Em future islands:

Urros, socos no peito e danças esquisitas. Um show normal do maravilhoso Future Islands

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* Play it again, Sam!

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Isso não é lá nenhuma novidade, mas uma das performances mais legais do indie nos últimos anos é a da banda Future Islands, de Baltimore, liderada pelo graaaaaaaaaaaande Samuel Herring. Ele é disparado o cantor e, digamos, entertainer mais destacado da cena, pelo, digamos, “comportamento” ortodoxo no palco. Se veste com camisas floridas por dentro da calça skinny (no começo do show, claro, porque depois…), tem visual zero de galã bonitinho, dança tresloucado de fazer inveja ao Father John Misty, passa mão na boa constantemente que até irrita, urra como se tivesse vomitando sentimentos direto do coração para fora e esmurra o peito como se fosse ter um ataque de nervos e metralhar a galera toda abaixo dele. E, fora isso, as músicas de sua banda são lindas de morrer. Tipo: pode haver melhores, e com certeza existe piores, mas não há nenhum grupo hoje na música pop que se compare ao Future Islands.

That said, fica o convite para ver Sam Herring e seu Future Islands em dois vídeos liberados pelo Pitchfork Festival, que aconteceu há poucas semanas, nos EUA. É sempre emocionante.

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Cem mil pessoas vêem Lionel Ritchie no Glastonbury. E Patti Smith canta “Parabéns” ao Dalai Lama. Um domingo qualquer no maior festival do mundo

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* Último dia de farra musical na lama e já estamos nostálgicos.

1 - The staves

As irmãs da The Staves chamaram ao palco o padrinho musical do grupo, o onipresente Justin Vernon, do Bon Iver, que ontem apareceu no show do Kanye. Hoje, cantou a etérea “Make It Holy” no Park Stage.



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4 - future islands

Já o lindo Future Islands, que dispensa apresentações, e tem a dancinha de vocalista mais legal do mundo, mandou o mega hit indie “Seasons (Waiting On You)” com vigor, num final de tarde ensolarado do Glastonbury, misturando paixão e urros do fundo da alma. Que coisa bonita esse Futuro Islands.

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2 - prides

O Prides ainda é uma banda escocesa pequena, mas com uma música grandiosa, tipo hit ciclete. “Messiah”

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O genial e veterano Lionel Ritchie, instituição musical americana hoje adorado por indies, arrastou o maior público do festival neste ano. Não teve para ninguém, Nem Kanye, nem Florence. Cerca de 100 mil pessoas foram estimadas na ocupação do Piramid Stage em frente a ele. “Easy” e a imaculada “Hello” foram os pontos altos da apresentação de Ritchie, junto com “Dancing on the Ceiling”, que você vê aqui embaixo. Sinta o drama da multidão.


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3 - patti dalai_nme

Mas das coisas mais bonitas do ano aconteceu um pouco antes do show de Lionel Ritchie, no concerto da roqueira americana Patti Smith. Foi quando o monge tibetano Dalai Lama subiu ao palco para falar algumas palavras de sabedoria para o público que acompanhava o show. Ele comemorou o aniversário de 80 anos no palco com um parabéns que teve direito a bolo, puxado por Smith. O Glasto é incrível mesmo, não? Depois de Dalai Lama infestar o festival de paz, Patti mandou a mensagem dela com “People Have The Power”. Em quantos níveis isso é grandioso?



* A Popload acompanha virtualmente o Glasto 2015 com Alisson Guimarães, Isadora Almeida e Lúcio Ribeiro, na cola das Radio 1, Radio 6, XFM, Guardian, NME, BBC, twitter, facebook. Fotos da BBC e do NME.

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Londres, 2015: Strokes, Beck e Alex Turner dançando

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O famoso Hyde Park de Londres foi palco da única apresentação dos Strokes na Inglaterra em 2015, a primeira por lá em cinco anos. A balada aconteceu ontem, com direito a convidados super especiais para shows de abertura, tipo Beck, tipo Future Islands. Mas, antes de tudo, é bom salientar que, entre os milhares de anônimos na pista, a dupla de brothers Miles Kane e Alex Turner se jogava nas dancinhas, como se o mundo fosse acabar ali mesmo.

