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Gorillaz vem a SP e Rio para festival novo. E traz Kooks e Two Door Cinema Club com ele

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* A incrível banda-cartoon Gorillaz vai se apresentar no Rio e em São Paulo em maio de 2022, encabeçando um novo festival chamado MITA, sigla para “Music Is the Answer”. O evento acontece nos dias 14 e 15/5 no Spark Arena, na Vila Leopoldina, e no final de semana seguinte, 21 e 22/5, no Jockey Clube carioca.

Gorillaz puxa um triunvirato britânico que inclui as bandas indie-pop Kooks e Two Door Cinema Club. O produtor e multiinstrumentista Tom Misch transforma esse trio num quarteto inglês do line up do MITA, que ainda tem o hoje grande trio eletrônico Rufus do Sol e um grande elenco brasileiro encabeçado por Gilberto Gil e Marcelo D2.

Outros nomes brasileiros de destaque são Liniker, Jão, Marcos Valle & Azymuth e Black Alien. As atrações nacionais não necessariamente são as mesmas em SP e Rio. Abaixo, a escalação completa:

São Paulo – 14 de maio
Rüfüs du Sol
Tom Misch
Gilberto Gil In Concert
Luedji Luna
Marina Sena
Black Alien
Xênia França
Day convida Lucas Silveira

São Paulo – 15 de maio
Gorillaz
Two Door Cinema Club
Marcelo D2
Matuê
Liniker
Heavy Baile
Letrux
Coruja BC1 convida Larissa Luz

Rio de Janeiro – 21 de maio
Gorillaz
Two Door Cinema Club
The Kooks
Heavy Baile
Liniker
Black Alien
Xênia França
Coruja BC1 convida Larissa Luz

Rio de Janeiro – 22 de maio
Rüfüs du Sol
Tom Misch
Gilberto Gil In Concert
Jão
Marcelo D2
Marcos Valle & Azymuth
Letrux
Alice Caymmi convida Maria Luiza Jobim

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* Os ingressos para o festival MITA começam a ser vendidos em pré-venda amanhã, dia 24. em 1º de dezembro, é aberto ao público geral, via site do evento. A pista cheia custa R$ 700. Mais info no Instagram do MITA (@mita.festival) ou em seu TikTok (@mitafestival) e Twitter (@mitafestival).

O MITA é uma realização da carioca Bonus Track, do produtor Luiz Oscar Niemeyer, e da 30E paulistana.

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Pesquisador bota nas redes pôsteres criados para shows históricos de artistas brasileiros. De Cartola a Secos & Molhados. De Gil no exílio à Bossa Nova em NYC

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* A gente gosta muito deste tema: pôster de show. O diretor de arte publicitária Renan Valadares publicou em seu perfil no Twitter, o @renanvaladares, uma thread com seu trabalho de pesquisa de shows históricos envolvendo artistas e bandas famosas brasileiros, para imaginar seus pôsteres de divulgação.

De pôster do show do Cartola em 1978 até o do concerto de lançamento do lendário álbum “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos, em 1972, em Salvador (né?), passando por Secos & Molhados no Maracanã-74, com historinha de cada um deles, só tem coisa linda, marcante, que vira emblemática nas mãos do diretor.

E, acompanhando cada cartaz, a história do show que ele ilustra.

Dá uma olhada abaixo na pesquisa criativa do Renan em dez pôsteres. A thread não acabou e ele promete mais pôsteres, à medida que vão aparecendo. Renan inclusive tem recheado seu Instagram com esses cartazes raros.

1. Jorge Ben e Trio Mocotó no Japão. 1972
O Trio Mocotó era a banda do Jorge Ben em excursões internacionais. Neste, do Japão, a marca Phillips patrocinou e resolveu registrar em disco, lançando-o apenas só no Japão. Pensa o quanto esse álbum ao vivo é raro hoje.

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2. Bossa Nova no Carnegie Hall em NY. 1962
Com “Chega de Saudade”, de João Gilberto, bombando nos EUA, a gravadora Audio Fidelity pegou a nova safra de artistas tipo Tom Jobim, Sérgio Mendes e outros e a levou para um show temático “Bossa Nova” no Carnegie Hall, em NYC. O resto é história.

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3. Único registro ao vivo do Cartola. 1978
Cartola lançou seu primeiro disco em 1974, aos 66 anos. Quatro anos depois tem-se o que seria seu primeiro registro e único ao vivo, divulgado com o cartaz abaixo, segundo a pesquisa de Renan Valadares.

