Em gigante no Mic:

Top 50 da CENA – FBC leva o topo para o rap e para Minas Gerais. Luiza Brina “duela” com Ana Frango Elétrico. Alessandra Leão acende o novo álbum

1 - cenatopo19

* Semana de boa renovação no nosso Top 50. Ou pelo menos do top 10 dentro do Top 50. Minas, Pernambuco, Bahia, Goiás/São Paulo. Vamos passeando pelo Brasil atrás das melhores coisas que a nossa CENA anda fazendo nestes dias. E fica até a pergunta: estamos esquecendo de algum estado neste panorama semanal? Tem alguém ficando de lado? Reclamem nos comentários que vamos corrigir qualquer problema desse tipo. O país é grande e o trabalho em dupla tem suas limitações, ainda que os amigos estejam sempre escrevendo. Vamos garantir a manutenção da melhor playlist para acompanhar a CENA. Bora então para a destes últimos dias

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1 – FBC e VHOOR – “Delírios (feat. Djair Voz Cristalina)” (Estreia)
A sacada de usar a estética visual e sonora do funk consciente de nomes como MC Dodô, que inspiraram o mineiro FBC na sua adolescência, funciona bem demais por aqui, lembrando que funk e rap tem um parentesco que às vezes fica de lado em muitos papos. É uma mudança na carreira do rapper e tem cara de hit daqueles que furam a bolha do gênero. A gente aposta nisso. Tanto que olha onde ele veio parar.

2 – Luiza Brina e Ana Frango Elétrico – “Somos Só” (Estreia)
E Luiza Brina continua convidado colegas para relerem canções de sua estreia solo, “A Toada Vem É Pelo Vento”, que completa 10 anos. E que parceria é esta, com a Ana Frango! Pela semelhança das vozes, até parecem que elas não são sós, mas são uma só.

3 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (Estreia)
A grande jornalista e radialista Debora Pill escreveu sobre esse novo single de Alessandra, que antecipa seu próximo álbum, “Acesa”. “É escolha subversiva pelo sim. E pela estratégia do prazer. Sabedoria selvagem da escuridão de dentro em resposta às trevas de fora”. Uau. Fica até difícil escrever algo depois disso, A potência poética de Alessandra está nessa opção por valorizar o corpo pulsante como estratégia de sobrevivência, como ela escreveu em seu Instagram. Aliás, Instagram onde encontramos outra bela frase dela: “Nesse meu corpo/ Sou quem fui e quem serei”

4 – Taxidermia – “Taxidermia Punk”
Projeto de Jadsa e João Milet, o Taxidermia avisou que logo vem o Outro Volume, sequência do trabalho lançado pela dupla no ano passado. Nesse próximo disco vai ter uma faixa que chama Taxidermia e que tem uma letra em diálogo direto com este single. Seria a versão punk dela? Se a gente entendeu alguma coisa errada, João e Jadsa, avisem a gente. Em todo caso, gostamos do que ouvimos.

5 – Jennifer Souza – “Amanhecer” (Estreia)
“Sorte eu te encontrar” é um verso que se repete na bonita e climática canção da mineira Jennifer Souza, que talvez você conheça da carreira solo ou das bandas Tranmissor ou Moons. Quem ainda não teve a sorte de escutar a delicada voz da Jennifer tem sua chance, enfim. Dos mais belos trabalhos que escutamos neste ano, sem dúvida.

6 – brvnks – “as coisas mudam” (Estreia)
E a brvnks segue apresentando sua nova fase, cheia de mudanças. A mais perceptível é que temos Bruna agora em português nos vocais – ela já tinha escrito um título de música em português, mas a letra não era. As coisas mudam, e como a própria Bruna escreveu no Instagram, “ainda bem”.

7 – João Donato e Jards Macalé – “Côco Táxi” (1)
Nus já na capa. E que capa. Jards e João. João e Jards. Juntos. Pela primeira vez. Em músicas inéditas, essa parceria de homens de diferentes gerações parece que sempre existiu. É uma sensação que bate de cara: “Jards e João? Escutei tudo”, como se já existissem vários álbuns da dupla. Tudo soa natural, belo e pronto por aqui. É a habilidade dos dois mestres. “Côco Táxi”, por exemplo, é um veículo cubano que ambos usaram em diferentes momentos da vida em visitas a Cuba. É a metáfora perfeita para o álbum.

