Em glastonbury:

Sério, o Glastonbury ainda não acabou! Uma lista de shows completos para curtir no feriadão, incluindo Tame Impala, IDLES, Killers, Liam e mais

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Foto: NME

Foto: NME

Realizado há pouco mais de uma semana, o Glastonbury ainda não acabou. Tudo isso graças aos atuantes fãs de música que, aos poucos, estão postando por aí em vídeo os shows completos do festival, que a BBC faz questão de bloquear a exibição para fora do Reino Unido. Pois bem. A internet também está aí para isso.

Garimpando aqui e ali, encontramos os shows completinhos de nomes como Tame Impala, The Killers, Liam Gallagher, Interpol, The Chemical Brothers, IDLES, Vampire Weekend e até do set secreto do Foals.

Tudo isso pode ser visto abaixo, para embalar o feriadão.


VAMPIRE WEEKEND

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LIAM GALLAGHER

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FOALS

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TAME IMPALA

INTERPOL

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IDLES

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TWO DOOR CINEMA CLUB

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THE KILLERS

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THE CHEMICAL BROTHERS

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Tame Impala, Fontaines D.C., Foals, Little Simz, Vampire Weekend, Fat White Family… Confira 40 vídeos do Glastonbury, em HD e em alto e bom som

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Uma das grandes pendengas de festivais grandes é justamente o fato deles serem grandes. Em se tratando do Glastonbury, fica praticamente impossível assistir 10% das bandas que a gente quer. Bate um cansaço só de olhar o line-up, os horários e a distribuição dos cinco mil shows nos novecentos palcos espalhados por uma fazenda interminável.

Até para separar vídeos das atrações é uma tarefa um tanto longuinha. E o mais gozado é que, ao passo que vai se procurando, você se depara com uma banda que tocou no Glastonbury e nem sabia. Rolou muito isso aqui. Haha.

Depois de alguns posts com recortes especiais entre as diversas ocasiões especiais oferecidas pelo festival inglês, a Popload separou 40 vídeos de shows que rolaram no Glastonbury no último final de semana como uma forma resumida (bem resumida) de descrição do quão colossal o evento é.

Para quem não está tão na pilha de ver 40 vídeos, o primeiro é justamente um compilado de 3 minutos e pouco de tudo (claro que não) o que rolou. Mas dá para tirar um tempinho e conferir em vídeos profissionais e incríveis da BBC algumas performances de nomes como Tame Impala, Foals, Little Simz (!), Vampire Weekend, Fontaines D.C., The Chemical Brothers, Fat White Family, Sharon Van Etten e grande elenco.

Só não tem o The Cure, que não liberou a divulgação de imagens do seu show por parte da BBC (ao menos ainda). Em protesto, também não vamos colocar vídeos da galera. Ok, Sr. Robert?




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Um momento marcante do Glasto 2019 (parte 3): ex-jogadora do Arsenal, a cantora, produtora e baterista Georgia sai do Glastonbury como a grande aposta da música inglesa

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Foto: Louise Mason

Foto: Louise Mason

Era sexta-feira, 28 de junho, 2 da tarde, quando uma mulher, baterista, subiu no palco Park para fazer um dos shows sensações do Glastonbury 2019. O nome da moça é Georgia Barnes, ou, simplesmente, Georgia.

Além de baterista, Georgia também canta e é produtora. Surgiu na região norte de Londres há mais ou menos quatro anos com seu disco de estreia homônimo, depois de fracassar, veja bem, no FUTEBOL. Georgia foi atleta do Arsenal, famoso time inglês, mas trocou a bola pela bateria (que ela toca em pé, regendo o público com suas baquetas).

O show, dizem, é dos mais cheios de energia no indie hoje. Com canções sólidas e que nos levam facilmente para os anos 80, Georgia, horas depois de seu show, dividiu palco com o Hot Chip e vem sendo considerada como “the next big thing” no Reino Unido.

Com contrato assinado com a cool Domino Records, Georgia é dona de uma das músicas mais tocadas no ano na Inglaterra, “About Work The Dancefloor”, considerada uma das músicas do verão europeu.

Atração de diversos festivais nas próximas semanas, ela tem só um show solo marcado para Londres, no clubinho Scala, em novembro, com ingressos custando apenas £13.50. A essa altura, já devem ter se esgotado.

Olho na menina. E repara a galera cantando cada palavrinha de “About Work The Dancefloor”.