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4. Caetano e Gil no último show antes do exílio em Londres. 1969
Último show da dupla, no auge, antes de partir para fora do país, para fugir de ameaças da ditadura militar. O show acabou gravado e acabou virando um disco de áudio ruim, mas um grande documento histórico.

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5. Lançamento do LP Elis & Tom em São Paulo. 1974
A história desse show é maravilhosa. Em 1974, Elis Regina completou dez anos de gravadora, a Philips, e ganhou de presente “o disco que quisesse fazer”. Pediu Tom Jobim como parceiro e juntos foram gravar em Los Angeles, com banda. Tom odiou aquela “eletricidade” toda dos instrumentos, mas acabou convencido. Virou um disco histórico e que vendeu bem. O pôster é do lançamento dele em SP.

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6. João Gilberto, Caetano Veloso e Gal Gosta na TV Tupi. 1971
A convite de João Gilberto, Caetano, exilado em Londres, escapou para o Brasil para um show armado em especial para a TV Tupi. Esse do cartaz abaixo. O encontro de baianos rendeu 1h30 de programa e até renderia um álbum, mas João Gilberto, perfeccionista, não gostou da qualidade da gravação. E barrou. Recentemente, o pesquisador Pedro Fontes encontrou esse especial em fita K7, restaurou seu áudio e botou na internet (@marginal_men).

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7. Show de lançamento de “Acabou Chorare” dos Novos Baianos em Salvador. 1972
Considerado um dos principais discos brasileiros de todos os tempos, foi apresentado de surpresa em Salvador, de 1972, tornando pública ali a nova fase da banda, que havia inserido rock, bandolim etc em seu samba. Até aquela apresentação, ninguém tinha pista disso.

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8. Primeira vez que Tim Maia apresentou uma música da fase Racional. 1974
Foi na inauguração do Teatro Bandeirantes que Tim Maia marcou sua virada religiosa, vestindo branco em shows e entrando em seita, o que renderia naquele momento de sua carreira os famosos dois volumes dos álbuns “Racional”. Nesse show, registrado no pôster abaixo, foi a primeira vez que ele tocou uma música dessa época.

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9. Gilberto Gil & Gal Costa em Londres. 1971
Durante seu exílio, Gil marcou um show na Universidade de Londres. Gal Costa, em visita na cidade, embarcou junto na apresentação, que foi gravada sem que os dois soubessem. Cerca de 40 anos depois, o pesquisador Marcelo Fróes encontrou as fitas e as transformou em disco, lançado em 2014.

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10. Secos & Molhados lotando um Maracanãzinho. 1974
O surpreendente fenômeno da música brasileira, de visual espalhafatoso e com o rock como guia, lançou seu primeiro disco em 1993 e, de shows em lugares menores, acabou no ano seguinte fazendo uma temporada no Maracanãzinho, com 50 mil pessoas em média para vê-los a cada show. Um destes virou disco.

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Top 50 da CENA: O mesmo artista em primeiro e em segundo lugar? Hein, Criolo? Fora a volta de Jup do Bairro ao pódio e Yma e Ana Frango Elétrico mostrando 2021

1 - cenatopo19

* Este 2020 em seus finalmentes, mas quem disse que a CENA tira férias e nos deixa descansar? Que nada. Temos cinco novidades das boas na lista desta semana. E de nomes grandes, até. Criolo vem em dose dupla, Silva é seu parceiro em uma delas. Jup do Bairro relê um som intimista de Rico Dalasam, enquanto YMA e Ana Frango Elétrico dão as pistas do que pretendem para 2021.
E você? O que você pretende para 2021? Uma boa trilha sonora? A gente vai te ajudar com isso…

