Em glass candy:

Se algo errado acontecer com o avião, modelos lindas e o lindo Glass Candy explicam o que fazer

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* Nem tem como este post não parecer um publipost, o que não é, mas, ok, qualquer que for a interpretação, o post merece. Eu estava devendo essa história desde uma das últimas viagens quando o vi pela primeira vez, mas me lembrei dela ontem, ao voar para a França. A Popload está em Paris a convite da companhia Air France. Tudo bem até aqui?

Daí que, em tempos de São Paulo Fashion Week, é demais o vídeo de procedimento de segurança que eles passam no vôo da empresa aérea francesa, no momento da decolagem. Aquele básico de como atar o cinto e onde estão as saídas de emergência.

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Vídeos de segurança aérea em caso de emergência geralmente são chatos e quem viaja bastante de avião não vê nunca. Ou porque não presta atenção uma vez que estão cansados de saber como assoprar o colete salva-vidas para caso de a nave ir parar na água. Ou então para não agourar, no caso de pessoas que não querem nem saber que aquele avião que elas estão voando precisar de procedimentos de emergência.

Várias companhias estão quebrando esses protocolos “sérios”, de uns anos para cá. Lembro um divertido vídeo do tipo da Delta, empresa americana, que passa as instruções obrigatórias com bom humor. Dois outros famosos que “alopram instrutivamente” para o caso de a p*rra do avião estar com problemas é a Virgin inglesa, com uma dancinha pop, e a Air New Zeland, inspirado na trilogia dos Hobbit.

Este da Air France traz na música sua campanha “France Is in the Air”, criada no ano passado (campanha e vídeo), uma adaptação de incrível canção (“Warm in the Winter”) da extracool banda americana electroindie Glass Candy, de Portland. No vídeo, modelos francesas parecem estar na passarela com roupas lindas e muito estilo enquanto explicam coisas como “é proibido fumar no banheiro do avião” ou “como botar as máscaras de oxigênio se elas caírem do painel em cima de seu assento”.

Dá uma olhada no que eu estou falando. E ao som do Glass Candy.


**** Para frisar, novamente, a Popload viaja a Europa a convite da companhia aérea Air France.

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Glass Candy e seu objeto bonitinho

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* Popload em Seattle. Perto de Portland.

E de Portland tem o delicioso Glass Candy, especialíssimo duo ítalo-disco comandado pela voz da nossa musa Ida No. Essa “Beautiful Object” já rola em coletâneas há um tempinho, mas agora, retrabalhada e com vídeo novo, deve estar no terceiro álbum que a dupla vem aprontando, a ser lançado “sometime in the future”.

Não tem como não amar o Glass Candy!

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New Order do paraíso. Chromatics faz cover angelical de "Ceremony"

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A armada electroindie Chromatics, que esses dias foi trilha sonora do grande desfile da Chanel na Semana de Moda em Paris, emprestou todo seu som cool para uma versão quase angelical de “Ceremony”, clássica faixa do New Order.

A gravação está em na mixtape “Black & White / A Mix For Autumn” lançada pelo Johnny Jewel, do próprio Chromatics, para homenagear o período de transição do outuno/inverno no hemisfério norte. Sério.

Com 14 faixas, a mix ainda tem sons de Kfratwerk e Nico, além de nomes não muito conhecidos na cena. A “Ceremony” by Chromatics tem a voz doce da Ruth Radelet e a Ida No – vocalista do Glass Candy – na guitarra. Ficou classe.

* Aqui a mixtape completa.

* Tracklist de “Black & White / A Mix For Autumn”
1. Lamuka (Johnny Jewel Edit) – Zazou Bikaye Cy1
2. The Fading Faces – Symmetry
3. Nuit – Xeno & Oaklander
4. The President is Gone – John Carpenter & Alan Howarth
5. Dans Mes Reves (Test Pressing) – Desire
6. One Night at the Raw Deal 12″ – Twisted Wires
7. Ceremony (16 Track Demo) – Chromatics Feat. Ida No On Lead Guitar
8. Stars and Houses (Feeling Without Touching 12″) – Glass Candy
9. It’s More Fun yo Compute (Symmetry Edit) – Kraftwerk
10. Home is in Your Head – His Name Is Alive
11. Alone in the Ring – Bill Conti
12. As We Could Ever – His Name Is Alive
13. Boy Girl – Blonde Redhead
14. Afraid – Nico

