Em glue trip:

CENA – A boa onda do Glue Trip passa por SP no domingo. Show é no Z. E com o JP

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* SP, Z, JP.

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No domingo mais movimentado do ano em São Paulo, aparentemente, guarde sua energia para o programa mais alto astral da data, que vai rolar das 18h às 22h no clube Z, no Largo da Batata, a região mais agitada da cidade hoje. (Ok, aqui não vamos contar com a festa do Palmeiras, que também promete ter o astral elevado. Só para não misturarmos assuntos.)

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O Glue Trip, banda de psicodelia paraibana (toma essa, Tame Impala!), se apresenta na festa mensal CENA. O show, sempre bom deles, pode ser encarado como um outro lançamento em São Paulo do discaço “Sea at Night”, o segundo álbum do quarteto, que saiu em setembro e do qual já ouvi gente dizer que é tipo uma mistura praieira e malemolente de Daft Punk com Disclosure e Unknown Mortal Orchestra. Ok?

A abertura fica à cargo do músico mineiro JP Cardoso, com banda de notáveis no suporte, ameaçando tocar música nova inclusive.

Quem vamos?

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CENA – Exclusivo. Um dos álbuns do ano da música do Brasil. Ouça agora o novo do Glue Trip

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* Sai nesta sexta-feira o aguardado (pelo menos por nós, muito) “Sea at Night”, o segundo álbum da banda paraibana Glue Trip, psicodelia praiera direto de João Pessoa, uma coqueteleira de influências que vai do Tame Impala ao Daft Punk, do indie nacional ao indie inglês, da eletrônica dance do Disclosure à electromaneirice do Unknown Mortal Orchestra, sem perder as conexões nordestinas do Sol e calor com um dance urbano típico de São Paulo. Uma levadinha reggae aqui e ali, só alegria. Acolá, Um synth caminhando dark para colocar as coisas no chão. Que disco é este?

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“Sea at Night” são vários discos num disco só, várias psicodelias diferentes dentro da pluralidade psicodélica atual brasileira. Se o show da banda com o disco anterior, homônimo, de três anos atrás, já era uma delícia, não dá para esperar este novo álbum ser levado ao palco.

O segundo trabalho dos pessoenses tem nove músicas, todas em inglês, algo quase transgressor para o momento indie-MPB atual que vivemos, ou para uma formação da Paraíba, ou para alguém como o compositor, vocalista e guitarrista Lucas Moura, que diz ter ouvido muito Gilberto Gil entre o primeiro disco e este.

A gente já conhecia as bem boas “Time Lapses” e “Honey”, os primeiros singles deste “Sea at Night”, mas pérolas como “WAVES”, “Between Jupiter and Mars” e “The Future of Our Lives”, cada uma na sua pegada, completam a viagem que nos fazem colar na banda. A tal glue trip.

O Glue Trip é Lucas Moura (guitarra e voz), Felipe Lins (guitarra), Gabriel Araújo (baixo e voz), CH Malves (bateria e pad) e Rodolfo Salgueiro (teclado, sample e voz).

A banda já tem uma pequena turnê marcada para outubro, para lançar este “Sea at Night”. Começa 12/10 na Autêntica, em BH, passa pelo Rio com dois shows no Aparelho, dias 13 e 14, e cai em São Paulo, no dia 18, no CCSP, para dar uma desintoxicada catártica para quem viu o Nick Cave e os Bad Seeds quatro dias antes.

Confira então, aqui embaixo, o segundo disco do Glue Trip, lançado hoje de forma independente.

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* As fotos do Glue Trip que ilustram este post e a chamada da home da Popload são de Dani L.

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CENA – Em primeiro single do novo álbum, Glue Trip divaga sobre o tempo e a vida e pergunta: “Sabe o que é foda?”

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* Dona de um dos shows mais gostosos do indie brasileiro, na real acepção da palavra “gostoso”, a distinta banda paraibana de psicodelia-reggae ou reggae-psicodélico Glue Trip lança hoje em vídeo, via Popload, seu primeiro single do novo álbum. Muitas notícias boas numa só.

