Em get lucky:

Damon Albarn cantando “Song 2”. Chic tocando “Get Lucky”

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* Tem a ver. Não totalmente, mas tem. Não me refiro ao chapéu.

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* O onipresente Damon Albarn, líder da veterana britbanda Blur, anda em turnê bombada pelos EUA. Anteontem, o músico inglês se apresentou em Boston, no Royale. Lá, pela primeira vez em sua vasta carreira fora-Blur, ele cantou o hino de sua banda, a energética música “Song 2”. E, na ocasião, usava um chapéu de elefante. Ok? Eis dois vídeos do mesmo momento.


Damon Albarn é outro que vai ter anunciado nas próximas horas, oficialmente, sua vinda para o Brasil, no segundo semestre. Na Argentina estão divulgando que é 7 de outubro, em Buenos Aires. Estamos de olho.

* Enquanto isso, o veterano guitarrista Nile Rodgers, dono do Chic e grande colaborador do disco do duo francês Daft Punk do ano passado, furou os robôs e fez a primeira performance ao vivo, em show na França, do megahit “Get Lucky”, uma das músicas mais veiculadas no mundo nos últimos anos. MUma das mais veiculadas porém uma que nunca esteve presente em um show do Daft Punk, porque nunca teve um show do Daft Punk. “Get Lucky” chegou a ser ouvida em trucagens para televisão e uma vez numa apresentação solo do Pharrell Williams, a voz da música, que cantou um trecho. E, aqui, com o Chic de Nile Rodgers, “Get Lucky”, ganhou uma versão mulher.

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E atenção. O Daft Punk anuncia seus sh… Não, espera! Seu merchandise…

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* A banda electrocult francesa misteriosa Daft Punk deu as caras ontem à noite. Mas não foi para anunciar finalmente que vai voltar a tocar ao vivo, com as músicas de seu mais recente disco (“Random Access Memories”) e seu luxuoso time de colaboradores (Pharrell, Giorgio, Julian, Nile, Stevie).

Os homens-robôs Guy-Manuel de Homem-Christo AND Thomas Bangalter botaram no site da dupla uma carga nova de souveniers relativos ao Daft Punk fase “Get Lucky” e suas músicas: são camisetas, fivela de cinto, camiseta-vestidinho feminino, camiseta regata e tals.

Vai querer?

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As melhores músicas do ano da Popload – internacional

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Fiz uma regra interna, para os poploaders, que não se podia votar em mais de uma música de uma mesma banda ou cantor ou dupla, porque senão eu iria encher a lista de canções do Disclosure e do Parquet Courts e do Arctic Monkeys. Não pegaria bem o Disclosure ter umas quatro músicas no Top 10…
A única exceção seria o Daft Punk, porque aí já seria demais não botar “Get Lucky” e “Lose Yourself to Dance”, ambas, perto do topo.
Também transformamos a lista das 10 músicas em 20, por fortes razões de consciência e dramas gerais. O ano foi muito bom. O certo seria eu fazer um Top 40 das melhores canções de 2013. Sem ordem de preferência. Daí o ano estaria mais bem representado.
Mas, já que tem que ser, é assim:

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Dá para escrever um livro sobre “Get Lucky”.
Primeiro de tudo: quem iria imaginar que, lá no ano passado, quando foi anunciado que 2013 traria a “volta do Daft Punk”, oito anos depois de seu último trabalho de estúdio, os “robôs” franceses fariam uma música com vocal de um rapper (Pharrell Williams) e desencavaria um toque de guitarra mágico da época da disco music (Nile Rodgers, do Chic)? Soaria maluco, como realmente é maluco.
Depois teve todo o mistério mercadológico. A música pôde ser ouvida num preview de 15 segundos numa propaganda sem aviso dentro do programa humorístico “Saturday Night Live”. O mundo ficou chocado.
Aquele domingo de março ficou marcado como o dia em que se discutiu no universo se o trechinho cortado da canção trazia nas letras algo como “Mexican Monkey”, “Mexican Low Key”, “Mexican Loki” ou o quê.
No mês seguinte, também sem avisar, o duo apareceria nos telões do Coachella, em intervalo de shows, também com “Get Lucky”, também em trecho apenas, mas em vídeo. Era a prova de que os robôs estavam acompanhados de Williams e Rodgers. Outra “ação” que foi um tapa na cara da sociedade musical. Soou, no Coachella, como uma das grandes atrações do festival californiano. Todo mundo parava entre os shows para ficar olhando o telão do palco principal para ver se o Daft Punk apareceria.

Quando se esperava um arrojo musical vindo de uma nova fase do Daft Punk, os caras vieram com uma cançãozinha simples e barata sobre “dancing and fucking”. Sobre se dar bem na noite. Sem pirotecnias sonoras, vocoder comandando a música. Algo bem retrô, mas apontando o futuro. Nada da “rave pop”, como disse o “Guardian” inglês, sobre o tipo de música que assolava as paradas no começo do ano, com DJs famosos fazendo canções para vender ou gritarias e refrões explosivos como Lady Gaga, Jessie J etc.

Lembro que, na expectativa de “Get Lucky” vazar inteira, alguém pegou os 15 minutos disponíveis e, em um “loop trabalhado”, construiu com o que tinha uma “Get Lucky” de três minutos. Toquei essa versão muitas vezes na pista. Ficou demais.