2012 está longe de acabar. The Cribs e Glass Candy em São Paulo agora em novembro

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* A notícia do Glass Candy nem é tão animadora, mas enfim. Vai que…

* A banda americana italodisco cool-as-fuck Glass Candy, de Portland, uma das principais do selo disco baleárico Italians Do It Better, vem ao Brasil no final do mês pela segunda vez. Mas os gritinhos cool da charmosa vocalista Ida No vão poder ser ouvidos apenas por quem for convidado para uma festa fechada de revista de moda, que acontece numa incrível casa de shows da cidade. O show seria dia 27 de novembro, mais provável. O Glass Candy, pelo que se sabe, não tem nenhum outra apresentação, aberta, marcada para a cidade. Duvido que…

* O espertíssimo grupo inglês de indie tosco The Cribs, dos irmãos Jarman (dois gêmeos), volta ao país para um show no Beco SP, dia 29 de novembro. O trio familiar, que se apresentou na mesma casa no ano passado e fez uma incrível e exclusiva Popload Session, toca por ação da Playbook, que faz shows por crowdfunding sempre ligados a marcas. Difícil não acontecer. O Cribs traz a São Paulo o show do disco “In the Belly of the Brazen Bull”, lançado neste ano. O disco chegou ao 9º lugar da parada de disco inglesa, quando saiu, em maio. Os ingressos para o Cribs no Beco SP estão à venda por R$ 70 (preço de inteira no primeiro lote). Mais info aqui.

Abaixo, vídeo do Glass Candy no último FYF, festival indie de Los Angeles que aconteceu em setembro e teve presença da Popload, e outro do Cribs, ao vivo, direto do estúdio deles na Inglaterra, em session especial para este blog.

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Popload em Los Angeles. O incrível Fuck Yeah Festival e a paixão por dois homens

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* “Foda-se o Coachella. Quem precisa ir até o meio do deserto quando dá para tocar num lugar desse aqui e dentro de Los Angeles”, disse o figuraça Father John Misty, nome fantasia de Joshua Tillman, antes de seu show no Fuck Yeah Festival (FYF), ontem, aqui na principal cidade da Califórnia.

Misty estava obviamente zoando, até porque o sol que ardia na cara dele (e no cocuruto da galera) quando ia fazer sua apresentação era digno do deserto onde acontece o megafestival citado. “Alguém sabe que horas é o show do Radiohead? É hoje que o Foo Fighters toca?”, continuou trolando o roqueiro, falando abóboras pré-show enquanto um trem do metrô passava ao lado do palco onde ele estava.

Mas tinha umas verdades embutidas no que Tillman tava falando. Num parque zoado nos “fundos” de Los Angeles, colado na região de Downtown onde quase ninguém vai, foi erguido o FYF, o festival organizado por um moleque que tem sido destaque há alguns dias na Popload. Você sabe a história.

Com as bandas principais sendo nomes como M83, Refused e The Faint, dá para ver o “caráter indie do indie” do FYF. O que não impediu de 30 mil pessoas/dia ocuparem o Historic Park, região disputada em dias normais por chineses e mexicanos. O que não impediu a Goldenvoice, a organizadora do gigantesco Coachella, de se juntar à organização do FYF. Como diz Father John Misty, quem precisa ir no meio do deserto quando tem sol forte e música indie das boas no meio de Los Angeles?

** OS SHOWS – Do punk no sol escaldante ao eletrônico viajante no frescor da noite, aconteceram muitos shows e DJ sets bons no FYF. O menino Paul Banks, do Interpol, vai surpreender muita gente com sua “nova banda” e um punhado de canções “rock” ainda darks, mas sem a execução dark de seu grupo famoso. Deu para entender? Banks quaaaaaaaase iria tocar em setembro no Brasil. Mas os planos dele foram mudados.
Voltando ao FYF, o Twin Shadow, no pouco que deu para eu ver ontem (umas cinco músicas), foi incrível.
Paguei uma dívida com o maravilhoso produtor eletrônico Nicolas Jarr. No Sónar, em Barcelona, deixei de ver a estreia do seu badalado live “diferente”, com um guitarrista e um saxofonista, para colar na apresentação da boneca Lana Del Rey. No FYF, o Jarr foi legal e tal. Mas senti que fiz a escolha certa ao optar pela Lana na Espanha.
O Tainlines, que tocou recentemente no Creators Project em São Paulo, outro que eu perdi por “força maior” na minha cidade, “doença na família” e coisa e tal, também paguei a mesma dívida. Agora sim. Esse foi maravilhoso. Temos um novo Cut Copy.
M83 fez, para o maior público do festival todo, no sábado, o que dele se espera: electropop para sonhar. Climão. Amei o show do Wild Nothing. Adoro me surpreender com bandas pequenas. Perdi o Beirut dessa vez. O Simian Mobile Disco e sua festança electro iluminada, vi uma parte e tava incrível. Glass Candy e Chromatics são apresentações indie-disco fofuras. Gostaria de tê-los na Popload Gig em breve (alô, produção!).