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* Voltando aos shows. Imagino que seja algo meio difícil subir ao palco, mesmo sendo atração principal, após um show do Beck. Um dos caras mais versáteis e talentosos do rock nas últimas décadas, o cantor/guitarrista/compositor norte-americano fez para muitos o melhor show da noite, carregado de hits como “Devil’s Haircut”, “Loser”, “E-Pro” e emendando Donna Summer com “Think I’m in Love”. “Dreams”, o single novo lindo, não apareceu. Aí não, Beck.

SETLIST – BECK
Devil’s Haircut
Black Tambourine
Think I’m in Love / I Feel Love (Donna Summer cover)
The New Pollution
Qué Onda Guero
Gamma Ray
Hell Yes
Soul of a Man
Blue Moon
Lost Cause
Go It Alone
Loser
Sexx Laws
Debra
E-Pro

Where It’s At

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* Já o Future Islands é considerado um dos grupos mais cheios de energia do indie moderno. Graças especialmente ao simpático vocalista Sam Herring e suas dancinhas loucas. E graças também a “Seasons (Waiting on You)”, um dos maiores hinos indies dos últimos anos que, segundo a imprensa britânica, “abriu oficialmente” o verão por lá, ontem.

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SETLIST – FUTURE ISLANDS
Back in the Tall Grass
A Dream of You and Me
Walking Through That Door
Balance
Doves
The Chase
Light House
Seasons (Waiting on You)
Tin Man
Spirit

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* Agora os Strokes. Dando uma zapeada nos jornais e sites ingleses, o sentimento é bem diversificado. Alguns disseram que a banda fez show vigoroso, até pelo poder de seus hits. Outros alegaram que bom mesmo foi só o começo e que aos poucos tudo foi perdendo força, desde a energia geral à voz do Julian, que anda meio complicada nos últimos anos. Fato é que a apresentação começou nostálgica, com “Is This It”. E a galera se empolgou mesmo com “Reptilia”, “Last Nite” e outras das antigas. As mais “novas”, tipo “One Way Trigger”, foram mais observadas. Há um consenso geral que a química da banda no palco não está lá essas coisas. Isso vindo de um lugar onde acompanharam por anos o Oasis pode significar algo. O destaque do Strokes em si, ao que parece, tem sido o guitarrista Albert Hammond Jr., cada vez mais virtuoso com sua guitarra. Ele que, em breve, lança um novo disco solo, que parece ser mais tendência do que uma volta definitiva da banda americana.

SETLIST – THE STROKES
Is This It
Barely Legal
Welcome to Japan
You Talk Way Too Much
Someday
Heart in a Cage
Hard to Explain
Automatic Stop
Vision of Division
Last Nite
Reptilia
Machu Picchu
Under Cover of Darkness
One Way Trigger
New York City Cops

Juicebox
You Only Live Once
Take It or Leave It

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Um ano depois de estourar, Future Islands volta ao Letterman

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No início de 2014, o bom Future Islands viu sua popularidade dar um salto incrível graças a uma performance matadora no programa de David Letterman.

Na ocasião, o vocalista Samuel T. Herring deu um show a parte com sua coreografia e gingado esquisitos ao apresentar o ótimo single “Seasons”, que se tornaria um dos grandes hinos indies do ano passado. Até o Letterman foi absorvido pela energia da banda de Baltimore e deu gás para o sucesso da apresentação.

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Exatos 13 meses depois, o grupo voltou ao programa de Letterman – que está em reta final – para mostrar o novo single, “The Chase”. Na abertura, Letterman relembrou a famosa apresentação do ano passado.

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Future Islands mostra duas músicas inéditas

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A banda indie-quase-dance Future Islands começa a dar sinais de que um novo disco de estúdio está no radar. Eles, que lançaram ano passado o bem bom “Singles”, puxado pelo super hit “Seasons (Waiting On You)”, estão em rolê pela Inglaterra, onde abriram um show do Noel Gallagher sábado passado, fazem seus próprios shows e ainda tiraram um tempinho para visitar os estúdios Abbey Road.

Em show recente na cidade de Sheffield, o grupo de Baltimore tocou duas novas músicas que os fãs acreditam que são do novo álbum, intituladas “The Chase” e “Haunted”.

Um destes fãs, claro, não deixou de registrar ambas. Sam Herring já pode ensaiar novas dancinhas.