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1 – Criolo – “Sistema Obtuso” (Estreia)
Se a letra não dá um norte claro do tema, vá buscar no vídeo esse sentido. É o mundo acabando, literalmente. Caos geral. Criolo, que costuma acertar em seus recados (veja em “Menino Mimado” e “Boca de Lixo”), aqui como uma ajudinha do Tropkillaz, dá seu aviso.
2 – Silva e Criolo – “Soprou” (Estreia)
Após a porrada, a calmaria. Uma brisa leve. Um som relax onde Silva e Criolo quase que conversam com a música. Um som bom ainda para imaginar que se está indo para a praia neste ano de pouca praia.
3 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (Estreia)
Na revisão de seu primeiro EP, Rico Dalasam abre o espaço onde antes botava uma reflexão sua para que Jup do Bairro mande seu texto. “Existem corpos que nunca viverão o amor de forma horizontal/ Muito cruel, eu sei bem/ Mas talvez esse sentimento criado por vocês/ Não tenha sido para ser vivido em plenitude por todos”. Pá!
4 – YMA – “White Peacock” (Estreia)
Aqui no Top 50 a cena clássica de fim de ano é ver alguém se preparando para o próximo. É o caso da YMA em novo single maravilha, com direito a sax, lógico, e todo um clima de amadurecimento completo – voz, produção, letra. Vem discão em 2021? Achamos que sim.
5 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (Estreia)
 “Mulher Homem Bicho” conta com uma levada Marina Lima, para ouvir caminhando de máscara e em horário fora de pico na orla de Ipanema. Segundo single da Frango neste ano, a nova canção tem linhas como “Não se assuste comigo/ Sou mulher homem bicho/ Não vem que nao tem/ Sou bruxa e neném”. Parceria de Ana Frango com a grande Ava Rocha. 
6 – Edgar – “Também Quero Diversão” (1)

Lá vem o melhor disco do ano que vem. “Miga. Cansei de explicar que este país tá uma guerra e não uma festa, que entre um mundo e outro somos um portal…”. Repare. Edgar parece falar de um futuro distópico, uma ficção científica absurda inventada. Mas nada pode ser tão real como seu discurso musical. Cada linha de suas letras é de uma riqueza simples natural e absurda. E um tapa na cara. Na cara de quem tem que ser. “Toco um funk bem altoooo!”
7 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (2)
Se o assunto é um funk bem alto, solte aí o som do Marabu. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”, um álbum conceitual. Um disco que passeia por misturas do funk com outros ritmos durante uma longa noite lá no Jardim Ângela, quebrada de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.
8 – Luedji Luna – “Chororô” (6)
Resolvemos mudar de música, mas não tirar a cantora baiana do nosso top 10 dentro do Top 50, porque este disco dela… A gente diz aqui, um álbum que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Escolhemos “Choroô” como poderíamos ter pego qualquer outra. Aqui, repare, as coisas mais simples, como esta música, ficam lindas no jeito Luedji de ser. Que rica essa menina.
9 – Black Alien – “Chuck Berry” (3)
Ah, a força das rimas de Black Alien. Ou conhece alguém que aproveita mais os sons das palavras que esse homem? “Mais que o covid, foi o que eu vi de covarde.” A construção engenhosa de Gustavo se faz mais uma vez aqui. Um rap sobre o rock. Era só o que nos faltava. Não falta mais. Incrível.
10 – Hot e Oreia – “Domingo/Presença” (4)
Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Abdias do Nascimento, Leonardo da Vinci, Caetano Veloso, Nelson Ned, “Bacurau”. Tudo solto assim parecem pontos desconexos demais? Então, dá uma olhada no vídeo do Hot e Oreia para esta música e tudo fará sentido. Daquele jeitão Hot e Oreia de fazer sentido, lógico. Incrível 2.
11 – Sabotage e MC Hariel  – “Monstro Invisível” (5)
12 – The Baggios – “Mantrayam” (7)
13 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (8)
14 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (9)
15 – WillsBife, Don L – “Por Minha Conta” (10)
16 – Chuck Hipólitho – “Tem Cheiro de Espírito Adolescente” (11)
17 – Vovô Bebê – “Bolha” (12)
18 – Adriano Cintra – “Grow Apart” (13)
19 – Zé Manoel – “História Antiga” (14)
20 – Luana Flores – “Reza” (15)
21 – Anne Jezini – “Faz Escuro Mas Eu Canto” (16)
22 – Liniker – “Psiu” (17)
23 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (18)
24 – Tuyo – “Sonho da Lay” (19)
25 – Luna França – “Minha Cabeça” (24)
26 – Carabobina – “Pra Variar” (26)
27 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (27)
28 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (28)
29 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
30 – Rodrigo Alarcon – “Na Frente” (30)
31 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – BK – “Movimento” (33)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (40)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
42 – Don L – “Kelefeeling” (42)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
48 – Jhony MC – F.A.B. (48)
49 – Djonga – “Procuro Alguém (16)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é da cantora incrível Yma.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

TOP 50 da CENA: Edgar toca um funk bem alto e vai para o primeiro lugar. E chama toda a galera do funk. Por exemplo: o Marabu

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* Nosso primeiro lugar ordena: toca um funk bem alto. O segundo lugar respeita e manda uma ideia e tanto: um álbum de funk conceitual brilhante. E estamos comentando só o inicio de mais um Top 50 caprichado. Esta semana, especialmente, com muito rap de várias épocas e lugares. Que lindo isso!