8 – Jadsa – “Run, Baby” (Estreia)
Uma das crítica mais fortes e diretas de “Olho de Vidro” está em “Run, Baby”, onde Jadsa (olha ela de novo aqui no Top 50, hoje!) aborda a apropriação das religiões de matriz africana por brancos que se apegam à cultura sem profundidade e comprometimento. Ainda que crítica, a música é da doçura de um conselho. Resgatamos ela aqui, porque acabou de sair um belo vídeo dela com roteiro de Jadsa em parceria com Rei Lacoste, que já esteve por aqui em um Popload Entrevista. Procure saber. É só riqueza, por todo lado.

9 – Rabo de Galo, DJ Ubunto e Luedji Luna – “Me Abraça e Me Beija” (3)
O duo Rabo de Galo (formado por Peu Araujo e Bruno Komodo) e o DJ Ubunto vai regrar o álbum “Atrás do Pôr do Sol” (1988) de Lazzo Matumbi, artista de Salvador e uma das vozes mais importantes da cidade. O primeiro single deste trabalho traz duas regravações de oito, tem a clássica “Me Abraça e Me Beija”, com participação de Luedji Luna no voz. A ideia de retrabalhar um álbum quase perdido na história da música brasileira, ausente no Spotify, por exemplo, tem essa missão de resolver essa injustiça. Vamos escutar “Atrás do Por do Sol”?

10 – Stefanie e Gigante no Mic – “Coroa de Flores” (4)
Rapper de longa estrada, ainda que com trabalho solo recente, Stefanie chega muito bem ao lado do companheiro em uma homenagem as vítimas da Covid. Ambos tiveram perdas pessoais na pandemia e a música fala disso, mas também fala das perdas de todos. Na segunda metade, quando o beat fica mais pesado, o recado passa a ser aos que ainda estão por aqui e que estão dando bobeira, um alerta sobre.

11 – Vandal – “BALAH IH FOGOH” (5)
12 – Pluma – “Transbordar” (6)
13 – Chapéu de Palha – “Domingo” (7)
14 – Francisco, El Hombre – “Loucura” (8)
15 – Johnny Hooker – “Amante de Alguel” (9)
16 – Don L – “Na Batida da Procura Perfeita” (10)
17 – Céu – “Chega Mais” (11)
18 – Alice Caymmi – “Serpente” (12)
19 – Juçara Marçal – “Ladra” (13)
20 – Criolo – “Cleane” (14)
21 – Coruja Bc1 e Salgadinho – “Bolhas” (15)
22 – Sant – “Prantos” (16)
23 – Caetano Veloso – “Não Vou Deixar” (2)
24 – Marina Sena – “Pelejei” (18)
25 – Felipe S – “Violento Monumento” (19)
26 – Terno Rei e Samuel Rosa – “Resposta” (20)
27 – The Baggios – “Barra Pesada” (22)
28 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (26)
29 – Liniker – “Mel” (27)
30 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (28)
31 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (31)
32 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (32)
33 – Majur – Ogunté (33)
34 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (34)
35 – GIO – “Sangue Negro” (35)
36 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (36)
37 – Rodrigo Amarante – “Maré” (37)
38 – Amaro Freitas – “Sankofa” (38)
39 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (39)
40 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (40)
41 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (41)
42 – Jadsa – “Mergulho” (42)
43 – FEBEM – “Crime” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (19)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper mineiro Fabricio Soares, o FBC.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – O topo da nova música é da velha geração. Jards Macalé, João Donato e Caetano Veloso mandam no ranking

1 - cenatopo19

* Quando a gente fala da potência da CENA brasileira e suas novidades parece que estamos falando só de artistas novos. Não é bem assim, claro. Nossos artistas mais velhos estão sempre mostrando o quanto ainda têm a apresentar e principalmente o quanto é preciso prestar atenção no que eles estão dizendo, do alto de sua sabedoria. Essa enorme força está provada nos novos lançamentos de João Donato, Jards Macalé e Caetano Veloso. Trabalhos de músicas inéditas, sobre o hoje. Fortes e presentes.

E, enquanto escrevíamos este Top 50, veio a notícia do falecimento do músico Letieres Leite, um dos maiores. Arranjador e instrumentista, Letieres é fundador da Orkestra Rumpilezz e tem a mão em obras de Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Timbalada, Paulo Moura, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Naná Vasconcelos, Daniela Mercury, Olodum – a lista é enorme. Gigante. É dele uma importante lição sobre música brasileira trazida em uma faixa de Zé Manoel: “Toda música brasileira é afro-brasileira”. R.i.p.

