Em gabrre:

Popload Live: hoje, 18h, no Stories da @poploadmusic, conversa e música com Gabrre

>>

* A Popload Live de hoje, 18h no canal @poploadmusic, no Stories, traz como convidado o jovem músico gaúcho Gabrre, de Gramado.

Gabrre é dos nomes novos a movimentar “fora-do-eixo” a cena gaúcha. Ele, da cinéfila Gramado, está conectado a Caxias do Sul, o que no indie de hoje é um abridor de portas muito além da capital. De uns anos para cá a cidade tem ressignificado (tá?) o rock jovem gaúcho, assumindo o protagonismo de Porto Alegre no Estado e, quando a normalidade deixa, tem os artistas, as bandas, os agitos e o selo Honey Bomb Records para chamar a atenção da cena brasileira lá para o Sul.

E Gabrre surfa nesta onda, no tempo dele, com a linguagem dele. Ele soltou três singles neste ano e se prepara para lançar, em menos de um mês, seu disco de estreia, chamado “Tocar em Flores Pelado”.

Um de seus singles, o recém-lançado “De Noite Eh Dia de Sair”, tem linguagem moderna, nome em português mas a música cantada em inglês e traz um vídeo retrô, com imagens tipo de uma festinha nos anos 60 na Califórnia. E fala sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais.

Sobre tudo isso, ele vai falar logo mais, 6 da tarde, na live da Popload, no @poploadmusic.
WhatsApp Image 2020-09-17 at 14.14.26-3

A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva, Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome, o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara, a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONS, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido, com o Chico Bernardes, com Mário Arruda, do Supervão, o electroindígena Nelson D, a Larissa Conforto (Àiyé), o Vovô Bebê, o Gustavo Bertoni, do Scalene, Julio The Baggios, o grande Chico César, o rapper Hiran, a multiartista Jup do Bairro, Eduardo Porto (do ATR), o pernambucano Tagore, a baiana Jadsa, o gaúcho Erick Endres, o lendário cantor Odair José, o músico Thiago Nassif, a cantora e guitarrista Fernanda Takai, o cantor baiano Giovani Cidreira, o rapper mineiro Flavio Renegado, o guitarrista Gabriel Thomaz (Autoramas), a cantora e taróloga Ella, o gateiro Pedro Pastoriz (Mustache & Os Apaches), o grande Samuel Rosa, do Skank, o piauiense Valciãn Calixto, o “cigano” Juliano Abramovay, Gabriel Serapicos (Compositor Fantasma), Vallada (Viratempo), o veterano Marco Polo (da histórica banda pernambucana Ave Sangria), o músico agitador Otto Dardenne, o rapper Xis, o saxofonista Anderson Quevedo, a cantora Anne Jezini, de Manaus, a cantora paraense Mai, o pernambucano Jáder, do Mulungu, o sergipano Bruno Del Rey, a mineira Luiza Brina, a gaúcha-baiana Alfamor e o músico Paulo Antonio (Otito).

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.
Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl. Do Fetusborg, que virou uma residência mensal de hip hop. Da incrível dupla electroflorestal Xaxim. Dá ótima DJ Kysia, de Fortaleza.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. Com o jornalista-boleiro Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música. Com a jornalista, escritora, DJ e agitadora Claudia Assef. Com Alexandre Matias, o inventor do Trabalho Sujo. Com o conhecidíssimo Zeca Camargo. Com o importante produtor Marcelo Damaso, do festival Se Rasgum (Pará). Com o renomado jornalista Álvaro Pereira Júnior. Com o podcaster Vinícius Felix. Com o correspondente de cinema em Los Angeles Rodrigo Salem. Com o empresário indie Fernando Dotta. E com a produtora Monique Dardenne.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem razoavelmente acontecido às 17h, 18h.
A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 6 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com a Gabrre, de Caxias do Sul.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

>>

TOP 50 DA CENA – O ranking cai na armadilha do trap e o Matuê chega chegando… com Charlie Brown Jr. envolvido. Mais: o entardecer de JP e a volta linda do Carne Doce

1 - cenatopo19

* E o nosso Top 50 chegou ao dia de ter um trap em primeiro lugar. Cabuloso. Mas é o que é. E não estamos aguentando a fase axé do indie JP, guitarrista mineiro agora um Father John Misty tupi que talvez tenha escrito a frase mais romântica da CENA nacional neste ano: “Eu quero perder o vôo de volta”. O top 3 ainda tem o retorno da banda goiana Carne Doce, que aponta o futuro. E o futuro é bom bonito, já conferido por aqui e que chega agora nesta sexta-feira, 18, em forma de disco novo. Quanta beleza no encontro da voz da Salma com o instrumental mais delicadamente viajante da música brasileira.
Veja o ranking e corra para a playlist. Tá tudo conectado.

