Em glastonbury 2015:

Sobre o amor e a dor: o show completo do Father John Misty no Glastonbury

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O show foi há mais de 10 dias, mas caiu na net completinho só no último fim de semana.

J. Tillman, ele, melhor conhecido como Father John Misty, espécie de filho bastardo e calhorda do Leonard Cohen, resposta americana ao Jarvis Cocker, poeta indie moderno que fala e “sofre” de amor como poucos, tem se notabilizado cada vez mais pelas suas performances teatrais na turnê do disco novo, “I Love You, Honeybear”.

A apresentação em questão foi no gigante festival inglês Glastonbury, que teve mais de mil shows no fim do mês passado e FJM conseguiu estar entre os melhores e mais comentados, algo que até certo ponto era previsível.

Em show que durou quase uma hora, o cantor arrastou um grande público para o Park Stage, talvez o maior dos palcos alternativos do festival. Cantou, encantou, sofreu, se jogou na galera. Foi “daquele jeito”.

SETLIST
I Love You, Honeybear
Strange Encounter
True Affection
Only Son of the Ladiesman
When You’re Smiling and Astride Me
The Night Josh Tillman Came to Our Apt.
I’m Writing a Novel
Chateau Lobby #4 (in C for Two Virgins)
Bored in the USA
Nothing Good Ever Happens at the Goddamn Thirsty Crow
Hollywood Forever Cemetery Sings
The Ideal Husband

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A ressaca do Glastonbury…

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Após muita festa, farra, shows incríveis, Kanye West, milhares de barracas, centenas de apresentações artísticas e um público perto das 180 mil pessoas, a famosa Worty Farm, onde acontece o absurdo Glastonbury, ficou mais ou menos assim, em algumas das 38 fotos selecionadas pela versão UK do Buzzfeed.

Dylan Martinez / Reuters

David Hedges / SWNS

Adam Gray / SWNS

David Hedges / SWNS

Dylan Martinez / Reuters

SWNS

David Hedges / SWNS

David Hedges / SWNS

David Hedges / SWNS

David Hedges / SWNS

Adam Gray / SWNS

Adam Gray / SWNS

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Adam Gray / SWNS

Adam Gray / SWNS

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Adam Gray / SWNS

Oli Scarff / Getty Images

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Ian Gavan / Getty Images

Adam Gray / SWNS

Oli Scarff / Getty Images

Adam Gray / SWNS

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Glastonbury domingo, parte 2. The Who histórico. Alt-J nova banda grande

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O último dia do Glastonbury costuma ser o que possui mais shows, pelo simples fato de ser domingo. Em um apanhado geral do encontro entre o velho e o novo, entre o pequeno e o grande, o desconhecido e o famoso, duas bandas concentraram as atenções do público.

Em ritmo de fim de (uma gloriosa) carreira, na estrada comemorando 50 anos, o Who fez um show 5 estrelas para o Telegraph, que meteu logo no título: “Este é o jeito para se encerrar um festival”. O texto foi assinado por ninguém menos que Neil McCormick, veterano e conhecido jornalista por aquelas bandas.

“Aqui estamos nós outra vez”, disse o guitarrista Pete Townshend logo no início, como se aquela fosse a apresentação número 20 da banda no festival. Era apenas a de número 2. E talvez a última. Grupo que tem no currículo apresentações em festivais históricos como Woodstock e Isle of Wight tipo quatro ou cinco décadas atrás, o Who desfilou hits e deu uma aula de rock, algo que já era esperado.

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No contraponto do Who cinquentão, estava outra banda que não tem 5 anos de idade, mas que começa a traçar um carreira absurda. Vindo de Leeds, o Alt-J fez show tão intenso e hipnótico que as apostas para 2016 é de que a banda será uma das headliners. Eles, cada vez mais “frios” no palco (para o lado bom e para o lado ruim), definitivamente não param de crescer e fazer muita gente mudar de opinião, tipo um Blink 182.

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Paul Weller performs on the Pyramid stage at Worthy Farm in Somerset during the Glastonbury Festival

O veterano Paul Weller também fez show seguro e nostálgico, testando novas canções do disco “Saturns Pattern”. Dizem, teve quem ficou meio chateado por ele não tocar muitas velharias do seu finado The Jam. Ainda assim, um dos shows mais legais do dia.