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1 – João Donato e Jards Macalé – “Côco Táxi” (Estreia)
Nus já na capa. E que capa. Jards e João. João e Jards. Juntos. Pela primeira vez. Em músicas inéditas, essa parceria de homens de diferentes gerações parece que sempre existiu. É uma sensação que bate de cara: “Jards e João? Escutei tudo”, como se já existissem vários álbuns da dupla. Tudo soa natural, belo e pronto por aqui. É a habilidade dos dois mestres. “Côco Táxi”, por exemplo, é um veículo cubano que ambos usaram em diferentes momentos da vida em visitas a Cuba. É a metáfora perfeita para o álbum.

2 – Caetano Veloso – “Não Vou Deixar” (Estreia)
Um beat de rap, modernoso, com interlúdio experimental e tudo. É assim que se apresenta “Não Vou Deixar”. O recado de Caetano aqui pode ter múltiplos alvos. Um Relacionamento? O Bolsonarismo? A gente entendeu que talvez o recado mesmo seja para o neoliberalismo e sua energia de querer derrubar toda a potência do Brasil. Essa vontade de ser norte-americano que existe por aí. Caetano acredita ao longo de “Meu Coco”, seu novo álbum, que a saída de salvação do mundo é brasileira. E isso vem da superação definitiva da tragédia da colonização, que ainda se reproduz na atualidade em forma da desigualdade e do racismo. Violências que impedem o Brasil de cumprir seu destino de salvar o mundo.

3 – Rabo de Galo, DJ Ubunto e Luedji Luna – “Me Abraça e Me Beija” (Estreia)
O duo Rabo de Galo (formado por Peu Araujo e Bruno Komodo) e o DJ Ubunto vai regrar o álbum “Atrás do Pôr do Sol” (1988) de Lazzo Matumbi, artista de Salvador e uma das vozes mais importantes da cidade. O primeiro single deste trabalho traz duas regravações de oito, tem a clássica “Me Abraça e Me Beija”, com participação de Luedji Luna no voz. A ideia de retrabalhar um álbum quase perdido na história da música brasileira, ausente no Spotify, por exemplo, tem essa missão de resolver essa injustiça. Vamos escutar “Atrás do Por do Sol”?

4 – Stefanie e Gigante no Mic – “Coroa de Flores” (Estreia)
Rapper de longa estrada, ainda que com trabalho solo recente, Stefanie chega muito bem ao lado do companheiro em uma homenagem as vítimas da Covid. Ambos tiveram perdas pessoais na pandemia e a música fala disso, mas também fala das perdas de todos. Na segunda metade, quando o beat fica mais pesado, o recado passa a ser aos que ainda estão por aqui e que estão dando bobeira, um alerta sobre.

5 – Vandal – “BALAH IH FOGOH” (Estreia)
Das mais conhecidas do rapper de Salvador, “BALAH IH FOGOH” ganhou até uma releitura pesada na mão do BaianaSystem. Ainda há novas rimas de Djonga, além do próprio Vandal acelerando o flow original na sua parte. “Só quero minha moeda, nada deles.” Aliás, Vandal acabou de soltar uma nova mixtape que merece sua atenção. Se liga.

6 – Pluma – “Transbordar” (Estreia)
A banda paulista Pluma segue produzindo músicas deliciosas em clima meio pop, meio quase jazz e experimental. “Transbordar”, por exemplo, chega a “travar” a ponto de deixar você noiado se é o seu computador que está com algum problema. Quem diria que um TCC, motivo que uniu a banda, daria tão certo.

7 – Chapéu de Palha – “Domingo” (Estreia)
O duo Giovanna Póvoas e Helder Cruz, de Manaus, faz um pop delicado e bonito. Daquele que tenta te tirar do agito e da loucura e te colocar num lugar bom, como um bom “Domingo”.

8 – Francisco, El Hombre – “Loucura” (Estreia)
“A melhor cura é uma boa loucura”, canta a banda na abertura de seu novo álbum, “Casa Francisco”. “Loucura” é sobre ter coragem de se arriscar, de se jogar no mundo. É a única forma de ver se a gente consegue fazer o que sonha. Não é um processo sem dor, às vezes alguém tem que te dar um empurrão, te assusta e aí você descobre que é capaz de ser melhor, de ser o que é.

9 – Johnny Hooker – “Amante de Alguel” (Estreia)
Sabe aquele brega que nasce com cara de clássico? Johnny consegue isso com seu novo single, “Amante de Aluguel”, que é daquelas que na primeira repetição você já saí cantando. Que poder.