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A bacanaça “Time Lapses”, a primeira música inédita do Glue Trip em três anos, vai liderar o segundo disco do grupo de João Pessoa, chamado “Sea at Night”, que sai agora em 2018 mas ainda não tem data divulgada.

Num país de muitas psicodelias diferentes como o Brasil, que vêm respingando forte no indie nacional cada qual em sua região e característica, esta “Time Lapses” bota a tropicalidade nordestina dentro de uma vibe Tame Impala que é de matar de boa, com seu clima de viagem misturada a uma quase-preguiça deliciosa de estar estatelado na areia de uma praia, sob um Sol de fim de tarde, com o fone de ouvido bombando Glue Trip e seus vocais em inglês, vozes em delay.

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Outra palavra para definir a nova música da banda paraibana e para definir o som do Glue Trip como um todo é exatamente esta: “solar”.

“Time Lapses”, o vídeo, intercala espertamente imagens embasbacantes e um diálogo sobre a velhice e sobre sentido da vida, ou seja, sobre o tempo que passa. Foi gravado no ano passado em viagem de férias do quarteto para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, no Centro Oeste, aproveitando um pós-show do grupo no festival Picnik, em Brasília. O vídeo tem direção de Cicero Fraga e fotografia de Alan Schvarsberg.

E é bonito assim:

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CENA – Ao vivo da Paraíba, Glue Trip lança session para fechar um ciclo para abrir outro

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* Banda que fica espremida entre a psicodelia brasileiramente adaptada do sul e a influência malemolente do reggae do norte, a espertíssima Glue Trip, da Paraíba (PB), soltou dia destes uma session gravada ao vivo em um estúdio de João Pessoa, o Peixe-Boi.

São 18 minutos de três músicas do primeiro álbum da banda, “Glue Trip”, lançado em 2015 e que ainda rende bons shows para a banda.

1. New Place to Start (0:00)
2. Elbow Pain (6:12)
3. La Edad del Futuro (12:23)

O Glue Trip gravou há algumas semanas um vídeo novo, do primeiro single de seu próximo álbum, que sai no final do ano. O vídeo, que será lançado em outubro, teve como locação a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, rolê emendado da grande apresentação deles no Picnik Festival, em Brasília, no final de junho.

Essa session feita na Paraíba está também em áudio no Spotify da banda.

CENA – Picnik Festival, domingo, e o ensolarado Blank Tapes, a beatlemania em torno dO Terno, os ótimos shows de Glue Trip (PB) e Tagore (PE) e a nova e velha guarda brasiliense

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* Popload em Brasília. Acabou o picnik.

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* Se já não bastassem os muitos fatores que tornam o pequeno grande evento indie Picnik, de Brasília, um festival bem peculiar, pelo tanto de jeitos que dá para analisá-lo conforme listamos por aqui no post de ontem, esta edição que aconteceu no último final de semana foi também marcada pela interferência radiofônica. Explico.

O Picnik Festival 2017 aconteceu, desta vez, ao redor da Fonte da Torre de TV, no parque projetado pelo Burle Marx, no Eixão Monumental, a principal avenida de Brasília. Acontece que as ondas sonoras fortes do local faziam uma rádio sair dos PAs dos dois palcos do Picnik, o principal e o menor, da “kombi da Lombra Records”, e ser ouvida no momento em que o som baixasse, uma música acabasse. O Picnik, tinha horas, parecia um longo programa de rádio, com bandas tocando ao vivo. Ou um canal de rádio tradicional sendo invadido por uma transmissão pirata. Sensacional.

Sobre os shows, algumas coisas a considerar. O Terno realmente está nosso Beatles indie, deu para constatar nesse show fora dos que eu vi em São Paulo. O público berra pela banda, invade o palco para selfies e abraços no momento em que eles estão ligando os instrumentos para tocar e não deixa mais o vocalista e guitarrista Tim Bernardes em paz. Um ou dois seguranças precisam ser destacados para acompanhar os caras do palco para o camarim. Vai vendo.

