Em gabriel thomaz:

Popnotas CENA – O míssel novo da Linn da Quebrada. BNegão relendo Ratos de Porão (!!). O(a) Maxilar do Gabriel Autoramas. E os remixes perdidos do Wry

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– E só cresce a ansiedade pelo próximo álbum da cantora e compositora paulistana Linn Da Quebrada. Como diz a nossa amiga Flávia Durante, a dona do conglomerado de ações Pop Plus, “Pajubá”, a estreia de Linn na CENA, em 2017, é equiparável ao disco obra-prima “Sobrevivendo no Inferno” dos Racionais, lançado 20 anos antes. Será que ela vem de “Nada Como Um Dia…” ou vai até mais longe? Ainda não sabemos, mas gostamos de “I Missil”, seu último single antes da chegada de “Trava Línguas”, álbum que chega em julho. Como o disco todo, a faixa é uma produção em trio: Linn, a DJ e produtora BADSISTA e a percussionista Dominique Vieira. Se você achar que sonoramente essa é uma música mais leve que outros delas, acertou. Olha o que a Linn escreveu sobre a faixa: “Busquei novos ritmos e frequências em mim mesma, tanto no falar quanto no cantar. Eu me movi, estética e profissionalmente falando. Sinto que estou em outros lugares agora, sabe? Na sonoridade, por exemplo, eu queria algo que a minha mãe pudesse escutar, um som que de algum modo a aproximasse ainda mais de mim”, escreveu no texto do informativo sobre a música.

– Já na área de sons que sua mãe não vai querer escutar, o rapper cantor carioca BNegão fez um cover do clássico “Cérebros Atômicos”, do pesadíssimo Ratos de Porão, grupo de punk hardcore paulistano de João Gordo. A música tem um feat do Paulão King, dono dos vocais guturais em sons como “A Verdadeira Dança Do Patinho”,”Funk até o Caroço” e “Qual É o Seu Nome”, presentes no já clássico “Enxugando Gelo”, a estreia do B Negão e os Seletores de Frequência, de 2003. Na home da Popload, a foto a chamada para este post é dos dois, com BNegão à direita. Esta versão do Ratos estará no primeiro disco 100% solo de BNegão, programado para o mês que vem, chamado “Metamorfoses, Riddims e Afins”.

– O selo Maxilar, tocado por Gabriel Thomaz, do Autoramas, e Henrique Roncoletta, do NDK, aproveitaram a sexta-feira para uma série de lançamentos. São quatro singles de uma vez, Persie mais Luísa E Os Alquimistas com “Baixo Oceano”, Dionisio Dazul com “Sapatos”, Cheyenne Love com “Urgent” e Stemphylium com “Ele Tá Tliste”. Nessa mistura tem de tudo, de uma balada leve, no caso da parceria Persie e Luisa, até uma música com pegada humorística dos niteroienses do Stempylium.

– E os sorocabanos do Wry seguem na missão de criar EPs com remixes de faixas do seu álbum mais recente, “Noites Infinitas”, do ano passado. Após “Man in the Mirror” e “Weapon in My Hand”, a faixa comtemplada é “Uma Pessoa Comum”, com releituras do multitalentoso Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy e Thee Butcher’s Orchestra), Malka, Iwaszko e Petri. Além dos remixes da novidade, o disquinho ainda conta com outros perdidos por aí de sons mais antigos – um desses remixes estava tão perdido que a banda simplesmente nem sabe quem fez ele.

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CENA – Autoramas vasculha o HD e faz um grande disco de sobras. Ouça “B-Sides & Extras Vol. 2”

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* Para uma banda que não para de fazer discos e viajar pelo mundo para shows, o Autoramas viu neste grande período trancado em casa uma coisa útil: organizar todo seu material, arrumar a discografia digital bagunçada, ordenar seu grande catálogo, que não estava inteiramente disponível em suas páginas.

Aproveitando o jeito na bagunça para descobrir músicas engavetadas à espera de uma oportunidade, o Autoramas dá à luz agora a segunda parte do grande material de músicas soltas, “B-Sides & Extras Vol. 2!”. São canções algumas inéditas ou que só haviam sido lançadas apenas em vinil, participações em coletâneas e programas de TV e também versões especias para rádio e vídeos.

São dez músicas, cada uma com uma história, contada pelo próprio guitarrista e cantor do Autoramas, o Gabriel Thomaz.

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1 – “Abecedário”
Em 2007, o selo Allegro Discos, de Goiânia, convidou o Autoramas para gravar uma faixa num tributo a músicas infantis chamado “Mofolândia”. Escolhemos a musica “Abecedário”, do disco do seriado Vila Sésamo, canção escrita pelos irmãos Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle para a trilha do programa. Acabou que o projeto “Mofolândia” foi engavetado e a gravação do Autoramas nunca saiu. Mas agora abre este “B-Sides & Extras Vol. 2”. Um grande agradecimento ao Sandro Belo, da Allegro Discos, que nos autorizou a usarmos a faixa.