O que mais sobre “Get Lucky”, hein? Que até agora vendeu 8.5 milhões de cópias em download para todas as mais variadas tribos? Que tocou na mais indie das rádios indies americanas e na Metropolitana em São Paulo? Que está no Top 10 da Pitchfork de músicas do ano e ganhou cover de rock que explodiu na internet já no dia seguinte ao seu lançamento, dia 19 de abril? Que foi tocada em streaming 138 milhões e 500 mil vezes no Spotify? E que no fim é uma musiquinha cool malemolente feita pelo Daft Punk, cantada por Pharrell Williams e seguindo a vibe guitarreira de Nile Rodgers?

Como não botar uma música ensolarada dessas em primeiro lugar?

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1. Daft Punk – Get Lucky
2. Arctic Monkeys – Do I Wanna Know?
3. Parquet Courts – Stoned and Starving
4. Disclosure – White Noise
5. Daft Punk – Lose Yourself to Dance
6. Robin Thicke – Blurred Lines
7. King Krule – Easy Easy
8. Lorde – Royals
9. Majical Cloudz – Bugs Don’t Buzz
10. Arcade Fire – Reflektor
11. Drake – Hold On, We’re Going Home
12. David Bowie – Where Are We Now?
13. Sky Ferreira – You’re Not the One
14. Queens of the Stone Age – If I Had a Tail
15. Franz Ferdinand – Evil Eye
16. Vampire Weekend – Diane Young
17. Jagwar Ma – The Throw
18. Haim – The Wire
19. Kanye West – Black Skinhead
20. James Blake – Retrograde

*** FELIZ 2014, GALERA – A Popload não para nunca, você sabe. Pode ser que daqui para o final do ano vamos colocando um postezinho aqui, só para dar um movimento.
Algumas novidades sobre o blog (blog?) vão aparecer logo no começo do ano, stay tuned.
Assim que janeiro chegar, pelo menos dois Popload Gig vão ser anunciados, para dar uma ideia de que o ano começou.
Algumas movimentadas viagens atrás dos bons shows estão programadas logo para janeiro.
Vamos ver como tudo se arranja.
No meio de tudo isso, obrigado pela companhia em 2013. E estamos juntos em 2014! Feliz Ano Novo!

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Vai acabar o ano e continuam fazendo versões de “Get Lucky”. Até a Yoko Ono

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Provavelmente a faixa que mais tocou no mundo em 2013, “Get Lucky”, o retorno oficial explosivo do duo francês Daft Punk lá em abril-maio mais ou menos, provavelmente é a música que mais ganhou versões nos últimos tempos.

Do U2 ao Wilco, da Florence bêbada ao Obama, passando por policiais russos, o Colbert dançando e tudo mais. Agora apareceram mais duas. Uma genial, outra constrangedora (pela montagem). Vamos falar de coisa boa, primeiro.

Mike Rosenberg, melhor conhecido pelo seu “stage name” Passenger, cantor, compositor e guitarrista britânico que tinha uma banda com esse nome e hoje trabalha solo em uma linha folk indie, pegou seu violão e fez uma versão bem, digamos, sensível da trilha do verão passado. Uma ótica diferente em cima do agito funky cantado pelo Pharrell Williams.

* Em outra mão (melhor, na contramão), saiu uma versão BEM PESSOAL da Yoko Ono com o hit do Daft Punk. Claro que com a ajuda da turma da zoeira. Em uma de suas mil mostras de arte, no Museu de Nova York, ela “cantou” de forma sem sentido uma espécie de música, aos berros. Pegaram um trecho da música, se baseando nas batidas, e montaram a Yoko fazendo Daft Punk. Lennon não curtiria, acho.

Óbvio, o vídeo é zoeira. Mas e daí?

Daft Punk ganha versão Brasil insana nas mãos do marido da Scheila Carvalho

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* Sério. Daft Tony!!!

Confesso que não sei como lidar com este acontecimento, mas Daniel Bangalter, o pai do Thomas-Daft-Punk que tem residências em Minas Gerais e Bahia, já tem motivo suficiente para deixar o belo estado baiano por uns dias. Tony Salles, conhecido especialmente por ser marido da dançarina Scheila Carvalho e que um dia também fez parte do grupo É O Tchan, gravou uma nova música. Do Daft Punk. Uma versão em português de uma música do Daft Punk.

O cantor pegou o super hit “Get Lucky” e fez o que pode ser a versão definitiva para sepultar a faixa. “Get Lucky”, na mão do Tony, virou “Amor e Sorte”. Começa com um “Chegamos muito longe / o amor prevaleceu / vivemos um pro outro / um brinde a nós dois”. E no refrão tem um sample ORIGINAL de “Get Lucky” emendado com “o nosso amor que é forte”.

Curti também que na descrição da divulgação da música no YouTube, diz o seguinte, em caixa alta, na íntegra: “NOVA MÚSICA DE TRABALHO DO CANTOR TONY SALLES, AMOR E SORTE É UMA VERSÃO INÉDITA DA CANÇÃO GET LUCKY DE DAFT PUNK. O ARTISTA CONTINUA EM LABORATÓRIO PESQUISANDO INOVAÇÕES PARA NOSSA MÚSICA, PODEM AGUARDAR QUE ESTÁ POR VIR MUITAS NOVIDADES PRO ANO DE 2014, UM NOVO SOM, UMA NOVA HISTÓRIA”.

Vai Tony, escreve essa nova história aí pra gente.

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