3 - 960x960_JP

1 – Matuê – “Máquina do Tempo” (Estreia)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
2 – JP – “Eu Quero Perder Você” (Estreia)
Um inspirado suinguezinho indie-MPB indicado para ouvir num fim de tarde em Itapuã. Mas, se não for possível a indicação, serve para ouvir bem em qualquer outro lugar. Estamos gostando demais desta nova fase do mineiro JP, ex-indie atual axé.
3 – Carne Doce – “Hater” (Estreia)
Carne Doce e mais um single nota dez do novo álbum, que está chegando e já garante ser um dos melhores da banda, sem qualquer dúvida. Letra acertada, som primoroso. E aquelas viagens que parecem que vão levar a gente para outro lugar e segundos depois nos colocam de novo a cantar com a Salma.
4 – BK – “Movimento” (1)
O carioca BK mais uma vez parece fazer jus à expectativa que foi criada em relação a um novo trabalho seu. De cara, é impossível não destacar a primeira e direta faixa, que apresenta o ínicio de um disco conceitual e de história fechada. O primeiro contato com este “O Líder em Movimento” já nos atingiu em cheio. Pelo som, letra, o rapper carioca além da zueira funk, o sotaque, os “êêêê”, a mensagem. Já podemos passar para a faixa 2?
5 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (Estreia)
Uma música sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais. Gabrre tem 22 anos e sabe do que está falando. Título em português, letra em inglês, a forma do título e um belo som que dá vontade de dar um rolê noturno. Saudade disso, hein?
6 – PLUMA – “Leve” (2)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
7 – Nana – “Independência ou Morte” (Estreia)
Sim, a faixa é do disco de 2017 que a Nana lançou, mas resgatamos esse som por aqui por conta do bom vídeo que a música ganhou. Vídeo este no sertão baiano, mais precisamente em Salgadalia, distrito de Conceição do Coité, repleto de cores com direção de Agnes Cajaiba e inovações visuais da artista Clarice Maxado.
8 – Kill Moves – ““Timeless Visions” (Estreia)
É engraçado como parte da CENA indie mineira tem uma obsessão com o britpop ou o shoegaze do comecinho dos anos 90. Isso não é um problema, veja bem. O quarteto Kill Moves, que acabou de lançar a bela “Timeless Visions”, nome sugestivíssimo para seu novo single, confirma a nossa impressão.
9 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (Estreia)
Projeto de Rodrigo Saminês dá seus primeiros passos para um primeiro EP. Vale prestar atenção neste single que nos leva a uma jornada de conhecimento pessoal desenvolvida a partir do isolamento provocado pela pandemia.
10 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (Estreia)
Existem versões acústicas aos montes por aí atualmente. Por algum motivo fica a sensação de que o Terno Rei foi além aqui. Parece realmente uma track que soaria superelegante em um Acústico com a vibe da MTV antiga e tudo e tocaria infinitamente no rádio. Bateu uma nostalgia.
11 – Vivian Kuczynski – “Pele” (3)
12 – Alfamor – “Semente” (4)
13 – Boogarins – “Cães do Ódio” (5)
14 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (6)
15 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (7)
16 – Hot e Oreia – “Saiu o Sol” (8)
17 – Luiza Brina – “Oração 12” (9)
18 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (10)
19 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (11)
20 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (12)
21 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (13)
22 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (14)
23 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (15)
24 – Wry – “Travel” (17)
25 – Thunderbird – “Insuportável” (20)
26 – Letrux – “Vai Brotar” (21)
27 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (22)
28 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (28)
29 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
30 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (32)
33 – Nevilton – “Irradiar” (33)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (34)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (35)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

***

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico mineiro JP.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>

CENA – Gabrre, 22, discute a banalidade jovem em novo single. Álbum cheio chega de Caxias do Sul em outubro

1 - cenatopo19

* Se Goiânia sempre foi a Seattle brasileira e Sorocaba, a Manchester tupi, faz tempo que estamos precisando definir um paralelo geográfico-sonoro para Caxias do Sul, pelos artistas, as bandas, os agitos e o selo Honey Bomb Records.

Uma boa oportunidade para voltarmos ao assunto pode ser no mês que vem, quando sai o disco, exatamente pelo Honey Bomb, do cantor e compositor Gabrre, de 22 anos, chamado “Tocar em Flores Pelado”.

A caminho desse novo álbum temos agora o single e vídeo de “De Noite Eh Dia de Sair”, o terceiro que Gabrre soltou neste ano. Os outros singles são “Mula Sem Cabeça” e “Defender”.

O título deste novo single é em português, mas a música é cantada em inglês. Indie pop delicioso, quase californiano, desses de tocar no rádio e ficar feliz.

O vídeo, dirigido pelo próprio Gabrre, de estilo retrô, traduz esse clima da Califórnia que a música inspira, de praia, festinha, droguinhas. Uma “sessão da tarde” turbinada.

“De Noite Eh Dia de Sair” tem uma mensagem, segundo o informe: é sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais. Gabrre, 22, tem super “lugar de fala”. “A letra é sobre sair e encontrar as mesmas pessoas, nos mesmos lugares, fazendo as mesmas coisas, geralmente banais e
autodestrutivas”, explicou o cantor, com uma liberdade poética de pensar fora de tempos pandêmicos. E, aos olhos de hoje, sob a perspectiva deste 2020 bizarro, ver o vídeo parece estar-se diante de uma ficção científica ou algo na linha “Além da Imaginação”.

O que deixa a música até mais legal.

***

* A foto de Gabrre que ilustra a chamada para este post na home da Popload é de Samyra Locatelli.

>>