Que apresentação noise-psicodélica, ora psicodélica-noise (entende?) do grupo recifense Tagore, cheio de raiva e ao mesmo tempo cheio de alegria de tocar. Tem algo de eletrônico ainda por cima, nessa mistura Alceu Valença-Tame Impala que a banda leva a seu show cheio de sotaque. O grupo, acho que hoje morando mesmo em São Paulo, se autodenomina dono de um som “pop épico”. Não vejo por que discordar.

Nunca tinha visto ao vivo, só escutado aqui e ali, a banda de um certo indie-reggae-bossa cheio de influências vindas de cima para baixo Glue Trip, da Paraíba. Em cima do palco, como se viu no Picnik, o quarteto acelera algumas músicas, bota peso em tudo, te tira do lugar. Estão para lançar o segundo disco. Olho neles.

Banda de psicodelia californiana sabe bem do que se trata a, bem, psicodelia californiana. Então foi prazeroso do primeiro ao último acorde o show do Blank Tapes, a atração internacional do Picnik. Viagem, barulho, solos de guitarra e virtuose vocal em músicas comuns. Altamente conectada com a psicodelia indie brasileira atual, de Recife a Caxias do Sul.

Grupo bastante recomendado para altas conexões com o público de qualquer festival indie que se preze, principalmente os realizados sob uma tenda de circo, o multifacetado Mustache e os Apaches, de São Paulo, da parte que pude ver, fez o que dele se espera: um show movimentado, em cima e fora do palco, meio rock, meio MPB, meio cigano, que é difícil seguir com um olhar fixo. Porque não é um show comum de uma banda comum.

Do atual bom celeiro do Gama, nova geração indie brotando na periferia, o primeiro brasiliense a abrir o dia foi o trio Supervibe, que tem uma baterista mulher, algo fortemente a destacar na CENA nacional atual. Da escola Tame Imp… Boogarins de psicodelia aplicada a referências diversas, no caso indie rock e um pouco de shoegaze envolvidos, o grupo mostrou-se firme nos caminhos sonoros que quer percorrer, pela aparente pouca idade que tem. A noite de domingo, e consequentemente o festival, foi fechada com uma apresentação algo rara hoje em dia da banda local Cassino Supernova. Foi um show-homenagem. O grupo recentemente perdeu seu baixista, o Pedro Souto, que foi nessa incrivelmente cedo e de modo repentino. Mas não perdeu a mão na porrada sessentista, setentista e demais “istas” em seu show movimentado. O Picnik acabou emotivo e em casa.

Para citar a última das muitas marcas “diferentes” do Picnik Festival, vale ressaltar a ótima discotecagem do palco principal do evento, no entre bandas, que foi responsabilidade do casal produtor do festival, o Miguel Galvão (The Miguelitos) e a Julia Hormann, que entre uma soltada de música e outra acionavam os fones-escuta de rádio para resolver algum problema administrativo do evento.

Alguns vídeos e fotos do domingo do festival brasiliense.

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Duas imagens da representação brasiliense no Picnik: acima, os meninos do Supervibe, do Gama, que abriram o domingo do festival; abaixo, a banda conhecida Cassino Supernova, que encerrou o evento com um show para seu saudoso baixista

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Dois momentos brasilienses, mas diferentes, do Picnik: acima, uma garotinha local, portanto uma guitarra de brinquedo, invade o palco para “tocar” com a ótima banda paraibana Glue Trip; abaixo, o jornalista Alexandre Matias, de Brasília mas agitando várias em SP há anos, em sua tradicional filmada de canto de show, no caso o da banda americana Blank Tapes

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Acima, o Mustache e Seus Apaches, de SP, momentos antes de aprontar no palco do Picnik; abaixo, o grupo brasiliense Cassino Supernova em ação

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