Em Goiânia:

CENA – Banda mineira Lupe de Lupe “disstrata” a cena goiana no novo single chamado… “Goiânia”

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* Está causando uma certa correria no Twitter desde ontem a música “Goiânia”, primeiro single do próximo álbum da banda mineira Lupe de Lupe, de Vitor Brauer. O disco, o quarto do grupo indie-noise, às vezes experimental, outras pós-punk, de BH, vai se chamar “Trator” e sai em maio pela ação conjunta do interessante coletivo Geração Perdida de Minas Gerais e da paulistana Balaclava Records.

Para bom entendedor, “Goiânia” é uma “diss track”, faixa de um artista falando mal de outro. No caso uma banda mineira espinafrando, veladamente ou não, uma das cenas independentes mais movimentadas do Brasil, a da capital de Goiás.

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A letra é pesada e versa dentro da cultura do cancelamento irrestrito ou da questão da “passada de pano”. Seja dando nomes aos bois, tipo o do polêmico jogador de futebol e político Tulio Maravilha, ou não entregando o que se sabe ou acredita saber, como a da “garota de 50 quilos” que foi ameaçada. Cita os sertanejos e o festival Bananada.

A música em si é boa. Começa indie tipo Cake, com um fundo repetitivo de guitarra para servir de cama ao discurso da letra, e perto do fim, em clímax, crescendo, vira um harcore de tom mais denunciador desta perspectiva MG vs. GO clara/não clara). Assim a posição contrária a Goiânia vira tipo um dedo na cara.

“Goiânia”, de Lupe de Lupe, está aqui abaixo, com a letra enorme toda, seguindo o vídeo. Salvo engano, é a primeira vez que alguém da CENA escreve sobre a CENA, ainda que para se indispor, desde o hit indie paulistano “Alguém Aí”, do misterioso grupo Ponto Chic, lá nos anos 2000. Só que este último ia pelo caminho da ironia. A Lupe de Lupe, nada misteriosa, vai ao ataque direto, mesmo que com indiretas.

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GOIÂNIA – CARNE DOCE NA CAMA

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Carne Doce na Cama – Jantar dia dos Namorados
Data: 12 de junho às 20:00
Line Up: Carne Doce (acústico)
Local: Shiva alt-bar – Alameda das Rosas – Rua R-18, nº 1371, Setor Oeste – Goiânia/GO
Ingressos: R$210,00 – R$250,00
Link: https://www.facebook.com/events/824978324369958/

CARNEDOCE

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GOIÂNIA: TEST SP, DEAF KIDS E FRIEZA

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TESTGOIANIA
Goiânia
TEST SP, DEAF KIDS SP/RJ e Frieza
Data: 12 de março às 19:00
Line Up: Test, Deaf Kids e Frieza
Local: Complexo Estúdio & Pub – Rua 7, 489, sala 1, Centro – Goiânia/GO
Ingressos: R$15,00
Informações

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CENA – Bananada 6 de 7 – Liniker, Mutantes, Carne Doce, JP, Terno Rei…

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* Popload em Goiânia. Bananada 2017 teve quase 11 mil pessoas no sábado. Para ver…

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Sexto dia do Bananada geral, segundo dia do Bananada “grandão”, este realizado de novo no enorme Centro Cultural Oscar Niemeyer, cenário bonito, noite bonita, shows bonitos, só alegria.

De um lado do ringue, os indies. JP Cardoso, Luiza Lian, os meninos da balada brasiliense Criolina, Tagore, nos palcos menores, de frente para o outro. Do outro lado, os estabelecidos Mutantes, Maria Gadú e, vá lá, a bombada Liniker se revezando nos dois palcões do Bananada, recebendo a “visita” de Carne Doce, Terno Rei, Aeromoças e Tenistas Russas, entre outros.

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Do que a Popload viu, “because I was there for the opening bands”, o JP Cardoso, de Belo Horizonte, foi incrível. Energia “teen spirit” pura. Guitarras tão bagunçadas quanto boa, cozinha (baixo e bateria) correta. Uma canja maior de palco e com esse belo disco de estreia lançado, o rapaz deve subir e subir no indie nacional. O vídeo lá embaixo, de música quase-instrumental se não fosse uns berros vocais, não me deixa mentir. Acho.

Falha minha, nunca tinha visto a menina Luiza Lian ao vivo, show inteiro, bem assistido. No Bananada ela se apresentou possuída, acompanhada com um DJ e operador de botões. Possuída, mas não endemoniada. Lian parecia uma fada, principalmente cantando as músicas de seu mais recente disco, “Oyá Tempo”, recém-lançado. Disco-visual, explicando melhor. Show-visual, explicando melhor. Bem bom.