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Stopped my life, it’s momentary. Hot Chip bota a galera para dançar no Glastonbury com uma nova e outra velhinha. Em novembro, você já sabe…

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Atração imperdível do todo imperdível Popload Festival, o Hot Chip ativou seu modo clubinho a céu aberto no último final de semana no Glastonbury, onde mostrou para a galera o show do novo disco “A Bath Full Of Ecstasy”, que foi lançado não tem duas semanas.

Da apresentação da banda indie-dance, foram parar na internet com qualidade joia os vídeos para a nova “Hungry Child”, uma das canções mais deliciosas do ano, e ainda o superhit “Over and Over”, som obrigatório de 10 em cada 10 festais indies em qualquer canto do mundo.

“Hungry Child” conta com a participação da cantora Georgia, que vai ganhar um post dedicado só pra ela muito em breve.

Se você não foi ao Glastonbury, que é o nosso caso por aqui, você pode ver o Hot Chip de pertinho dia 15 de novembro, feriadão de sexta-feira, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

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Billie Eilish, 17 aninhos e só com um disco nas costas, arrasta multidão em show histórico no Glastonbury. Headliner em breve?

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Foto: Grant Pollard/Invision/AP/Shutte

Foto: Grant Pollard/Invision/AP/Shutte

O domingo do Glastonbury apresentou gente das antigas na programação de shows em seus palcos principais. O dia fechado pelo The Cure teve nomes como Mavis Staples e Kylie Minogue, por exemplo, na arena principal. Não muito longe dali, algo estava acontecendo.

O mundo pop tem estado de olho em Billie Eilish, maior fenômeno do pop em 2019, que está na estrada com seu disco de estreia, tocando em grandes festivais e grandes arenas. Para uma menina de 17 anos, isso é muita coisa.

Não o bastante e tamanho o hype, Billie debutou no Glastonbury logo no Other Stage, um dos principais e mais legais palcos do festival inglês, e causou comoção geral em um público que, literalmente, ia de 7 a 70, segundo relatos.

O mais engraçado é dar uma zapeada online nos canais ingleses que cobriram o evento e consequentemente o show da Eilish. A NME não hesitou em meter nota 5/5 para a apresentação da norte-americana. O jornalista Thomas Smith não teve pudor em meter logo no título que quem perdeu o show histórico dela, fez uma escolha bem errada. A frase original soa melhor: “If you missed Billie Eilish’s once-in-a-generation Glasto show, you fucked up big time”.

No texto, Thomas faz um histórico recente de revelações do pop que estiveram no Glastonbury “no momento certo” da ascensão e listou Lady Gaga em 2009, no mesmo Other Stage, e ainda Adele, que fez um set acústico em 2007 e reapareceu uma década depois para ser headliner.

Foto: Andy Hughes

Foto: Andy Hughes

O “momento certo” de Billie Eilish foi absurdo do jeito que tudo na vida da garota tem sido. Ela foi escalada para tocar no fim de tarde, praticamente no mesmo horário de Miley Cyrus, outra estrela pop e já consolidada na cena há tempos. O que rolou, para o espanto de muitos, foi um empate: cerca de 40 mil pessoas em cada shows. Veja bem: estamos falando de uma menina de 17 anos, com um disco só na carreira, que subiu ao palco vestida com uma roupa que mais parecia um pijama de adolescente (ela diz que veste um número bem maior para que ninguém julgue seu corpo), ao lado do irmão compositor tocando teclado, e com imagens um tanto quanto perturbadoras no telão. Isso sob um sol de rachar.

Talvez por isso (outra review), a jornalista Anna Leszkiewicz – que deu 4/5 no Independent – tenha resumido bem o show de pouco mais de uma hora de duração em uma frase simples: “o carisma sombrio e irônico de Eilish que permeia o álbum é bem traduzido ao vivo”.

Não bastasse a intensidade da apresentação, Billie deu um pequeno puxão de orelha nos fãs e pediu para que fizessem menos registros nos celulares e “vivessem mais aquele momento”. Sem querer, o discurso dela foi de encontro ao do jornalista da NME sobre tratar a apresentação como “momento único”. Lembra? “If you missed Billie Eilish’s once-in-a-generation Glasto show, you fucked up big time”…

O público cantando cada palavra de “bury a friend” parece endossar o discurso da mídia inglesa.

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