10 – Don L – “Na Batida da Procura Perfeita” (1)
Tem um verso antigo do Don L que avisa: “Faz da vida um filme próprio, não um filme antigo”. Fazer o próprio filme é uma tarefa árdua. Se você tentar terá sorte se só te chamarem de maluco. Simbólico que “Você não queria um filme diferente?” seja a frase que abre sua nova música, esta aqui. No filme próprio que constrói, Don começa a dar conta de que perceber o que há de errado no mundo é bem diferente de mudar o que há de errado no mundo. Nessa distância entre reflexão e ação cabe um milhão de coisas. E nesse caminho Don já topou com as contradições (“Eu sou comunista e curto carros”), com o cansaço (“Uma luta contra o mundo/ Pra fazer parte do mundo que cê luta contra”), o tema da vez é a procura pelo que se quer de fato. Ou uma redefinição de metas e objetivos. Ricos? Imagina a gente livre, ele pondera. Temos aqui uma música que toca na questão da terra como luta primordial ao lembrar o mito guarani da busca por uma terra sem males (“Yvy Marã”). A senha é a palavra “busca”. E mais: mal não é algo abstrato, mas engloba criações dos homens brancos que massacraram a população indígena. A invenção da propriedade privada é um desses males, para ficar em um só problema. Sonhar por um filme diferente é parte essencial de conseguir armar esse filme diferente. E é uma questão que escapa ainda para muita gente, que tem deixado de sonhar, como se no máximo desse para dar uma melhorada em um roteiro ruim. Cadê nossa criatividade? E se tá ruim, massa, todo mundo entendeu, mas que filme diferente é esse? Don deu sua sugestão.

11 – Céu – “Chega Mais” (2)
12 – Alice Caymmi – “Serpente” (3)
13 – Juçara Marçal – “Ladra” (4)
14 – Criolo – “Cleane” (5)
15 – Coruja Bc1 e Salgadinho – “Bolhas” (6)
16 – Sant – “Prantos” (7)
17 – Francisco, El Hombre – “Solo Muere El Que Se Olvida” (8)
18 – Marina Sena – “Pelejei” (9)
19 – Felipe S – “Violento Monumento” (10)
20 – Terno Rei e Samuel Rosa – “Resposta” (11)
21 – Taxidermia – “Lava” (12)
22 – The Baggios – “Barra Pesada” (13)
23 – Tagore – “Maya” (17)
24 – Caetano Veloso – “Anjos Tronchos” (18)
25 – Marissol Mwaba – “Marte” (19)
26 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (20)
27 – Liniker – “Mel” (21)
28 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (24)
29 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Fora do Meu Quarto” (25)
30 – Rei Lacoste – “Tutorial de Como Ser Amador” (26)
31 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (27)
32 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (28)
33 – Majur – Ogunté (29)
34 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (30)
35 – GIO – “Sangue Negro” (33)
36 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (34)
37 – Rodrigo Amarante – “Maré” (35)
38 – Amaro Freitas – “Sankofa” (36)
39 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (37)
40 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (38)
41 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (39)
42 – Jadsa – “Mergulho” (40)
43 – FEBEM – “Crime” (41)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (19)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a dupla João Donato e Jards Macalé.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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CENA – Stefanie lança rap em homenagem as vítimas da Covid

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* A rapper Stefanie, de Santo André, com longa tradição no hip hop brasileiro, tendo feito parte do grupo Simples ao lado de nomes como Kamau e DJ Will, segue construindo sua recente carreira solo single a single.

A música “Coroa de Flores”, com participação especial de Gigante no Mic, é seu mais novo trabalho. A faixa nasceu a partir da história de luto do casal durante a pandemia. Stefanie perdeu seu mentor no hip hop para a covid. Enézimo (Eneas Carvalho) foi vitimado pela doença em dezembro de 2020. Gigante no Mic também perdeu, nesse mesmo período, o pai e a avó.

Essa dor, multiplicada pelo calvário de um país que também vem passando pelo mesmo sofrimento, gerou a reflexão de ambos sobre vida e partida em forma de música. A perda é assimilada na primeira metade do single, que tem um beat suave, mas a segunda parte pesa a mão e trata do que fazemos enquanto estamos aqui, a famosa orelhada em quem está vacilando por aí.

O lançamento do single, que tem produção de Grou e Nave, vem acompanhado de um vídeo gravado no Jardim Botânico com participação dos MCs Arnaldo Tifú e Insan Diego, compadres da dupla.

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