Eu sou cada vez mais fã do Terno Rei. Vi recentemente dois shows do quinteto paulistano e a percepção da leveza pesada de sua música (ou seria o contrário) só cresce, a cada apresentação. Acho engraçado o indie-MPB deles, no sentido de que a voz é bonita, as letras são em português e não parece nada MPB. A parte indie é tão bem trabalhada, tão coesa, que nem parece indie. Sei lá. Bandaça pronta.

Outra bandaça pronta, toda linda, vocalista estonteante no gingado, na dança, banda boa em cada instrumento, porque com eles todos os instrumentos são ouvidos, o Carne Doce, no Bananada, jogou para a torcida. Tinha gente se esgoelando na minha frente, ao meu lado, fãs locais vendo banda local em festival local. Going global but acting local. Os fãs entusiasmados estavam tentando fazer um vocal mais alto do que o da Salma Jô. Falharam. Não dá para competir com ela.

Por fim, que delícia o show do Aeromoças e Tenistas Russas, ATR para os íntimos, rapaziada de São Carlos, “nova banda” que já tem oito anos de estrada. Synthpop-electroindie instrumental gostoso, quando acerta nas músicas é uma beleza. E acerta em várias. Em certos momentos, só um recorte algo exagerado, parecia New Order/Depeche Mode no começo de carreira. A Certain Ratio, manja?

Bom, abaixo alguns dos momentos do sabadão do 2017 lotadão, em vídeos feitos por mim e fotos “de categoria” do Ariel Martini, do I Hate Flash.

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Frente e verso do showzão da cantora Liniker, uma das grandes atrações do sábado no Bananada, em Goiânia

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Salma Jô (Carne Doce), acima, e Luiza Lian: mulheres em ação durante o Bananada

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Show da veterana banda Os Mutantes, ou o que restou dela, um dos grandes nomes da 19ª edição do festival goiano

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O vocalista e baixista do Terno Rei, Alê Sater, durante show da banda no festival goiano

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CENA – Bananada, 2 de 7 – O barulho girlie do Brvnks e a pós-banda de Caxias do Sul

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* Popload ainda em Goiânia. God bless Bananada Festival. Porque em julho vem aí o Villa Mix Festival Goiânia.

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A terça-feira de um dos principais festivais indie do Brasil movimentou seis locais e acabou com a polícia brecando um Popload DJ set bem na hora em que um Soulwax com Iggor Cavalera estourando na bateria estremecia o Rock. Alegaram barulho, as autoridades, imagine. Mas o importante da segunda noite do Bananada foi que…

Mais cedo, no simpático Complexo, bar-estúdio-laje=clubinho no centro da cidade, de propriedade dos caras do Hellbenders, heróis locais, rolou um showcase do selo sulino Honey Bomb, de Caxias do Sul. Duas bandas e uma pós-banda do selo se apresentaram, explico.

Na abertura da noite, que ainda teria shows da banda Supervão e My Magical Glowing Lens, teve um show de abertura genial. Ok, mais na sua ideia do que na execução, mas ainda sim. Três membros da Honey Bomb Records montaram uma banda, aliás chamada de pós-banda, que consiste em um “mestre de cerimônias”, um baterista e um cara operando um sintetizador interferindo em remixes de músicas de bandas do próprio selo. Entendeu? É uma espécie diferente de apresentar o selo, as bandas do selo e ainda produzir um caldo musical disso. Um pós-caldo, melhor dizendo.

Em outro canto da cidade, no misto de bar, casa de show e galeria de arte, o Rock, a noite começou com a neopsicodelia local dos Peixefante, o grupo da foto abaixo. Em matéria de psicodelia, Goiânia parece saber sobre o que está falando (ou tocando).

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Depois, o bom grupo local Brvnks fez seu vigoroso show num volume em que, parecia, a casa não estava preparada. Som agridoce tipo Throwing Muses anos 90, quando doce já mostrava toda a ferocidade pós-teen incontrolável da guitarrista e cantora Bruna, ela-mesma a Brvnks. Quando agri, a maçaroca sonora grunge vinha tão violenta que, acho, balançava os quadros e obras expostos na ala artsy do Rock.

Do Brvnks, consegui pegar um momento “tranquilo” em vídeo.

Daí a noite do Rock acabou com a polícia…

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