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2 – “Energy Joe”
Já havíamos gravado esse clássico do Surfin Bird no tributo à banda japonesa Guitar Wolf, o CD “I Love Guitar Wolf Very Much”, que saiu apenas no Japão. Para lançá-la em outros países optamos por regravá-la em Santiago do Chile, no lendário estúdio da Algo Records, com produção do grande Perrosky. Saiu como bonus track na edição argentina (Scatter Records) do álbum “Teletransporte” (2007)

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3 – “Surfin’ Bird”
Gravamos o clássico do Trashmen na mesma sessão que “Energy Joe”, no estúdio da Algo Records, E também saiu como bonus track da edição argentina do “Teletransporte”. Sempre foi um grande sucesso nos shows do Autoramas.

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4 – “In’n’Out of Grace”
Gravamos essa no Rio de Janeiro em 2009, com produção de Fausto Prochet a pedido da Monstro Discos, que a incluiu no tributo brasileiro ao Mudhoney, “March to Sickness”.

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5 – “A 300 Km/H (Edit)”
Faixa do álbum “Teletransporte” em versão editada, que só havia sido lançada no CD promo invendável do disco, junto com “Hotel Cervantes”. Foi a versão que tocou nas rádios.

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6 – “Mais ou Menos”
Gravada ao vivo na tenda Brasil no Rock In Rio III (2001). Essa música já vinha sendo tocada ao vivo, mas só foi lançada mais tarde no mesmo ano, no segundo álbum do Autoramas, “Vida Real”.

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7 – “Mundo Moderno”
Gravada ao vivo em São José dos Campos, em São Paulo, foi lançada pela Groovie Records portuguesa no split com a banda GreenMachine, do Porto, em versão editada e apenas em vinil 7 polegadas, em 2007.

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8 – “Beleza”
Foram gravadas duas versões dessa música para o álbum “Nada Pode Parar os Autoramas” (2003). Esta versão aqui presente foi a que não entrou. Ela foi produzida pelo Carlos Trilha em seu estúdio no Jardim Botânico, no Rio, juntamente com músicas gravadas na mesma sessão que entraram no álbum, como “Nada a Ver”, “Caso Perdido” e “Resta Um”.

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9 – “1,2,3,4 (In English)”
Foi gravada em Terneuzen, Holanda, durante a turnê de 2007, produzida por Dylan Nutzmann, que também tocou o órgão Farfisa. Saiu em vinil vermelho 12 polegadas num split com a banda de Dylan, Mr Atom & His Protons, um disco raríssimo que é vendido a preço alto na internet.

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10 – “A História da Vida de Cada Um (Kassin Remix)”
Gravamos com Kassin em 2005 algumas faixas para a coletânea “RRRRRRROCK!”. E ele aproveitou a voz de Gabriel Thomaz para fazer uma remix com sonoridade totalmente distinta à do Autoramas. Só havia estado disponível antes no perfil do Autoramas na TramaVirtual, portanto fora do ar por muitos anos. Agora não mais.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, conversa e música com Gabriel Thomaz, do Autoramas

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* Bom de papo, o guitarrista Gabriel Thomaz, da histórica banda indie Autoramas, é o convidado de hoje da @poploadmusic, na Popload Live, às 17h.

Talvez a banda alternativa brasileira que mais excursionou pelo mundo junto com Sepultura e Ratos de Porão, sei lá, o Autoramas é também uma das mais longevas também: foi formada em 1998 e está alive and kicking.

O grupo de surf-music lançou um punk velho-novo nesta semana e promete um disco em vinil por gravadora espalhola para setembro.

Toda essa conversa acima estará no papo de hoje, sem contar ainda o passado de Gabriel no rock de Brasília com a importante Little Quail and the Mad Birds e ainda como fornecedor de hits para Raimundos e Ultraje a Rigor.

Muitas histórias hoje, no @poploadmusic, às 5 da tarde.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido, com o Chico Bernardes, com Mário Arruda, do Supervão, o electroindígena Nelson D, a Larissa Conforto (Àiyé), o Vovô Bebê, o Gustavo Bertoni, do Scalene, Julio The Baggios, o grande Chico César, o rapper Hiran, a multiartista Jup do Bairro, Eduardo Porto (do ATR), o pernambucano Tagore, a baiana Jadsa, o gaúcho Erick Endres, o lendário cantor Odair José, o músico Thiago Nassif, a cantora e guitarrista Fernanda Takai, o cantor baiano Giovani Cidreira e o rapper mineiro Flavio Renegado.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.
Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl. Do Fetusborg, que virou uma residência mensal de hip hop. Da incrível dupla electroflorestal Xaxim. Dá ótima DJ Kysia, de Fortaleza.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. Com o jornalista-boleiro Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música. Com a jornalista, escritora, DJ e agitadora Claudia Assef. Com Alexandre Matias, o inventor do Trabalho Sujo. Com o conhecidíssimo Zeca Camargo. E com o importante produtor Marcelo Damaso, do festival Se Rasgum (Pará).

