por sua mãe, Mary Guibert. O cultuado cantor, compositor e guitarrista será dramatizado em “Everybody Here Wants You”. De acordo com a galera que cuida do espólio do músico, será a única vez que alguma biografia ou cinebiografia oficial vai ter acesso a detalhes da vida de Buckley. “Greetings from Tim Buckley” (2012) e “Amazin Grace” (2009) são outros filmes sobre Jeff Buckley, mas feitos de modo independente.

* O Future Islands, a banda de Baltimore liderada pelo “dançarino” Sam Herring, lançou vídeo novo. É para a música “Glada”, do disco “As Long qs You Are”, o sexto álbum do Future Islands, lançado no final do ano passado, em outubro. O vídeo, filmado na Suécia, onde Herring foi morar, tem uma levada poética, romântica, ligada às mudanças das estações. É dirigido pela mulher escandinava de Herring, Julia Ragnarsson. “O tratamento principal para o vídeo foi um retrato do interior da Suécia com os pais de Julia como protagonistas. Eles filmaram na primavera, verão e, mais recentemente, no início do outono do ano passado. Para mim, o mais importante, captura o lugar sobre o qual esta música se trata, que é tudo que eu queria compartilhar em primeiro lugar”, define o vocalista.

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