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Festival eletrônico 1/4 Fest promove no sábado 16 horas de festas em três salas do Zoom. Mais um “lounge”. Oi?

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* No movimentado mundo das lives, pede passagem neste sábado, 23, o “inusitado” 1/4 Fest, festival online dentro da plataforma Zoom a ser realizado em três ambientes (quartos?) diferentes e um “lounge”, em 16 horas de duração direta e com 35 artistas, brasileiros e portugueses, a maioria da rica cena eletrônica nacional.

A conexão lusitana se estabelece forte porque o festival é cria do Coletivo 1/4 Club, que é de Portugal mas foi criado por brasileiros. O coletivo parte para os festivais online depois de ter realizado, desde março, o começo da quarentena, uma série de web-parties e alguns talks sobre o futuro da arte e do entretenimento.

As três salas do Zoom do festival (quartos?) mais o lounge têm nome: Palco Tropical, Palco Discothèque e Palco Techno. O “lounge” do 1/4 Fest será comandado pela importante rádio online Veneno, a partir de uma sala da Vila Madalena, em São Paulo. Todos os ambientes contarão com propostas visuais de artistas independentes, é o informado.

Rodrigo-Bento

Representando a música do festival binacional ainda que 100% brasileiro (!) teremos, nas 16 horas da electro-programação, nomes e geografias musicais como Cashu (Mamba Negra, SP, foto na home da Popload), Miss Tacacá (da festa Taka Night, de Belém), JV (criador da Revérse, de Recife), Rodrigo Bento (DJ residente do coletivo Pilantragi, SP, foto acima), Tessuto e L_cio (Capslock, SP), Lagoeiro e Ianzona (da Masterplano, de BH), Larissa Jennings (da Festa Até às 4, do Rio), entre muitos outros.

O festival ainda traz uma parceria com o festivai indie pernambucano Coquetel Molotov, que convida as artistas Guma, de Recife, e Gab Ferreira, de Santa Catarina.

O 1/4 Fest começa às 15h deste sábado com previsão de término às 7h do domingo.

Para percorrer os seus quatro ambientes sonoros, será preciso comprar um ingresso, com preço facultativo a partir do mínimo de R$ 10. O total arrecadado será revertido para todos os colaboradores do evento, como artistas e produtores.

Todas as informações serão divulgadas pelo Instagram do coletivo 1/4 Club.

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CENA – Indie nacional também flerta. Banda misteriosa ABC Love lança o single… “Flertes”. Com as divinas Gab Ferreira e Yma

1 - cenatopo19

* Há quase dois anos, junho de 2017, quando a “entidade musical” na época chamada A Band Called Love lançou seu primeiro álbum, de nome “ABC Love e o Álbum do Prazer”, o título da Popload para post da estreia do projeto foi “Indie Nacional Também Transa. Conheça os Prazeres da Misteriosa A Band Called Love”.

O “entidade musical” era por conta de o ABC Love (esqueça agora o A Band Called) ser o projeto de um cantor mascarado, que não só não revelava sua identidade como trazia um belo primeiro single, “Carne Viva”, com frases na linha “Só quero um gozo intenso” e “Libere sua libido mais sombria”, em vocal de um tal Gevard Dulove descrito aqui no site como “quase inaudível, meio sussurrado do mal, como se fosse um Serge Gainsbourg das trevas”.

3 - divulga FLERTE UNO

Pois bem, o tempo passou e o ABC Love parece que sossegou seu facho de estreia e agora só quer flertar. A persona Dulove abre espaço para duas incríveis figuras femininas da cena atual, Gab Ferreira e Yma, para “conversarem” nos vocais do primeiro single de seu segundo disco, que vai ser lançado amanhã nas plataformas pelo selo Balaclava Records.

A deliciosa “Flertes”, o single, vai estar em “Back to Love”, o disco, a ser lançado pelo selo paulistano ainda neste ano. Se em 2017 o fogo da ABC Love retratava uma fogosa atmosfera de pegação paulistana, “Flerte” recria o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80. Se o Kid Abelha, a Marina Lima ou as meninas da Blitz fossem lançar uma música boa neste 2020 peculiar, seria algo como “Flerte”.

O vídeo que acompanha o single, que não dá para parar de ver, traz bem esse clima, de festinha casual e poser, dancinhas e “azarações”, para fixarmos o sentido anos 80 empregado. Tudo bem que parece bailinho gringo, mas não seria o nosso Johnny Luxo no segundo 46 do vídeo? Enfim..

A ideia do ABC Love, com o novo disco, é retomar o “alfabeto do amor” com o novo álbum e enchê-lo de convidados especiais.

“Era só um desejo. Corpo e pele não duram o verão, Ahhhh, ahhhhhhhh”, discutem o boy-caído-mas-com-algum-potencial as amigas Yma e Gab Ferreira em jogral fofo.

Se a CENA não produzir música melhor que “Flertes”, de agora até semana que vem, desconfio que sei qual vai ser o primeiro lugar do próximo Top 50 da Popload.

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CENA – Festival 5 Bandas acontece hoje em São Paulo botando 5 bandas para tocar. Não é tão simples assim

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1 - cenatopo19

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* Um dos mais novos festivais da enorme carga de eventos do calendário indie brasileiro, o festival 5 Bandas nasceu como um trabalho de conclusão de faculdade. O chamado TCC.

Pilotado por Alexandre Giglio, dono do blog Minuto Indie, que também é um canal de Youtube, o conceitual 5 Bandas pretende ser um festival que prepara o público para os outros festivais. A ideia é misturar estilos, ampliar o “leque indie”, e apresentar shows um pouco mais curtos, tipo de meia hora, a um público que não necessariamente vai a festivais, não exatamente frequenta à cena mas quer descobrir coisas novas, despertar outras predileções. A preços “amigáveis” pela quantidade de atração.

O 5 Bandas de hoje chega a sua segunda edição, já foi experimental antes disso (teve testes nos estúdios da Freak, na SIM São Paulo, na Casa do Mancha) e em sua primeira, em março, saiu já pronto da banca de avaliação estudantil. Era o trabalho escolar ganhando vida real, com Brvnks, Raça, Geo, Alaska e Mustache e os Apaches como atrações.

Nesta noite, novamente ocupando o Estúdio Bixiga, na Treze de Maio, o 5 Bandas vai reunir Glue Trip, Papisa (foto abaixo), Pessoas Estranhas, Gab Ferreira (foto acima) e The Raulis. Os ingressos, em seu segundo lote (R$ 25), podem ser comprados online. Na porta custará R$ 30.

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Dia 12 de outubro o 5 Bandas será “aplicado” no Rio de Janeiro, com atrações ainda a ser divulgadas. A ideia é fazer mais uma edição em São Paulo, provavelmente em dezembro.

“O porquê de 5 Bandas, o nome? Porque eu ia em shows, geralmente eram duas bandas que se apresentavam, shows longos, às vezes maçantes, preços caros pelo que entregavam. Tudo atrapalhando a experiência. Apresentações mais curtas, com mais nomes, a preços mais acessíveis podem formar um novo público para todo mundo. Dá para experimentar mais. Assim surgiu o 5 Bandas”, diz Giglio.

Não é a descoberta da roda indie. Mas que funciona bem, isso funciona.

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