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1 – Edgar – “Também Quero Diversão” (Estreia)
Lá vem o melhor disco do ano que vem. Edgar. “Miga. Cansei de explicar que este país tá uma guerra e não uma festa, que entre um mundo e outro somos um portal…”. Repare. Edgar parece falar de um futuro distópico, uma ficção científica absurda inventada. Mas nada pode ser tão real como seu discurso musical. Cada linha de suas letras é de uma riqueza simples natural e absurda. E um tapa na cara. Na cara de quem tem que ser. “Toco um funk bem altoooo!”
2 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (Estreia)
Se o assunto é um funk bem alto, solte aí o som do Marabu. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”, um álbum conceitual. Um disco que passeia por misturas do funk com outros ritmos durante uma longa noite lá no Jardim Ângela, quebrada de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.
3 – Black Alien – “Chuck Berry” (1)
Ah, a força das rimas de Black Alien. Ou conhece alguém que aproveita mais os sons das palavras que esse homem? “Mais que o covid, foi o que eu vi de covarde.” A construção engenhosa de Gustavo se faz mais uma vez aqui. Um rap sobre o rock. Era só o que nos faltava. Não falta mais. Incrível.
4 – Hot e Oreia – “Domingo/Presença” (2)
Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Abdias do Nascimento, Leonardo da Vinci, Caetano Veloso, Nelson Ned, “Bacurau”. Tudo solto assim parecem pontos desconexos demais? Então, dá uma olhada no novo vídeo do Hot e Oreia e tudo fará sentido. Daquele jeitão Hot e Oreia de fazer sentido, lógico. Incrível 2.
5 – Sabotage e MC Hariel  – “Monstro Invisível” (Inédita)
Tudo bem que os versos de Sabotagem não são inéditos no som produzido por DJ Kalfani com participação especial de MC Hariel, em mais um passo na reconexão firme do rap com o funk. Vale o resgate e o lembrete do poder imortal do poeta do Canão. Se o mundo segue igual, voltemos ao começo.
6 – Luedji Luna – “Chororô” (4)
Resolvemos mudar de música mas não tirar a cantora baiana do nosso top 10 dentro do Top 50, porque este disco dela… A gente diz aqui, um álbum que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Escolhemos “Choroô” como poderíamos ter pego qualquer outra. Aqui, repare, as coisas mais simples, como esta música, ficam lindas no jeito Luedji de ser. Que rica essa menina.
7 – The Baggios – “Mantrayam” (Estreia)
The Baggios em uma brisa mais psicodélica? Música longa, três partes, mudanças. Curtimos bem, hein. Mais um nome que já entra na categoria “vem álbum novo bom em 2021”.
8 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (3)
O fã de quadrinhos Emicida replicou a Marvel e mandou uma inédita nos pós-créditos de seu documentário “É Tudo Pra Ontem”, lançado pela Netflix. A faixa é uma reflexão a partir dos tempos de pandemia com Gil lendo um texto presente no livro de Aílton Krenak, “A Vida Não É Útil”, sobre o retorno do Criador à Terra em um passeio um tanto quando frustrante. Não saia antes de o filme acabar. Incrível.
9 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (Estreia)
Um dos homens que mais sabe tirar um som de guitarra neste país ataca de novo. Alguém já mandou este som para o Lulu Santos? Acho que ele vai curtir. Odair José?
10 – WillsBife, Don L – “Por Minha Conta” (Estreia)
Inédita do Don L. é inédita do Don L. Beat do Nave, é beat do Nave. E a produção do WillsBife é das boas. Vale reparar no álbum completo, que acabou de ganhar uma versão deluxe com todas as instrumentais e inéditas, esta inclusa.
11 – Chuck Hipolitho – “Tem Cheiro de Espírito Adolescente” (5)
12 – Vovô Bebê – “Bolha” (6)
13 – Adriano Cintra – “Grow Apart” (7)
14 – Zé Manoel – “História Antiga” (8)
15 – Luana Flores – “Reza” (9)
16 – Anne Jezini – “Faz Escuro Mas Eu Canto” (10)
17 – Liniker – “Psiu” (11)
18 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (12)
19 – Tuyo – “Sonho da Lay” (13)
20 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Pra Dois” (14)
21 – Rodrigo Alarcon – “Na Frente” (15)
22 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (17)
23 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (18)
24 – Luna França – “Minha Cabeça” (20)
25 – Silva – “Passou Passou” (22)
26 – Carabobina – “Pra Variar” (24)
27 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (25)
28 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (28)
29 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
30 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (30)
31 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – BK – “Movimento” (33)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (40)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
42 – Don L – “Kelefeeling” (42)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
48 – Jhony MC – F.A.B. (48)
49 – Djonga – “Procuro Alguém (16)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do duo mineiro de rap Hot e Oreia.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Bananada, de Goiânia, anuncia seu festival completo com Pabllo Vittar e Lee Ranaldo, com descontos e sem taxa de conveniência (por algumas horas)