>>> Teve ainda os dois melhores shows do festival (na minha humilde opinião, claro). Não sou gay nem nada nessa linha, mas no FYF caí de amores por dois caras, em especial.

– Fucked Up – Não foi a primeira vez que vi a banda punk hardcore doida canadense ao vivo. Já tinha me alegrado muito com a tosquice juvenil deles em um desses Sxsw. Mas, na ocasião do festival do Texas, acho que de 2010, prestando mais atenção na forma que no conteúdo, não tinha percebido como as músicas do grupo são boas. Principalmente ao vivo. E eles não tinham ainda esse “David Comes to Life”, disco lançado no meio do ano passado, que eu adoro. A banda ao vivo se porta da seguinte maneira: o gordão careca vocalista, o gênio Damian Abraham, canta fora do palco, ali pendurado na cerca junto à galera. Nunca no palco, veja bem. Para vê-lo, você tem que chegar bem à frente. Ou olhar o telão, quando tem. No palco, na retaguarda de Abraham, fica uma galera incrível, bem boa e nova, formada por uma molecada integrante com nomes do tipo Concentration Camp, 10,000 Marbles etc. E uma baixista e backing vocal (às vezes) chamada Mustard Gas. Entre outros. Reparei em todos tocando. Todos bem bons. Mas Abraham brilha. A molecada, óbvio, pira com o som indie hardcore do Fucked Up e quer ir para perto do vocalista gordão, sem camisa, suado e peludo. Fazem o crowdsurf básico para chegar a Abraham, que os recebe com um abraço feliz e sincero. De tal modo que a galera não quer desgrudar do vocalista. E muitas vezes ele entrega o microfone para o público cantar junto com ele. Ali não tem “instinto hardcore” envolvido. Os abraços entre Abraham e seu público é de uma fofura sem tamanho. Isso porque, ali no palco, o coro sonoro está comendo no hardcore rápido e feroz. Demais.

– Father John Misty – Um dos melhores shows que eu vi num ano até bem movimentado de shows vistos. Como sempre a gente acha que o último é sempre o melhor, porque o entusiasmo atual ofusca um pouco os da memória, voto em Father John Misty. Aqui a pegada é rock-canção, tipo country, tipo folk. Bendita hora em que Joshua Tillman largou a bateria do Fleet Foxes para virar guitarrista e cantor sob essa nova alcunha. Como o Dave Grohl com o Nirvana, haha. Deixou de ser indie-hippie cabeludo e barbudo (faltava a bermuda) e virou “elegante”, na linha Chris IsaaK. Cool. O trabalho solo de Tillman não é novo, mas agora, com nova assinatura, parece que “firmou”. Father John Misty é figuraça no palco, dança meio que quebrando a espinha, como se estivesse sozinho no quarto e não diante de uma plateia. É contador de histórias nas músicas e em shows, daqueles que você não quer parar de ouvir nunca. Sua voz é incrível. As músicas, do excelente álbum “Fear Fun”, a estreia do FJM, lançado em junho, ficam ainda mais espetaculares ao vivo. Mais pesadas, mais altas no volume, com mais alma. Emocionantes. Mesmo no sol matador, com metrô passando ao fundo de cinco em cinco minutos. Talvez ainda mais por causa dessa situação toda. Repara no Misty, no vídeo. Sua banda hippie-nerd é absurda.

* A Popload está em Los Angeles a convite da Chilli Beans, patrocinadora do FYF (Fuck Yeah Festival), o maior festival pequeno do planeta.

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