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FKA Twigs

No embalo do discaço de estreia “EP1”, Fka Twigs fez show irregular. Essa é uma percepção geral. Apesar de sua bela voz e uma beleza incomum, a inglesa foi “acusada” de fazer um show um tanto pomposo, exagerado, cheio de arte, e que no fim das contas não encaixou tão bem para um festival como o Glastonbury. Ainda assim, a moça é talentosa.

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Atração do Popload Festival em setembro, o Belle & Sebastian passou no teste do disco novo, que tem uma pegada mais pista do que indie fofo. Mas não deixa de ser fofo. “Girls in Peacetime Want To Dance” já é um dos álbuns do ano e faz a trupe escocesa passear pelo mundo com músicas novas. No show do Glastonbury, o grande Stuart Murdoch até se jogou no meio da galera.

* A Popload acompanha virtualmente o Glasto 2015 com Alisson Guimarães, Isadora Almeida e Lúcio Ribeiro, na cola das Radio 1, Radio 6, XFM, Guardian, NME, BBC, twitter, facebook. Fotos da BBC e do NME.


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Glastonbury drops: o senhor Burt Bacharach e as gotas de chuva que caem na cabeça dele

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O Glastonbury é demais, né? Festival que junta o Dalai Lama e o Slaves, o Motorhead e a Courtney Barnett, traz as coisas mais novas da música e a mais velha também, como essa histórica interpretação da histórica “Raindrops Keep Fallin’ on My Head”, seis Grammys e três Oscar. Ele, inteiraço aos 87 anos, faz o Mick Jagger, 71, parecer um bebê do rock.

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O sr. Burt Bacharach mal conseguia cantar, tadinho. A voz quase não saía. Mas ele não afinou em nenhum momento, sentado em seu piano.

Sucesso no sentido pleno da palavra, “Raindrops Keep Fallin’ on My Head” ganhou o mundo em 1969, quando apareceu no filme “Butch Cassidy and the Sundance Kid”, para o qual foi feita e cantada por BJ Thomas. Levantou o Oscar de Canção Original, por esse filme.

E, no sábado, simplesmente ganhou eco no Glastonbury. No ano 2015, vale frisar. Emocionante.

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Glastonbury sábado, parte 1: Father John Misty, Young Fathers, Slaves, Courtney Barnett

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Primeira parte da cobertura de sábado do Glastonbury 2015. A loucura continuará hoje. Ontem teve até sol como atração, que resolveu aparecer e secar um pouco da lama na fazenda.

No The Other Stage rolou o show do Young Fathers, das coisas mais legais que aparecerem nos últimos anos na música britânica. O trio escocês vencedor do Mercury Prize do ano passado já lançou outro álbum, esse ano “White Men Are Black Men Too” (nome de álbum mais gênio do ano). “Rain or Shine” uma das músicas mais pedradas, sente o peso.


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Continuando com “peso”, nossos queridíssimos meninos do Slaves fizeram aquele show esperto e energético que aqui já falamos vááááárias vezes. LAURIEEE E ISAACCC! Mostra como é que se faz a galera ficar enlouquecida, pular e cantar junto.

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1 - courtney barnett

A Courtney Barnett tocou hoje no “mágico” Pyramid Stage, está bom para você? Arrancando elogios de crítica e público. Depois fez outra apresentação num dos palcos pequenos espalhados pela fazenda. Olha que coisinha ela com a bota cheia de lama <3. Tem uma história que a BBC não filmou nada do show dela. Como assim? ****

3 - father john misty 2

No Park Stage uma das apresentação mais teatrais é claro que ficaria por conta de J. Tillman, mais conhecido por Father John Misty. Performer do ano, dos últimos anos. “Mesmerizing”, foi a palavra que eu mais encontrei para descrever o show dele. Olha que coisa linda a performance deste cavaleiro romântico do indie para a música “Chateau Lobby #4”. Bastard:


* A Popload acompanha virtualmente o Glasto 2015 com Alisson Guimarães, Isadora Almeida e Lúcio Ribeiro, na cola das Radio 1, Radio 6, XFM, Guardian, NME, BBC, twitter, facebook. Fotos da BBC e do NME.

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