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* Baianasystem, Rincon Sapiência, Carne Doce, Francisco El Hombre, Ava Rocha, DJ Marky, KL Jay e os chilenos Javiera Mena e Ganjas são alguns dos muitos nomes que comporão o sempre gigante elenco de bandas e artistas solo que fazem do festival Bananada, de Goiânia, um dos principais festivais indies do Brasil. E olha que temos agora vários e incríveis festivais…

Agora no final de tarde o festival, 20 anos neste ano, anunciou a escalação completa de seu final de semana. Além dos nomes acima, o Bananada 2018 vem ainda mais forte com Gilberto Gil e o show de 40 anos do álbum “Refavela”, a sensação Pabllo Vittar, o ex-Sonic Youth Lee Ranaldo, Nação Zumbi, Emicida, os onipresentes Boogarins, Holger, Molho Negro e muito mais.

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O Bananada, que acontece de 7 a 13 de maio e vai ocorrer em “seu grosso” no shopping Passeio das Águas. Mas, antes, o festival ainda tem uma programação de showcases durante a semana que antecede o festivalzão em si, a ser divulgada em breve.

E não é só. A partir das 19h desta terça, o evento goiano liberou ainda a venda de ingressos por dia, via Sympla. Não só o do passaporte inteiroAté a meia-noite de hoje, não será cobrada a taxa de conveniência na compra. Além disso, o Bananada oferece um cupom de desconto de 10% nos ingressos, via inbox do Facebook, para quem se cadastrar aqui.

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O line-up completo do final de semana do Bananada 2018 – 20 anos, fica assim:

– sexta-feira – 11/05
AVEEVA (GO)
NIELA (GO)
RØKR
ERMO (PORTUGAL)
VAMOZ
HOLGER
GIOVANI CIDREIRA
AS BAHIAS E COZINHA MINEIRA
JORGE CABELEIRA E O DIA EM TODOS SEREMOS INÚTEIS
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA

palco red bull music
BRUNA MENDEZ (GO)
MERIDIAN BROTHERS (COLOMBIA)
FRANCISCO EL HOMBRE
KL JAY
DJ MARKY

palco chilli beans
GILBERTO GIL REFAVELA
EMICIDA convida DRIK BARBOSA e CORUJA BC1

– sábado – 12/05
LUTRE (GO)
GORDURATRANS
EMA STONED
BRANDA (GO)
ORUÃ
IN CORP SANTICS (ARGENTINA)
KALOUV
NEGRO LEO
ANA MULLER

palco red bull music
AVA ROCHA
JAVIERA MENA (CHILE)
CARNE DOCE (GO)
RINCON SAPIÊNCIA
HEAVY BAILE

palco chilli beans
ÀTTØØXXÁ
PABLLO VITTAR part. ARETUZA LOVI

– domingo – 13/05
FRIEZA (GO)
BLASTFEMME
DEAFKIDS
CORONA KINGS
ADELAIDA (CHILE)
BRVNKS (GO)
VIOLINS (GO)
MOLHO NEGRO
HELLBENDERS (GO)
MENORES ATOS

palco red bull music
TRIZ
THE GANJAS (CHILE)
RIMAS E MELODIAS
LARISSA LUZ
BAIANASYSTEM

palco chilli beans
BOOGARINS (GO)
NAÇÃO ZUMBI

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