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem razoavelmente acontecido às 18h.
A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com Gabriel Thomaz, do Autoramas.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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CENA – Um Sonic Youth em Santa Cecília. Vamos no festival do Lee Ranaldo?

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Santa Cecília já está no mapa de lugares legais de São Paulo não é de hoje. A região do “Baixo Higienópolis”, um teco da cidade espremido entre a Consolação e o Pacaembu, coladinha ao bombante Centro, foi declamado quase como poesia no Popload Festival, na hora do grandessíssimo show do grupo paulistano Cansei de Ser Sexy, semana passada.

Pois foco em Santa Cecília de novo neste final de semana, quando no sábado e no domingo acontece o festival TrêsPraUm, no lugar que é uma resistência cultural, a Associação Cultural Santa Cecília. E, pela primeira vez em suas oito edições, uma atração internacional será a cereja do bolo indie do evento: o ex-guitarrista e ocasional vocalista do lendário Sonic Youth, o quase-americano Lee Ranaldo.

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Lee veio de novo ao país para participar do lançamento de um filme em que fez a produção musical, “Ainda Temos a Imensidão da Noite”, e aproveita para fazer um show no festival TrêsPraUm neste domingo, 23.

Quem nunca viu o homem tem que ir ver até porque o significado do festival em que ele vai tocar vai além de sua mera presença. O festival que sempre rola na rua e de graça, neste ano vai ser fechado por “por falta de apoio e autorização para viabilizar a estrutura na rua”.

“A ideia sempre foi fazer um evento gratuito de acesso a todxs, ocupando uma área publica, fazendo algo que hoje só pode ser feito por órgãos públicos ou quando é de seus interesses”, diz a produção. Ou seja, mais um motivo para colar no evento.

Dá uma olhada na escalação do festival, cheio de novos e veteranos nomes da nossa CENA:

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* Amanhã, sábado
(entrada colaborativa)

Falsos Conejos
In Venus
Astma
Raquel Krügel
Sky Down
Pin Ups

discotecagem pós-shows:
Hirila e Mateus Mondini

* Domingo
(cobrança de ingresso (para viabilizar o show do Lee Ranaldo)

Marcos Felinto
Duplo
ACAVERNUS + Yantra
Otis Trio Septeto
Gabriel Thomaz Trio
Florcadáver
Lee Ranaldo

** Ingressos para o TrêsPraUm aqui.

*** Indo ou não ao festival vale dar uma olhada no trabalho da Associação Cultural Cecília, que promove o evento. Dar uma força para a turma que toca a resistência cultural da cidade nunca é demais. Uma das opções para ajudar o festival a rolar é a contribuição voluntária.

Para quem quiser fazer doações de qualquer valor, a Associação Cultural Cecília recebe depósito e transferêncis em conta bancária (ASSOCIAÇÃO CULTURAL CECÍLIA / CNPJ: 10.717.826/0001-20 / Bradesco / Ag: 3144 / Cc: 4747-3).

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CENA – Autoramas, 20 anos, lança disco novo cheio de libido surf-punk

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* Talvez a banda mais independente das bandas independentes do Brasil, o grupo surf-punk carioca de sangue brasiliense e alma paulistana Autoramas lança hoje na Popload e amanhã para geral o seu oitavo disco, “Libido”, do mesmo jeito: de modo independente.

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Grupo liderado pelo figuraça Gabriel Thomaz, 20 anos nas estradas alternativas e talvez, alguém contabiliza por favor?, uma quantidade de turnês internacionais que no Brasil só o Sepultura deve ter mais, o Autoramas solta esse novo trabalho em CD, vinil e K7 num esforço multinacional. “Libido” tem assinatura produtiva dos selos Hearts Bleed Blue (HBB) e Soundflat Records, este da Alemanha, foi mixado pelo americano Jim Diamond, que já botou as mãos no White Stripes, e teve masterização a cargo do paulistano Billy Comodoro.

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Hoje um quarteto, sempre com Gabriel, há um tempo com Érika Martins e ainda completado por Jairo Fajer e Fábio Lima, o Autoramas botou em “Libido” dez faixas velozes e furiosas em inglês e português de seu tradicional indie-surf robótico. Tudo sempre igual. Tudo sempre bom. Quem precisa do Man or Astroman?

Há poucos dias, a banda soltou um incrível vídeo em 360º filmado no banheiro tosco e pequeno, para o terceiro single do álbum, “Ding Dong” (os outros são “Sofas, Armchairs and Chairs” e “Stressed Out”). O vídeo tem concepção e direção de Felipe Lavignatti.

Tem até uma historinha: “Eu só fui entender o que era 360 quando o clipe já estava filmado. Filmamos esse clipe de maneira heroica. Caiu um poste da rua do local onde tinha o banheiro e filmamos sem luz mesmo. A luz é apenas aquela vinda da janela atrás da Érika. ‘Nada Pode Parar os Autoramas’”, brinca, repetindo um bordão bem famoso da banda.

O vídeo, massa bragarai, está aqui.

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* As fotos da banda neste post e na chamada da home da Popload são de Paulo Aguiar.

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